Notas iniciais
Yay, new cap.~ Para mais informações sobre o que eu penso do novo sistema de postagem do Nyah, visite o meu perfil (voz de locutor) ashuashuhuashuas
Eu não ia por POVs do Tae aqui. Pensei em fazer tudo pelo ponto de vista do MinHo, mas, por algum motivo, o Tae me obrigou a escrever a visão dele. ISUGHOJOFUIGSOJK Então espero que gostem ^^~
Aviso: Por favor, não estou instigando ninguém a beber e usar drogas! uhsahuhuashusa /foge

TaeMin POV


Ah...



Minha cabeça dói.



Preciso urgentemente de algum analgésico. E talvez de cigarros.



Levantei-me sem vontade, procurando no guarda roupa a caixa de remédios que eu precisava naquele momento. Não a encontrei. De qualquer forma, provavelmente não haveria os que eu precisava por lá, porque sempre me esqueço de comprar quando acabam.


Dirigi-me à cozinha, precisava de algo que tirasse aquelas recordações amargas de minha mente.


–Bom dia.


A voz gutural quebrou o silêncio costumeiro de minhas manhãs e daquele lugar. Virei-me para a direção de seu emissor, e meus olhos encontraram alguém que eu não esperava ver.


Quem me dera fosse Onew.


Era aquele cara de ontem, sentado naquela velha e suja poltrona de segunda mão, que deixava a “sala” um pouco menos vazia. Ainda que fosse o único objeto lá.


Bom, aquele cara, sentado na minha velha e suja poltrona de segunda mão, que deixava a sala menos vazia, estava sorrindo, olhando para mim. Não era nada agradável.


–Bom dia. – Ele repetiu, com certo toque de zombaria.


Esperei alguns segundos para ver se ele desistiria daquele teatro clichê.


Não? Dei as costas e fui até a cozinha.


Aquele....!


A cozinha estava brilhando. As louças impecavelmente limpas estavam empilhadas cuidadosamente no escorredor, secando à luz do sol. Não se viam mais restos de comida ou embalagens vazias. O ar parecia mais leve, arejado. Estava tudo claro.


Tudo muito claro.


Não havia um jeito certo ou apropriado para iniciar uma conversa naquela situação. Ou melhor, não havia motivos para conversar com aquela pessoa. Parecia... Difícil. Mas ele ainda era um estranho. Um estranho em minha casa, em minha poltrona, vendo-me nu, cumprimentando-me com seus olhos negros de cor e humor. Era necessário dizer alguma coisa.


Voltei-me para a geladeira, deliberando sobre o que falar.



–Não acho que seja uma boa ideia procurar por algo aí. – Novamente aquele sarcasmo; por um lado, era bom ele ter começado um assunto. – Cerveja não vai te ajudar em nada.


–É, eu sei.... Mas é isso que tem.


O estalo da lata de alumínio sendo aberta fez minha cabeça sentir uma forte pontada.


Voltei ao quarto sem olhar para a sala, bebericando daquele amargo líquido que em nada resolveria minha ressaca. Não deixava de ser bom, porém. Vesti uma cueca e uma bermuda qualquer. Meus quadris doíam. E minha cabeça mais ainda quando abaixei-me para pegar meu isqueiro e cigarros.


Quando passei novamente pela sala, ele não estava mais lá.


Se a dor não fosse tão real, eu poderia acreditar que ainda estava sonhando.


Aquela pessoa agora estava sentada em uma das cadeiras da pequena mesa no centro da minha pequena cozinha, com os cotovelos apoiados sob a madeira e o queixo descansando sobre uma das mãos, como se me esperasse. Sentei-me à sua frente, deixei meus cigarros no colo. Possivelmente ele tentaria tomá-los de mim, com aquele discurso paternal sobre não fumar.


E novamente, eu não tinha o que dizer.


Fitá-lo era, no mínimo, desagradável. Aqueles olhos castanhos e grandes, observando-me com um misto de curiosidade e desdém, somente pareciam deixar a minha ressaca pior. Era melhor sofrê-la sozinho do que com esse estranho e seu estranho modo de me irritar.


–Então... Não sei o que está te mantendo aqui, caro desconhecido, mas seria muito bom se você fosse embora. Agora. – Pouco me importei se estava sendo grosso ou não, só queria me ver livre daquele cara.


–Você. – Ele respondeu simples e com um sorriso meio bobo. – E creio que seja melhor beber somente água. – Advertiu-me.


–Não estou te obrigando a ficar, nem ao menos disse que poderia dormir aqui. – Alfinetei. – Quer fazer o favor de retirar-se da minha casa?


–Seria rude deixá-lo sem cuidados. – Ele argumentou.


–Você não seria o primeiro. – Rebati.



O silêncio fez-se por alguns segundos, e tornei a beber sem muito interesse.



–Lembra-se disto? – Apontou para o próprio pescoço, onde jazia a ferida que criei.


–Lembro-me. – Parei, encarando o fundo de seus olhos. – E não me arrependo de nada.



–Não me arrependo de nada também. – Disse, sério e intenso. – E faria tudo novamente.



–Sabe que, às vezes, sinto que os minutos passam muito rápido? – Repentinamente ele indagou-se. – Já é meio-dia, faz quase uma hora que você acordou.



–Tão filósofo. – Ironizei. – Como me explicaria isso, senhor Romeu?



Ele riu baixo, pela primeira vez, naquele local.



–Se conhecesse tanto de poesia quanto eu conheço, saberia que Romeu e Julieta é uma obra poética, e Romeu, principalmente, é sonetista. Não estou filosofando, estou criando poesia.


Idiota, irritante.



–Como se eu ligasse.



–Romeu é impulsivo, sem controle. Louco de amor.


–E?


–Está me vendo louco aqui?



Ok, esse papo já está indo longe demais.



Levantei-me. Aquele cara forçara-me a sair da minha própria cozinha, com toda a sua “poesia” e implicância. Isso me deixava angustiado. Angustiado por não poder tirá-lo daqui, com essa dor mental e corporal.



Eu nem ao menos tinha uma arma para ameaçá-lo. Grande merda.



Perambulei pelo meu próprio apartamento, pensando no quanto eu queria fumar. Acabei parando novamente em meu quarto, abrindo as cortinas e janelas e debruçando-me sobre o parapeito da mesma. Olhei para trás, e não, ele não estava ali. Puxei um cigarro da pequena caixa e acendi-o, inspirando. Relaxei um pouco os joelhos e expeli a fumaça diante do céu azul do meio dia. Estranho a luminosidade não ferir meus olhos.



–Por quanto tempo você vai me encher o saco? – Indaguei àquele que segurou minha cintura com suas grandes mãos e respirava tranquilamente em minha nuca.



Infinitely.


MinHo POV


–Pelo tempo em que você relutar.


Virei-o e prendi seus lábios em meio aos meus, movimentando-os ternamente, como um abraço. Novamente aquela amargura invadiu-me, e novamente, não me importei. Havia algo muito mais forte que me empurrava contra aquele corpo, contra aquela rosa cravada de espinhos, que tanto insistia em me ferir.


Por que você não pode ser meu?



Soltei-o e parei o beijo.


TaeMin nunca seria meu.



–Você é a pessoa mais estranha que já conheci.


Aquelas singelas palavras tiraram-me do transe e do pesar que comecei a sentir. Olhei em seus olhos, e não, ele não estava irritado. Encarava-me até mesmo com deboche; Os olhos travessos analisavam-me como se formulassem um plano.


Sorri em resposta, aceitando qualquer fosse seu jogo.


–Achas que Romeu é estranho? – Perguntei-lhe, ignorando a imensa vontade de acrescentar “o amor de” antes de Romeu.


–Você não é assim tão Romeu quanto aparenta ser. – TaeMin deu de ombros, levando novamente o cigarro à boca.


–Está errado. – Sussurrei, puxando seu corpo contra o meu novamente.



Eu o corrigi mentalmente. “Você é muito mais Romeu do que aparenta ser” seria o certo.


Lee TaeMin, meu TaeMin, eu não demonstro nem 1% do amor que sinto por você.


Enquanto rolo contigo por cima dos lençois, digo silenciosamente que te quero, que te desejo por inteiro, mas que pertença somente a mim, pequeno querubim.


Torno a lhe dizer, sou como Romeu, sou louco de amor.


Enquanto te beijo carinhosamente e toco suas bochechas, ao mesmo tempo que você tenta livrar-se de minha camisa, eu estou enlouquecendo.


Lenta e dolorosamente, definhando, sendo dominado pelo meu desejo de tê-lo em meus braços não importando como, todavia, preciso manter tudo o que sinto em meu interior.


Porque você não é meu.


E assim, descubro mais de tua lisa pele, tateio, desbravo, buscando sua voz libidinosa, que canta meu nome na língua do sexo.


Espanco, esmago, trituro, destruo, tudo aquilo que se condensa em meu interior.

Entretanto, ainda está pulsando, esse coração que bate por amor.


Beija-me, induz-me ao seu doloroso sabor. Cura com seus gemidos e sua satisfação, toda a dor que ambos sentimos, e que ambos não podemos evitar.


Diga-me como posso livrá-lo desse amargor.


Sejam gentis meus toques, sejam viris. Seja você meu ou não, agora, por enquanto, não importa. Eu te preencho, você me faz único.


Diga-me porque não posso tê-lo sempre para mim.


No epítome do meu paradoxo, você é meu início e meu fim.

Meu, meu precioso TaeMin.


Deixarei você sempre assim, sorrindo de forma satisfeita. Completa. Posso te dar mais do que meu abraço enquanto tu suspiras cansado, posso te dar mais do que apenas sexo. Posso te dar meu coração, se isso for o que querer.


Julieta, TaeMin, TaeMin, Julieta.

Estou te oferecendo meu coração, Julieta.

Estou te oferecendo meu coração, TaeMin.

Acolha-o junto ao seu, Julieta.

Acolha-o junto ao seu, TaeMin.

Não torture-me tanto assim.

Julieta, TaeMin, TaeMin, Julieta.

Se eu jogar meu coração ao seus pés,

Você me aceitaria?


Notas finais
Comentem, gente muito mais do que linda! *-------*
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Waaaaaaah, quase me esqueço, um muito-super-mega-ultra-supimpa obrigada à Laís, ou Raisu-chan, que recomendou a fic. Sua lindíssima *o*
E pra quem ainda non viu, a atrazilda fez um twitter! /o/ Me sigam lá, leitores *^* Eu sigo de volta, eu converso, eu não mordo. Só venham~! shuaushahuasas https://twitter.com/SweetKoori
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E até algum dia desses~!! ♥