Notas iniciais
Ok, sei que foi quase um mês sem postar ú.ù Mas minha inspiração simplesmente não estava sendo minha amiga. E, bom, quarto bimestre está aí, provas já começaram D: Ah, fui bem no terceiro. Meio que graças à paciência dos meus lindos leitores ^^ Será que daria pra aguentar mais um mês e meio? Ah, também estava pensando aqui, e acho que Infinitely. não vai passar de 7 capítulos. Até já escrevi o último inteiro (?). Não me perguntem como eu faço isso. HYFDSHIFVDSCHJK
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De qualquer forma, aproveitem o capítulo fresquênho que eu tenho aqui pra ocês *-----------*

–TaeMin-ah.... – Peguei-me murmurando aquele perfeito nome outra vez. Já se fazia algum tempo desde que eu deixara seu apartamento, após observá-lo dormindo pela segunda de incontáveis vezes que eu desejaria ver.


Agora, em meu quarto, deitado sobre os intocados lençóis do dia passado, só me restava recordar.



Mas meu coração não estava pleno. Sentia falta.



E de repente, o silêncio permaneceu abraçado a mim, enquanto o sol dava lugar à lua e a lua dava lugar ao sol. E o vazio continuava vazio.


Durante esse tempo, tampouco tive coragem de procurá-lo; seu número gravado em meu celular e em meu coração não fora discado uma única vez.


E, diante dos meus olhos, nada se via a não ser TaeMin.


Aqueles habituais minutos em que eu o via, após o término das aulas, foram tirados de meu relógio mental, pois antes que eu percebesse, o sinal que anteriormente me deixava feliz, agora mal era percebido pela minha covardia.


Apertei cada berro, cada grito e cada lágrima, não deixei-os escapar. Torturei-me docemente, como se cravasse mil facas abaixo de meu maxilar. E a dor não pararia nunca. Não permiti mais que meus pés movessem-me para longe da carteira apressadamente, como era de costume. O que me prendia ao medo? Ainda não havia descoberto. Por quê, afinal, se a minha vontade era outra?


Fazia-se duas semanas que eu não ouvia sua voz.



Infinitely.


Achei inacreditável ter resistido por tanto tempo.


Não me lembro da última vez em que ouvi sua voz. Teria sido ontem, enquanto sonhava com o dia em que o conheci? Ou talvez há poucas horas, quando saí da universidade e avistei o lugar onde sempre o via, naquele momento vazio, mas pensei ter ouvido sua meiga risada, enquanto admirava a pessoa que amava?


Ah, TaeMin, por que você não me ama?



Além de estar enfiando suas lâminas, agora você também as retorce...?



Dei mais um passo. O último que eu poderia dar sem desabar ao chão. Estava tão deplorável, tão sujo, tão bêbado... Algo inaceitável até a mim. O álcool não ajudava a me limpar; apenas escondia as manchas e disfarçava o aroma da dor. As palavras, os beijos e as carícias, vindas de tantas garotas empenhadas em me dar prazer, mas cujo rosto nem recordo mais, não significavam nada.


O mundo girava, e isso me deixava tonto.


Entrei no carro. Acionei o motor e torci para não ter nenhum carro atrás do meu, pois não queria ter que pagar um concerto para dois carros. Tinha certeza de que eventualmente bateria em um poste, e estava cogitando até mesmo o melhor lugar para isso. Mas em um lapso, tive uma ideia melhor. Acharia um posto de gasolina, pisaria o máximo possível no acelerador e terminaria tudo aquilo.


Sinceramente, não pensei duas vezes.



A adrenalina corria em meu sangue tal como o carro corria pelo asfalto. Sem rumo, apenas procurando o local de minha programada morte. Se tudo saísse como planejado, eu não sentiria tanta dor. E mesmo que sentisse, não recuaria. Minha insanidade a abraçaria de bom grado.



Ao passar por um grupo na calçada, percebi uma briga. E, algum vestígio de minha inteligência e sanidade obrigou-me a frear abruptamente, em plena rua, descer do carro, aproximar-me, separar os dois caras que se espancavam em torno a tantos outros que os incentivavam, e tudo apenas para confirmar o muito provável:


Um deles era meu anjo TaeMin.


–Quem é que você pensa que é? – O outro cara berrou, sua voz rouca e descompassada comprovava que estava tão são quanto eu. Ele cambaleou para frente e para trás, piscando, tentando manter-se firme. – Seu príncipe veio te salvar, boneca? Ou ele quer que eu coma o rabinho dele do jeito que eu faço com você, hein?



Aquelas últimas palavras puseram minha ira à tona.



Joguei-me contra o homem, caindo consigo na calçada. Fi-lo bater a cabeça com força no chão, mas mesmo assim, não o desacordei. Ele puxou-me pelo cabelo e arremessou a outra mão contra meu rosto. A inércia me jogou para trás, mas voltei com o punho e me vinguei daquele maldito. Meu rosto latejava e não conseguia ver claramente, mas não iria deixá-lo escapar. Não acordado. Não inteiro. Não vivo.


Senti braços me puxando para trás, e um gatilho sendo puxado.


Os homens encolheram-se e levantaram os braços. Aterrorizados.



TaeMin segurava meu braço com uma mão, e a outra, apontava o revólver ao cara no chão.



–Eu devia ter te matado quando senti seu cheiro de bunda suja, seu ignorante. – TaeMin ameaçou-o. – Não se ache o gostosão só porque eu dei pra você uma vez, Joon. E se não quiser que eu te encha de furos, é bom ficar na sua. Seu lixo.



–Você ainda vai abaixar essa sua arrogância... Nem que eu tenha que te arrombar até—


O rapaz chamado Joon foi interrompido pelo alto som do tiro disparado contra a parede de um prédio, logo atrás dele. Por pouco o tiro não acertara seu rosto, e senti-me frustrado por não ver seu rosto explodir.


Eles se foram em poucos segundos.


–E você, o que faz aqui? – Ele perguntara a mim, soltando meu braço. Tentei recuperar os sentidos e me levantar, mas minhas pernas não pareciam me obedecer.


–O que eu faço? – Murmurei, sentindo uma forte dor de cabeça. – Desde quando você se interessa? – Dor.


–Eu não me interesso, só quero saber os motivos desse seu estado deplorável. – Cada palavra sua demonstrava sua sinceridade e apatia quanto a mim. Era mil vezes mais doloroso do que sua ausência. Quase contrapunha a imensa felicidade que senti ao vê-lo, ao reviver minhas lembranças de sua aparência, de sua voz, de sua essência.


Mas nada combateria meu intenso egoísmo.


–ONDE VOCÊ ESTEVE DURANTE TODO ESSE TEMPO??? – Vociferei irracionalmente, levantando-me em um pulo, fuzilando-o com minha vista. Não mantive minha visão focada por tempo suficiente para perceber sua reação. – Não sabe o quanto você me preocupou, o quanto eu precisei... Ouvir algo sobre você. Você não faz nem ideia da falta que senti de você, TaeMin.


Achei que havia errado demais ao escolher aquelas palavras. Ele não aceitaria meu amor, muito menos me quereria por perto novamente. Senti tudo cair, possesso pelo estúpido erro ter me custado a presença da pessoa a quem eu mais amava no universo.


Ouvi um riso baixo.



–Romeu, não sei do que está falando. Está é com falta do meu cu, não é, seu bêbado?



Quase agradeci aos céus por ele estar tão sóbrio quanto eu. Sorri, com um pouco mais de confiança, e minha visão focou-se apenas em seu olhar de desdém.


–Romeu também foi um ser humano.



Infinitely.



Não havia nada que me impediria de tê-lo naquele momento.


Livrei-me da saudade de sentir seu gosto de cinzas e álcool, que não se contrapunha tanto ao meu, assim como também deixei de abster-me de tocar seu tão gracioso corpo, que dançava colado ao meu, implorando por mais toques. Não conseguia concentrar-me nem para apertar o botão do elevador, pois TaeMin empurrava-me contra a parede enquanto nos beijávamos avidamente. Sua pele roçava na minha insistentemente, me levando à loucura e à vontade de arrancar nossas roupas ali mesmo, mas por sorte, o elevador chegou, entramos em meio à nossas carícias, e com a mesma dificuldade, apertei o botão de meu andar.



Ao chegarmos a nosso destino, estávamos completamente tomados pelo desejo, mas nos separamos. Abri a porta do apartamento, e entramos. TaeMin já me atacava novamente, então concluí que não chegaríamos a meu quarto. Puxei-o para meu colo, e meu anjo enroscou-se em mim como se nunca mais pudesse me soltar. Levei-o ao sofá, sem deixar de beijar sua majestosa boca um único segundo, até ambos estarmos completamente necessitados de oxigênio.


Ele ofegava, e eu também, mas decidi dar-lhe prazer primeiro. Deixei-o sentado enquanto abaixava-me ao chão, entre suas pernas. Abri os botões de seu jeans, observando o volume que já estava ali. Abaixei um pouco o tecido, juntamente com sua roupa íntima.


Então vinguei-me de seu tão tortuoso trabalho em nossa primeira vez, vendo seus dedos do pé se contraírem em um angustiante prazer a cada vez que minha língua descobria sua intimidade, cada vez mais intensa, cada vez mais carente de seu deleite. Seus gemidos eram mais do que incentivos, eram como ordens. Eu, como seu bom escravo, jamais desobedeceria. Uma mão acariciava minha nuca, sem pressioná-la muito, mas ainda necessitada. A outra apertava o claro tecido do sofá, enquanto relutava para manter cada gemido que eu prezava ouvir dentro de sua garganta.


Não precisa se segurar, meu pequeno.


Senti seu pré-gozo invadir minha boca e ele afastou-me, puxando-me para cima em um beijo único.


Seu gosto era intrínseco. Não me esqueceria dele jamais.



TaeMin não deu-me tempo, tampouco permissão, para me posicionar sobre ele novamente. Fora ele quem tomara as rédeas, rapidamente despindo-se. Imitei-o, e logo nossos gostos misturavam-se mais uma vez. Quando eu arriscava-me a encará-lo, podia ver a nebulosidade e o desejo gritarem em seus olhos.


Minhas pernas estavam tensas, e quase gritei ao sentir seu interior quente sobre meu membro.


Por alguns instantes, minha mente esvaziou-se com a sensação. Meu rosto parecia estar em chamas, assim como seu hálito que batia em meu pescoço. Minha mão tateou sua coxa macia, à procura do teso membro, e quando o encontrou, passou a estimulá-lo. TaeMin não desaprovou o ato. Rebolava de modo tão gracioso, e simultaneamente tão erótico. Sua dança prendia meus olhos aos seus, e me puxava em seu ritmo extasiante. Habilidoso como se suas vértebras fossem descoladas, flexível como uma serpente. Quente e sexy como somente ele poderia ser. Ele me levava a um nível de desejo e prazer que ninguém conheceria. Éramos nós, éramos um.


Eu não poderia evitar me satisfazer com o sexo que ele me proporcionava.



Segurei seu quadril e impulsionei-o a mover-se verticalmente também, para sentir seu interior mais profundamente. Ambos não reprimíamos nossa voz nem nossa força. Assim como eu movia meu quadril contra seu corpo de forma agressiva, ele arranhava minhas costas e mordia qualquer parte da minha pele sem se preocupar em me ferir. O prazer apaziguaria nossas dores físicas. E, minimamente, nossas dores emocionais.


Esmaguei seus lábios contra os meus, sem parar de mover o quadril e novamente masturbando-o. TaeMin movia-se o mais rápido que conseguia, e correspondia a meu beijo sem hesitar. Logo senti meu esperma preenchê-lo e urrei de prazer. Ele também gemeu alto, apertou as pernas contra meu colo e sua entrada contraiu-se. Seu gozo espalhou-se sob meu abdômen e minha mão.


Caiu sobre mim, arfando. Eu estava em igual situação. Estava cansado demais, mas levantei seu rosto e o beijei calidamente. TaeMin retribuiu, ainda que mais fraco. Levantei-o com cuidado e aninhei seu pequeno corpo a meu peito, andando em direção a meu quarto. Ao chegar, deitei-o em minha cama e cobri-o com um lençol, logo me deitando ao seu lado.



O que me surpreendeu foi sentir TaeMin abraçando-me ternamente.



A esperança jamais morreria.



Boa noite, meu grande amor. Meu TaeMin.


Notas finais
Último aviso: A fic e minhas outras fics em andamento já estão sendo postadas no AS. Quem tiver perfil lá, pode me adicionar: http://animespirit.com.br/sweetkoori ^^♥
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Revieeeeeeeeeeeeeeeews! ♥♥♥♥♥♥♥