Notas iniciais
Primeiramente, muuuuuito obrigada à 2zys pela linda recomendação na one! E muuuuuito obrigada novamente à Yokubaku e à Stephanie, lindas! 3 recomendações! 12 reviews! 18 favoritos! Muito obrigada à todo mundo /pulaesecurva Eu nunca pensei que seria tão bem aceita, essa 2Min... Ainda hoje eu sinto insegurança >< Mas vocês, leitores, me motivam muito! Sempre leio os reviews quando estou sem inspiração, pois eles me deixam super feliz!! *----* Obrigada sempre pelo apoio, gentem ♥ E espero continuar agradando~~!!
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Escrevi metade desse capítulo agora há pouco, então talvez ele esteja meio cagado. Escrever Infinitely é muito, muuuuito difícil. Mentira, é que eu sou burrinha, e o Min exige de mim muita atenção. Ele é complicado. djsdfhlsajdalkfdjlsdjflksd
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A estrofe em inglês do início foi tirada de uma (fucking perfeita lynda e maravilhosa) imagem MinKey que eu vi no tumblr. São poucas palavras, mas me tocaram tanto... Não resistiria a colocá-las aqui ><~
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Tá, vou parar de tagarelar. Sorry, BoA leitura, e me presenteiem com a vossa opinião maravilhosa! *----*

I know that

You have someone else

But,

That won’t stop me

From trying.



Naquela tarde, antes da aula começar, enquanto eu lia um livro qualquer, ouvi passos firmes vindo em minha direção.


–MinHo-ah! Faz tempo que não vem falar comigo, seu ingrato!


A pessoa que viera falar comigo – melhor dizendo, reclamar – era KiBum. Ou Key, como ele prefere ser chamado. Estava, como sempre, autoritário. E desde que começara a namorar com aquele cara desejado por todas e todos, mais conhecido como Kim JongHyun, perdemos o bom contato e intimidade que melhores amigos deveriam ter. Não digo que sinto falta dele, mas foi descortês de minha parte tê-lo simplesmente deixado ir.


–Desculpe. Você também andou sumido, não é? – Sorri para ele. Era reconfortante, de certa forma. As pessoas que costumavam passar o tempo comigo eram somente interesseiras, mas Key era diferente. Ele era verdadeiro. – Como vai o namoro?


–Vai muito bem, obrigado. – Ele sorriu sarcasticamente. Sabia que perguntei somente para provocar. – E você? Pegando muito?


–Na verdade, não.


–Hm. Você parece meio desanimado. Vai ir à festa, hoje? – Ele perguntou.


–Festa? – Respondi com outra pergunta.


–Sim, da HyoRin. Você foi convidado sim, não queira me enganar.


–Ah, sim... Lembrei. – Sorri. Tudo que não me era, de certa forma, importante, era armazenado como sem valor pela minha mente, como a mente de qualquer outra pessoa. Mas agora a lembrança da menina de cabelos cor de mel, pele bronzeada e um belo sorriso, me convidando para sua festa, há duas semanas, me parecia bem familiar.


Ah, sim... Essa pessoa conhece Lee JinKi.


–A que horas você vai mesmo?



De alguma forma, as circunstâncias acabaram sendo perfeitas. Destino, talvez?


Eis que me surgiu a primeira oportunidade de aproximação.



Infinitely.



O resto do dia passou-se rapidamente, e a noite logo chegou. E a madrugada logo chegou.


E depois de alguns minutos, estacionei o carro na frente da grande casa cujo endereço era o mesmo do convite que recebi.


Dentro da mansão, vi muitos conhecidos. Algumas pessoas vieram falar comigo, eu apenas as cumprimentei educadamente. O ambiente fechado tinha um aroma diferente. Algo como bebidas alcoólicas, fumaça, e perfume. Muita, muita gente. Muitas meninas com suas curtas roupas, dançando, atraindo os olhares dos muitos rapazes, que quase as devoravam com os olhos. Muitos casais se beijando, se tocando.


Havia todos os tipos de pessoas, menos a que eu procurava.


–Choi MinHo.... – Ouvi meu nome ser pronunciado detrás de mim, em uma voz carregada de lascívia.


Virei-me e avistei uma garota. Uma bela garota.


Usava um curto vestido preto, que cobria pouco mais do que suas intimidades. As longas e perfeitas pernas caminhavam em minha direção, parando a poucos centímetros de meus pés. Seu corpo era delgado, as curvas eram pouco acentuadas. Mas ainda assim, me era extremamente sexy.


O rosto da menina que me encarava de modo sugestivo era um tanto quanto infantil, mas no brilho dos negros olhos, passavam-se ideias nada infantis. Assim como os lábios que formavam uma lua minguante em sua perfeita face não pareciam querer apenas conversar.


Ela aproximou-se mais, deslizando as longas unhas por meu peito, por cima do blazer preto que eu usava. Minhas mãos circundaram sua cintura, puxando-a para mais perto de mim. O perfume vindo de seu pescoço me envolvia em desejo e me forçava involuntariamente a tatear mais da silhueta da garota. Ah, enfim lembrei-me de seu nome. Uma garota que vez ou outra me seguia pelos intervalos, na companhia de suas amigas. Kwon YuRi.


YuRi não esperou-me ao menos cumprimentá-la. Selou nossos lábios com pressa e fome. Não recusei. Seu gosto doce e simultaneamente picante era delicioso, e o modo como sua língua dançava como a minha parecia uma coreografia – promíscua, devo acrescentar –. O modo como tratava de prender-me a si também era interessante, mantendo as mãos firmemente em minha nuca, quase arrancando meus cabelos.



Separamo-nos por um segundo, arfando.



E foi nesse momento, que quase ajoelhei-me para agradecer à Deus por abrir os olhos.



Lee TaeMin entrara no local, acompanhado de algumas pessoas. Estava lindo. Lindo demais.


Em poucos segundos, ele se misturou à multidão. Perdi-o de vista.


–M-MinHo...? – A voz gora fraca e levemente indignada de YuRi não fez-me voltar para onde ela estava. Aliás, nada faria. O órgão pulsante em meu peito era um imã atraído por aquela criança.


Logo eu estava em meio a pessoas dançando, se tocando e espalhando o clima contagiante da música e das bebidas. Vasculhei os rostos conhecidos e desconhecidos, procurando por aquele em especial, que fazia-me escravo do sentimento máximo.


Não o encontrei.


Ainda assim, algo parecia me atrair.


Caminhei mais um pouco, seguindo a misteriosa intuição. Por fim, parei diante de um corredor escuro. Haviam várias portas, todas fechadas.


Até mesmo sem ouvir os gemidos e gritos, eu sabia de que assuntos tratavam-se ali.



TaeMin não estava ali, pensei.



Ouvi um grito entrecortado vindo do fundo do corredor.



Adentrando a escuridão, pude ver duas silhuetas quase ao fim da extensa passagem. Uma delas, pude identificar como uma garota, pelo brilho fraco do vestido prata. Ela estava caída ao chão, com uma expressão assombrada e lágrimas borrando sua – antes – perfeita maquiagem.


–Por favor, pare esse louco!! – Ela gritou, olhando para mim.


O “louco” a quem ela se referia era Lee TaeMin.



Um baixo riso ecoou no pequeno espaço.



–Repita essa palavra e eu repito o que fiz com sua amiga Luna.



Tive que me segurar para não suspirar.



Meu coração falhou ao ouvir aquela perfeita voz proferindo palavras de maneira tão suave, e simultaneamente ameaçadora. Se eu fosse Maomé, poderia pensar que o anjo Gabriel falara comigo. Mas não sou, e mesmo assim, quase sucumbi ao poder daquela maravilhosa voz, mais harmoniosa do que o tom soprano mais perfeito que alguém pudesse ter.



A garota me encarava desesperada. Eu não sabia se deveria intrometer-me na situação, ou continuar admirando silenciosamente aquele a quem jurei amar para sempre. Era uma decisão difícil de se tomar.


Ele virou-se; seus olhos fisgaram os meus.



Meu coração deixou de trabalhar pela segunda vez naquela noite.



TaeMin ignorou-a, andando em minha direção. Pousou a mão em meu peito. No lado esquerdo. Temi que percebesse a óbvia pressa daquele tão fraco órgão em revelar a meu amor tudo aquilo que eu sentia. Se o notou ou não, a situação era inesperada demais para minha mente interpretar a reação dele, rápida como seus passos na direção de onde viemos, afastando-se daquele lugar podre, com sons e odores insinuantes.


Um pequeno arranhão ali. A mão se foi.



Algumas palavras como “Mantenha em segredo”.



Por que não?



Segui-o.



Logo estávamos longe. O calor e a música alta foram substituídos por uma brisa fria e o som abafado pelas paredes da mansão. Estávamos do lado de fora, quase nos portões.


–Por que está me seguindo? – TaeMin tirou-me do transe.


–O que você tem com aquela pessoa? – Perguntei, sem parar de seguí-lo.


–E desde quando isso é da sua conta? – Respondeu-me rispidamente, com outra pergunta, andando mais rápido.


–Qual seu nome, pequeno anjo?


Parou. Sibilou de frustração. Virou-se para mim.


Ah, como sou apaixonado.


–Quer parar de me responder com perguntas desconexas? – A raiva era clara em seu tom, mas percebi também um pouco de infantilidade.


Sorri, entrando na brincadeira.


–Quer parar de me imitar? – Brincar com aqueles olhos tão belos... Interessante.


TaeMin deixou de encarar-me. Retirou do bolso traseiro um maço de cigarros, juntamente com um isqueiro preto. Ateou fogo à extremidade da droga, levando-a aos lábios e inspirando a fumaça já formada. Pouco depois, expeliu-a, voltando a me fitar com uma expressão desinteressada.


–Pequenos anjos não deveriam fumar. – Adverti-o, ainda com o sorriso que provavelmente o irritava.


–Pessoas estranhas não deveriam viver.


Essa doeu.



–Olha, eu não sei o que você quer comigo, seu maluco. – Ele falou pausadamente, girando o cigarro entre os dedos, observando as cinzas caírem ao chão. Por fim, largou-o, pisando em cima, aproximando-se perigosamente de mim. – Mas não estou a fim de brincadeiras. – Nossos corpos quase se tocavam. – Então ou você me deixa em paz, ou vai descansar em paz. – Os braços magros de TaeMin enroscaram-se em meu pescoço, seu olhar era cominador. – Entendeu, Romeuzinho?

Neste momento, um pequeno canivete pairava sobre minha jugular, esperando para ser manchado com meu sangue.


–Seus olhos nunca pareceram tão vazios. – Sussurrei.


Ele os arregalou minimamente, depois estreitou-os.


–Que tal ir para casa? Ficar aqui na rua pode ser perigoso. Alguém pode tentar machucá-lo. – Avisei-o, com um tom irônico na voz. E estava falando verdadeiramente.


–Eu posso machucar alguém. – Ele retribuiu a ironia, não percebendo a veracidade do que eu o disse.


A pequena lamina fora pressionada com um pouco de força, e se TaeMin a deslizasse, iria me cortar.


–Você pode se machucar.


A dureza de minhas palavras atingiu em cheio a frágil mente dele. Percebi isso, pela dor latejante que senti, e pelo cheiro metálico que veio às minhas narinas, juntamente com o odor da fumaça de cigarro que vinha de TaeMin.


–Você não me conhece.


Afastou-se; Limpou o canivete na lateral da calça preta. O sangue parecia não estar ali.



Ele virou-se, andando sem rumo pela calçada.



–Te conheço melhor do que você pensa. – Sussurrei ao pé de seu ouvido, ao me aproximar silenciosamente, segurando suas mãos em suas costas.


–Me solta, seu desgraçado! – TaeMin tentou, inutilmente, se soltar, debatendo-se.


Virei-o e selei nossos lábios.



Ele me empurrou.


–Você queria isso desde o início, seu vadio? – Perguntou, limpando a boca com as costas da mão.


–Sim, desde o momento em que o vi. – Respondi, aproximando-me novamente.


Sim, desde o momento em que o vi....

Desde o momento em que me apaixonei por ti.


Não demorei a repetir o gesto; Logo minha língua brincava com a dele, dançando, entrelaçando, descobrindo. O gosto era amargo. Cigarro, bebida, talvez algo mais. Não me importei.



Se aquele era o gosto do Paraíso, eu o aceitaria de bom grado.


Quando faltou-nos o ar, separamo-nos. O olhar de TaeMin dizia-me tudo. O meu olhar, que pude ver refletido em suas orbes negras, também o dizia tudo.


Sorri, pus as mãos nos bolsos e caminhei despreocupadamente em direção ao meu carro. E meu anjo vinha atrás.



–Onde prefere? – Perguntei. Era estranho como soava casual. Um tanto quanto divertido.


–Minha casa é aqui perto. Se não se importar...


–Por mim, ok.


Ele me passou seu endereço, e mais nada foi dito. O silêncio era agradável, apesar de minha curiosidade pedir-me para quebrá-lo. Prometi a mim mesmo que resistiria, pelo menos hoje.


Enfim chegamos; Era um edifício com uns 3 andares. Parecia simples. TaeMin desceu do carro, e eu o acompanhei.


O portão estava aberto. Não haviam porteiros, ou qualquer tipo de segurança. As janelas da sacada do primeiro andar estavam abertas, deixando cortinas brancas, mas levemente manchadas dançarem com o vento. Subimos as escadarias escuras, não havia uma única lâmpada funcionando ali. Todas quebradas, e a única luz que havia para nos certificar de não tropeçar era a luz da lua, que entrava timidamente por frestas nas janelas de cada andar.


Terceiro andar.



A porta do 2º apartamento fora aberta sem nenhuma chave. Estranhei. TaeMin entrou naturalmente, segui-o.


–Espero que não ligue pela bela porcaria que é esse apartamento. Não consegui arranjar nada melhor... – Disse, chutando as roupas e sapatos espalhados pela “sala de estar” e pelo corredor. Senti que ele ocultou alguma informação ali.


Dirigimo-nos até um quarto. Uma grande cama de casal se fazia ali, juntamente a um guarda-roupa e uma porta que deveria ser de um banheiro. Sorri. Roupas íntimas jogadas ao chão, que atraente.


–Quer admirar minha bagunça ou continuar de onde paramos? – Foi brincalhão, mas ao mesmo tempo, persuasivo. Aproximei-me, forçando-o a recostar as costas na porta do quarto, a qual ele fechou.


–Quero admirar a bagunça que será isso aqui mais tarde... – Sussurrei, beijando-o novamente.


–Vamos bagunçar bastante, então.... – Sua voz venenosa ecoou em meus ouvidos, os olhos insinuantes quase me forçando a atacá-lo sem precedentes. As mãos desciam por meu peitoral, provocando. Até ele retirar meu blazer e abrir minha camisa habilmente.


Muito, muito tentador, Lee TaeMin.


Empurrei-o contra a parede do quarto, desta vez segurando-lhe os pulsos. O rosto de minha pedra preciosa estava úmido pelo suor e sua respiração começava a ficar evidentemente acelerada. Tracei um caminho imaginário com a língua, desde as clavículas, subindo para seu pescoço, parando no lóbulo de sua orelha com uma mordida. TaeMin arfou.


Senti uma reclamação fraca ser exercida entre meus dedos. Talvez não tivesse percebido a força que apliquei lá, por estar ocupado tentando controlar a mim mesmo. Devia estar machucando-o. Ergui o rosto, antes concentrado no pomo de Adão do meu amado, que subia e descia freneticamente, para fitar os olhos castanhos daquele anjo.


Os lábios semiabertos e a aparência cansada eram incrivelmente sedutores.


–Me solta, pra eu te fazer enlouquecer..... – Mais fraco que um sussurro. A simples frase me atingiu como um choque.


Um choque delicioso.


–Como se já não estivesse o fazendo.... – Respondi, sorrindo sacana e soltando os pulsos de TaeMin. Ele pegou em minha mão – a primeira vez que fazia isso – e levou-me até a ponta da cama.


Sentei-me e ele ajoelhou-se em minha frente.


Sorrindo malicioso.


Desabotoou meu jeans preto, deixando à mostra a boxer de mesma cor. O volume ali era claro, implorando por liberdade. TaeMin acariciou-me ainda por cima da roupa íntima, deslizando as pontas dos dedos por sua extensão, provocando. Somente pensar que não era um sonho ou uma fantasia já me daria motivos para gozar vendo aquela cena, mas eu ainda queria mais.


Mais prazer.


Como se ouvisse meus pensamentos, ele puxou parcialmente minha boxer para baixo, deixando meu teso membro agora exposto. Arfei de alívio, mas TaeMin rapidamente puxou-me em sua direção, juntando nossos lábios. O contato durou pouco, mas aprofundou-se rapidamente, e logo minha língua explorava a boca dele lascivamente e vice versa. Separamo-nos por falta de ar, e porque algo muito melhor estava por vir.


Pousou as mãos em minhas coxas, aproximando os lábios carnudos de minha ereção.


A ponta de sua língua tocou minha glande, movendo-se lentamente ali, naquela região tão sensível. Agarrei o lençol com força e joguei a cabeça para trás, a ponto de delirar. Era milhões de vezes melhor do que sonhar. Era melhor do que qualquer outra experiência que já tive.


Era algo que somente Lee TaeMin poderia fazer.


E então a pequena boca revestiu, aos poucos, minha extensão. O calor era inimaginável, o prazer era uma chama ardente, tanto prazerosa quanto torturante. Era quente e úmido, e à medida que TaeMin movia a cabeça, alternavam-se os movimentos de sua língua e dentes. O atrito causava um som extremamente excitante aos nossos ouvidos, e o modo como ele fazia questão de gemer e mover-se sensualmente era mais do que convidativo. Enrosquei meus dedos no cabelo loiro e sedoso dele, forçando-o ainda mais contra mim.


Quando minha extremidade fora apertada por sua garganta, eu senti que não poderia existir sensação melhor. E continuei a forçá-lo, ignorando os altos gemidos de reclamação de TaeMin, que parecia estar tendo dificuldades para respirar. Não me importei, estava cego pela nuvem de luxúria e prazer que ele mesmo havia provocado. Era tão magicamente apertado, chegava a doer de tão prazeroso.


Era estranhamente bom vê-lo sofrer para me dar prazer. Me deixava ainda mais excitado.


–Sua puta gostosa... – Murmurei, soltando-o quando senti meu prazer inundar sua boca.

Ambos ofegávamos; Eu, de prazer. Ele, de falta de oxigênio. Quaisquer fossem as reclamações da parte de meu amor, eu não ligaria. Fora perfeito, mesmo que apenas para mim.


TaeMin se afastou, sentando-se com os joelhos dobrados no chão. Limpava a boca e os olhos, percebi que havia lacrimejado. Sorri. Sua aparência cansada era fofa, e ao mesmo tempo, tentadora. As coxas fartas pareciam implorar-me para serem apertadas, tão perfeitas... Ainda que presas naquele jeans preto. A pele clara estava levemente brilhante pelo suor. Percebi-me transpirando também, estava muito quente ali. Muito, muito quente.


Tal como o fogo do Inferno, TaeMin. Tal como o próprio Lúcifer. Quente, perigoso.


E onde estava o medo de se queimar?


Nem eu sabia responder.


O puxei pela gola da camiseta, jogando-o na cama. Minha violência parecia não ter afetado aquela criatura belíssima e, no momento, submissa a mim. Não tardamos a nos livrar das roupas sufocantes, sobrando somente nossos corpos nus.


TaeMin não queria esperar, me puxou para si em um ósculo. Minha parte sã – se é que posso considerá-la assim –, porém, insistia em visualizar cada detalhe daquele corpo o qual sempre sonhei possuir em meus braços. Ele foi mais forte, mas não dei-me por vencido. Afastamo-nos um pouco. TaeMin era magro, tão magro. Suas costelas eram levemente ressaltadas na pele branquíssima e sem imperfeições. Lembrava-me o corpo de uma menina, mas era mais gracioso. Mais angelical. Deslizei as mãos por seu peito, parando em um dos mamilos, brincando ali, enquanto ele gemia perto demais de minha orelha, causando-me arrepios.


Era tudo muito perfeito em Lee TaeMin.


Quando finalmente fui “solto” – as mãos em meu cabelo não deixavam-me admirá-lo completamente –, TaeMin quem afastou-se. Não posso dizer que não gostei da ideia, pois vê-lo engatinhando até o criado mudo, fez-me salivar.


E nem percebi o que ele fora pegar.


–Se vamos fazer, vamos usar camisinha. – Ele falou, estendendo os preservativos para mim.


Tomei-os de sua mão e joguei em qualquer canto do quarto.


–Acha mesmo que um pedaço de plástico vai te proteger de mim, TaeMin? – Sussurrei, rouco pelo prazer, me aproximando de seu rosto, colocando-me entre suas pernas. Aproximei-me o máximo que podia, deixando uma leve mordida em sua orelha, e sussurrando a confirmação da minha insanidade: — Vou meter em ti tão forte, irei tão fundo, te machucarei tanto, que não vai conseguir nem ficar em pé... Doenças serão a menor de suas preocupações.


“Farei você ser meu para sempre”, adicionei mentalmente.


Não houve reprovação. Pelo contrário, TaeMin pareceu nem ligar. Suas pupilas estavam dilatadas, talvez pelo prazer, talvez pelas drogas ou álcool, talvez por ambos. Os lábios semiabertos expiravam um hálito cheio de desejo, enquanto a língua movia-se sugestivamente pelo lábio inferior. Sorri e novamente ele deitou-se.


–Se está assim, tão cheio de si, venha logo. – Meu anjo ciciou, flexionando os joelhos e abrindo as pernas. – Entre em mim, hyung...


Beijei-lhe os joelhos, depois acariciando a parte inferior de suas coxas.


–Não há a necessidade de apressar-se, meu anjo. – E esta foi a primeira vez que dirigi-me a ele assim, tão intimamente. Meu. Um lado doce ainda vivia em meio ao meu selvagem prazer. – Aproveite cada segundo em que eu tocar em cada um de seus trilhões de átomos. Aproveite tudo o que eu puder lhe oferecer esta noite, Lee TaeMin, porque talvez nosso desejo estenda-se pelo resto da eternidade.


Cada pedacinho de sua pele macia era desbravado por meus sedentos dedos, até chegarem onde queriam. A rosada entrada fora, lentamente, aberta por meu indicador.


Tocá-lo dessa forma era como provar que não era somente um sonho.


–Faça logo. – Ele gemeu em reprovação, remexendo-se.


Queria contestar, mas algo me forçou a ficar calado.



Retirei meu dedo e posicionei meu pênis em sua entrada. Entrei lentamente. Era tortuoso, muito tortuoso. TaeMin gemeu lascivamente e isso provava que não era a primeira vez que era invadido.


Parecia até... Estar acostumado a isso.



Uma onda de raiva espalhou-se por todo o meu corpo, ao pensar em quem poderia ter violado aquele que deveria ser meu para sempre.


Entrei completamente, ofegando pelo prazer. Apoiei minhas mãos ao lado do corpo de TaeMin. Estava tudo muito quente, incluindo seu interior. Era apertado.


Era tudo o que eu sempre sonhei.



E tudo que nunca poderia ser meu.


Movi-me para fora, gemendo pela maravilhosa fricção. TaeMin também. Voltei com mais força, gememos juntos. Movimentei-me mais.


Mais, mais, mais.



Era delicioso.



Lee JinKi também poderia achá-lo delicioso, quando bem quisesse.



Cerrei os dentes.



Forcei-me com força, muita força. TaeMin gritou, embargado pelo prazer. Eu suava. Ambos suávamos. Continuei o meu próprio ritmo, em meio à insanidade, raiva e prazer. As pernas rodearam meu quadril, aproximando-me mais.



Meu anjo gemia, mas não era suficiente.



Queria deixar claro que somente eu poderia tê-lo. Somente eu poderia tocá-lo.


Somente eu.



Retirei-me de dentro dele e o virei.


Apalpei sua bunda irresistível, massageando-a. TaeMin tinha o rosto apoiado de lado no colchão e os joelhos flexionados, projetando sua entrada a mim.



Seu olhar parecia suplicar-me para fodê-lo com todas as minhas forças.



E era isso que eu faria.



Cuidados foram esquecidos. Gritos eram ignorados. O prazer era a única importância.


–Você... É t-tão bom..... Aaah! – TaeMin murmurou, em meio a seus gemidos.



Somente eu.



Continuei a estocá-lo violentamente, até sentir ter atingido sua próstata. TaeMin contraiu seu interior e gritou, enquanto eu continuava tentando acertar aquele ponto. Apertado. Mais apertado.


Levei minhas mãos ao membro rijo de meu anjo e masturbei-o.


TaeMin tinha sua mão esquerda apertando meu quadril, como se não quisesse que nos desuníssemos nunca. Senti-me satisfeito quando ele gritou e gozou em meus dedos. Ou quase. Mais algumas estocadas e senti toda a condensação de meu amor e de meu tesão preencher aquele que eu tanto amava, e ele gemeu por conta disso. Eu também. Caí cansado sobre seu corpo, mal tive forças para retirar-me de dentro dele. Mas o fiz. Deitei-me ao lado de TaeMin, ofegando. Ele pôs-se sobre mim e retirou minha franja suada de meu rosto, sorrindo levemente em meio a sua respiração descompassada. Logo deitou-se também, aninhando a cabeça em meu peito. Acariciei seus fios molhados pelo suor, até que nossos peitos parassem de subir e descer com tanta intensidade.


Ele adormeceu.


Continuei pensando em como fora perfeita, minha primeira noite com meu grande amor, até que o sono me atingiu como o cupido fizera alguns meses atrás.



Infinitely.



A luz solar entrou no quarto.


Levantei-me preguiçosamente para fechar as cortinas. TaeMin mal moveu-se.


Percebi que algumas partes de seu corpo estavam avermelhadas.



Caminhei até o banheiro. Limpei-me. Vesti-me. Com cuidado, saí do quarto.


Caminhei pelo pequeno apartamento. Tudo estava muito bagunçado. A pia estava um caos. Sorri, imaginando se ele realmente conseguia cozinhar alguma coisa, ao ver as panelas encarecendo de limpeza, sobre o fogão. Talheres, pratos, copos. Muitos potes de macarrão instantâneo.


Pensei estar sendo deselegante, mas abri a geladeira.



Só havia cerveja e potes sujos.



Suspirei.


Limpei o que podia. Juntei o lixo e separei-o. O que era sujo, agora estava um pouco menos sujo. Ok.


Não havia nada decorativo no lugar. Nem ao menos um porta-retrato.


Minto, havia um vaso de flores, sem nenhuma flor, sob a janela da cozinha.



Achei algumas folhas sob uma estante. E algumas cartas. Eram contas, lembrei-me das minhas. Imaginei se TaeMin as pagava.


Ou alguém pagava para ele.



Desvencilhei-me desses pensamentos, procurando uma caneta. Logo encontrei.


Sentei-me sobre a mesa – agora organizada – da cozinha. Pus-me a escrever.


Em alguns minutos, terminei, largando a caneta esferográfica sob a mesa.


Dobrei o papel cuidadosamente. Levantei-me; coloquei-o embaixo do vaso vazio. Aproveitando o momento, peguei um copo e enchi-o com um pouco de água. Reguei a flor.


TaeMin, meu amado.

Serias tu minha Julieta?

Diga que sim, e poderemos fugir juntos.

Diga que sim, e morrerei cego pelo nosso amor.

Antes, porém, aproveitaríamos cada segundo

Como se não existisse o mundo,

Apenas nós dois, meu TaeMin.

Eu e tu, tu e eu,

Nosso amor, nossa dor,

Nossa essência misturada,

Criando uma fragrância

A qual nem à Rosa pode ser comparada.


Notas finais
.... E aí? Ficou bom esse ~lemon~?
jgdgkhsjdfllskfjd Desculpem. Foi o lemon mais tarado que eu já escrevi. sauhsuasush
Nunca pensei que diria isso, mas... Que vergonha! hasuhashusahusa
Na verdade, levei um booooom tempo pra escrever. Escrevi uma palavra por dia, desde quando postei o primeiro cap :T Admito que estava ansiosa para escrevê-lo. Só não pensei que daria tanto trabalho ><
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Comentários, comentários!!! *---* E quem quiser conversar comigo durante os momentos ociosos, vai lá: http://ask.fm/SKoori ^---^~