Notas iniciais
Yay, dedico a todos que leram, comentaram e às duas lindas que recomendaram a one *-------* Fiquei muito feliz, sério *^* Comentem, por favoooooooooor! *-----*
(logo coloco uma capa xD)

Choi MinHo, 18 anos. Atualmente cursando Cinema.


Grande apreciador da Literatura.


Meus pais sempre me incentivaram a gostar de ler e escrever. Desde cedo, quando mostrava-os minhas histórias, eles me diziam que eu tinha muito talento. Ainda hoje, eles dizem isso.


Quando eu era criança, minha inspiração costumava ser a natureza. Flores, árvores, animais, eram personificados no papel. Viravam crianças, adolescentes, adultos. As flores costumavam ser belas e delicadas meninas que seriam as namoradas dos meus personagens homens. Os pássaros que por vezes eu via no lago, quando ia passear, eram como os meninos que seriam os heróis de minhas aventuras. E por aí seguia minha rica imaginação, criando diversos mundos.


Hoje em dia, pouca coisa mudou. Continuo apaixonado por escrever, sejam poemas, sejam prosas, as palavras estão sempre comigo. E esse “talento” com a língua deu-me alguma popularidade. Também sou bom com as outras matérias, alcançando várias vezes o nível de melhor da sala, melhor do ano. Era tudo muito fácil; exatas, humanas, biológicas. Nunca tive problema com nenhuma das áreas, escolhendo Cinema apenas pela apreciação ao mundo da escrita e representação. Poderia ser escritor, roteirista, diretor. Até mesmo um ator, quem sabe?


A vida era extremamente fácil, até o dia em que meus olhos deixaram de focar no “futuro brilhante” que me aguardava para admirar a beleza de um certo rapaz.


Um rapaz. Desde quando eu me interessava por rapazes? Também não sei. Todavia, ele não parecia másculo. Era um garoto com uma face delicada e um corpo magro, além de que seu cabelo era um pouco mais comprido do que o “normal”, quase tocando os ombros. Esta é a definição básica que uma pessoa qualquer daria a sua aparência física.


Aos meus olhos, porém, Lee TaeMin era um deus.


No primeiro momento, pensei que estava sonhando. Seria mesmo possível um ser humano ser tão perfeito? Seria, era real. As pessoas estavam interagindo com ele – e apesar de eu nunca ter me aproximado a mais de 20 metros dele – acreditei em sua veracidade.


Era apenas algo a mais, eu pensava. Uma pessoa rara de se ver. Que impressionava, não somente a mim. E talvez seria a primeira e a última vez que eu o veria, ou poderia ser apenas um acaso.


Um acaso...?


Não, acasos não ocorrem diariamente, às exatas cinco e trinta e cinco da tarde.


O pequeno interesse tornou-se uma grande curiosidade, que se transformou em uma obsessão. Cada ínfimo detalhe de sua aparência angelical era memorizado para sempre por meus olhos. Sim, uma grande obsessão. E esta veio com um sentimento denominado paixão.


Sim, paixão.


Nada mais preenchia minha mente. O perpétuo retrato de sua face era a única coisa que meus olhos viam, o destinatário de minhas cartas e poesias declamando todas as palavras do dicionário que pudessem descrever o meu amor, o arcanjo de minhas orações que pediam para que ele correspondesse aos meus sentimentos e o nome que ecoava em minha cabeça em meio às explicações dos professores, era apenas um.


Lee TaeMin.

Lee TaeMin.

Lee TaeMin.

Lee TaeMin.

Lee TaeMin.

Infinitamente, Lee TaeMin.

Eu o queria apenas para mim.

Tomá-lo em minhas mãos e nunca mais soltar.

Meu.

Apenas meu.



Torne-se apenas meu, todo meu.

Não o deixarei, pois você é meu.

Amarei somente a você, pois você é meu.

Pensarei somente em você, pois você é meu.

Seu corpo pertencerá apenas a mim,

Seus olhos olharão apenas para mim,

Seu coração, também.

Meu. Completamente meu.

Meu Lee TaeMin,

Meu anjo demoníaco,

Meu demônio angelical,

Meu pecado arrependido,

Meu desejo puro.

Meu, que nunca foi meu.

Seu veneno é mortal

Mas estou disposto a morrer por ti.

Venha até mim,

Amaldiçoe-me.

Eu não vou ligar enquanto puder estar com você.

Meu vício por literatura passou a ser denominado vício por Lee TaeMin.


Deveriam ter mais versos sobre aquele anjo do que matérias em meus cadernos e livros. Dessem-me um mínimo pedaço de papel e uma caneta, nele eu faria uma estrofe de amor. Se a Terra estava girando em torno do Sol, minha mente giraria para o lado oposto, se Lee TaeMin estivesse lá.


Obsessão.


Doença.


Amor.


Doença.


Eu certamente estava definhando de amor. É uma pena que seja incurável, não?


Provavelmente o pior dos limites entre o amor e a paixão é a diferença entre amar e ser amado. E esta era a distância entre eu e ele.


Eu faria tudo por Taemin. Eu escreveria milhões de versos em sua homenagem, se o agradasse. Eu o daria a luxúria que o fizesse sentir-se bem. Eu o daria todos os planetas do universo, se me pedisse. Eu o daria, a cada dia, hora e segundo, o amor que jamais pararia de crescer em meu peito.


Infelizmente, não é de mim que ele quer receber essa dedicação.


Depois que as aulas na universidade acabavam e eu o via chegando afobado, com um grupo de amigos, nenhuma vez o vi olhando em minha direção. Sua atenção era dedicada exclusivamente a uma outra pessoa, a quem TaeMin olhava com todo o amor, admiração, desejo e até mesmo submissão e carinho – algo que contradizia totalmente com sua aura “perigosa” -, e essa pessoa era ninguém menos do que Lee JinKi.


Lee JinKi, também conhecido como Onew.


Seu estereótipo era do típico rapaz mais adorado da escola, com seu sorriso iluminado e a personalidade mais querida dentre todos os alunos. Dezenas de pessoas estavam sempre junto a si. Ele parecia atrair toda a atenção por onde quer que fosse, apesar de não fazer absolutamente nada além de sorrir e cumprimentar quem o cumprimentasse. Tipicamente uma atração sem motivo algum.


Apesar do encanto físico e psicológico de JinKi, seu interior era podre.


Ele nem ao menos fazia questão de esconder, seu histórico negro era bem grande. Seu nome estava envolvido em todos os milhares de rumores ruins que assombravam os alunos da instituição. Desde roubos pequenos a drogas e estupro. E, por algum motivo, ninguém via nada de ruim naquele desgraçado imundo com cara de santo.


E sim, essa pessoa era próxima de TaeMin. Pelo menos, era o que parecia. Mesmo na primeira vez em que vi minha preciosa paixão, eles estavam juntos. Todos os dias, após as cinco da tarde, TaeMin encontrava-se com o canalha e seus comparsas no portão da escola, e não sei para onde iam. Meu anjo, que deveria ser puro e inocente tal como sua aparência, era corrompido por Lee JinKi.


Mais do que apenas destruir sua integridade, Onew o fazia sofrer. Apesar do olhar apaixonado de TaeMin, JinKi não retribuía-o, e isto descobri apenas em sua forma de ver as pessoas. Era tudo um jogo de interesses. Ter vários companheiros que o protegessem, caso algo o ameaçasse. Ele olhava a todos com compaixão e carinho, mas no interior de suas pupilas, o que eu via era egoísmo. Usava TaeMin como outro de seus peões, quando este o via como o supremo Rei.


Tudo de acordo com seu plano, não é...?


Eu podia prever que TaeMin seria descartado quando JinKi se cansasse dele. Exatamente como fez – e ainda faz – com milhares de meninas e meninos que demonstram a mesma paixão de TaeMin.


Mas meu arcanjo estava apaixonado. Cego de amor.


Podre, imundo....


Sujeira como ele, sendo amada por alguém tão belo...


TaeMin era pau mandado daquele imbecil. Era seu cúmplice, como tantos outros. Jinki usava-o como uma marionete para obter o que quer que fosse, e depois, simplesmente agradecia-o com seu olhar de compaixão interesseira. Ele me dava nojo.



Infinitely.

Naquele sábado, eu não teria aulas de manhã. Acordei cedo mesmo assim, para fazer uma limpeza geral em meu apartamento. Quando fui tirar o tapete do hall de entrada, vi algumas correspondências sobre o mesmo.


Eram contas a pagar, como sempre.


Levei-as para dentro e abri, uma a uma. Peguei um papel e uma calculadora para somar os prejuízos mensais. Talvez eu devesse procurar um emprego logo e livrar meus pais desse fardo.


Mesmo pensando em números, TaeMin não saia de minha cabeça. Era incrível.


Por um momento, comparei o amor com a matemática.


A regra mais simples da multiplicação e divisão de números inteiros é: Se dois fatores tiverem sinais iguais, o resultado será positivo. E se os fatores tiverem sinais diferentes, o resultado é negativo.


Essa regra podia-se muito bem ser aplicada ao amor.


Duas pessoas de essências parecidas teriam uma relação positiva.


Duas pessoas de essências diferentes teriam uma relação negativa.


O amor é positivo.


Eu sou um positivo. Eu o amo.


TaeMin é um negativo. Ele não me ama.


Mas se eu me tornasse um negativo também, nosso resultado seria positivo.



Sorri, conferindo as somas.



Foi assim que percebi que sendo o completo oposto de quem eu amava, eu nunca o teria.


Diante de tal situação, eu estava em uma encruzilhada: continuar meu caminho próspero e firme, com um futuro digno e que certamente orgulharia meus pais e mestres, e um caminho que talvez me desse um fim mais rápido que o previsto, com possíveis riscos e perigos os quais nunca vivi.


Tolo, eu.


Tolo, porém apaixonado.



Se ele era sujo, eu me sujaria também.


Notas finais
Please, mandem um revieeeew~ o/