Infected

4 Capítulo 4: Recomeço


Notas iniciais
Yo, guys! Então, desculpa a demora para atualizar a fic, mas é que meu notebook estragou então tô com alguns problemas para postar. Mas continuem acompanhando a fic, ainda está loge de acabar. Espero que estejam gostando, boa leitura! :D

Quando se vive em um mundo "dominado" por zumbis, você passa a dar mais valor a sua família e amigos. Você tenta de tudo para protegê-los e mantê-los a salvo. Mesmo que isso exija medidas um pouco extremas. E conturbadas.

Eu devo ter dormido pouco mais de treze horas, o que foi um record, já que desde que tudo isso começou três horas de sono calmo foram tudo o que eu havia conseguido. O resultado do meu confronto contra os estupradores foi o esperado: duas costelas quebradas e um corpo cheio de hematomas. Pelo menos ainda estou vivo. A minha família está viva, então nada mais importa.

— Então a Bela Adormecida finalmente acordou, hein? — Quando abro os olhos e me sento no colchão imorovisado sou surpreendido por Shay, sentada ao meu lado com um enorme sorriso.

— Infelizmente, sem um príncipe encantado, poxa. — Ver que Shay estava bem me deixou feliz. Fito a garota, retribuindo seu sorriso enquanto ela se lança sobre mim, envolvendo-me em um abraço apertado. Sinto as costelas doerem, mas ignoro a dor.

— Obrigado. De verdade, obrigado. — Shay deita sua cabeça sobre meu ombro e sinto seus olhos lacrimejarem sobre minha pele, ja que estou sem camisa.

— Ei, ei, você não tem que me agradecer por nada, Sabe Tudo. Eu fiz o que qualquer uma de vocês faria por mim, estamos nessa juntos, cuidamos uns dos outros. — Beijo as madeixas da garota, mantendo meu sorriso enqunto nos afastamos. — Somos uma família, tudo bem? Vamos sobreviver juntos. Falando nisso, cadê os outros membros dessa família?

— Vamos sim, sobreviver juntos. — Shay enxuga suas lágrimas e retoma seu sorriso, voltando a ser a Shay Sabe Tudo de sempre. — Elas foram procurar mais lenha para a fogueira. — Ela aponta para o centro da sala onde estamos, provavelmente a sala dos funcionários do posto.

— Na verdade, nós já achamos! — Viollet entra na sala e lança a pilha de madeiras que trazia consigo no chão e se senta ao meu lado, me envolvendo em um abraço apertado. O cheiro de Viollet é delícioso, como eucalipto e terra molhada. O abraço dura mais que o esperado e quando nos soltamos não consigo deixar de rir ao notar as bochechas coradas da garota.

— Hhmmmmm... — Aria se curva e me abraça também, sorrindo amigavelmente. — Ei, Cal, obrigado por me salvar. Eu te amo, cara. — Aria beija minha testa e se ergue, observando Viollet. — Mas eu amo como um irmão, tudo bem, Vi?! Sem ressentimentos. Hhhmnmmm...

— Cale a boca... — Viollet mostra a língua para Aria e todos rimos.

Ficamos no posto por mais uma noite, até que todos estivessem se sentindo realmente bem para voltar a jornada em busca de um abrigo seguro. Viollet me contou que, depois de eu ter apagado, elas tiveram que levar os corpos dos homens para fora do posto e os queimaram. Ainda tiveram que matar Will.

Confesso que não consegui prestar muita atenção em toda a história que Viollet estava me contando. Seu sorriso era tão lindo, a maneira com que ela arrumava seu cabelo toda vez que ele lhe caía sobre o rosto, me levava para fora dessa realidade macabra em que vivemos.

— Vocês foram corajosas, ainda enfrentaram aquele canalha... — Arrasto-me para o lado de Viollet, que continua na sala dos funcionários comigo enquanto Aria e Shay sairam para procurar algumas frutas pelas redondezas, sem jeito e suspiro. — Vi, posso te confessar uma coisa? — Estico minha cabeça para trás, deixando-a encostada contra a parede enquanto falo.

— Hm, cla-claro. Talk Show não é o meu forte, mas vamos nessa. — A garota junta suas mãos sobre os joelhos enquanto sorri para mim.

Droga, como vou dizer isso sem parecer um babaca desesperado e canalha? Queria ter tido a oportunidade de ter conversado sobre isso com meu pai, ou com o Dan, eles saberiam alguns truques que pudessem me ajudar.

— Eu acho... — Fecho os olhos e suspiro, tentando conseguir mais confiança. — Viollet, eu gosto de você. Quero dizer, eu me sinto atraído por você, meu Deus, desde o dia em que nos encontramos naquela floresta. Eu acho que estou realmente gostando de você, todas as noites quando fecho meus olhos você é a única pessoa em que consigo pensar... Eu não sei se fiz isso certo ou se foi muito babaca, o que eu quero dizer é que...

Antes que eu consiga terminar meu elaborado discurso improvisado, Viollet me cala com um beijo. Ela se jogou, literalmente, sobre meu corpo e me beijou. Quando nossos lábios se tocam meu corpo se arrepia e envolvo a cintura da garota com as mãos, colando mais nossos corpos. Viollet escorrega suas mãos por minhas madeixas e sorri enquanto cessamos o beijo.

— Você fala demais, Calum. — A garota apoia sua cabeça sobre meu peito, sorrindo. — Na verdade, eu sinto o mesmo. Não desde a primeira vez que nos vimos, mas quando percebi que você não era um babaca por completo, que realmente estava querendo cuidar e me manter a salvo, e as meninas também. Calum Lynch, eu diria que estou realmente "na sua".

— Meu Deus! — Ergo os olhos para o teto, incrédulo com a ação e a resposta de Viollet. Apoio minha mão sobre o ombro da garota enquanto ela está deitada sobre mim. — Você tá falando sério?

— Sério, serissímo. — Responde Viollet.

— Então, sabe, eu gostaria de fazer isso direito, apesar de nunca ter passado por uma experiência dessas. Acho que combina mais comigo se eu fizer assim. — Me ergo com cuidado enquanto Viollet se coloca de pé também, sorrindo para mim, o que deixa as coisas ainda mais difíceis, porque não vou conseguir me concentrar direito. Me ajoelho diante da morena e seguro sua mão direita com cuidado. — Viollet Voisier, você aceita namorar comigo?

A garota faz uma pausa que parece mais uma eternidade.

— É claro que aceito. — Ela está sorrindo, e aquele sorriso iluminará todos os meus dias daqui para frente.

Me ergo e abraço a garota, puxando-a para mais perto de mim enquanto nos beijamos. Aquele beijo é tão calmo e perfeito que nada poderia estragar o momento. Exceto, é claro, Shay e Aria.

— Uuuhhh!! Olha só os novos pombinhos... — Aria está parada ao lado de Shay na porta e ambas estão sorrindo enquanto nos observam.

— Eu realmente não acredito no que estou vendo. — Shay diz, impressionada.

— Ops... Você conta para elas ou eu? — Viollet passa as mãos por minha cintura e me abraça, sorrindo maliciosamente.

— Então, priminhas... Eu e a Viollet estamos namorando. — Passo um dos braços sobre os ombros da morena, arqueando as sobrancelhas para as meninas.

— Rápido no gatilho, nossa! — Shay solta, em tom de ironia.

— Calunzinho, Calunzinho, quem te viu e quem te vê, hein. — Aria entra de vez na sala e deixa as frutas que encontraram sobre a mesa.

O restante da noite é monótona. Todos nos sentamos em volta de uma pequena fogueira e comemos algumas frutas, conversamos e rimos muito, até que todos consigam dormir. Abraço Viollet enquanto estamos deitados e caímos no sono assim. E posso dizer, seguramente, que foi uma das melhores noites da minha vida, ao lado da minha família e do meu primeiro amor.

Notas finais
Então pessoal, espero que tenham gostado do capítulo. E uma observação: eu criei um pequeno site onde vou estar postando algumas curiosidades sobre os personagens de Infected e algumas curiosidades sobre a fic, como alguns atores que escolhi para representarem a aparência dos personagens. Inicialmente ficou bem pequeno porque eu fiz as pressas e agora que tô sem computador vai ser difícil de editar, mas se puderem dêem uma olhada lá, para imaginarem os personagens melhor. www.infecteds.weebly.com