Infected

19 Capítulo 19: "Casa"


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar, pessoal. Mas enfim voltei para a alegria de vocês, ou não... >:-)

[POV: Calum]

Abraço Aria tão apertado que sinto a dor latejante percorrendo meu corpo. Mal posso acreditar que finalmente reencontrei toda a minha família, e o melhor; estāo todos vivos.

— Meu Deus... Você está vivo!, não posso acreditar no que meus olhos estão vendo. — Aria me aperta ainda mais, mas não me importo. Sinto suas lágrimas percorrendo meu ombro enquanto ela me abraça.

— Pensou que iria se livrar de mim tão cedo assim, dona Aria? Eu ainda pretendo viver alguns bons anos. — Me solto de Aria e sorrio para a garota, ignorando a dor nos cortes em minhas bochechas devido à placa de metal que me calava.

— Eu estava me perguntando quando é que você iria dar as caras novamente, cara. — DJ se aproxima de nós com certa dificuldade, um fio de sangue escorre pela lateral de sua cabeça mas ele parece não se importar e abre um enorme sorriso.

— Ei, cara você já esteve em dias melhores, viu? — Aperto a mão de DJ amigavelmente em um comprimento.

— Ah, olhe para você, Lynch!! Não está em condições muito melhores não! — DJ e eu soltamos uma breve gargalhada. — Eu tive que tomar conta do grupo enquanto você estava fora, e não foi nada fácil, olhe só para isso... — Ele indica toda a área destruída do condomínio.

Ele está certo. Tudo aqui esta um caos total. Meus olhos encontram Dan caído no asfalto ao lado de Shay e Megan ao lado de ambos, visivelmente abatida e preocupada. Disparo ao encontro da garota, ansioso. Aria, DJ e Viollet me seguem.

— É você mesmo, Cal? Como você está vivo? — Megan me encara, seus olhos cheios de lágrimas.

— Sim, sim, sou eu Meg, relaxa. Explico tudo mais tarde, com calma. Como eles estão? — Me ajoelho ao lado da garota, observando meus amigos desacordados.

— Vão sobreviver. Eles são fortes. Dan levou uma pancada e tanto quando o míssil explodiu e Shay quase foi enforcada até a morte, mas eles vão sobreviver, o pior já passou. — Megan parece esperançosa, o que me deixa animado.

— Eles eram bem durões, isso não podemos negar. — Viollet se posiciona ao meu lado e aperta minha mão carinhosamente.

— Vocês foram todos incríveis, não tenho dúvidas quanto à isso. — Trago Viollet para mais perto de mim e a abraço. Não estava conseguindo mais ficar sem ela. Pensei até mesmo em desistir algumas vezes.

— Você precisa descansar, r re cuidados. É melhor sentar um pouco. — Aria convence DJ a se sentar e as bochechas do garoto ficam vermelhas.

— Nossas coisas ainda estão no carro! Volto logo. — Megan se levanta com um salto e corre para um dos três carros parados ao lado dos enormes portões metálicos. Segundos depois a garota retorna, trazendo consigo duas bolas. — Aria, pode me ajudar com os curativos?

— Não precisa nem pedir! — Aria e Megan começam a tratar das feridas de Shay, Dan e DJ. Elas são o ágeis e rápidas no que fazem.

— Viollet, pode me ajudar em uma coisa? — Tento parecer o mais confiante possível enquanto a encaro. Ela assente, sorrindo. — Eu não fui capturado sozinho, tinham mais pessoas e acredito que elas ainda possam estar aqui. Podem ser novos reforços para nosso grupo ou não, mas acho que precisamos tentar salva-las ainda.

— Eu posso procurar com vocês, ainda consigo! — DJ tenta se levantar e Aria o força a sentar novamente.

— Nada disso! Deixe isso com eles, você não está em nenhuma condição para isso! — Aria fica séria de repente e Megan concorda com ela. — Só tomem cuidado, vocês também não estão em condições de se arriscar muito.

Sorrio para Aria e corro, seguido de Viollet, para a casa onde estava preso. A última coisa que me lembro antes de ser levado para o segundo andar da casa era de gritos vindo do porão, e é para lá que vamos.

— Tem certeza de que não são canibais também? — Viollet me encara enquanto puxa o facão, que usou para matar o canibal, de seu cinto.

— Não... mas precisamos fazer isso. — Paro ao lado da porta que dá acesso ao porão e seguro sua maçaneta, hesitando em abri-lá.

Viollet faz um sinal de positivo com a cabeça para mim e me sinto mais confiante. Giro a maçaneta e a porta se abre com um rangido chato.

Descemos as escadas e encontramos um homem de cabelos castanhos e pele bronzeada, talvez pouco menos que trinta anos de idade, e uma garotinha de pele morena, no máximo uns doze anos de idade, amarrados a cadeiras. Seus olhos estão vendados assim como suas bocas.

Nos aproximamos com cuidado e soltamos a garotinha primeiro. Ela começou a tremer imediatamente e seus olhos se enchem de lágrimas.

— Calma, calma. Estamos aqui para ajudar, tudo bem? Não vamos te fazer mal algum. — Tento acalmar a garota mas ela insiste em se mexer ainda mais.

— Pode acreditar em nós, garotinha. Eu prometo que nada de ruim vai acontecer a você! — Viollet se coloca na frente da garotinha e ela começa a se acalmar.

— Homens maus... Aqui tem homens maus... Sam tem medo! — A garotinha se lança sobre meus braços e me aperta com força, retribuo o gesto da garota. Meu coração se acelera. Como aqueles cretinos ousaram assustar uma pobre criança indefesa como essa?

Viollet sorri e passa as mãos nas costas de "Sam", antes de soltar o homem que também estava preso.

— Oh céus, pensei que iria morrer aqui! Obrigado pela ajuda... — O homem se levanta depressa e se afasta alguns passos, receoso. — Quem são vocês?

Passo Sam para o colo de Viollet e encaro o homem.

— Eu sou o Calum e essa é minha namorada, Viollet. Éramos prisioneiros dos canibais também, com mais alguns amigos, mas conseguimos escapar e nos livrar deles... — Tento manter minha voz neutra enquanto falo e o homem assente.

— Não tem mais homem mau? — Sam forma um pequeno sorriso em seus lábios e os olhos de Viollet se enchem de lágrimas. Sam é uma garota muito meiga e fofa, além de linda não consigo sequer imaginar o que ela passou.

— Não, não tem mais homens maus, princesa. Você está segura agora. — Viollet beija a testa de Sam e ela abre um enorme sorriso nos lábios.

— Então eu posso ir? Estou livre ou vocês vão continuar me mantendo preso aqui? — O homem pergunta um pouco assustado ainda.

— O senhor está livre para ir, se quiser. Não somos esse tipo de pessoa. Mas eu acho que vamos ficar nesse lugar por algum tempo, é seguro. O senhor também está convidado a ficar, caso queira, é claro. — Arqueio uma sobrancelha para bo homem.

— Meu nome é Phill. Acho que vou aceitar sua proposta por alguns dias, Calum... — Phill estende sua mão e a aperto amigavelmente.

Saímos todos para fora da casa e caminhamos até nossos amigos, Sam ainda está no colo dr de Viollet e parece ter se apegado a ela já.

Dan já acordou e está sentado na calçada, o garoto começa a chorar quando ne vê e sinto as lágrimas se formando em meus olhos também. Shay também já acordou e está abraçada à Megan, ela solta um suspiro quando me vê. Aria está deitada no colo de DJ, o garoto massageando as madeixas dela. Estou feliz por "estar de volta", e por ter todas essas pessoas incríveis comigo. Agarro a mão de Viollet enquanto caminho e Sam solta um breve "hmmm", fazendo com que eu e Viollet rimos. Não pretendo abandonar essas pessoas nunca mais, agora temos um local para chamar de "Casa", mesmo que temporariamente e não vou abrir mão disso.

Notas finais
Espero do fundo do meu coração que tenham gostado do capitulo! Não sei o que está acontecendo comigo ultimamente que estou com preguiça de escrever e peço perdão à todas as pessoas que estão acompanhando a fanfic, mas agora pretendo voltar a postar com mais frequência! Comentem aí o que estão achando de tudo. Gostaram da Sam (MELHOR PERSONAGEM DO MUNDO) e do Phill? Os comentários me motivam, e muito, a escrever! Hahaha. Até o próximo capítulo, pessoal. :D