Inesperado
12 Fun
Notas iniciais
–Bom dia minha flor! – disse Finn me acordando delicadamente
–Bom dia jardineiro... – eu disse sorrindo. – Dormiu bem?
–Do melhor jeito possível. – disse ele sorrindo maliciosamente (imagino eu) se referindo ao fato de que a única coisa que nos cobriu durante a noite foi um lençol e nada mais.
–Seu safado... – eu disse colocando uma mão no rosto dele puxando-o para mais perto de mim para um beijo, Finn logo retribuiu em um beijo romântico, cheio de paixão. Eu me esqueci que minha outra mão estava segurando o lençol sobre o meu corpo, e a joguei para o pescoço de Finn. O lençol caiu deixando meus seios a mostra, parei o beijo e puxei imediatamente.
–Só para avisar que não tem nada ai que eu já não tenha visto ou tocado. – disse ele sorrindo.
–Ah, eu sou tímida amor...
–Nossa, então desculpe acho que transei com a mulher errada ontem à noite. – ele falou dando aquele sorriso.
–Nem eu me reconheci ontem... Você me deixa louca... – eu disse suspirando
–Posso curar a tua loucura rapidinho. – Finn me deitou na cama e se posicionou em cima de mim me beijando. Um beijo bem mais agitado e sexy do que o outro. Joguei meus braços ao redor dele. Ficamos assim por um bom tempo.
–Eu poderia ficar assim a minha vida inteira sabia? – eu disse para ele ofegante.
–Sabia... – disse Finn distribuindo beijos entre meu colo e meu pescoço.
–Convencido... – eu disse me levantando da cama enrolada no lençol em direção ao banheiro. – Quer tomar um banho? Está quente aqui. – ele nem disse nada só veio em minha direção e me pegou no colo me fazendo rir e soltar um gritinho de felicidade.
Fomos em direção ao banheiro onde só tive o trabalho de jogar o lençol longe já que estávamos sem roupa. Finn ligou o chuveiro, a água fria caiu sob nossos corpos que já estavam grudados em um beijo novamente. Era tão bom esquecer de tudo... do Sam... do trabalho. Não era um beijo que esbanjava sexo, era um beijo calmo que mostrava o quanto nos amávamos e o quão bom era estar ali despreocupada beijando o cara mais lindo do universo, que é só meu.
–Eu prometo que nunca vou te deixar sozinha. Nunca. – disse Finn interrompendo nosso beijo.
–Eu também. Eu te amo Finn Hudson. – e continuamos nosso beijo perfeito de baixo d’agua. Saímos do banho e fomos direto nos vestir e ir almoçar, no hotel mesmo porque tinha almoço. Após nosso almoço Finn e eu colocamos nossas roupas de banho e fomos para a piscina. Ficamos conversando e dando uns amassos, até que Finn conseguiu surgir com o assunto que eu estava evitando falar e pensar: Sam.
–Rach, eu sei que você não quer falar sobre isso, mas eu sou teu namorado e acho que tenho o direito de falar sobre isto com você. – perguntou Finn com uma voz doce e suave para não me assustar falando sobre este assunto.
–Falar sobre o que? – eu fiz que não sabia
–A policia está atrás dele – Finn deu ênfase na palavra “ele” para que eu compreendesse de quem ele estava falando. – ele desapareceu, mas pode voltar a qualquer momento, você sabe disto não é?
–Finn eu sei, e eu não quero falar sobre isso... Está tudo tão bem agora e se um dia ele aparecer a gente vê o que fazemos, mas agora não é hora de pensar nisto. – eu disse rápido para que mudássemos de assunto logo.
–Rachel eu entendo que você não queira falar sobre isso, e eu também não, mas eu só quero te dizer que não importa o que aconteça ou quando ele vai aparecer eu prometo que eu vou te defender do que for necessário. – eu não disse nada, apenas o abracei, bem apertado e sussurrei “eu te amo” no ouvido dele. Finn e eu saímos da piscina do hotel e voltamos para o quarto para nos secar e trocar de roupa.
–Lá na recepção do hotel tem uma estante enorme com um monte de filmes empilhados. Quer que eu pegue alguns para nós? – disse Finn saindo do banheiro com uma bermuda e sem camiseta.
–Pode ser, escolhe uns quatro eu acho... – Finn me deu um selinho e foi até lá buscar filmes para vermos. Ele voltou trazendo um filme de cada gênero: uma comédia, um romance, um de terror e outro policial daqueles filmes bem para homem. Passamos o resto da tarde sentados no tapete do nosso quarto do hotel, abraçados olhando filmes. Quando acabou nossa sessão de filmes já era noite.
–Amor tem uma boate aqui quase do lado do hotel... – disse Finn sorrindo.
–Ah faz tanto tempo que eu não saio para dançar... Vamos?
–Claro! – Finn deu outro sorriso que ia de uma orelha a outra.
–Eu não trouxe roupa para festa, não tem problema se eu ir com um vestido mais simples né? – eu perguntei.
–Claro que não. Você fica linda de qualquer jeito. – Fui direto me arrumar, eu gostava de me arrumar para festas e fazia um bom tempo que eu não fazia isto. Coloquei um vestido azul que não era bem para este tipo de coisa, mas era o mais “balada” que eu havia trazido, nos pés coloquei uma sandália de salto baixo que também agradeço em ter trazido se não iria ter que ir de chinelo de dedos ou rasteira. Para minha sorte levei minhas maquiagens também. Usei delineador preto nos olhos, bastante rímel e um gloss bem brilhoso. Deixei meus cabelos soltos e me agradeci de novo por ter deixado meus rolinhos de fazer cachos junto das maquiagens. Coloquei um rolinho na franja e fiquei com ele até Finn acabar de se arrumar. Finn saiu do banheiro já vestido. Ele estava simplesmente maravilhoso. Estava com os cabelos um pouco molhados ainda e vestindo uma camiseta branca com uma camisa preta por cima, calça jeans e tênis. Jamais que eu imaginaria que iria namorar um deus da beleza como era Finn.
–Estou bonita? – eu perguntei me levantando e indo em direção a Finn
–Precisa perguntar? Nunca vi mais linda. – respondeu ele me dando um beijo de leve nos lábios. Passei um dedo para limpar sua boca que ficou um pouco suja do meu gloss.
–Não quero nenhum gay dando em cima de você. – eu disse rindo. – Nem gay e nem mulher.- completei. Finn sorriu pegou sua carteira, a chave do carro e do quarto e colocou seu outro braço na minha cintura e saímos, só paramos na recepção para deixar a chave do quarto e fomos para o carro no estacionamento. Durante o caminho até a boate, que era bem perto Finn ligou o rádio e estava tocando Faithfully. Fizemos a mesma coisa do nosso primeiro encontro e cantamos até chegar lá.
–Chegamos. – disse Finn abrindo um sorriso. Ao entrarmos na boate havia bastante pessoas em relação ao que eu imaginava. O som obviamente estava bem alto, eu não era a melhor dançarina do mundo, mas não tinha problemas em dançar em publico então logo que chegamos já puxei Finn para a pista de dança.
–Ah Rach... Eu não sei dançar. – disse Finn na minha frente me observando dançar bem animada.
–Então eu te ensino. – coloquei minhas mãos nos ombros dele e os balancei. – Viu ta dançando! – Finn só riu e ficou naquela dança só com os ombros. Ele ficava um fofo dançando pelo fato de que ele era um pouco desengonçado por causa da altura, me fazia rir.
–Quer beber alguma coisa? – perguntou ele no meu ouvido.
–Pode ser, eu vou com você.- chegamos ao balcão das bebidas e nos sentamos nos banquinhos que tinha ali em frente.
–O que vão querer? – perguntou uma mulher bem magra, baixinha de olhos azuis de cabelo loiro e bem liso e com uma franja na altura da sobrancelha.
–Para mim pode ser uma... cerveja. – eu disse sorrindo, fazia tempo que eu não bebia então escolhi cerveja mesmo.
–E o bonitão vai querer o que? – disse a balconista se debruçando sobre o balcão para que Finn fosse obrigado a olhar para seus peitos. Eu fiz uma cara de reprovação e respondi por Finn.
–O bonitão vai querer a mesma coisa que a namorada dele pediu. – eu disse dando um sorriso irônico. Quando ela se virou Finn olhou para mim e começou a rir.
–Já te disse que você fica linda com ciúmes? – perguntou ele entre risadas.
–Não tem graça Finn... O que essa vadia pensa que é para falar assim com você? – eu disse com uma voz de irritada. Logo a vadia de olhos azuis trouxe nossas bebidas. Finn pagou – sem gorjeta – por motivos óbvios e fomos para a pista dançar. Finn acabou a cerveja primeiro que eu. Eu era bem fraca no quesito álcool, mal tomava uns goles e já começava a ficar bêbada. Então eu já estava meio doida na minha primeira garrafa.
–Finn busca mais uma cerveja pra mim? – eu disse fazendo voz de manhosa. – aliás, cerveja não, pega outra coisa mais forte.
–Rach vai com calma... – ele disse, mas mesmo assim pegou uma bebida para mim que eu não sabia bem o que era. Mas eu tomei e na minha segunda bebida eu já estava muito bêbada.
–Ahhh Finn você sabe que eu te amo não é meu amor? – eu não estava falando, eu estava gritando.
–Sei sim Rach, eu sei. – disse Finn se abaixando um pouco para me beijar, para que eu parasse de gritar. Ele já havia bebido duas cervejas, mas estava sóbrio ainda. Logo eu já estava indo pedir as bebidas sozinha. Quando eu já estava no terceiro copo de algum drink que eu não sabia o que era eu fui pegar o quarto lá no balcão e eu disse para a vadia loira balconista:
–Ele é gostosoooooo não? Pode dizer, eu sei que é! Além de gostoso é uma delicia na cama, você não faz ideia!!! – eu disse gritando para a balconista que só fez uma cara estranha. Finn me puxou e disse:
–Rach vamos embora?
–Ah não Finn, agora que a festa tava ficando boa? – eu o puxei para mais perto de mim e o beijei. Finn me retribuiu o beijo. Eu parei o beijo e joguei a minha cabeça para trás gritando que o Finn era gostoso e outras coisas do tipo.
–Vamos agora Rachel, já está tarde. – disse Finn me dando um beijo na testa. Desta vez eu aceitei e fui agarrada nele perguntando se ele me amava e outras coisas assim. Finn havia bebido, mas não estava bêbado então dava para dirigir. No carro Finn só conseguia rir das besteiras que eu havia feito na boate. Chegamos no hotel, ele teve que me carregar no colo porque eu não conseguia caminhar direito. Eu cheguei no quarto e me deu um enjoo e Finn correu comigo para o banheiro para eu vomitar. Uma das ultimas coisas que eu vi foi Finn segurando meus cabelos e depois me colocando na cama para dormir. Eu nunca tinha bebido tanto na minha vida, apesar disto e dos meus vexames minha noite foi muito divertida.
Notas finais
Link roupa da Rachel: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=71585321&.locale=pt-br
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