Inesperadamente
10 Capítulo 10
Notas iniciais
escutei um choro abafado vindo do quarto de Bel
– Bel ? – a chamei mais não estava na cama, olhei pra mesinha onde ela costuma colorir e a vi sentada com a cabeça entre os braços apoiados na mesa – Bel, o que foi ? você ta passando mal ? teve um pesadelo ? – balançou a cabeça em forma positiva –
– eu.. eu to cum.. cum medo – me abraçou soluçando
– não precisa ficar com medo Bel, foi só um sonho ruim –
– mais.. mais.. a tia Vera disse que vai se re..realizar Ann –
– não vai realizar e a sua Anne não vai deixar nada de ruim acontecer com você ta bom ? –
– queria mimi com o papai –
–e por que não vai mimi com o papai ? –
– por que.. por que a tia Vera nun dexa – me abraçou forte e repeti o gesto
– e com o que você sonhou ? –
– co.. com um palhaço feio que eu vi hoje -
– você quer mimi comigo Bel ? –
– eu posso Ann ??
– sempre que tiver um pesadelo e a Vera tiver aqui pode — peguei Bel no colo e a levei pro meu quarto, ela ficou um bom tempo olhando pro teto em seguida pro meu rosto e sempre passava as mãozinhas sobre ele coloquei Bel em meu colo e comecei a cantar Dust in the wind a música que a minha mãe cantava pra minha irmã quando ela tinha pesadelos
I close my eyes
Eu fecho meus olhos
Only for a moment apenas por um momento And the moment's gone E o momento se foi All my dreams Todos os meus sonhos Pass before my eyes, a curiosity passa diante dos olhos uma curiosidade Dust in the wind Poeira no vento All they are is dust in the wind Tudo que eles são é poeira no vento
Same old song
A mesma velha música
Just a drop of water
Apenas uma gota de água
In an endless sea
Em um mar interminável (infinito)
All we do
Tudo o que fazemos
Crumbles to the ground
destroçando(esmigalhando) ao solo [cai em pedaços]
Though we refuse to see
Embora nós nos recusamos a ver
Dust in the wind
Poeira no vento
All we are is dust in the wind, ohh
Todos nós somos é poeira ao vento, ohh
Não demorou muito e ela estava dormindo de novo, abracei Bel e o cansaço me abraçou. Acordei eram 9:30, deixei Bel dormindo e fui fazer a minha higiene matinal, em seguida fui pra cozinha fazer o café e escutei Vera e Charlie conversando
– mais amor tem que ser essa, e maior mais espaçosa e tem uma linda piscina enorme –
– Vera por que quer uma casa tão grande se você ainda mora só? –
– por pouco tempo amor, e afinal, nós temos que comprar algo grande pras crianças terem espaço pra brincar quando estivermos casados –
– esse apartamento tem espaço mais do que suficiente pra eles brincarem, e eu não penso em sair daqui –
–eu sei amor, não precisa se não quiser mais, faz um tempo que você não me da nem um presente –
– vou comprar alguma coisa pra você depois -
– um colar –
– hum ?? –
– e, só falta um lindo colar de brilhantes, eu sei que você tem um ótimo gosto pra essas coisas –
– eu dou o dinheiro e você compra, pode ser ? –
– o que você ta fazendo ai ? –
– eu vim fazer o café e vi vocês conversando, eu volto outra hora – girei os calcanhares e fui em direção a sala
– Anne, não sai, nós já estávamos saindo, pode vim fazer o café das crianças – disse Charlie pegando xícara e indo pra sala
– Charlie eu vou sair com uns amigos hoje a noite, algum problema ? –
– não Anne, nem um afinal, nós íamos jantar na casa da Vera hoje mais, só peço que não durma fora novamente -
– ok – fiz o café dos três mosqueteiros e coloquei o de Bel em um linda bandeja de porcelana com madeira e fiz alguns enfeites com docinhos, e como Bryan só ia acordar daqui a 1 ou duas horas deixei ele pra depois, entrei no quarto e ela continuava dormindo lindamente, coloquei a bandeja na ponta da cama e a acordei
– bom dia Bel olha o que a Anne fez pra você um café bem gostoso –
– to com fominha – esfregou os olhinhos e bocejou
–eu sei disso, por isso que a Anne fez esse café gosto pra você — ajudei Bel a comer e ela me ajudou a levar a louça suja pra cozinha –
– Anne ta pesado –
– Bel você ta com dois copos –
– mais ta pesado – peguei um dos copos e ela parou de reclamar, Bryan apareceu logo em seguida e tomamos café novamente com ele, só que Bel fazendo inveja por que tinha comido no quarto. Sofi acordou em seguida e Poly foi me ajudar a brincar com eles, passamos o dia todo brincando e quando deu 18:30 ela me ajudou a arrumar-los pro jantar na casa da Vera, eu arrumei Bel e ela Bryan e nos duas arrumamos Sofi, Charlie já estava pronto entregamos último pacote ele a colocou no carrinho e Bryan pegou na mão de Bel. Poly e eu vimos alguns programas de TV antes dela ir pra casa se arrumar e eu fiz o mesmo, ficamos de nos encontrar na garagem
Anne :
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=43458461&.locale=pt-br
– hoje vamos no meu carro – rodopiei as chaves nos dedos
– ta pode ser,mais avisa se for sair avisa flw ? não quero voltar a pé-
– pode deixar — dei partida
– Anne vamos encontrar como Bill o irmão dele e o Andreas nessa a casa noturna – mostrou o endereço e fui mais vagarosamente que antes — acelera Anne
– o motor ta morrendo – a trolei
– para de sacanagem e pisa fundo – estacionei atrás da casa noturna e um dos seguranças nos deixou entrar por lá, motivo ? Poly o conhecia – vem Anne — me puxou pro bar
– o que ta fazendo ? – perguntei quando retirou o celular da bolsa- como você tem a capacidade de ligar pra alguém nesse barulho? –
– eu não vou ligar, vou passar uma mensagem
– o que as princesas vão pedir ? – perguntou o barman
– dois martinis – de adiantei
– awon, você lê pensamentos Anne ? –
– na verdade, os dois são meus –
– isso afoga as magoas, aproveita que amanhã tem escola! woool! – gritou e começou a pular ao meu lado — essa música não e contagiante ??
– na verdade — a cutuquei – não
- vamos dançar Anne!! – me puxou antes que eu pusesse colocar o copo na boca , dancei duas músicas com Poly e em seguida voltei pro bar beber alguma coisa e pedi novamente dois Martine, olhei na direção de Poly que estava conversando com um moreno alto, acho que ela não vai voltar pra casa comigo
– olha só que eu encontro por aqui – disse o cara das trancinhas sentando no banco do meu lado – sabe eu esperei que você fosse pra casa mais tarde, ou esperasse eu acordar
– e por que eu perderia o meu tempo esperando por você ? — o fiz sorrir irônico e pediu um uísque
– por que talvez eu fosse o dono da casa-
– Jura ? e eu não sabia — bebi mais um pouco do martini –
– você tem um senso de humor bastante sarcástico – deu um gole na bebida e eu lhe joguei um sorriso sarcástico, e fui novamente pra pista de dança deixando aquele idiota no bar e comecei a dançar no mesmo lugar onde estava antes de Poly
– que tal irmos pra um lugar só eu e você ? – sugeriu um cara com franja, o ignorei e voltei a dançar
– buuh! – tentou me assustar Andreas — você disse que não vinha! –
– resolvi de ultima hora –
– você viu a Poly ?
– da ultima vez que eu a vi, ela tinha ido pra lá — apontei pro outro lado da casa
– obrigada Anne já volto -
– ta – disse e voltei a dançar e logo uma menina estava dançando no mesmo ritmo que eu , enchi a cara com uísque e martini e continuei dançando e dando fora em todos que se chegavam, não quero transar, só criar forças pra mais uma semana de babá
– por que não repetimos o que fizemos a sexta ? –
– desculpa, to sem saco pra aprendizes sem muita experiência-
– inexperiente, ta ai uma palavra que define você – provocou
– por que você não leva uma diferente pra cama hoje? e bom, variar o cardápio –
– e por que vou levar uma diferente hoje se eu encontrei uma profissional inexperiente –
– oooh jura? Acontece que eu não estou trabalhando hoje – dei-lhe as costas e voltei a dançar o ignorando de repente tudo a minha volta começou a ficar escuro , a única coisa que vi quando abri os olhos foi de estar dentro de um carro, olhei pro banco do motorista e o mesmo cara de sexta estava dirigindo, estacionou, atrás de algum galpão abandonado e deserto
– pra onde você me trouxe ? –
– um lugar privado –
– privado ? isso e totalmente deserto –
– ta com medo ? de que eu te mate e esconda o corpo ? –
– vai em frente, sei muito bem o que quer fazer antes disso -
– ótimo – estacionou — então não preciso pedir pra você ir pro banco de trás -
– claro que não por que quem vai e você – sorri irônica e ele me obedeceu abriu o botão/zíper da calça e deitei por cima, com uma mão começou a prensar meu corpo contra o seu e começou a deslizar a outra ate a minha saia
– vai com calma – avisei colocando a mão por cima da dele a parando
– calma? por que que teria isso – sorriu malicioso olhando pro meu decote, comecei a beijar e dar pequenas mordidas em seu pescoço e ele fez o mesmo, sentei em seu colo e retirei a blusa enquanto ele tirava a camiseta voltei novamente o meu trabalho em seu pescoço e agora passei a morder com força [sim eu vou deixar marcas] e ele começou a fazer o mesmo enquanto roçava sua cintura contra a minha, levantou a perna e consegui ficar por cima e retirou sua calça, ficando apenas de boxer, em seguida puxei a saia e passou a dar tenção pro meu sutiã colocou os dedos e eu lhe dei um tapa, mais depois cedi puxou o sutiã e começou a sugar o seio esquerdo enquanto apertava o direito com a mão me provocando gemidos baixos, movimentei minha cintura contra a sua e senti a felicidade do membro dele que começou a repetir o gesto, começou a roçar sua cintura contra a minha enquanto sugava um dos meus seios enquanto seu membro pulsava dentro de sua boxer, parou o que estava fazendo e deu atenção a sua parte de baixo, foi ate o banco da frente e abriu o porta luvas retirou um preservativo de e colocou em seu membro já ereto, segurou-se entre as minhas pernas e segurou minha cintura
– ..... aaaahh – me penetrou com força enquanto ele gemia de olhos fechados erguendo a cabeça pra cima enquanto permanecia de olhos fechados, com seu membro ficando cada vez maior e mais groso suas estocadas fortes começaram ficar rápidas, sempre que estocava o carro se mexia junto suas estocadas começaram a ficar lentas e vagarosas saiu de dentro de mim e começou um beijo quente enquanto sua cintura roçava novamente sobre a minha, seus beijos passaram em direção ao pescoço, de beijos passaram a para chupões, e de chupões a mordidas, que ficavam cada vez mais dolorosas e voltaram para os beijos, foi fazendo um caminho de beijos ate meus seios e deu uma pequena chupada no direito, voltou novamente a traçar o caminho de beijos ate meu sexo, puxou uma de minhas pernas e começou a deslizar suas língua sobre minha entrada
– aaaaah... aaaaah — enfiou sua língua completamente dentro do meu sexo, me fazendo sentir seus pircings no lábio inferior, encravei as unhas no banco do carro enquanto ele continuava me penetrando com a língua ate que gozasse o fazendo chupar todo o liquido, feito isso voltou novamente a me penetrar com seu sexo, dessa vez com mais intensidade que antes, passou suas mãos obre minha cintura me prendendo contra ele, e eu o lacei entre as minhas pernas deixando o espaço pra que ele estocasse cada vez menor, mais estocadas ficavam cada vez mais fortes, apertei mais minhas pernas o deixando cada vez sem espaço e ele apertando minha coxas com força pra que seu membro entrasse cada vez mais, ate que chegássemos ao orgasmos e caiu ao meu lado. Me vesti rapidamente e pulei pro banco em que eu ocupava antes
– pra que tanta pressa? Por que na volta pra de novo pra gente recomeçar? – perguntou enquanto vestia as calças
– e por que você não fala menos e age mais? –
– não quer se atrasar pra pegar o próximo cliente? –
– nossa, você leu os meus pensamentos — disse irônica – agora quer fazer o favor de cuidar pra eu não perder o próximo cliente –
– vadia -
– ui, meu seguindo nome, agora da a partida — o adiante, que já estava no banco do motorista
– em qual ponto eu te deixo –
– no mesmo em que me pegou – respondi, resmungou alguma coisa que não deu pra ouvir direito e acelerou, ficamos calados o caminho inteiro ate chegarmos novamente no estacionamento da boate
– espera! — segurou meu braço antes de eu abrir a porta – seu nome
– o que ? –
– qual seu nome ? –
– e de que importa ? –
– então como eu vou chamar você quando te ligar pro próximo encontro ? –
– eu não te dei meu celular –
– exatamente, você esqueceu de me dar seu cartãozinho -
– você já deve ter cartõezinhos de mais não acha ? que falta faz só um ? — abri a porta e sai correndo pra dentro da boate ver se encontrava Poly, ultima vez que saiu que um cara como esse ¬¬ cartãozinho, ta pensando que eu sou o que? seu filho da puta como uma pessoa consegue ser tão arrogante e asquerosa como essa? ¬¬ olhei no bar e na pista de dança mais não achei, olhei novamente pro bar e vi o idiota de trancinhas que me mostrou seu drinque e deu um sorriso irônico, fui novamente pra o estacionamento e dei partida, nunca mais eu vou sair, vou passar os sábados e os domingos tomando chazinho com Bel, corro menos risco de dar de cara com aquele filho mal parido ¬¬, acelerei mais do que podia e em poucos minutos cheguei na garagem, mandei uma mensagem pra Poly avisando que a procurei mais não encontrei e que já tinha voltado pra casa, motivo? Enxaqueca assim que entrei estavam todos dormindo, fui pra cozinha e me servi duas torradas com suco
– onde você foi Annelize ? –
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