Incredibly Difficult - HIATUS
2 Capítulo 1 - O pesadelo e minha despedida
Por incrível coincidência, aquele noite chovia muito, assim como meus olhos. Eu estava apenas pensando se fosse verdade aquilo que meu pai dissera, mas eu não poderia ser louca, minha mãe não podia, eu nunca a perdoei por nos deixar e nunca voltar, mas agora o que mais queria era abraça-la como quando eu era pequena.
Em meus braços dormia Ryan, o que parecia estar em sonho bom, ele tem seu próprio quarto, mas com tudo em que ele havia escutado, queria dormir comigo talvez a ultima noite comigo. Não que morar com minha mãe pudesse ser ruim, mas eu realmente não quero. Por mais que fosse bom para mim eu tinha que cuidar de Ryan. Eu estava fazendo o que ambos os dois não fizeram. Eu me lembro bem que até os 10 anos tinha certeza que ela viria pelo menos voltar pra nos buscar, mas não o fez.
Passado um tempo a chuva se acalmou e lentamente os últimos pingos da garoa caiam. Eu já havia pardado de chorar e agora simplesmente observava as gotas escorrendo na janela. o sono finalmente resolveu se lembrar de mim e eu fechei os olhos, mergulhando num escuro profundo.
Levantei-me da cama, deixando Ryan, e fui até o corredor quase impossivel de se enxergar, e dei de cara com uma sombra, aquilo me deu um arrepio imenso, mas agora eu nao podia voltar para meu quarto. Fui ate aquela sombra, ela tambem se aproximava de mim, novamente um arrepio correu minha espinha. Vi que aparentava ser um homem nao muito velho, parecia ter dezessete a dezoito anos.
Senti sua mao tocar meu pescoço e me jogar contra parede, fiquei sem ar, me debatia em seu peito musculoso assim como seus braços, mas foi sem efeito. Olhei em seus olhos verdes, implorando para que me soltasse. Ele por fim me soltou, e percebi que toda aquela ira em seu olhar sumiu, e o que seria aquilo em seu olhar? Compaixão? Amor? Não impossível,parecia mais como se eu fosse a pessoa errada. Foi quando ele balançou sua cabeça e eu fiquei sem entender nada. Então se pronunciou.
– Você ainda me paga – e começou a andar até a saída daquele corredor, ainda assustada corri de volta pra cama, não querendo encontra-lo novamente. Mas por alguma razão o brilho de seus olhos ficou guardando na minha mente.
– Lauren?! Lauren?! Lauren?! — dizia Ryan me chacoalhando e me jogando seu travisseiro na cara
– Que foi pirralho? — disse sonolenta.
– Acorda, temos café na cama hoje — ele disse me chacoalhando novamente.
Sentei-me e comecei a fazer cocegas nele — E você me acorda, desse jeito só para me dizer que tem comida, na cama?!
– Para! Para por favor! — dsse ele se contorcendo, entao parei e ele me perguntou — O que voce sonhou?
Assim que ouvi isso travei, mas me pronunciei ainda nervosa
– Na-nada — gaguejei tentando parecer normal, falhei.
– Então por que tava suando e estava tensa? — sua cara se formou em um ponto de interrogação.
– Olha molequinho é melhor você ir comer essa comida se não, logo logo esfria.
– E você também.
Então comemos juntos, assistindo a Bob Esponja.
Depois de assistirmos, prometi a Ryan fazer uma surpresa a ele, ia fazer festa na piscina, somente com nós dois, um monte jogos.
Apenas disse a ele para que colocasse uma bermuda, o que deixou ele um pouco desconfiado.
Ryan tinha o sentimentos mais doce, que alguém poderia ter, sua inocência era o que mais eu admirava, queria ter aquilo na idade dele. Parece que com o tempo tudo foi retirado de mim. Mas chega uma hora em que você nem se importa mais.
Ao preparar a piscina para nós fui chamar Ryan, que estava de bermuda jogando videogame.
– Isso vai ser um campeonato de jogos inventado pela melhor irmã do mundo, por favor, sem flashes — disse me gabando — e ao final você vai ter que escolher o melhor para jogarmos mais uma vez.
– Lauren, antes de começarmos, vou te perguntar um coisa — ele disse se sentando a borda da piscina.
– Sim...
– Você está tudo isso, por que acha que vai mesmo morar com a mamãe?
– Ryan...- desviei o olhar do dele e olhei para o mato que envolvia nossa mansão — se isso acontecer eu... — de relance ao voltar os olhos para ele, vi um garoto que parecia ter minha idade, com certeza não era os dos meu sonhos, afinal era apena de sonhos, e este não era tão musculoso, fechei os olhos com força e voltei o olhar para onde o tal garoto estava, e não vi nada
– Você está bem? — perguntou colocando a mão em minha testa, ri com sua preocupação e disse.
– Por que não começamos os jogos da melhor irmã do mundo e deixamos isso de lado? — ele topou.
E assim passamos o dia brincando na piscina, ao chegar a noite, acho que Ryan acabou pegando um resfriado. Meu pai acabou me chamando a sua sala. Ao entrar ele jogou um papel a sua mesa.
– Que isso?
– Seu passaporte e passagem para Nova York — ele disse duro
– Você não...
– Posso e estou fazendo... Lauren é para seu bem...
– Meu bem? — perguntei engolindo o choro — você nem sabe o que é para meu bem.
– Não me interessa, vá arrumar suas malas, não quero você aqui — ele disse e só pode sair da sala chorando, agora eu sabia agora que ele não me amava.
Arrumei e minhas malas e me despedi de Ryan, prometi do fundo do meu coração que ligaria a ele. Quando chegasse, e disse que logo ele melhoraria. E quem sabe eu ainda não voltasse para busca-lo.
Fui ao aeroporto. Esperei algumas horas, vou a viagem inteira dormindo, ou quando acordava chorava, foi assim a viagem inteira, não senti fome alguma, pela amargura e magoa que ainda sentia.
Sai do avião, e encontrei uma plaquinha escrito "Lauren Evans" olhei para cima e me surpreendo ao ver quem segurava.
– Oi mãe– digo totalmente com uma mistura de sentimentos, alivio, surpresa, queria abraça-la, foi ai que uma lagrima escorreu de seus olhos, então me entreguei também, abracei-a forte e ela me sussurrou
– Seu pai me falou que voce vinha, nós dois te amamos muito!
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