Incredibly Difficult - HIATUS
3 Capítulo 2 - Minha nova vida
Notas iniciais
Era sete horas da manha ainda, e era simplesmente incrivel como Nova Iorque podia estar tao movimentada, eu sempre soube como uma vida normal, mas agora eu deixaria o passado pra traz, poderia ser egoísmo meu, mas.... deixe queto.
Aquele ar gelado, invadia meus pumoes, e me dava uma sensação de liberdade, eu e minha mae, nao trocamos muitas palavras desde o aéroporto, ela me levou até um Starbucks, e aproveitei que em quanto minha mae pedia os cafés fui ao banheiro e peguei uma blusa mas quente e uma echarpe, lavei meu rosto — com certas olheiras — e fiz um coque. Voltei, e minha mae ja estava com os dois cafés. Sentei-me
– Entao como foi o voo — ela se pronunciou
– Bem — disse tomando um gole do meu café.
Passou um tempo, e ela se pronunciou novamente.
– Com quantos voce está ?
– Tinha que ser — digo revirando os olhos — depois de 10 voce nem sabe minha idade.
Ela suspira tomando mais gole de seu café.
– Quer saber — disse me levantando — eu perdi a fome.
Estava saindo e minha mae apenas segurou meu braço e disse:
– É o endereço ... do meu apartamento — ela me entregou o papelzinho e disse — seu pai me falou que nao é bom discutir muito com sua infatilidade.
Abri a boca mas, infelizmente nao saiu nada, apenas me virei, e continuei andando meu caminho.
Meus pés apenas coberto pela sapatilha, deviam estar gelados mais que um picolé. Mas eu nao me importava, achei a rua que havia no papelzinho, que dizia tambem:
" Va a rua de traz da padaria"
O fiz, era um daqueles predios meio antigos, com escadas de bombeiros, fui a rua de traz, onde se encontrava a porta d traz, estava aberta, dava direto com as escadas e logo atras o elevador.... quebrado. Olhei no papelzinho que dizia " Ultimo andar " .
– Ta de brincadeira — digo a mim mesma — bom aqui vamos
Subi o primeiro andar ja acabada pelo caminho, era dois apartamentos a cada andar. E no segundo andar ouvi um barulho de porta batendo fortemente, o que me deu um certo medo, mas mesmo assim subi, nao havia nada nem ninguem, devia ser paranoia minha, uma coisa que eu tenho tido muito ultimamente. Continuei meu caminho, que sabia que iria ser longo, mas enfim depois de meia hora — talvez nem tanto — cheguei ao ultimo andar. Vi que no bilhete estava escrito que a chave estaria de baixo do tapete.
Abri a porta e encarei umasalinha bem aconchegante, as paredes eram todas de tijolos o que deixava um visual bem moderno, eu consideraria a cara da minha mae.
Havia dois quartos, e um estava escrito que era de visitas abri-o havia algumas estrelas penduradas no teto,piscas-piscas e uma luminaria ao lado da cama me virei e grudado na parede na cama e em cima dela um notebook algumas foto, foi entao que virei e vi a parede da porta toda branca .
– Eu ainda to pensando no que vou fazer nessa parede — disse uma voz atras de mim, era minha mae
– Como assim — perguntei me virando
– Sou arquiteta, e tava pensando em colocar algum desenho ali — ela disse
– Sabe até que ficaria legal — disse por fim — e aproposito eu tenho 16....- ela pareceu nao entender entao eu disse — 16 anos
– ah — ela espressou — nao sei se voce vai gostar muito mas eu consegui vaga pra voce em uma escola
– Serio?! — disse nao muito entusiasmada, e ela assentiu — pelo menos ganhei um notebook
Ela riu e disse
– Voce começa a manha, e em relaçao aos materias eu tenho o basico que voce precisa — assenti e ela saiu.
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Estavamos sentadas, eu e minha mae, esperando a diretora chegar em sua sala, para me receber. Eu nao estava nervosa estava?! Bom minhas maos estavam geladas e .... quer dizer eu costumo a ser meio ansiosa mais hoje eu estava mais do que o normal. Meus dedos batucavam na mesa da diretora, tentando fazer a batida de alguma musica, em quanto eu minha perna direita estava agitada.
– Filha?! — minha mae segurou minhas maes — por que tanto nervosismo?
– Que?! — minha voz saiu fina e em alto e bom som que eu estava mentindo — e-eu estou super cal....
Fui interrompida pela porta se abrindo, era a diretora, ela usava uma daquelas saias lapis, junto com um terninho da mesma cor, estava com sua meia-calça que parecia nao esquentar muito e saltos que se eu fosse aquelas mimadinhas com certeza diria que aquilo nunca esteve na moda. Em seu rosto destacavam algumas rugas, seus olhos claros mais indefinidos a cor, por causa de seu oculos, as pastas em suas maos pareciam pesar um pouco e deixa-la com as pernas bambas, mais do que esse frio ja nao as deixara.
– Perdoe-me a demora — disse ela colocando todas as pastas e cadernos em cima de sua mesa, dando um estrondo um pouco alto, o que me fez me afastar da mesa. — Bom essa deve ser Lauren Rubens
– Prazer — disse minha mae estendendo sua mae para cumprimenta-la que retribuiu — sou mae dela Lilian.
Sorri para ela tambem cumprimentando-a.
Após uma longa conversa saimos para pegar meu horario, que agora seria Física,apos um longo periodo com a diretora me mostrando o colegio, ela me leva até a sala de Física, naquela hora a minha mae ja tinha ido.
Ao entrar na sala todos me encaram, percebo um grupinhos de garotas cochixando algo nao muito agradavel sobre minhas vestes, um garoto a minha frente mascando chiclete e me olhando com certa malicia, um garoto devia ser do time do futebol babando por uma garota com olhos azuis eletricos muitos lindos com seus cílios com camadas bem passadas de rímel que desenhavam seu olhar. E um garoto ao fundo que se escondia sua cabeça aos livros. Apesar que tenho uma certa duvida se ele está lendo.
Apos a diretora me apresentar, sento-me no unico lugar vazio ao lado do garoto que se escondia em seus livros. Ele parecia ter aquele estilo meio badboy, mas nao os de modinha que usam calças justas, bom seus musculos pareciam querer ar naquela jaqueta de couro, mas havia algo nele que me era familiar, foi quando o sinal bateu e ele virou para pegar suas coisas, que eu levei um susto.
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