Acordei mais cedo que o habitual, e antes de Tasha, para verificar as crianças. Ela estava em um sono profundo e eu aproveitei para ficar observando por alguns segundo sua face. Ela parecia realmente desligada do mundo, descansada, mas parecia tão em paz. Eu adorava observá-la naqueles momentos. Ela se mexeu um pouco, mas não fez qualquer sinal de acordar e eu sorri pensando em quão maravilhosa ela tinha sido comigo desde que ficamos juntos e agora isso estava se multiplicando dentro dela.

Saí da cama lentamente indo no quarto de hóspedes para ver que Nikki já tinha acordado, mas Lucca não. Ela estava cantarolando algo baixinho e olhando pro teto. Abri a porta lentamente então ela me olhou. A peguei pelo braço. Lucca se mexeu, mas não acordou, só mudou de posição.

— Bom dia, princesa. — Eu disse sussurrando e saindo do quarto com ela.

Ela sorriu e puxou minha barba como seu irmão fazia. Eles tinham uma obsessão engraçada pela minha barba.

— Bom dia, Tio. — Ela disse sorrindo. — Onde está tia Pata?

— Ela ta dormindo ainda. — Eu respondi sorrindo. — Não vamos acordar ela. Você quer me ajudar a preparar um café da manhã pra nós?

— Quero! — Ela disse animada.

Coloquei ela no chão da cozinha e fui pedindo o que ela alcançava e não poderia quebrar. Quando estava terminando de fazer os ovos mexidos com bacon Lucca apareceu na cozinha.

— O dorminhoco acordou! — Disse Nikki rindo.

— Bom dia, tio. — Ele disse abraçando minha perna.

— Bom dia. — Eu disse me abaixando e beijando sua cabeça. — Eu e sua irmã já estamos terminando de fazer o café da manhã, ok?

Ele acenou com a cabeça e se sentou no sofá da sala já que era cozinha americana.

Alguns minutos terminei de fazer tudo e coloquei em uma bandeja.

Chamei as crianças e elas bateram na porta do meu quarto com Tasha e logo a morena disse que eles poderiam entrar.

Entramos e ela estava sentada na cama, mas ainda com lençóis sob as pernas. Me sentei ao seu lado após colocar a bandeja na sua frente e os pequenos se jogaram pelo restante da cama.

— Bom dia, tia Pata!

— Bom dia, tia Tasha!

Disseram os gêmeos abraçando ela e só quando eles se afastaram que demos um beijo rápido e sussurramos nosso bom dia.

— Bom dia. — Disse Nikki se engraçando pro seu irmão e dando um beijo na bochecha dele, como se estivesse nos imitando.

Olhamos pra eles e começamos a rir.

— É realmente um bom dia começar assim com vocês. — Ela disse olhando pra nós com um sorriso lindo e radiante. — Vamos comer?

Todos eles acenamos e começamos a comer. Eu ajudei Lucca e Nikki como podia embora eles tivessem a síndrome de super independência da minha irmã.

Eu havia feito suco de laranja doce para mim e sem açúcar para Tasha como ela gostava acompanhado de torradas, ovos e bacon e havia cortado frutas pros pequenos. Enquanto estávamos comendo, Nikki me olhou e depois pra Tasha.

— Por que você não está tomando café, tio Roman e tia Pata? — Nikki perguntou.

Tasha olhou pra mim e sorriu e logo depois voltou-se pra menina.

— É que seu tio está cuidando de mim. — Disse ela e então Lucca continuou.

— Vocês terão um bebê? Porque no dia que meu pai disse que minha mãe ia ter um bebê a gente não podia mais tomar café perto da mamãe e mamãe também não podia tomar. — Ele disse dando de ombros.

— Por que bebês não gostam de café? — Perguntou Nikki confusa.

Tasha me olhou e começou a sorrir e logo depois olhou pros pequenos.

— É nosso segredo, ok? — Ela disse sorrindo pras crianças. — Mas nós vamos ter um bebê.

Quando Tasha disse isso Nikki se levantou e a abraçou, quase derrubando a bandeja com a comida e Lucca começou a pular em cima da cama animado.

— Mais bebês. — Foi o que ele disse, o que fez todos nós rirmos.

— Sim, mas agora a gente precisa ir se arrumar pra ver a irmãzinha de vocês, ta? — Ela disse e eles então se levantaram.

Eu os peguei e Tasha levantou-se, levando a bandeja para a cozinha.

Alguns minutos depois, quando eu estava enchendo a banheira para os pequenos que já estavam dentro dela, ela apareceu.

— Precisando de ajuda? — Ela perguntou abaixando-se para perto deles.

Lucca bateu a mão na água, jogando água na minha cara e todos começamos a rir então eu sussurrei.

— Acho que sim.

Ela começou a me ajudar a banhar a Nikki e eu banhei o Lucca. Quando terminamos, eu e ela parecíamos mais banhados que eles pois eles estavam jogando água em nós, mas nós adorávamos nos divertir como crianças com eles.

Fomos pro quarto de hóspedes onde as coisas deles estavam. Jogamos os dois em cima da cama e Tasha começou a pegar as coisas para arrumar eles.

— Você devia começar a se arrumar enquanto eu arrumo eles e quando você terminar nós revezamos. — Eu a olhei, pois os gêmeos eram muito inquietos e ela continuou. — Nós vamos ficar bem.

Fui me arrumar, mas antes de entrar no banheiro peguei o cartão do nosso plano de saúde. Depois de alguns minutos tinha conseguido marcar uma consulta pra Tash no mesmo hospital que minha irmã estava, assim poderíamos logo tirar a dúvida final. Eu estava tão nervoso quanto a isso. E se não fosse? Fazia alguns meses que a gente estava tentando, mas tecnicamente tínhamos desencanado após dezenas de testes negativos.

Terminei de me arrumar e fui pra sala. Saí pra encontrar uma das minha visões favoritas.

Tasha estava sentada e Lucca estava sentado em uma das pernas dela e Nikki estava de pé em frente a Tasha. Os três estavam rindo de algo e Tasha estava fazendo cócegas na menina. A coisa mais graciosa que tinha quando ficava com os gêmeos era os observar com Tasha, e em breve eu teria nosso bebê para observar ela brincando. E se também fosse gêmeos? Me emocionei um pouco nesse rápido pensamento e meus olhos marejaram com isso. Com certeza duas crianças deixariam ela louca, mas eu já tinha certeza que ela iria nos amar incondicionalmente, independente de quantos estivessem dentro dela.

— Olha quem está pronto pra conhecer Laura! — Tasha disse colocando as crianças no chão e elas vieram em meu sentido.

— Você pode ir arrumando as coisas e o carro pra irmos. Eu não devo demorar. — Ela disse.

Alguns minutos depois ela apareceu já banhada e arrumada. Já estávamos todos dentro do carro.

Chegamos no hospital e encontramos Patterson chegando. Era um ótimo momento para eu contar a Tasha que tínhamos um exame para confirmar se ela estava grávida.

Tasha e Patterson se cumprimentaram e Patterson pegou Nikki nos braços e Lucca pela mão. Eu pedi Patterson pra entrar com eles e Tasha me olhou em confusão. Eu peguei pela mão dela depois de alguns segundos que perdemos a visão de Patterson.

— Nós passamos os últimos meses tentando e não conseguíamos engravidar. Eu acredito que dessa vez deu certo, eu sinto isso, mas o que seria melhor que tirar logo a confirmação? — Eu disse e ela começou a sorrir.

— Temos uma consulta agora? — Ela perguntou animada.

Eu acenei com a cabeça e ela me interrompeu me beijando.

— Eu amo vocês.

— Eu e ele amamos você. Ou eles. —Completei. — Já pensou se é mais de um?

— Estou pronta pra enlouquecer se for mais de um. — Ela respondeu rindo. — Mas acho que é uma menina.

— Eu vou perder em número.

— A gente pode tentar algum menino depois. — Ela respondeu com cinismo. — Se a menina não me fizer perder o juízo.

Trocamos risos.

— Eu estou pronto pra perder meu juízo. — Respondi e a beijei novamente.

Um beijo cada vez mais terno e amável assim como meu sentimento por ela. Por elas.

E foi naquele mesmo hospital que vimos uma nova vida nascer 8 meses depois. Foi no mesmo hospital que nos apaixonamos por uma loirinha dos olhos castanhos: foi onde tivemos Izabella.

Notas finais
Comentários são sempre bem vindos!