Incomum dia dos namorados
4 Jeller - Parte 2
Notas iniciais
Eu e Jane suspiramos aliviados quando finalmente trouxeram Laura novamente para o nosso lado.
Eu sabia que tudo iria dar certo no parto, mas ver Jane sentindo dor e não poder fazer nada era algo que tirava todas as minhas forças. Porém, ao ter o primeiro vislumbre da menina, nossa dor foi substituída por uma felicidade que eu jamais conseguiria explicar.Era como se mais uma parte, uma parte feliz da minha vida tivesse se expandido. E era isso mesmo, Laura era mais um fruto da minha felicidade em ter Jane na minha vida.
Tanto quanto eu estava nervoso por segurar um ser tão frágil, eu também estava feliz. Ela ainda chorava e tentava abrir os olhos, mas a luz a incomodava então ela continuava piscando os olhos. Passei meus dedos pelo desenho de onde em breve ela deveria ter as sobrancelhas e ela se agitou, mas logo se calou. Percebi que minha mão tinha feito sombra para seus olhos e continuei até ela parar de chorar.
— Que pai disciplinado! — A enfermeira disse passando por mim e sorrindo.
Pai. Quanto tempo tinha passado na minha vida? Uns 9 anos atrás eu jamais teria imaginado que seria pai e agora eu estava segurando meu terceiro filho.
Eu sorri pra pequena que estava em meus braços e vi seus olhos abertos. Eles eram tão verdes e claros quanto o da mãe e tinha poucos cabelos, mas eles eram loiros como os meus. A mãe dela, a mulher responsável por me trazer de volta todas as esperanças para um futuro de paz que eu sonhei. Um futuro que agora estávamos vivendo nós 5.
Me aproximei da cama e ela ficou nos olhando com seus olhos piedosos, porém felizes.
— Você quer segurar ela? — Perguntei com humor enquanto já me aproximava dela.
Ela voltou a sorrir para mim, mas com sarcasmo e levantou as sobrancelhas.
— Acho que tenho esse direito depois do que eu passei.
Rimos e eu beijei com ternura sua testa e então entreguei Laura para os braços dela. Ela encaixava direitinho nos braços de Jane e logo os olhos verdes da minha esposa começaram a ficar marejados de emoção. Nossos filhos colocavam um brilho em nosso olhar que nenhum outro presente no mundo colocaria. Desde o momento em que ficamos sabendo que estávamos grávidos que a nossa visão de tudo ao nosso redor era diferente.
— Olá, filha. — Jane começou conversando e olhando para a menina enquanto a aconchegava em seu colo. — Que prazer conhecer você. Eu estou tão feliz porque você está aqui e mal posso esperar para te apresentar seus irmãos. Eles amam muito você.
Cada parte de mim sorria como um menino bobo ao observar a mulher da minha vida conversando com nosso novo bebê sobre meus bebês. As mulheres da minha vida. Agora eu tinha 3 meninas e um homem pra ensinar a proteger e a amar todas elas. Jane além de ser a melhor esposa do mundo, era também uma mãe exemplar e minha felicidade se completava ainda mais ao saber que era com ela que eu compartilhava o dom da paternidade e o amor dos nossos filhos.
A menina sorriu para ela, piscando e abrindo os olhos e revelou seus olhos verdes.
— Então você tem os olhos iguais o da mamãe. — Ela disse e me olhou. — Estava começando a achar que você tinha puxado apenas os genes do seu pai.
Eu ri dela e fingi-me de ofendido.
— Isso não seria tão ruim. — Respondi.
— Será se você é teimosa como o papai? Ou será que você apenas puxou esses poucos e loiros cabelos?
— Papai não tem poucos cabelos. — Eu respondi olhando pra Laura. — E mamãe é tão teimosa quanto o papai então você com certeza será uma teimosinha. — Finalizei deslizando meus dedos na ponta do nariz da bebê e ela sorriu para nós dois.
— Ela é tão linda quanto você. — Jane disse ao virar-se para mim e beijou rapidamente meus lábios.
— Eu espero que ela se torne um ser humano tão lindo e forte quanto você. — Eu respondi e a beijei novamente. — Obrigada por ter me dado esse presente lindo.
— Eu é quem agradeço por essa benção, não é, bebê? — Ela respondeu emocionada brincando com as bochechas da bebê.
Estávamos tão vidrados em nossa nova luz que nem vimos quando nossas outras bateram na porta, mas logo entraram. Era Patterson com Nikki e Lucca.
Eles pareciam agitados e muito animados, o que me deixava de certa forma muito alegre. Meu maior medo quando Laura nascesse era que eles ficassem com ciúmes ou se sentissem excluídos porque a bebê precisaria de atenção, mas o contrário disso aconteceu. Durante a gestação, os dois sempre se interessavam em descobrir coisas sobre bebês e viveram toda a gestação junto conosco. Nikki ficou curiosa para saber como segurava a bebê e Lucca estava sempre em busca de saber o que ela comeria, como ajudar ela a andar e o que fazer quando ela chorasse.
Os peguei nos braços, dando um beijo na bochecha de cada um deles e logo Jane ajeitou-se na cama.
— Bebês, essa é a irmãzinha de vocês. — Eu disse sorrindo enquanto os colocava na frente da Jane.
Os dois ficaram vidrados olhando pra irmã. Os olhos de Nikki brilhavam, olhando com admiração a irmã até que Lucca virou-se e olhou pra mim.
— Ela é tão grande! — Ele disse parecendo surpreso e todos rimos.
— Ela é menor que você. — Nikki respondeu o irmão. — Ela cabia dentro da barriga da mamãe e você não cabe.
Todos voltamos a rir até que Lucca respondeu.
— Ela é tão linda!
Nikki olhou para a mãe como se fosse pedir algo e Jane a olhou para que ela falasse.
— Eu posso tocar nela? — Ela disse baixinho.
— Só se vocês sentarem na cama. — Jane disse. — E depois tia Patterson vai pegar ela, ok?
Ele acenaram com a cabeça e eu então os coloquei sentados na cama.
Patterson estava do lado direito da cama e eu estava do lado esquerdo.
Jane colocou Laura na altura da barriga e então Nikki colocou seus fininhos dedos levemente no rostinho de Laura enquanto Lucca agarrou uma das mãos da menina.
Eu estava apenas contemplando todo o amor que ali emanava. Era um sentimento que não cabia no peito e que poderia aquecer todo o universo. Era minha família num momento de mais pura felicidade.
Beijei a cabeça de Jane enquanto observávamos nossos três filhos interagindo numa conexão que nós sabíamos que jamais se quebraria.
BONUS
Jane estava abraçada a Nikki e Lucca estava sentado ao lado da Patterson que agora brincava com um sorriso super vívido com Laura nos braços.
— Vocês se comportaram na casa do tio Roman? — Eu perguntei e Nikki virou-se para mim, embora ainda com os braços na cintura de sua mãe.
— Onde eles estão? — Disse Jane quebrando o assunto de repente.
— Eles foram ver o bebê. — Lucca respondeu.
Jane, Patterson e eu nos olhamos até que Patterson respondeu.
— Mas o bebê está aqui, Lucca.
A conversa foi interrompida quando Tasha e Roman entraram de mãos dadas com uma ultrassom nas mãos da morena.
— Não só aqui, mas aqui também. — Ela disse balançando o ultrassom.
Todos se abraçaram e comemoraram. Todos nós tínhamos então uma família para celebrar e apreciar o dom da vida.
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