Inacusável

4 O Melhor Castigo.


Notas iniciais
Oe denovo ♥
Vamos parar de moleza gente xD cadê mais comentários me dizendo o quanto está ruim? kkk
bem, é isso.
BOA LEITURA ~

Pov Mello ~

Eles se encararam por alguns instantes, até resolverem agir.

– Mello, vamos nos sentar aqui com Near. – Falou sorrindo, parecia animado. Mas só parecia... – Então, não vai pegar uma bandeja? –

– Oh... Sim espere aqui. – Me levantei e fui até a cozinha, lá peguei somente alguns bolinhos, não sentia fome.

Enquanto o fazia, percebi que os dois conversavam normalmente e até sorriam enquanto falavam. Gostaria de saber o assunto, aliás, os dois não eram ‘rivais no amor’? Nãos estavam disputando o bonitão aqui? Então como conseguem agir tão normalmente nessas horas? Peguei meus bolinhos e voltei para a mesa, os dois pareciam não se importar em continuar conversando, mesmo comigo ali.

– Ei! – Eu os chamei a atenção, como se dissesse ‘O que estão fazendo? Não deviam estar se estapeando?’ Mas aparentemente não foi o que entenderam, continuaram agindo daquela forma que diante meus olhos não era nada normal. O que pude fazer além de me sentar e comer calado? Nada. E ali ficamos, eles conversavam diversos assuntos, como matérias, pessoas, tudo... Menos sobre mim. Nem mesmo me colocavam no meio.

– Vou para o jardim! – Me levantei, e fui andando rapidamente. Eles pareciam surpresos, mais eu realmente não agi contra o esperado, não ficaria ali ouvindo suas conversas esfarrapadas. Aff...

Antes de chegar à porta do refeitório, percebi que este já não estava tão cheio quanto antes, pois é... Eu havia agüentado eles por um bom tempo. Tempo suficiente para todos almoçarem.

Lá fora brilhava o sol, mas ainda assim estava frio. Muitos garotos jogavam bola, outros corriam com caixas de papelão na cabeça, me fazendo pensar que a Wammy’s estava virando um hospício. Vi que ninguém estava sentado debaixo da MINHA árvore, então não precisaria expulsar nenhuma alma nos tapas.

Sentei-me e fiquei pensando na vida como sempre faço, mas estranhei quando me peguei lembrando o meu ‘momento’ ontem aqui com Near. Seria normal se caso eu estivesse pensando em Matt... Mas Near? No pivete estranho? ÓH, a convivência com estes garotos retardados está me afetando...

Novamente ele me veio à memória, mas dessa vez foi sua imagem de mais cedo sentado no tapete com os olhos vermelhos causado pelas supostas lagrimas. Aquela cena estava me perturbando... Foi estranho vê-lo daquela forma.

Muito estranho...

Muito.

– Droga... – Falei baixo enquanto me encolhia e abraçava meus joelhos. Acho que nem uma barra do meu precioso chocolate não levantaria meu astral agora.

Então...

~PLAFT~

Foi o barulho que a bola fez quando acertou minha cabeça, dispersando todos meus pensamentos. Como é que aqueles filhos da puta tinham a audácia de me tirar daquele momento de pura melancolia? Não posso nem me sentir péssimo em paz?! Mas não vai ficar assim... Vão me pagar com seus rostinhos horríveis.

Levantei meu rosto parcialmente, tendo vista de três malditos garotos assustados feito ratos encurralados. Levantei-me e fui em direção a eles. (...)

~ ~ ~

– Mello! Quero que fique aqui dentro como seu castigo. – Roger falava firmemente enquanto amparava aqueles lixos que agora tinham alguns dentes a menos. – Talvez assim você crie um pouco de juízo. Pense e reflita sobre suas ações que não o levaram a nada. – Pensei seriamente se faria alguma piada sobre o que o velho dizia, mas percebi que só pioraria minha situação

– Está bem... – Falei mole, no maior tom de desdém possível. Ele saiu da sala junto aos desdentados, talvez para acompanhá-los até a enfermaria...

Olhei para os lados, procurava algo que me entretece ali, mas nada encontrei. A saída foi me deitar no chão e abrir uma barra de chocolate que eu guardava no bolso da calça. Agora eu refletiria... Pensaria muito em Near.

– Talvez ele esteja na sala de brinquedos agora, montando algum quebra-cabeça de quinhentas peças... – Era como se eu estivesse vendo. Era tão comum que estava fácil imaginar. Dei um pequeno sorriso.

– O QUE EU TO FAZENDO?!! – Sim! Eu to louco... Não tenho mais dúvidas. Olhei desconfiado para o chocolate. – Não... Não é sua culpa. – Talvez o cacau estivesse mesmo mexendo com meus miolos, assim como ele dis...

– Near de novo... Ah! Isso já está me irritando. – Mordi um grande pedaço, buscando voltar à realidade que foi novamente interrompida, dessa vez por batidas na porta. Resolvi ficar quieto, talvez assim fosse embora e me deixaria em paz.

– Ah que droga! – Reclamei quando percebi que as batidas se faziam persistentes. – Quem é?! – Perguntei. Ninguém respondeu.

– Merda! Não vai respo... – Calei-me quando abri a porta e vi quem era do lado de fora.

Pov Matt ~

– Que droga Mello! – Gritei. Não o encontrava em lugar algum, e olha que ele disse que estaria aqui no jardim!

– Onde está aquele idiota? – Eu estava preocupado com muitas coisas relacionadas a ele, desde receber a noticia de que encontraram seu cadáver no telhado até a possibilidade de estar com Near. POIS É! Quando ele saiu do refeitório dizendo vir para cá, Near também se retirou. Disse que iria para a sala de Roger depois que passasse em seu quarto. Eu não desconfio dele, sei que não iria atrás do Mello, mas eu sei é que Mello iria atrás dele... E por isso esse sumiço dele só me trás pressentimentos ruins. Talvez eles estivessem juntos agora, discutindo sobre o dia em que descobriram que se amavam... Então chega o momento em que se beijam e...

– NÃO! – Gritei, assustando algumas crianças que brincavam ali. Até eu me assustaria no lugar delas. Grita um marmanjo fumando escondido numa moita! É realmente chocante... – Eles não podem estar juntos! E se tiver eu dou um jeito... – Falei baixo e determinado dessa vez, tirando uma centopéia que andava em meu ombro.

Pov Mello ~

– Near? – Falei normalmente, como se já o esperasse ali. Ele olhou para dentro da sala tentando encontrar algo.

– Roger... –

– Ele não está. – O respondi quase antes que terminasse de falar. – O que quer com ele? –

– Com ele, ou seja... Não é com você. – Eu devo espancá-lo? Ah não... Sei que ele não teve a intenção de quebrar figuradamente minhas pernas.

– Ótimo. – Eu fechava a porta, mais sua mão a interrompeu.

– Espere. –

– Que foi aberração?! – Já estava sem paciência, que saco... Porque não vai embora e me deixa aqui com meus chocolates? Isso seria bom.

– Posso esperar por ele? – Eu só revirei os olhos e abri passagem para ele, que entrou e ficou sentado no chão, calado, enrolando uma mecha do cabelo. E como o chão já estava ocupado, escolhi então a cadeira do velho que era bem mais confortável. E assim ficamos por uns minutos, quietos, até que decidi quebrar o silencio.

– O que ficou conversando com Matt? –

– Nada demais. – Respondeu friamente. 1x0 pra ele.

– Hm... Aceita chocolate? –

– Não. – 2x0 e meu sangue já está esquentando.

– O que veio fazer aqui? –

– Assunto meu. – 3x0! E perdi a paciência. Levantei-me e fui até ele, puxando sua camisa branca pela gola.

– Por que não deixa de ser assim? – Eu rosnava enquanto falava. Coisa engraçada.

– Assim? – Perguntou tranqüilo. – Porque VOCÊ não deixa de ser ‘isso’? – Ahhhh... Agora pegou na veia.

– POR QUE É VOCÊ QUEM ME IRRITA PRIMEIRO! – Abaixou a cabeça por um instante. — Está certo. – Ficou calado, e eu lentamente fui me desgrudando da sua roupa até soltá-la completamente. Decidi então pela primeira vez ter uma conversa decente com aquele que eu dizia odiar tanto e de toda forma.

– Que tal uma troca? – Me olhou curioso. – Eu paro de ‘ser assim’ e você muda esse seu jeito alien... Que tal? – Falei merda.

– Não preciso mudar, é você quem age de forma errada. –

– Viu só! É por causa disso... Estou tentando ser amigável, mas você não coopera! – Olha só, estou orgulhoso de mim... Foram mais de dez palavras ditas a ele sem ofendê-lo.

– Eu quero falar com Roger sobre o aquecedor. – Sorriu de canto pra mim. Aquilo foi um sim, sem dúvidas era um sim!

– Pois é! Eles estão um saco! – Falei já animado, gargalhando ao fim da frase. Não sei se fiz isso por felicidade mesmo ou por ser idiota.

Acho que por ser idiota.

Pela primeira vez em muitas eu estava gostando do meu castigo. Só que algo ainda me incomodava, ah é... Near se confessou pra mim. Eu devo dizer alguma coisa.

– Ei Near. –

– Hm? –

– Sabe ontem, quando... – Interrompidos NOVAMENTE por alguém que.

– Roger... – Falei baixinho. – Seu velho maldito. – Ele entrava na sala... Ainda bem que não me ouviu. Quer dizer, ainda bem que não era Matt, porque se fosse, eu lhe surraria ali mesmo por atrapalhar-nos novamente. Sabe... É tão injusto. Quando estou me dando tão bem com Near alguém aparece, poxa né! Já estou até me sentindo melancólico de novo.

– Near. O que está fazendo aqui? – Perguntou Roger.

– Preciso falar com você. – Fiquei feliz ao vê-lo frio novamente, era como se comigo fosse diferente, só comigo... Mas o porquê é... Fiquei feliz por qual motivo mesmo?

– O que eu to pensando? – Falei baixinho novamente. – Eu já tenho o Matt. – Matt... Matt... Eu já tenho o Matt? Perguntei a mim. Acho que...

– ...É isso Roger, os aquecedores tem me feito mal. – Olhei para a figura branca e tirei a conclusão.

– Não, não tenho. – Falei um pouco mais alto.

– E você Mello? – Perguntou Roger. – Não tem o que? Razão do que fez? –

– I-isso mesmo Roger! Estou arrependido! Sou um idiota por fazer aquilo. Muito idiota.

– Ótimo. Então se retire junto ao Near. –

– Sim... – Respondi seco, mais por dentro estava explodindo de alegria. Tanto por ter aquele momento tão bom com Near quanto por enganar direitinho o panaca do Roger.

Pov Near ~

Aquilo fora estranho... Tenho certeza de que outra coisa passava pela cabeça de Mello. Talvez fosse sobre o que tinha acontecido entre a gente instantes atrás quando concordei em ter uma conversa amigável. Ou talvez não, eu não sei. Mas estava feliz de qualquer jeito, sabe, por aquilo, tanto quanto ele parecia igualmente estar.

Abriu então mais uma barra de chocolate, ele realmente não para de comê-los! Não sei também como guarda todos no bolso.

Deu uma mordida, e com a boca cheia me ofereceu. Por que não? Puxei a mão que o segurava, e mordi um pedaço pequeno dele.

– O que foi? – Perguntei vendo ele imóvel a me encarar.

– N-nada. – Pensou que esconderia. Mais percebi o sorriso que escapou de seus lábios.

– É bom... – Comentei sobre o chocolate.

– Sim é... E sempre que quiser, pode me pedir. Tenho sempre muitos deles. – Me ofereceu a barra que estava em mãos. – Pegue. –

– Não... – Me entreolhou. – Vamos dividi-la. – Sorri para ele, que gargalhou envergonhado. Besta.

Notas finais
Desculpe os erros.... Eu não sou profissional ainda xD
ASHAUSHUAHS' (atá)
Ain... Não sei por que viu, mas achei esse capítulo encantadoramente fofo(?) tá meu comentário não importa, o de vocês sim!!!
Então, POR FAVOR. QUEEERO MINHAS REVIEWS.
me façam feliz certo? cain cain *cara de cachorro pidão*
Bejos da Nako-chan !