Inacusável
5 Isso é Vingança?
Notas iniciais
Até que aumentou as reviews, mas vamos comentar mais certo?
Espero que a história não esteja muito enrolada >:
Boa Leitura ♥
16 hrs 07 min. Sexta-feira, dia frio. Crianças ainda brincavam, crianças ainda corriam e berravam por toda a Wammy’s house. Algumas inocentes e choronas, outras poucas como Matt, que mais uma vez estava fumando escondido.
Seus óculos estavam no topo da cabeça como de costume, os cabelos ruivos despenteados e a roupa arrumada diferente de sua postura torta formava sua imagem pensativa e preocupada. Bolava um plano para afastar Near do suposto ‘namorado’ que parecia afeiçoar-se ao branquelo. O que o levou a pensar num plano? Ah sim! É pelo pressentimento de que os dois poderiam estar juntos agora, fazendo-se sabe lá o que... Parecia incomodado de varias formas. Primeiro, fumava o terceiro cigarro em 20 minutos. Exagero? Não. Impaciência eu diria. Também esboçava receio, o medo de perder Mello para o outro era imenso, por isso precisava reagir logo, de alguma maneira, para não ter de abrir mão facilmente dele.
– O que vou fazer? Como vou fazer? – Perguntava para si. – Não importa, só agir é necessário agora. – Terminou aquele cigarro e se levantou, saindo da moita em que se escondia.
– Vou encontrar Mello agora. Custe o que custar. –
Pov Matt ~
– Onde eu poderia encontrá-lo? – Falei baixo. Não iriam me pegar falando sozinho de novo.
– Cozinha... – Claro! Ele poderia estar lá em busca de chocolates, ótimo lugar para procurar.
Caminhei com pressa. Eu já me sentia um pouco mais aliviado, pois se o encontrasse por lá, saberia que não estava com Near certo? Cheguei, e nenhum sinal do chocólatra. MALDIÇÃO!
– Calma, calma... Ainda há esperança. – Tentava me enganar de que ainda havia esperanças em encontrá-lo ‘a salvo’.
– Quarto... – Pode ser que esteja deitado ou dormindo, do jeito que é folgado não descarto a possibilidade.
Subi as escadas pulando um, até dois degraus pela pressa, ao chegar ao corredor do nosso quarto, corri até a porta, escancarando a coitada.
– Mello! – Gritei. – O idiota... Não está aqui. – Desapontado me sentei em frente à porta. Minha esperança começava a se transformar em desespero, até avistar ele e Near vindo distraídos em minha direção. O QUE?! Eles estão sorrindo... Estão se divertindo... Juntos.
– Matt? O que está fazendo sentado ai? – Mello perguntou. – Essa sua cara me diz... Que fumou algo muito além de cigarros. – Seu retardado, é a cara de alguém que está prestes a te matar de bordoadas sacas?
– Só estou atoa... – Fingi ignorá-lo.
– Matt. – Near me cumprimentou... CUMPRIMENTOU O CARAMBA!! Eu entendi bem esse ‘Matt’ dele... Aposto que naquela cabecinha branca está rindo da minha cara, dizendo coisas como ‘babaca’ ou ‘otário’... AH! Acha que sou idiota? Mais não se preocupe, vai ter troco.
– O que estavam fazendo? – Lancei a pergunta com uma boa dose de veneno.
– Nada! – Mello respondeu. Mas isso soou tipo, ‘estávamos fazendo de tudo e mais um pouco!’
– Hm, tá... Near. O que estavam fazendo? – Claro que eu tinha a segunda opção para arrancar a resposta, principalmente dele que não mentiria pra mim. E como a loira estava ciente disso, começou a demonstrar o desespero de ouvir o que o amiginho tinha a dizer.
– Estávamos na sala do Roger, comendo chocolate juntos. – SABIA! Mas... Isso não era pra me deixar aborrecido? Tipo, triste?
– É que... Nos encontramos por acaso, então eu ofereci e ele comeu.. Er... – Totalmente desesperado. Mello só parecia cada vez mais suspeito enquanto tentava se explicar.
– Ótimo. – Me levantei e segurei a mão dele, o puxando para dentro do quarto. – Até mais Near. – O olhei fixamente nos olhos com um pequeno sorriso nos lábios, então entrei e bati a porta, deixando-o no vácuo lá fora.
– Ei Matt! Por que fez isso pô?! – Parecia indignado. Estraguei sua diversão foi? Há,há.
– Eu não gosto de ver você com ele. –
– Para de frescuras! Porque não? Somos somente... – Amansou completamente a voz.
– Amigos? – Completei. – É só amizade que quer dele? – Ficou em silencio, eu já sabia a resposta.
O joguei na poltrona que estava atrás de si e me aproximei, segurando seu queixo, depositando um beijo rápido em seus lábios.
– Não tem problema Mello. Vou tirá-lo definitivamente da sua cabeça. – Ele pareceu surpreso com o que eu dizia. Mas o que ele estava pensando afinal? Que eu o deixaria ficar vagando por ai com a ovelha? De jeito nenhum!
Mordi levemente seu queixo, e novamente o beijei dessa vez pedindo passagem em sua boca, que cedeu, correspondendo-me.
~POC~
Batidas na porta? Quem ousava me interromper num momento como esse?
– Atenda Matt! – Sussurrou. Fui até a porta e a abri irritado.
– NEAR?! – O que ELE estava fazendo aqui de novo?
– Cadê o Mello? – Perguntou-me inexpressível.
– T-tá aqui! Por quê?! –
–Preciso falar com... – Antes de terminar, Mello surgiu atrás de mim sorrindo daquele jeito idiota que só ele sabia fazer.
– Ah! É pra mim... – Imbecil – Diga Near. –
– Pode me arrumar umas... Barras de chocolate? Disse que me daria algumas. – Como assim? Nem pra mim Mello não dá chocolates com tanta facilidade!
– Ah sim! Espere ai, vou pegar... – Caminhou até a cama e tirou de baixo do travesseiro duas barras do PREFERIDO dele, e voltou.
– Aqui... Leve essas. –
– Obrigado. – O albino sorriu, mas não para Mello, sorrio irônico pra mim com aquela cara de ‘toma trouxa’. Ah como queria fazê-lo engolir aqueles chocolates com plástico e tudo!
– Até. – Foi embora né? Ainda bem... Porque estava prestes a estrangulá-lo ali mesmo. E era isso que estava a fim de fazer com o outro idiota ali.
– O que foi isso? – Perguntei, fuzilando-o com o olhar.
– Isso o que? –
– Não se finja de idiota mais do que já é! –
– Ora! Dei uns chocolates a ele porque pediu! –
– O problema é... Você não deu uns chocolates. Você deu OS chocolates pra ele! Os seus PRE-FE-RI-DOS.
– ...E daí? –
– Esquece... Vou jogar. – Tentaria me desestressar com os jogos, antes que eu acabe fazendo uma besteira – Mas você não ia... –
– Não Mello! Esquece... – Eu estava REALMENTE MUITO PUTO. Minha vontade era dar uma surra no Near e uma na moça aqui, mas como não estava com animo pra isso, vai ficar pra próxima... Só é uma pena que já tinha dispensado o chocólatra... Bem quando íamos nos ‘divertir’ um pouco acontece isso.
Pov Near ~
Pela primeira vez senti o maravilhoso gosto da... Vingança? Isso foi vingança? Pelo que? Por Matt ter tomado Mello de mim daquela forma? Ah, deve ser. Sei apenas que foi prazeroso, muito prazeroso.
– Nossa! Isso aqui é realmente bom... Até o cheiro... – Falei enquanto comia um pedaço da barra que abri. -... O cheiro. É realmente bom. – E me lembra muito o cheiro de Mello. O gosto também me lembra dele, lembra aquele beijo.
– É... Mas não se compara ao gosto e ao cheiro do próprio. – Então mordi outro pedaço, e percebi que já estava quase na hora da janta, resolvi guardá-los para mais tarde.
– Aliás... Porque após aquilo eu voltei ao quarto deles? – Isso estava me incomodando.
Não compreendo. Sei apenas que foi porque não queria deixá-los sozinhos, sei que é algo inevitável já que dormem juntos, mas naquela hora meu peito se apertou e meu corpo se moveu sozinho... Será que eu fiz algo errado? Não importa. Foi somente um impulso repentino.
Eu não havia percebido, mas fitei o quebra-cabeça que eu não havia terminado, e que não estava a fim de deixar incompleto. Sentei-me no chão e comecei a colocar as peças nos devidos lugares, vendo se formar a imagem de uma maçã numa fruteira. Era sempre interessante vê-lo se transformar em algo tão completo e bonito. Era como se de alguma forma eu me identificasse com aquilo, e que cada feito meu fosse formando algo dentro de Mello. Eu só espero que ele não faça o que sempre fiz com os quebra-cabeças já montados... Desmanchá-los.
– Bem, vou esperar... É ele quem decidirá no fim. – O deixei ali incompleto novamente, pois agora iria para o refeitório esperar pela janta.
No caminho, enquanto descia as escadas me deparei com Mello no fim dela sentado no último degrau. Parecia pensativo.
– O que faz aqui? — Perguntei. Não era para estar no quarto com Matt?
– Só pensando... O que quer? –
– Nada. – Achei melhor deixá-lo e seguir direto para o refeitório, antes que perdesse a paciência com alguma coisa boba.
– Aonde vai? – Segurou-me na ponta da camisa branca, impedindo que eu me retirasse.
– Refeitório. – Ele não sabia que estava quase na hora da janta?
– Espere, vou junto. –
– Matt não vem? –
– Não, não vem. – Disse baixo. Parece que algo aconteceu, e no período em que saí de lá até agora, mas o que? Outra briga insignificante?
– O que aconteceu? Se desentenderam? –
– É... Parece que sim. – Soltou um sorriso fraco. Entendo... Algo realmente aconteceu. – Sabe Near... – Chamou minha atenção já com a voz mais alta. – Quando você... Er... No jardim. – Estaria tentando conversar sobre o ‘incidente’ de ontem?
– O que tem? – Perguntei meio receoso.
– Apesar de tuuudo o que está acontecendo... Poderia, é... Esperar até que as coisas fiquem mais claras pra mim? – O que foi isso? Ele quis dizer que sente algo por mim?
– O que quer dizer? –
– Ainda não sei bem o que quero Near... Não sei o que está certo e o que está errado. – Sim, também está tentando dizer que está confuso...
Não disse nada a ele, apenas o encarei com um pequeno sorriso. Uma resposta positiva. Um sorriso abriu em seu rosto de orelha a orelha.
– Para o refeitório! – Falou bem mais animado.
Parece que tudo está se encaixando devidamente, ainda há peças a serem mudadas de lugar por estarem encaixadas errado. Mas o que importa é que de qualquer forma isso se completará.
– Aliás, Near... Posso te contar um segredo? –
...
Notas finais
Quem aqui queria os chocolates PREFERIDOS do Mello ein?
*levanta a mão*
Aliás aliás... Algum comentario sobre o 'segredinho da loira?'
EHEEEHEHE *risadinha do mal*
REVIEWZINHAS ONEGAI!
bejãaao da Nako-baka ♥ ♥
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