Inacusável
3 Confuso?
Notas iniciais
Mais podia ser mais né ?! *sendo chata*
enfim, quero me desculpar ainda pelo 2º cap, que já teve lemon.
MAIS EU TENHO MOTIVOS! Só que não... *sendo inutilmente chata novamente*
Bem, é isso. Boa Leitura ~
:D
♥
Depois da exaustão e de uma noite de sono para repor as energias, acordei. E... Ah! Como meu corpo estava dolorido, principalmente... Lá atrás.
Sentei-me com cuidado na cama em que estava deitado, afim de...Cama? Pois é, parece que Matt me colocou aqui enquanto dormia. Matt? Era o que me fez falta ali, ele não estava dormindo ao meu lado, nem mesmo sentado jogando como um imbecil.
Hmmmm.
Esfreguei uma das mãos em meus olhos e bocejei, sinal de que ainda estava com sono. Assustei-me quando ouvi alguns barulhos vindos do banheiro, ah sim, pode ser o ruivo tomando banho. Então lentamente tentei me levantar, para lhe dar ao menos um chute de bom dia, mais foi em vão. Na primeira tentativa senti uma forte dor que me levou direto ao cão, e um grande barulho, que foi o da porta se abrindo e do meu corpo indo pro tapete.
– Ei! Mello! O que está fazendo?! – Saiu correndo do banheiro aquela figura despida censurada apenas pela toalha enrolada na cintura.
– TENTANDO me levantar não é? –
– É melhor não, deve estar doendo. – É claro que está doendo! Depois que você... Ah! Deixa pra lá!!
– Não importa, vou me levantar assim mesmo. – Apoiei meu braço na cama, e com cuidado tentei erguer meu corpo. Cada movimento meu era atenciosamente observado por Matt, que parecia aguardar somente uma coisa... Novamente choquei-me contra o cão, para a satisfação do idiota, que enfim resolveu me ajudar.
– Já disse não é? Não tente se levantar agora. – Me segurou firme pelos dois braços e colocou-me na cama, claro, ficou me observando enquanto eu estava ali, desapontado.
EU NÃO SABIA QUE ISSO IRIA ACONTECER!
– Ei Mello... Você conhece banho? Você tá imundo sabia? – Me olhou com aquela expressão sarcástica.
O que fará? Vai aproveitar a oportunidade pra lavar minhas costas? Iria abusar de mim enquanto estava impossibilitado de lhe dar uns murros? Será que ele não se tocou que eu ainda não me recuperei da maldita noite que tivemos?
– Eu consigo tomar sozinho! –
– Calma... Eu não disse que te daria banho meu bem. – Mas não é me dar banho que você queria lá dentro... Não mesmo!
– Essa tua cara me diz outra coisa, e não está relacionada a banho... –
– Ah! Não me julgue pela cara senhor Mihael! Se eu quisesse fazer algo fazia aqui mesmo poxa! – Gargalhou baixo.
– Então cale a boca e me ajude a levantar! –
– Hai! – Se aproximou e colocou meu braço em seu ombro, deixando que eu me apoiasse nele. Fomos até o banheiro, e lá praticamente me joguei dentro do box, o fechando com violência.
– Ei Mello, ficarei aqui caso precise. –
– Droga... Eu sei me lavar sozinho! –
– É, mas está sentindo dor não é? Vou ficar caso precise de ajuda pra se levantar. – Ah... O triste detalhe de não poder me levantar. Iria tomar meu banho ali no chão mesmo, alias pedir ao Matt que me ajudasse com aquilo era o cumulo! Então seria assim. Liguei o chuveiro com dificuldade e senti a água quente cair em meu corpo que estava apoiado na parede fria. Que sensação boa!
– Ei Mello. O que vamos fazer? Near se declarou pra você certo? –
ADEUS sensação boa! Suspirei pensativo, irritado, estressado, arg.
– Eu não sei... Talvez dizer a verdade. – Dizer ao Near que eu e Matt fizemos coisas indevidas um com o outro? E assim... Livrar-me dele? Não! Não quero me livrar daquele garoto, por que... Ah, não sei. Só não posso fazer algo tão cruel com os sentimentos que ele demorou tanto pra colocar pra fora.
– Ou não Mello. Near gosta de você, e muito. Não seria melhor esconder isso por um tempo? Ninguém precisa saber sobre a gente, assim ninguém se mago... –
– A não ser Near. – Ãn? Estou protegendo o branquelo? Não, acho que não... Só estou sendo justo, pois isso não seria honesto com ele.
– O que foi isso de repente? Ta gostando dele agora Mello? – falou num timbre debochado.
– Não é isso Matt! – Desliguei o chuveiro, e tentei sozinho me levantar, percebi que a dor já não se fazia tão presente, então me enrolei na toalha e sai dali, ainda sim me apoiando um pouco nas paredes.
– Caso sinta algo por ele Mello, me diga. –
– Droga! Não sinto nada! Que saco. – Naqueles passos lentos cheguei a minha cama, e nela me atirei. Esperaria que meu corpo se secasse com o próprio calor. A preguiça gritava sabe?
– Está bem. – Matt suspirou. Como ainda estava de toalha, tratou de se vestir, e rapidamente saiu do quarto sem dizer uma palavra sequer. E eu que ainda não queria ‘acordar pra vida’, voltaria a dormir. Mas as palavras de Matt estavam me atormentando, e tiraram totalmente meu sono.
Pov Matt ~
– Por que Mello agiu assim? Eu não o entendo às vezes. – Falei sozinho enquanto caminhava pelos corredores do orfanato. Havia crianças correndo, gritando. Algumas choravam, outras, faziam birra. Não deixei de reparar em Near na sala de brinquedos, ele observava um castelo de legos que aparentemente acabara de montar. Imediatamente ele o derrubou com uma das mãos, e começou a refazê-lo. Meu palpite é que ele já repetiu isso umas 700 vezes. Observei cada um desses movimentos através da fenda na porta, até decidir entrar ali.
– Oi Near. – Ele me respondeu apenas com um olhar de canto, e voltou sua atenção ao que fazia. Me aproximei e abaixei-me a sua frente, tentaria falar com ele é claro.
– Sinto muito por Mello ter ido embora daquele jeito. – Ele se mostrou um pouco mais interessado no assunto, e me encarou, ainda sim com sua expressão... Inexpressiva.
– Você foi atrás dele, disse que queria lhe dizer algo... –
– Sim. – O respondi sorrindo. – Tentei convencê-lo a reconhecer sua confissão. –
– É estranho quando você diz isso. — Novamente voltou a atenção para a construção.
– Porque Near? –
– Você também o ama. –
Ah... Ele é bem observador... Eu sempre tentei demonstrar somente amizade por Mello, mas como esperado do albino, conseguiu enxergar isso. Percebeu que eu sentia algo mais.
– Mas não é por isso que eu não o ajudaria. Ele parece gostar de você. – Eu queria dizer isto. Queria deixá-lo confiante em ser correspondido por Mello, e continuar com suas tentativas de chamar atenção. Só assim saberei o que Mello realmente quer, pois depois daquele incidente de ontem eles dois ainda não se falaram, e esse momento é o que mais temo. Podem até me achar horrível por desconfiar do amor que meu loiro diz sentir por mim, mais é isso que farei.
– Não sei Matt. Às vezes ele parece amável, mas em algumas ocasiões chego a pensar que me despreza. -
– É só o jeito dele de demonstrar carinho. Já devia saber não é? – E eu infelizmente estava ciente de que isso era verdade, que esse jeito do Mello era carinhoso demais. Ele sente-se irritado com tudo que Near faz, seja um brinquedo que ele da atenção, até o jeito que anda ou respira. Isso é uma simples demonstração de que se importa com o garotinho aqui. E com isso tiro a conclusão de que gosta do Near. Agora entendem porque eu desconfio tanto do loiro? Eu conheço meu Mello muito bem, e sei quando gosta de alguém.
– Matt, não desista dele. –
– Ãn? – O que é isso de repente?
– Ele irá sozinho descobrir de quem gosta. Então não desista. – Entendo o que ele diz. Isso seria então mais um dos joguinhos ou passatempos de Near? Não. Isso é sério, então que seja.
– Está certo... – Me levantei do chão e saí da sala, já decidido do que fazer em questão a isso... Iria para o quarto jogar ou fumar escondido, e claro. Ver como está meu garoto.
Ah Near, você é tão sujo quanto eu.
Pov Near ~
Não me cabia a idéia de que Matt estava com a intenção de me ajudar. Talvez ele tenha algo mais em mente, só que não me vem nada útil à cabeça. Sem falar que Mello também não saía dos meus pensamentos. De alguma forma gostaria que ele soubesse o quanto estou confuso, tanto quando ele está, e que não faço muita idéia do que são essas coisas que sinto, como o aperto no peito quando ele briga e se fere, ou a ardência que me vem aos olhos quando ele se irrita comigo. Eu já ouvi algumas garotas no jardim falarem sobre algo parecido, elas diziam ser amor. Um sentimento de carinho, proteção e afeto dedicado a outra pessoa, vontade de estar perto, de tocá-la. Exatamente o que sinto por Mello. Mas será que ele poderia corresponder a isso? Assim como Matt falou?
Já estava na hora do almoço, era 12hs e 19min. Guardei meus legos no baú de brinquedos e fui, ainda pensativo, caminhando sem pressa até a cozinha.
Chegando lá peguei algumas porções na bandeja e sentei-me na mesa mais isolada do refeitório, foi um pouco complicado encontrá-la, já que nessa hora a maioria das pessoas estavam lá. E ali fiquei, um bom tempo, e durante o almoço reparei que Matt e Mello chegavam. Claro, vieram almoçar também.
Matt foi pegar sua bandeja, mas Mello parou na porta e ficou a procurar por algo, que aparentemente encontrou.
– Near! – Gritou acenando e vindo em minha direção. Eu já estava preparado pra receber meus ‘carinhos’ diários. – Olá. – Acho que foi a única vez e provavelmente a última que ouvi algo como um ‘Olá’ tão dócil sair de sua boca. Normalmente eu o ignorei.
– Pirralho idiota! Responda. – É, ele voltou a ser o Mello. E eu sem demonstrar muito interesse no que já sabia que iria acontecer, o olhei, enrolando dois dos dedos numa mexa do meu cabelo. Ele me puxou pela camisa branca que vestia pronto pra me socar como de costume. Mas por incrível que pareça, hesitou.
– Hmmm... – Aquilo foi à prova de que um monstro pode se tornar um ser civilizado. Além de não descontar sua raiva em mim, ainda pediu desculpas calmamente depois. E eu, por minha vez, achei aquilo absurdo, então toquei sua testa com minha mão. Ia descobrir se aquilo era febre, ou doença rara e perigosa.
E imediatamente corou.
Pov Mello ~
No momento em que eu estava a ponto de socá-lo até ver seu sangue fluir para fora, hesitei. Lembrei-me de quando ele disse... Aquelas palavras tão embaraçosas. E quando me abraçou tão carinhosamente. Imaginei como aquilo o machucaria, de todos os modos. Certamente foi uma atitude estranha, que até me fez dizer involuntariamente um pedido de desculpas.
– Foi mal. –
Como imaginei. Ele ficou confuso, o que não era de se espantar, eu tinha minha personalidade bipolar mesmo. E ainda com a mesma cara de idiota, colocou aquela mão pálida em minha testa. Não, não coisa branca, não estou passando mal. Mas acho que começaria... Senti meu rosto esquentar, e algo esquisito me tomar à respiração.
– O-o que está fazendo? –
– Nada. – Ah! A criatura fala... E bem alto.
– Mello? O que está fazendo? – Os Deuses me odeiam. Porque será que Matt sempre aparece nessas horas?
Percebi também que Near o olhava pouco assustado. Assustado?
– Near... – Falou Matt o encarando de forma estranha... Pareciam dois cachorros se estranhando. Arrg
Notas finais
Ta bem, eu sinceramente to xingando o Matt no fundo da minha alma.
TADINHO DO NEAR PO!!! (nossa, agora mesmo falei que não ia com a cara do coitado né?)
Mais é isso. O cap foi maiorzinho né? Que graça !
Bem, POR FAVOR!!! Me mandem suas reviews.
MUUUITAS DELAS
até a próxima ♥
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