Notas iniciais
Boa tarde, mais um capítulo Boa leitura!

Acordo, me levanto e vou tomar banho, faço minha higiene matinal e vou para a cozinha tomar café da manhã, logo em seguida vou ao banheiro escovar os dentes, pego a minha bolsa, chave do carro e vou trabalhar.

– Bom dia Julia! — O porteiro da empresa me cumprimenta.
– Bom dia Eduardo.
– Bem? — Ele pergunta enquanto abre o portão pra mim poder entrar.
– Sim e você?
– Sim também, que bom que você está viva.
– Pois é né, graças a Deus, se não fosse ele eu nem sei oque teria acontecido comigo.
– Verdade, Deus te deu um livramento.
– Aham. — Digo entrando na empresa, logo dou de cara com o Henrique.
– Julia!
– E ai, Henrique, tudo bom?
– Tudo e você como está?
– Ah, eu estou ótima.
– Sério?
– Claro.
– Julia, venha aqui. — Berra o Fábio (meu chefe).
– Mau humor? — Pergunto para o Henrique.
– Com certeza.
– Me ferrei.
– Boa sorte. — Ele diz rindo.
– Vou precisar de toda sorte do mundo.. E de toda paciência também.

Vou em direção ao Fábio.

– Bom dia. — Digo como se o dia estivesse as mil maravilhas.
– Não me venha com "bom dia" cadê os relatórios que eu pedi?
– Já entreguei para o Henrique.
– Henrique! — Ele berra novamente.

Henrique vem imediatamente.

– Sim?
– Cadê os relatórios?
– Quais?
– Os que a Julia te entregou.
– Ah sim, estão em minha mesa, eu estava conferindo-os.
– Já terminou de conferir?
– Sim senhor.
– Então me traga agora. — Ele exige.
– Nossa, você está um horror hoje — Resmungo.
– O que você quer dizer com isso?
– Julia! — Henrique me repreende.
– Nada. — Digo.
– Hum, agora podem se retirar.

Nós saímos da sala dele e fui com o Henrique até a mesa dele.

– Nossa, hoje ele está tão chato, deve ter brigado com a namorada.
– Exato, ou deve estar muito tempo sem.. Sabe né? — Ele diz com um sorriso malicioso.
– Fala baixo Henri, você quer que alguém escute?! — Digo dando um tapa de leve nas costas dele.
– Relaxa, ninguém ouviu.

Henri era como meu irmão mais velho, cuidava de mim, me repreendia, eu gostava muito dele, conheço ele à uns três anos, desde que eu entrei aqui na empresa, ele me ajudou muito, se não fosse Deus primeiramente e segundo ele eu não sei o que seria de mim, eu não moro com os meus pais, desde que eu fiz dezoioto eu decidi ser independente, confesso que no começo foi difícil pra mim me adaptar ao novo tipo de vida, mas depois de um tempo se acostuma.

– Não está aqui.
– Como assim Henrique? onde você colocou esse relatório?
– Eu tinha deixado em cima da mesa.
– Não acredito, agora nós estamos lascados.
– Deve ter sido a Débora.
– Sem sombra de dúvidas. — Digo. — Ela quer que você saia daqui desde quando você deu um fora nela, isso que da Henrique, fazer as garotas se apaixonarem por você, depois você da um fora nelas e elas querem se vingar.

Ele da risada.

– Só você pra me fazer rir em um momento tão desesperador como esse.
– O humor é bem vindo sempre.
– Julia? — Berra o Fábio.
– Sim Fábio? — Digo entrando na sala dele.
– Eu vou ter que resolver umas coisas, provavelmente eu não voltarei hoje, quero ver esses relatórios em minha mesa amanhã logo cedo, avise ao Senhor Henrique que se ele não me trouxer ele estará no olho da rua. — Ele disse ajeitando a gravata.
– Certo.

Saio da sala dele e vou até o Henrique.

– O que ele disse?
– Que quer encontrar o relatório dele em cima da mesa dele amanhã ou você estará no olho da rua.

Ele se virou e começou a arrumar as papeladas que estava em cima da mesa dele.

– O que você está fazendo?
– Já estou arrumando as minhas coisas.

Eu dei risada e fui até a minha mesa, dei um jeito de sai mais cedo do trabalho e fui direto pra casa, guardei o carro na garagem e me tranquei no meu quarto, peguei meu notebook e sentei na cama, não quero que o Henri seja demitido então vou refazer todo o relatório, faculdade? Sem chances, hoje eu não saio de casa.
Acordo e olho imediatamente para o relógio, sete e quinze, levanto correndo da cama, percebo que o note descarregou.

– Não, que saco. — Resmugo sozinha. — Além de eu acordar atrasada o notebook decide descarregar.

Corro e pego o carregador, coloco na tomada e vou tomar banho, desço e preparo o meu café da manhã, subo correndo e pego o note, dez porcento, arranco ele da tomada e imprimi o relatório, pronto, agora eu só precisava organizar as folhas e passar no bazar para encadernar.
Peguei as folhas, a chave do carro, a minha bolsa e decidi, tranquei a casa e tirei o carro da garagem, dirigi o mais rápido que eu pude, a cada sinal vermelho eu passava rímel, batom e lápis. Logo cheguei no bazar, levou alguns minutos para encadernar.
Peguei o relatório e corri até o carro, olhei no celular e eram quase oito e quinze, legal, quinze minutos de atraso, tomara que o Fábio não tenha chegado ainda.
Finalmente chego, estaciono e entro, eu estava com tanta pressa que eu nem falei com o porteiro.
Entrei e coloquei o relatório dele em cima da mesa dele, sai rapidamente e fui até a minha mesa, me joguei na cadeira e fiquei lá descansando.

– Julia, o Fábio já chegou? — Henrique me pergunta desesperado.
– Não Henri, calma, você não vai ser demitido.
– Eu estou calmo Julia.
– Que bom Henri.
– É bom que aquele relatório esteja em cima da minha mesa Henrique, ou se não.. — Fábio diz indo até a sua sala.
– Eu já sei.
– Henrique!
– É melhor você ir, ele continua de mal humor. — Digo rindo.

Henrique foi, minutos depois ele volta com um sorriso enorme.

– Como conseguiu? — Ele pergunta meio eufórico.
– Refiz.
– Você passou a noite toda fazendo isso Julia?
– Pois é.
– Você não devia ter feito isso, mas obrigado, você salvou a minha pele.
– Imagina. — Digo sorrindo. — Bom, agora eu vou voltar para o trabalho.
– Eu também.

Fui para a minha mesa e fiz o que devia, a cada dez minutos eu olhava no relógio pra ver se faltava muito pra ir embora, eu sou assim no trabalho e na faculdade.
Quando finalmente deu a hora de ir embora eu peguei minha bolsa e fui até o estacionamento, me despedi do Henrique e fui embora.

"Festinha hj dps da facul"

Visualizei a mensagem da Lua mas só respondi quando o sinal fechou.

"Onde?"
"- Respondi logo sua vaca, eu estou no trânsito" mandei mensagem de voz pra ela
"Você não está vendo que eu estou trabalhando, para de mandar áudio"
"- Até porque eu tenho olhar biônico né querida"
"Eu já mandei vc parar de mandar áudio"
"-Não da, olha o farol abriu, depois falo contigo"
"Argh"

Eu apenas ri da última mensagem dela e continuei dirigindo, quando eu parei de novo vi a mensagem dela.

"Não sei como eu te suporto, sério"
"É porque você me ama querida xoxo"
"Seja menas miga"
"Heuheuh"
"Vai ser na casa da Clara"
"Okay, estarei lá"
"É bom mesmo"
"Ah, não enche Lua"
"Vou continuar trabalhar, te vejo na facul, bjs"
"xx"

Continuei dirigindo, cheguei em casa e me joguei no sofá, liguei a televisão e fiquei assistindo, cinco e meia eu subi pra tomar banho, depois do banho coloquei a toalha e fui até o quarto, procurei uma roupa bem legal já que hoje teria festa.
Peguei um cropped preto com manga longa, uma saia godê vermelha e também vesti uma meia fina preta com detalhes, guardei um par de botas curtas preta na bolsa e peguei um par de couturno preto e calcei, soltei meu cabelo e penteei, joguei o cabelo loiro que ficou no pente, no lixo.
Passei um pouco de maquiagem, sombra preta, lápis, rímel, batom vermelho, só o básico, passei perfume e o coloquei dentro da bolsa, peguei a mesma e as chaves e desci, tranquei a casa e fui para a faculdade, dias de festa eu ia pra faculdade a pé, geralmente todos iam porque gostávamos de ir para as festas a pé em grupos ou todos juntos, as festas na casa da Clara costumava bombar, era fantástica, quase todo mundo da faculdade ia, ela costumava fazer festas a cada quatro meses.