Notas iniciais
Boa noite! Demorei um pouco pra postar, mas tá ai, novo capítulo, espero que gostem. Boa Leitura.

Finalmente a aula havia acabado por hoje, antes de ir pra casa da Clara eu calcei o par de botas de cano curto que eu havia trazido dentro da bolsa e guardei o coturno dentro da mesma. Logo em seguida, seguimos para a casa da Clara.

Papo vem, papo vai até que chegamos na casa da Clara, de longe já se podia ouvir o barulho da música alta, o jogo de luz estava surpreendente, já havia bastante pessoas dentro da casa, nos enfiamos por entre elas até que encontramos um espaço vazio em um canto da sala, ficamos conversando por um tempo, depois Oliver e Helena foram dar uma volta, resumindo: foram dar uns pegas em alguém.

Lua e eu ficamos conversando por um tempo até que Felipe apareceu e eu resolvi deixa-los a sós, até porque se eu não fizesse isso eu iria ter que segurar vela, então eu preferi cair fora. Fui até a cozinha pegar uma lata de energético, depois iria para o jardim procurar algo de bom pra fazer. A cozinha estava meio cheia também, peguei uma lata no balcão e decidi abrir a lata e beber ali mesmo, fail, assim que abri a lata me esbarrei em alguém e acabei derrubando a lata no chão.

– Desculpa. — Me viro pra ver o indivíduo. Mano, o olhar dele parecia o do tal Lucas do banco.

– Tudo bem. — Eu o encarei por alguns segundos, ele pareceu ter ficado meio incomodado com isso, disfarcei e olhei para o chão onde estava a lata, o energético havia se espalhado pelo chão, o rapaz se abaixou e pegou. — É.. acho que, não da pra fazer mais o uso dessa lata. — Ele sorriu.

– Certamente. — Digo sorrindo sem mostrar os dentes.

Ele foi até o balcão, colocou a lata "estragada" em cima do balcão e pegou outra.

– Essa esta melhor.

– Obrigado. — Seguro a lata e o encaro por mais alguns segundos, aqueles olhos e aquela voz era meio familiar, parecia muito o Lucas.

– Imagina.

– É, eu vou indo, obrigado mais uma vez.

– De nada.

//

O jardim estava bem melhor, a brisa estava tão gostosa hoje. Fiquei perto de um muro — que não era alto — observando o movimento da rua, eu estava tão distraída que nem percebi quando o Murilo apareceu.

– Decidiu ficar sozinha hoje? — Ele sorriu.

– É, cheguei quase agora, meus amigos já me abandonaram.

– Eles foram aproveitar.

– Sei disso, mas que tipo de pessoas abandonam seus amigos em uma festa? isso, aqueles idiotas. — Era pra ser uma reclamação, mas acabei dando risada.

– É só você fazer o mesmo, aproveitar.

– É o que eu pretendo fazer, assim que eu acabar essa lata.

– Pra que esperar acabar a lata sendo que você pode começar a aproveitar agora. — Eu nem tive tempo de comentar nada, antes disso Murilo se aproximou de mim e me beijou. Uma de suas mãos ficou em minha cintura e a outra na nuca.

Ouvimos um barulho de lata sendo amaçada, isso fez com que a gente parasse de se beijar, procurei pelo jardim de onde veio o barulho, era do garoto que se parecia com o Lucas, ele parecia estar insastifeito com algo. Ele jogo a lata amaçada no lixo e entrou pra dentro da casa.
Não entendi o porque dessa reação dele, olhei em volta do jardim pra ver se tinha algo errado acontecendo, porém não encontrei nada.

//

Entrei e Lua estava só bebendo alguma coisa, não sei se era energético porque estava em um copo de vidro e não em uma lata.

– Julia!

– Eu? — Me aproximo dela. — O que você está bebendo?

– Pinga. — Olho pra cara dela como se não tivesse achado graça.

– Ai, eu tô brincando, cadê o seu humor?! — Encaro ela esperando uma resposta. — É energético, eu não sei onde estão dando vodca.

– Cadê o Felipe?

– Tá por ai, e você, estava com quem?

– Murilo.

– Qual Murilo?

– O que está fazendo engenharia cívil.

– O que rolou?

– Apenas um beijo, que foi interrompido por causa do garoto que parece o Lucas.

– Pera, que garoto que parece o Lucas?

– Aquele — aponto com o olhar e o segue.

– Aquele? — Ela ponta para o garoto.

– Não aponta, tá doida?! — Dou um tapa na mão dela.

– Ai, eu só estava querendo ter certeza se era ele.

– Mas não pode apontar Lua e se ele visse?!

– Tá, mas ele não viu, agora me conta o que aconteceu.

Contei tudo pra ela, que por sinal era muito curiosa e sempre queria saber de tudo com detalhe.

– Agora vamos pra pista de dança. — Eu a puxo pra pista improvisada no meio da sala, dançamos conforme o ritmo, a música que tocava era The Nights do Avicii, eu amava aquela música, dançamos como se não tivesse mais ninguém ali, só nós duas, então já da pra imaginar que dançamos igual duas loucas.

– Oi. — Um garoto veio nos cumprimentar, aquela voz também me lembrava alguém, só não sei quem.

– Oi. — Cumprimentamos juntas.

– Aproveitando muito? — Ele me encarou por alguns segundos e disfarçou.

– Aham. — Grito por causa do som alto, a música que tocava agora era Levels do Avicii.

– E você? — Perguntou Lua.

– Também, eu e meu amigo podemos dançar com vocês?

– Claro...?

– Denis.

– Prazer Denis, eu sou a Lua e ela a Julia. — Sorriu.

– Prazer Lua e Julia. — Ele chama o amigo dele e Lua puxa a minha mão e cochicha no meu ouvido.

– Amiga, olha o boy que está vindo ai. — Na hora que eu iria olhar pra ver, ouvi uma voz rouca perto de mim.

– Oi.

– Oi. Cumprimentamos mais uma vez.

– Meninas, esse é o meu amigo Lucas, Lucas, essa é a Julia e essa a Lua. — Olhei rápido pra Lua que entendeu perfeitamente o que eu quis dizer. "Caramba, Lucas, Lua, Lucas, pura coincidência né?!". Ela apenas acenou com a cabeça e sorriu para os meninos.

– E então meninas, sozinhas? — Lucas perguntou e olhou pra mim.

– Sim e vocês? — Lua perguntou.

– Também. — Respondeu Lucas.

– O que vocês fazem da vida. — Eu queria muito saber a resposta deles, eu não tinha duvidas de que eram eles, os bandidos que assaltaram o banco.

– Trabalhamos. — Mais uma vez Lucas respondeu.

– Em que?

– Negócios.

– Hum.

– E vocês? — Denis que dirigiu a palavra dessa vez.

– Trabalhamos e fazemos faculdade.

– Cursam o que?

– Publicidade.

– Interessante. — Comentou Lucas.

– Vou pegar algo pra beber, alguém quer?

– Eu também vou. — Se pronuncia Lucas.

– Ok, então vamos.

Ele me acompanha até a cozinha.

– Você sempre vem nas festas da Clara? — Pergunto enquanto pego mais uma lata de energético.

– Não com frequência e você?

– Sempre ou quase sempre. Posso te perguntar uma coisa?

– Claro. — Era agora ou nunca, eu precisava tirar essa duvida de mim, respire fundo, bebi um gole de energético e perguntei.

– Era você no dia do banco?

– Como assim? — Ele parecia tenso.

– Os quatro caras que assaltaram o banco, era você, o seu amigo Denis e tinha mais dois, Caio e Alex se não me engano.

– Que garota, tá bêbada?

– Não, estou sóbria.

– Não sei do que você está falando, deve estar me confundindo com outra pessoa.

– Acho que não.

– Olha, eu não sei de nada, para de inventar coisas. — Ele sai furioso.

Vejo Clara e vou cumprimentar ela, agora que eu não tinha duvidas mesmo que eram eles. Depois de cumprimentar Clara vou até Lua e aviso ela que vou embora porque estou cansada.

– O Oliver vai com você?

– Não, eu nem sei onde ele está.

– Então espera que eu vou com você.

– Não precisa, pode ficar.

– Nada disso, não vou deixar você ir sozinha.

– Relaxa, quando eu chegar te ligo.

– Promete?

– Prometo.

Me despido dela e dos garotos — inclusive do Lucas -.

As ruas estavam calmas, sem movimento, sigo em direção a minha casa, levo um susto quando ouço um barulho de buzina, olho pra trás e vejo Lucas em uma moto.

– Sobe ai que eu te levo.

– Obrigado, mas não precisa. — Continuo andando.

– Se você não subir eu vou seguir você. — Continuo andando e ele vinha atrás de mim.

– Ta bom. — Bufei. Subi na moto e segurei em sua cintura.

– Eu não trouxe capacete extra, mas confia em Deus e em mim que você vai chegar segura em casa.

– Assim espero. — Ri.

Notas finais
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