In love with a criminal
5 Encontro duplo - Parte I
Notas iniciais
Desço da moto e ajeito o cabelo — que nesse momento deveria estar uma desordem já que eu estava sem capacete.
– Você está sã e salva princesa. — Ele sorriu, fazendo cara de deboche.
– É bom mesmo bobo da corte. — Dou risada, minha risada soou tão estranha que parecia uma hiena rindo.
– Bobo da corte nada
– Tô mais pra príncipe ou rei. — Ele era tão convencido.
– Você não está com essa bola toda não.
– Você que pensa.
– Vou até entrar, porque você intoxicou o clima com esse seu ego. — Dou risada e ando em direção a entrada de casa, chego na metade e paro. — Que falta de educação minha, você gostaria de entrar?
De repente o celular dele toca, deveria ser alguma mensagem.
– Deixa pra próxima, tenho que ir.
– Ok então, boa noite.
– Boa noite. — Ele sobe na moto e vai embora e eu entro em casa.
Parecia ser alguma coisa importante, será que seria mais algum roubo que eles estariam planejando? Afastei esses pensamentos da minha cabeça e fui tomar um banho, eu estava exausta.
//
Esse maldito celular não parava de tocar.
– Alô?
– JULIA!!!
– Meu Deus Lua, para de gritar, eu acabei de acordar.
– Ah, para de reclamar, estou indo ai.
– Pra que?
– Chego em meia hora. — Desligou.
Que vaca, desligou na minha cara. Vou tomar um banho e ver o que ela quer, pra me encher o saco a essa hora — olho a hora no celular, dez e quarenta e três — deveria ser algo importante.
Pego qualquer roupa que encontro no guarda roupa e vou pro banho.
//
Lua chegou na hora certinha — penso — ainda de toalha desço e vou abrir a porta.
– Eita amiga, veio de foguete? — Dou de cara com o Lucas, sinto minhas bochechas arderem de vergonha.
– Desculpa, não pensei que você estivesse tomando banho. — Ele me olha. — Pensei que já estivesse pronta.
– Pronta? como assim?
– Não te avisaram do nosso encontro duplo?
– Encontro duplo?
– Pelo jeito não está sabendo de nada. — Ele nem espera eu convidar ele pra entrar e já entra.
– Educação mandou lembranças.
– Ah, você não convidou, e como não sou vampiro não preciso de convites pra entrar na casa das pessoas.
– Você é muito mal educado isso sim.
– Falou a boa moça.
– Não enche. Mas me fala logo desse encontro ai, quem inventou isso?
– A Lua.
– Mano, essa Luana me paga.
– Não vai ser tão ruim.
– Oi gente. — Lua chega na maior cara de pau. — Julia, que modos são esses de recepcionar um amigo? já está querendo levar pra cama?
– Luana, eu vou ficar até quieta, se não você vai sentir a minha mão voando na sua cara.
– Estou brincando amiga, mas é sério, por que você está de toalha.
– Deve ser porque você não me contou nada sobre esse tal encontro duplo e eu abri a porta pensando que era você e nem imaginava que era o Lucas, eu nem sabia que ele tinha decorado o caminho da minha casa. — Olho pra ele que sorri pra mim.
– Tenho experiência nisso. — Ele diz.
– Sei.
– Desculpa amiga, eu ia te contar agora, mas parece que o Lucas se antecipou.
Pra completar Denis também chega, e a bonita aqui continua de toalha.
– Opa, é aqui que vai rolar a festa da toalha? falta você Lua, você não Lucas, só as garotas viu.
– Ha ha, muito engraçadinho.
– Olha, vocês fiquem ai que eu vou me trocar, Luana vem comigo.
– Eu posso também? — Lucas se oferece.
– Não Lucas, só a Luana.
– Toma trouxa. — Denis zoa ele.
Subo as escadas na velocidade da luz e arrasto Luana comigo.
– Amiga por que você faz isso comigo? — Reclamo.
– Ai Julia, nós só vamos nos divertir um pouco.
– É Lua, mas eles são bandidos, não sabemos a intenção deles.
– Eles parecem ser caras legais.
– Você nem conhece eles e já faz encontro duplo, trás eles até a minha casa e quer que eu esteja de boa.
– É.
– Não sei o que eu faço com você.
– Procura logo uma roupa e para de reclamar.
– Argh!
Abro o guarda roupa e procuro alguma roupa enquanto Lua está funçando meu notebook. Peguei um short jeans meio desbotado com algumas tachas no bolso da frente formando um detalhe ao redor do bolso, uma regata preta meio solta com alguns detalhes em cima, calcei um all star preto, pente-ei o cabelo, coloquei um colar da torre Eiffel e passei perfume, um pouco de rímel e pronto.
– Julia você não vai passar nenhum batom?
– Não quero agradar nenhum deles.
– Nem o Lucas?
– Muito menos ele.
– Me engana que eu gosto.
– Af, sai daqui sua vaca, antes que eu desista.
– Ok, ok. — Ela sai do quarto dando risada.
//
Desço e estão todos rindo de alguma coisa.
– Estão rindo do que?
– Nada não — Diz Lua.
– Vamos? — Denis se levanta do sofá e anda em direção a porta.
– Claro. — Respondemos o seguindo até a saída de casa.
Entramos dentro do carro do Lucas.
– Pra onde vamos? — Eu curiosa como sempre.
– Calma garfanhoto, vamos levar vocês pra um lugar bacana, mas é surpresa. — Lucas responde.
No carro, sentei atrás ao lado de Denis e Lua sentou no banco do passageiro. Ficamos conversando assuntos variados durante o percusso. Depois de algumas horas de viagem chegamos a uma mata, Lucas estacionou o carro próximo a uma árvore, desci do carro e fiquei analisando o local por alguns segundos.
– Vamos fazer trilha? — Eu continuava olhando ao redor.
– Não exatamente. — Lucas disse enquanto pegava uma mochila de dentro do carro.
– Vocês vão gostar. — Concluiu Denis.
– Ah legal, vocês me deixaram mais curiosa ainda.
Eles apenas riram. Entramos dentro da mata. A cada passo que eu dava eu torcia pra não encontrar nenhuma cobra (eu tenho Ofidiofobia), se eu encontrasse alguma eu iria ter um ataque, nossa, quanto drama.
– Já fizeram trilha? — O silêncio foi quebrado por Denis.
– Não porque a Julia tem medo de cobra.
– E você de aranha.
– Não tenho.
– Não? então você não vai se preocupar com essa ai do seu lado Luana.
– Cadê? — Luana berra e fica do meu lado pra procurar a aranha, logo ela percebeu que era mentira. — Sua besta, para de me assustar.
– Depois diz que não tem medo de aranha. — Continuo rindo e os meninos também.
Continuamos andando.
– Não teve graça. — Luana cruza os braços e faz cara de criança emburrada.
– Teve sim.
– Aff.
– Own, vem aqui Luana meu amor, desculpa. — Digo abraçando ela por trás.
– Sai, você me magoou.
– Desculpa meu amor, você sabe que eu te amo né?
– Se me amasse não iria ficar me assustando.
– Mas eu te amo amiga.
– Vocês são tão dramaticas. — Lucas deduz.
– Vocês também.
– Não somos não — Lucas bufa.
– São sim.
– Não somos.
– São.
– Não somos.
– Ih, vai começar. — Luana diz passando na frente do Lucas e seguindo em frente com Denis enquanto Lucas e eu ficava brigando que nem duas crianças idiotas.
– São.. — Nem terminei de falar, fiquei meio boquiaberta quando chegamos ao local.
– Fecha a boca Julia. — Lucas colocou a mão no meu queijo e eu o empurrei a mão dele.
– Fica quieto Lucas, esse lugar é..
– Maravilhoso. — Luana completou.
– Isso, tirou as palavras da minha boca.
Aquele lugar era incrível, sério, era uma cachoeira, estavamos na parte de baixo, assim poderiamos ver a água caindo, Lucas e Denis tiraram a camiseta e a bermuda e entraram dentro d'água.
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