In Towards a New Life

3 Um Reencontro Inesperado


Notas iniciais
Oie! Postei um capítulo ontem e também estou postando hoje, viram? Isso é só porque estou com ideias, porque inspirada... :( Cadê a colaboração dos leitores, hein? Eu não sou adivinha para saber se vocês estão gostando ou não, poxa T-T Eu já tenho mais de quinze fantasminhas. Isso não é legal, cara. Não quero fantasminhas. Comentar não faz o dedo de vocês cair, seus gatos! Não dói nada, vai por mim. Eu sei disso. Curtam o cap., "beijo no core"!

Levei minhas mãos à cabeça quando vi sua testa vermelha. Ela estava com suas mãos no rosto, gemendo de dor, e xingando, é claro. Primeiro dia de aula e já estou arrumando confusão. Que ótimo!

Olhei para os lados à procura de alguém que pudesse me ajudar, mas não vi ninguém. Olhei para ela de novo e foi quando eu vi melhor seu rosto. Ela era branca, com olhos castanhos claros e cabelos da mesma cor. Seu rosto era angelical, mas sua maquiagem a deixava bem mais madura.

Sua mochila estava jogada no chão e seus cadernos e livros, espalhados sobre ele. Ela tirou suas mãos do rosto e olhou para mim. Aqueles olhos me lembravam alguém...

– Você não olha pra onde anda não, novata? – perguntou ela, com raiva.

– Me desculpa! Eu saí do banheiro, mas não tinha te visto. – eu disse, tentando me explicar para diminuir a tensão. Mas ela não estava mais com raiva. Pelo menos era isso que aparentava. Ela olhava para mim, agora, confusa. Seu cenho estava franzido e sua boca abria mais a cada segundo. Eu já estava ficando com medo.

Entendi o porquê de tê-la achado familiar. Uma explosão de lembranças vazou pelo minha mente, me fazendo voltar um passo, quase caindo ali mesmo, no meio da escola. Ela me segurou firme pelo braço, não me deixando cair. Meu outro braço se escorou na porta do banheiro, minha mão segurando firme sua borda. Então, minha cabeça parou de girar e minha mente focou em uma só lembrança. A lembrança de uma menina que foi minha melhor amiga até a 6° série.

– Alice Walker? – Perguntei, abismada. Ela me olhou meio descrente. Franziu as sobrancelhas e me olhou de cima a baixo. – É você mesmo? – Então, seus olhos se arregalaram outra vez.

– Sophie McCourt? – Perguntou ela, já quase gritando. Aquela indivídua que estava na minha frente era mesmo minha antiga melhor amiga que eu havia perdido o contato há anos por conta de seus problemas familiares? Só pode ser um sonho.

Ela ainda me olhava como se eu estivesse acabado de convidá-la para um show mega caro de uma banda super clichê, o que, pela sua roupa, acessórios e maquiagem, pareciam a agradar, ou seja, estava sorrindo, mas ainda tinha suas dúvidas.

Ficamos um minuto em um silêncio nada constrangedor, pois eu ainda estava muito aturdida e pelo jeito, ela também. Estávamos tão concentradas em nos olhar, que quando ouvimos o som de uma porta sendo aberta, levamos um susto.

A porta que estava na outra extremidade do corredor se abriu e de lá surgiu uma senhora que já estava em seus cinquenta anos, magra, mas baixinha. Ela usava uma saia cinza justa, um blazer da mesma cor e sapatos pretos. Sua meia calça era da mesma cor de sua pele, um tom caramelado. Seus cabelos eram grisalhos, mas de aparência bem cuidada. Ela nos viu então suas rugas tomaram conta do rosto envelhecido quando ela franziu seu cenho.

– Meninas, o que estão fazendo no corredor? – perguntou ela, gesticulando o corredor com suas mãos. – Já estão todos em sala.

– É que... – Alice tentou, mas estava perdida. Ela não sabia o que dizer àquela senhora, então eu me intrometi.

– Nós estamos só revisando a matéria, senhora. – eu disse. Olhei para Alice que fez o mesmo, me agradecendo com o olhar. A senhora ainda me olhava, tentando, aparentemente, me reconhecer.

– Você é nova aqui este ano, querida? – perguntou à senhora.

– Sou sim.

– Hum... Tudo bem, mas entrem agora. Vocês estão muito atrasadas. – disse ela.

– Mas eu ainda... – comecei a dizer, mas Alice me cortou.

– Vamos entrar agora, senhora Rabelo.

Pera aí, Rabelo? Que droga é essa?

– Tudo bem, encontrem suas salas. Hoje é o primeiro dia de aula e já vejo duas jovens paradas na porta da minha sala e, ainda pior, estavam falando alto até demais. – E com isso, ela se virou e entrou pela porta que havia saído.

Me virei para Alice, com raiva por ela ter me cortado na hora em que eu estava falando e não ter me deixado explicar. Mas antes de eu poder descarregar minha raiva nela, senti dois braços em volta de mim. Era ela. Seu abraço era forte, mas nem tanto, já que ela sempre foi mais magra que eu. Retribuí do mesmo jeito. Devíamos ter ficado muito tempo assim, mas eu não estava nem aí. Eu estou abraçando minha verdadeira melhor amiga. Depois de tanto tempo sem vê-la você acha mesmo que eu irei desperdiçar esse momento “reencontro”? Ah, não mesmo!

Depois de muito tempo abraçadas, nos soltamos e nos olhamos. Ela tinha um sorriso enorme estampado na cara, o que era engraçado. Seus olhos estavam marejados e os meus também. É incrível ter aquela sensação de que agora você pode contar todos os seus segredos a uma pessoa e não ter medo de que ela conte a ninguém, porque, de algum modo, você sabe que ela não é falsa. Alice pegou minhas mãos e olhou em meus olhos, ainda sorrido e eu retribuí.

– Eu não acredito que eu te encontrei depois de tantos anos aqui, — ela gesticulou com a cabeça, olhando para os lados, — nesse manicômio. – Eu quase tive um derrame de tanto rir com essa. Além de verdadeira, é muito extrovertida.

– Eu também não! – eu disse, me segurando para não chorar e ela sorriu mais ainda. Ela olhou por um segundo em seu relógio, então ficou assustada.

– Sô, já são 08h24min! Nós estamos super atrasadas. – ela disse e quase tive um treco. Estou muito atrasada e não quero levar advertência logo no meu primeiro dia de aula. Havíamos perdido, praticamente, a metade do primeiro período.

– Vamos logo, então! – Corremos corredor acima e paramos na secretaria. Ainda tínhamos que pegar o horário de aulas. Entramos, ainda correndo e paramos escoradas na bancada da secretária. Ela nos olhou surpresa. Ficamos em pé de um modo mais respeitável, se assim podemos dizer, e Alice disse à mulher:

– Estamos no segundo ano do ensino médio e viemos pegar nossos horários. – disse Alice.

– Tudo bem, só me digam o nome de vocês. – disse a mulher.

– Alice Walker e Sophie McCourt. – disse Alice, gesticulando com as mãos ela e eu. A mulher mexeu em mais alguns papéis e logo depois já havia dois papéis em cima da bancada de mármore.

– É! Agora vamos enfrentar a fúria da professora de biologia. – disse Alice, após perceber que iríamos ter a mesma aula.

Notas finais
E aí? Gente, eu mereço um comentário? Tá okay, vou parar de ser melosa. Vou postar mais um cap. amanhã de noite, provavelmente no mesmo horário. Tenho que aproveitar que semana de prova já acabou e que não tenho trabalho nem nada, graças aos deuses! Para meus caros leitores fantasmas, revelem-se pipous! heuheu. Beijos :*