In High School

19 Como uma garotinha apaixonada


Notas iniciais
OEOEOEOEOEOEOEOE CHEGAAAAAAAY
Ok, chega de algazarra, vamos começar a sessão SBS
YOOOOOOOOOOOOOOOHOHO
Leitor: CARA*** CACE** P*** QUE TE PARIU, TIA, QUE DEMORA É ESSA?

Tia: ai gente, não me façam chorar, peguei duas MÍSERAS semanas de férias só agora, e apenas essa semana consegui um tempo pra escrever. Sim, é um cu mesmo, se eu achasse as esferas do dragão meu pedido seria: poder viver de fanfics, ganhando dinheiro com isso e sem ter que trabalhar ou estudar, mas aqui estou de volta, com esse capítulo mais que lindo, acho que vocês vão curtir pra caramba hein!

Leitor: TIAA, um passarinho verde me contou que você tem assuntos a tratar com a gente, tipo ... coisa importante! É verdade?

Tia: é verdade sim pimpolhada, La nas notas finais, queria que vocês curtissem o capítulo, e dessem uma atenção extra para as notas finais, elas são importantes hoje! Leiam com carinho, é tipo um convite :3

Leitor: tia, algum agradecimento em especial?
Tia: SIM, sempre tenho alguem a agradecer, agradecer a todos vocês que deixam reviews sempre, e que não me abandonaram até agora, essa fanfic ta com quase 20 capítulos e vocês não enjoaram de mim, o que quer dizer que ta agradando! Obrigada por vocês que não me abandonam, mesmo com a minha demora, vocês estão no meu coração ♥
E pros leitores fantasmas: só me decepcionam, queria conhecer todos vocês antes de acabar essa fanfic, VOCÊS SÃO QUASE 80 E EU CONHEÇO APENAS 50 DESSES 80, venham falar comigo, eu não mordo!
E desculpa também pela demora de responder alguns reviews de vocês, JAMAIS estou desvalorizando-os, apenas agora achei tempo pra responder na devida forma merecida, pois vocês lindos merecem tudo de bom :3

Leitor: tia, você gosta de chocolate?
Tia: mas que pergunta indecente é essa? CLARO QUE SIM, ainda mais quando ta no corpo do Sanji (risos maléficos)

OKAY, NO MORE SPOILERS, vão ler, xô!

Amanhecia.

A brisa fria de começo de primavera atravessava a janela aberta, agitando as cortinas, trazendo consigo seu leve frio de traços deixados pelo inverno forte daquela região. Manhã de terça feira, tudo estava calmo como deveria ser. A hora do almoço se aproximava, porém o jovem loiro deitado no divã parecia não ter planos de sair dali tão cedo. Seus olhos fechados e relaxados mostravam claramente que apenas seu corpo marcava presença na aconchegante sala, e denunciava que sua mente estava tão longe quanto é possível, sendo conduzido apenas pelos comandos básicos.

- já pode começar – disse o pequeno doutor, sentado na cadeira ao lado.

Sanji então respirou fundo e deixou levar-se pelo mar de lembranças.

( ... )

A brisa era fria, causava-lhe pequenos arrepios em sua pele alva e branca, porém não custava nenhuma reação de defesa, o ar era frio, mas trazia consigo o pouco do calor do dia, os rastros dos raios do sol ainda sobravam na areia, tornando-se a temperatura mais agradável do mundo, a vida era perfeita e mesmo assim o loiro achava algum jeito de reclamar.

Seus problemas de criança pareciam deixar obsoleta a paisagem de beleza única em torno de si, parecia fazê-lo esquecer de que aquele lugar era um dos poucos o qual o pequeno cozinheiro sentia-se bem, porém os maus pensamentos insistiam em lhe perseguir.

Não havia alma viva que o convencesse de que na infância não havia problemas, todavia, Sanji insistia em encontrar-se com seus conflitos sempre ali, na beira daquele mar infinito que preenchia o horizonte de azul, cujo qual o som do balanço das águas deixava o local muito mais confortável.

Sentado na companhia apenas de sua consciência agitada, livre de todas aquelas vozes zombeteiras e desanimadoras, ele rogava pragas e prometia consigo mesmo.

“um dia vou vê-lo, eles acham que é impossível, mas eu não sou eles, não vou deixar nada em minha vida me atrapalhar”

Poderia ser muita determinação para uma simples criança, porém, mesmo novo, o objetivo de sua vida ele já havia traçado, e fazia a mais feia das caretas bravas para quem lhe dissesse que ele não era capaz de algo tão grandioso.

Este era Sanji... Este talvez ainda seja o Sanji de hoje em dia.

(...)

Voltando sua mente para seu corpo, ele abre os olhos com certo pesar da viagem tão longa de tantos anos atrás, e começa a, naturalmente, questionar os eventos a sua volta.

- você era uma criança muito diferente mesmo, conturbou sua cabeça muito cedo com essa determinação, talvez seja esse o motivo da confusão – o pequeno doutor tentava analisar enquanto anotava rabiscos confusos em seu caderninho.

- Chopper, eu só não entendo como as lembranças da minha infância de séculos atrás vão ajudar a resolver os problemas de agora – ele refletiu, fitando o teto.

- aaah, eu também não sei – disse Chopper, um pouco acanhado – digamos que eu não seja muito bom nesse ramo da medicina, a psicologia, neurologia, psiquiatria, coisas assim –

- então por hoje é só isso? – indagou

- parece que sim, Sanji-san –

- obrigada Doutor, por mais que eu não entenda, lembrar-se desse tipo de coisa me acalmou um pouco – o loiro agradecia enquanto levantava do divã, ajeitando seu paletó elegante enquanto fica de pé.

- mesmo assim, se quiser que eu te encaminhe pra doutora Kureha, talvez ela possa ajudar... –

- NÃO, aquela velha louca não! — interrompeu Chopper em um ímpeto com a voz um tanto elevada.

- tudo bem – disse o pequeno Doutor, era incrível como ele se conformava fácil com certas coisas.

- mesmo assim, obrigada, me sinto um pouco melhor, pouca coisa, mas pelo menos já deu um resultado, você é esforçado, Chopper! Continue assim. – agradeceu enquanto saía, vendo o garoto fazer sua típica dancinha de quem não resiste a elogios.

- HEEEHEHE para com isso, seu maldito –

Saindo do consultório improvisado, o qual era a sala da casa do pequeno doutor, Sanji se direciona a porta e saí, deixando o vento forte bater em seu rosto, correu para o carro para chegar em casa o mais rápido possível, uma chuva parecia se aproximar.

Chegando a sua residência, encontrando-a vazia, como de costume, ele tranca a porta atrás de si, e amaldiçoa seus olhos por cruzarem com as correspondências ainda jogadas em cima da mesa, apenas aquela imagem daquele simples papel parecia reavivar cada vez mais a confusão dos sentimentos dentro de si.

Tudo estava tão incerto agora... Seu próprio diagnostico era ficar o dia inteiro se ocupando com outras coisas, e pensar nisso mais tarde.

Nunca que Sanji imaginaria que esta tarefa não seria tão fácil assim.

~~ ~~ ~~

O sinal soava anunciando o intervalo para o almoço na Thousand Sunny High School.

O barulho de todos aqueles alunos conversando alto, de seus passos apressados para conseguir uma mesa em algum lugar onde os legais sentam pareciam não serem suficientes para competir com o barulho na cabeça de Zoro. Vários pensamentos atormentavam o espadachim desde que não encontrara Sanji nas aulas de matemática com o estranho professor Kizaru, sabia de cor todos os horários em que se encontravam na semana, porém hoje, o loiro não estava ali, aquilo estava causando um caos incomodo na cabeça de marimo do garoto.

Ele apenas faltou” repetia ele para si mesmo, não querendo acreditar que o loiro havia se arrependido de tudo outra vez ou em algumas de suas milhares de hipóteses que havia criado desde que descobrira sua ausência naquele colégio.

Recusava-se a admitir que parecesse uma garotinha insegura apaixonada lendo livros sobre vampiros brilhantes, ninguém melhor que Zoro para saber que a vida de ninguém é um conto de fadas, porém aquela preocupação insistia em lhe perturbar.

Sem ao menos perceber, Sanji estava se tornando algo vital em sua vida, e a simples idéia de lhe ver afastado, concebia-lhe certo desespero momentâneo — E Zoro odiava se sentir dependente de algo, era o pior sentimento do mundo... Ou talvez o melhor, quem sabe.

Tudo estava tão incerto...

O turbilhão de ondas cerebrais lhe atrasara a ponto de chegar à praça de alimentação e ver tudo lotado de pessoas, agora era incerto também o lugar onde ia almoçar.

Um loiro causando-lhe problemas, e outro os resolvendo, por sorte, o cara quem chamam de Killer estava sentando com alguns conhecidos quando acenou para Zoro avistar-lhe, como um convite para juntar-se ao grupo.

A cabeleira loira espessa do garoto cobria-lhe em boa parte os olhos azuis enquanto o mesmo mastigava alguns litros de lámen em cada bochecha.

- olha quem conseguiu achar o caminho pra cá sem se perder — falou enquanto Zoro sentava-se ao lado de Jewelry Boney, a linda garota de cabelos rosados que comia por dois blocos inteiros.

Ela ria com a boca cheia de pizza enquanto Zoro mostrava em sua expressão que não estava para brincadeira.

- já vou avisando que não vou dividir minhas pizzas — ela alertava enquanto enfiava mais um pedaço inteiro na boca com um pouco de batom borrado.

- acho que não consigo comer nada hoje – ele respondeu frio, como se não se importasse.

Como de costume, Luffy chegou fazendo algazarra e atrapalhando o almoço de todos, enquanto sentava-se junto a Law do outro lado da mesa.

- ZOOORO, que cara de tacho é essa? – ele gritava enquanto colocava uns bons 5 quilos de todos os tipos de carne na mesa.

- não ficou sabendo que o Zoro está deixando o nosso “clube dos legais” pelo amiguinho novo dele, hein Mugiwara-ya? – Law disse lhe lançando um de seus olhares enigmáticos.

- ZORO TÁ TROCANDO A GENTE? POR QUÊ? – agora até mesmo alguns alunos do outro lado do salão pararam de comer para fitar Luffy gritando exageradamente.

- não fale tão alto, seu idiota – Disse Eustass Kid, sentando-se ao lado do moreno, com um prato de comida extremamente normal comparado ao dele.

- seu besta, não é nada disso – Zoro responde com uma veia pulsando em sua testa.

- então você pode ir ao jogo com a gente, não é? — ele sugere, entusiasmado.

- pra qualquer jogo com você eu estou ocupado, Luffy – respondeu, sem muito interesse.

A verdade é que o cabeça-de-marimo não conseguia desviar o pensamento, ponderando todas as hipóteses possíveis sobre a ausência do loiro.

Começou a surpreender-se com seus próprios sentimentos quando se encontrou relutando em procurá-lo outra vez, até parecia uma garotinha apaixonada, coisa a qual não aceitava ser, de jeito nenhum.

Homens têm coragem. “Vou lá hoje à noite” pensou, deixando a sensação da incerteza criar calafrios em seu corpo, aquela era uma sensação completamente nova.

Tentou por um momento concentrar-se em seu almoço, levantando para servir-se com o que estava com vontade de comer no dia. Preencheu um bom prato com carne, arroz, batatas fritas, molho e alguns sushis de queijo e voltou para a mesa onde seus amigos se reuniam e faziam algazarra por motivos fúteis.

Estava prestes a começar a comer, quando avista no fundo do salão, uma figura imponente, de presença incomum naquela escola, acompanhado de uma garota atrapalhada a qual parecia confusa e iniciante, qualquer que fosse a tarefa deles ali.

O homem grande e entroncado percorria com seus olhos ameaçadores todo aquele salão, como um tigre asiático atento procurando sua presa.

Espere... Tigre asiático? Talvez ele lembrasse este animal, pois além da ferocidade evidente em seu olhar, o homem tinha olhos claros, praticamente num tom de cinza claro, parecido com seu cabelo, o qual parecia mimetizar-se com a fumaça que saia de seus enormes charutos pendendo em sua boca.

“e eu pensei que o Sanji fosse viciado em fumar” pensou consigo mesmo ao ver que o homem carregava não um, mas dois charutos em sua boca, e a nuvem branca de nicotina parecia lhe acompanhar, para onde quer que fosse, e a garota morena e magricela ao seu lado, parecia não importar-se com aquela densa neblina que os acompanhavam.

Cada passo dado por ele era mais perceptível que ele usava algum tipo de uniforme, branco com algumas inscrições atrás daquela jaqueta pomposa.

Prendeu seu olhar em alguém em especial, e parecia que este alguém estava sentado na mesa dos amigos de Zoro, então se direcionou em passos longos a mesa onde Luffy gritava, sem perceber a tensão da situação, a presença daquele homem era realmente marcante.

Chegando à mesa, o silencio se fez concreto e todos os olhares daqueles alunos foram direcionados atentamente ao olhar acinzentado do homem e ao olhar perdido da garota pequena atrás do mesmo.

Olhando-a de perto, Zoro deixou sua atenção se levar pela semelhança dela com uma antiga amiga sua, uma a qual não veria nunca mais, porém sua analise fora quebrada ao sentir o trovão da voz do homem percorrer o local, deixando obsoleto todo aquele barulho de pessoas conversando no local.

- então a escória se reúne toda junta para almoçar também – ele falou, enquanto encarou Law com um de seus olhares mais perfurantes, sendo retribuído por um olhar zombeteiro do moreno, era evidente que aqueles dois já se conheciam de outros tempos.

- FUMAÇENTO, VOCÊ AQUI?! – Luffy gritou, sem discrição alguma.

- chapéu de palha, você aqui... – ele disse sem muito animo.

- veio perseguir quem atrasa os livros da biblioteca, Smoker-ya? – Law perguntou, parecendo ter a intenção de provocar.

- não – Smoker respondeu friamente – vim aqui porque sou o único na delegacia que não fica surpreso em saber que algum elemento dessa turminha andou aprontando –

Ele silenciou-se por um momento, percorrendo todos os rostos da mesa que agora lhes encaravam com caretas feias.

Logo Zoro teve um flashback de lembranças, sabia quem era Smoker, sabia de onde aquele nome vinha, memórias dos tempos em que saia para aprontar com Luffy lhe vieram à cabeça, lembrando que Smoker era sempre aquele general da polícia local que os perseguiam e mantinha os olhos fixos nesta garotada em especial, sempre que pudesse.

Mas é claro... Ninguém ali simpatizava muito com ele desde que ele mantinha a marcação forte em cima daquela turma em especial.

- Smoker-san, temos que focar em nossa tarefa aqui! – alertou a garota atrás dele.

- eu sei Tashigi, agora fiquei quieta – ele a repreendeu, parecendo um pai, o mesmo tempo em que pousava seu olhar ameaçador para o rosto de Zoro, o qual pareceu prender muito sua atenção – eu sei muito bem o que vim fazer aqui, vim fazer o que sempre faço quando um de vocês sai da linha, dirige com imprudência, bebe saquê demais, põe outras vidas em risco –

Zoro sentiu um nó em seu estomago, ele parecia saber da vez em que ele e Sanji fugiram da polícia com seu carro por estarem sem documentação. Como uma espécie de defesa natural, colocou a mão no bastão de uma de suas espadas, tirando alguns poucos centímetros da lamina de dentro da katana, chamando a atenção de Tashigi, por algum motivo em especial, a garota parecia embasbacada em ver aquela espada.

Mantendo a calma e o controle, Zoro apenas retribuí o olhar ameaçador com outro ainda mais, e fala:

- então isso é uma espécie de acusação? –

- vindo de você, Roronoa, é sempre bom desconfiar – disse o grisalho.

- mesmo sem ter prova alguma de que fui eu quem fiz o que quer que seja? Eu não sabia que a polícia dessa cidade trabalhava baseando-se em adivinhações –

Viu seus amigos soltarem risinhos em aprovação à resposta do espadachim e recebeu olhares bravos da garota morena atrás de Smoker, ela parecia sentir tanta admiração por seu comandante que ficava brava ao ver alguém lhe respondendo mal.

- não tenho nenhuma prova mesmo, não ainda! Melhor se cuidar, Roronoa – ele ameaçou e deu as costas a mesa, deixando todos aliviados ali.

- estão te marcando, hein, Roronoa-ya – Law comentou, dando um de seus sorrisos sínicos.

- todo mundo dessa turma aqui é marcado, esqueceu? – Kid disse, rindo e tomando mais alguns goles de sua coca-cola, como se não se importasse de ser algum tipo de rebelde delinqüente, afinal... Todos ali pareciam gostar da fama que tinham.

- não sei o que você aprontou, só te digo que ele não vai largar do seu pé por um bom tempo, Roronoa – alertou Killer — melhor tomar cuidado como se comporta.

O loiro de madeixas longas tinha razão, porém Zoro não conseguia pensar naquilo agora... Não queria pensar naquilo agora.

(...)

Entardecia. O loiro assistia a um programa de culinária sueca, ensinando alguma receita com chocolates extravagantes e finos, enquanto o cozinheiro acompanhava atento e tentava seguir a receita com atenção. As cartas agora estavam guardadas na gaveta de seu quarto, fazendo-o distrair-se e esquecer-se daquela conturbação por um momento. A distração era tanta que ouviu a campainha tocar e sequer importou-se em atender o visitante com o avental e cara cheias de chocolate.

Ao abrir a porta, avistou não só uma pessoa, mas um mar de lembranças lhe atingirem de uma só vez. Logo se se fez um nó em seu estomago e o nervosismo tomou conta de si, como uma garotinha apaixonada.

- Z-zoro? – ele falou, gaguejando, nunca o nervosismo esteve tão forte quanto hoje.

Zoro apenas fitou a imagem do loiro com algumas manchas de chocolate em sua bochecha e no canto de sua boca, achando uma das coisas mais estranhamente sensuais que já vira. O espadachim nunca fora fã de chocolate, mas ao avistar aquela cena, sentiu-se extasiado, e com uma vontade incontrolável de chocolate, deixando esvaecer isso por seus olhos, agora presos nos lábios sujos do menor.

- Zoro? – Sanji perguntou mais uma vez, tirando-o de seus devaneios.

- você ta... Meio sujo, hã, quero dizer... Parece estar ocupado – ele se enrolava nas palavras pela primeira vez na presença do cozinheiro.

- na verdade não, é que... – ele simplesmente não conseguia terminar a frase, sentia-se envergonhado por seu descaso com as roupas, e a simples presença do espadachim parecia fazer a gravidade pesar muito mais sobre suas pernas, que ficavam bambas – você não quer entrar? – perguntou.

Zoro adentrou a casa, fitando todos aqueles chocolates em cima da mesa, eles não pareciam tão gostosos quanto aquele no rosto do loiro, aquele chocolate em especial parecia pedir para ser consumido ali mesmo.

Amaldiçoou a si mesmo por seus pensamentos que não convinham e tratou de puxar outro assunto.

- não te vi na escola hoje e... –

- ah sim... — ele interrompeu – eu tinha que ajudar Zeff com outras coisas aqui e... – passou a fitar o chão, como se procurasse algumas palavras soltas no ar.

- você... Parece diferente, ta tudo bem? – Zoro indagou.

- está sim, é só... –

- parece preocupado – deduziu.

- NÃO! Quero dizer... Não... Preocupado? HAHA não – tentou disfarçar seu nervosismo evidente.

- então... Toma um banho, se arruma e sai comigo, jantar, jogar videogame, ver algum filme... sei lá –

Sanji jurava que não entendia o motivo de ter ficado embasbacado com um simples convite vindo de Zoro, logo prendeu seus orbes azuis nos olhos castanhos dele e demonstrou sua surpresa involuntariamente.

- que foi? Por que ta me olhando assim? —

- e se eu disser que não? — o loiro sussurrou.

- como é que é? – Zoro poderia ter escutado, mas se fez de desentendido para ouvi-lo pronunciar-se outra vez.

- eu disse... E se eu disser que não? – agora ele sorria do modo mais doce e sincero já visto por Zoro em toda sua vida, aquele sorriso lhe encantava desde que o vira a primeira vez.

- então vou ter que te forçar, você ta com uma cara horrível... Precisa se divertir, de companhia, sabe? —

Sanji voltou a fitar o chão, e ainda sorrindo, tirou seu avental, jogando-o em qualquer canto da cozinha e indo em direção ao banheiro. Antes de sumir da vista de Zoro, ele o encara outra vez e avisa:

- então não saia daí, não vou ficar quatro horas te esperando outra vez, estarei aqui em meia hora... Se quiser chocolate, pode comer... –

Subiu as escadas da casa, trancou a porta do banheiro, deixando o moreno das madeixas verdes ali, sozinho com seus pensamentos de “babaca apaixonado”

Não aceitava aquela condição, mas não podia evitar sentir-se assim, era tão natural quanto a luz do dia... E obviamente não comeria nenhum chocolate, pois o único que lhe interessava estava sendo lavado agora.

E Sanji... Ah, Sanji estava mergulhado em um mar de nervosismo e ansiedade.

Decidira aceitar o convite com todo prazer para descobrir o que a noite lhe reservava.

Queria abrir mais uma das caixinhas de surpresa que a vida havia lhe reservado.

Notas finais
EI, VOCÊ AÍ (me da um dinheiro aí)
NA, lembram que eu tinha falado que tinha um recadinho importante aqui? Então... Lá vai ele.
Bom, deve ser certeza que pelo menos 90% de vocês tenham uma conta no facebook, e neste vasto mundo facebookiano, eu sempre vejo e até participo de alguns grupos como Toca das Fujoshis ou Yaoi united cujo os quais são grupos de pessoas que se reúnem no facebook em uma ala fechada, secreta, e compartilham fanarts, suas fanfics, seus pensamentos, tudo relacionado a otakusice (se é que me entendem).
O que eu queria saber é: se alguém daqui participa de algum grupo dedicado a Yaoi One piece ou algo do tipo.
EEEE SE NÃÃO TIVER, o que vocês acham de criar um grupo desses pra gente ficar trocando fanarts, comentando shippers, etc e tals? Ia ser legal ou não?
Digam aí nas reviews se vocês participariam ou não (lembrando que o grupo é fechado, ou seja: ninguém vê o que você posta ou comenta la dentro, ninguém tem acesso a informação de que você faz parte dele, um negócio bem de maçonaria mesmo, [porque eu sei como os parentes no facebook são incômodos])
Então ... se eu criasse, vocês participariam? Estariam dispostos a me aturar no facebook também?
Digam isso junto com o que acharam do capitulo de hoje, e dependendo da reação da maioria, semana que vem resolvemos isso.
BEIJÃO DA TIA, PIMPOLHOS E PIRRALHOS :*