In High School

8 8 - Se fingindo de bêbado.


Notas iniciais
OLÁ PESSOAS QUE EU ACHO MUITO FOFOSOS.
Quero inicialmente pedir desculpas por estar atualizando com tanta imprevisão (tipo, as vezes os caps demoram 2 dias pra sair, as vezes 1, as vezes UMA SEMANA etc e tal) realmente eu não sou de fazer isso em minhas fanfics, porém quero muito encerrar essa antes de minhas férias acabarem e começar meu novo curso (dia 14 de fevereiro) quanto aos que acham que eu posso estar sendo precipitada demais eu digo: se despreocupem, pois eu tenho ideias bem claras para o final dessa estória e ela seguira o roteiro que está dentro dessa minha cabecinha.
Queria agradecer a Gabby D Megumi que foi muito sincera (e corajosa) e deixou uma recomendação muito linda nessa fic, se desculpando por nunca ter deixado reviews, a recomendação foi tão linda que furou meu coração de pedra e me emocionou por isso eu digo EU TE PERDOO ~chorando~ mas queria muito que ela comentasse os capítulos a partir de agora, porque a fic tá entrando em uma fase importante e quero muito a opinião dela ~plz plz comenta~
Quanto aos outros leitores lindos e queridos e amados pela minha pessoa, não deixem de dizer o que acharam também, reviews são sempre bem vindas.
Agora vão lá ler ... XÔ!

Terça feira chegara, e o Roronoa não aparecera na aula da parte da manhã outra vez, e nem o dia inteiro, talvez fosse porque Sanji não se metera em nenhuma confusão, porém o loiro não se preocupou, sabia que ele estaria na quadra da ala oeste da Thousand Sunny High School na hora em que combinaram. Ele poderia ter dito que não estava tão a fim de ir, porém ele contava os segundos para chegar o entardecer, mesmo com a sua ansiedade que parecia congelar todo e qualquer relógio.

Algo havia mudado naquele rapaz, isso era perceptível aos olhos de todas as garotas da classe de culinária a qual cursava a tarde, ele já não as cortejava como antes, e não ficava babando em cima das mesmas o tempo inteiro, porém é claro que continuava a ser o cavalheiro de sempre, mas apenas quando elas dirigiam sua atenção a ele.

Sanji ficava na maioria do tempo daquela terça feira concentrado em suas massas, enquanto pensava no que o moreno dos cabelos esverdeados poderia querer com ele.

“Quer mais uma bitoca, não é Sanji?” disse o lado pervertido da mente do loiro.

QUE NADA, ELE NÃO FAZ ESSAS COISAS, VAI LÁ APENAS PELA AMIZADE, NADA MAIS” diz o lado conservador de sua mente.

– A quem eu estou querendo enganar? – disse ele para ninguém em particular, suspirando, quase se admitindo por vencido.

As horas foram passando, o sol ia caindo e os restos de seus raios de luz indicavam a chegada das sete horas da noite, enquanto a maioria dos alunos já havia deixado a escola, fazendo-a parecer completamente vazia, a não ser pela presença dos zeladores, que já estavam acostumados com o cozinheiro ali até tarde nas terças.

– já indo pra casa, Sanji? – perguntava um dos simpáticos Zeladores.

– na verdade, eu estou indo pra quadra da ala oeste, sabe onde fica a entrada? –

– sei sim, mas o qual seu interesse na esgrima? – disse o zelador, parecendo intrigado.

– meu amigo está lá, e eu fiquei de levar uns livros pra ele... – diz o loiro tentando disfarçar o melhor que consegue.

– terceiro corredor, virando à esquerda, na ultima porta – diz o velho, parecendo feliz em ajudar Sanji.

Ele então seguiu pelo caminho indicado pelo Zelador, segurando seus pés para não correr até la pela ansiedade em saber o que o maior queria com ele, até chegar até a porta de entrada, ouvindo lâminas entrando em contato constantemente, ele estava treinando, isso era certo.

Adentrando a quadra na área da pequena arquibancada de dois degraus, cuidando para não fazer barulho algum para não atrapalhar o treinamento dos dois.

Sim, dois! O tão falado Dracule Mihawk estava presente no local, e travando uma batalha séria com o Roronoa, séria até demais para ser um simples treinamento, afinal, os dois usavam espadas de verdade, e não as específicas para treino, como recomenda o manual de segurança da escola.

Suas lâminas se encontravam e tiniam em um barulho constante que fluía por todo aquele lugar, e mesmo Zoro empunhando três espadas, duas em cada mão e uma entre seus dentes, e Mihawk usando apenas uma, seu mestre parecia estar ganhando o duelo, sem muitas dificuldades.

Sentado para assistir o treinamento terminar, ali ficou Sanji, estático, analisando cada traço do que seria a paixão de seu amigo: A esgrima.

Zoro usava apenas sua calça preta e seu haramaki verde, porém com uma bandana preta cobrindo sua cabeça, deixando seus olhos parecerem muito mais ameaçadores do que já são.

Ele parecia estar se esforçando, apesar de ser extremamente habilidoso com suas três espadas, parecia ter dificuldades para conseguir atacar seu oponente.

– um verdadeiro espadachim teria condições de distinguir a diferença de nível entre nós dois – dizia seu treinador, em um tom sério, enquanto se defende sem muitos esforços das investidas do moreno de cabelos verdes.

– é pela minha ambição, para cumprir minha promessa – respondia Zoro, um tanto ofegante.

– ou por ignorância – diz Mihawk.

Nem Zeff que é o Zeff algum dia fora tão duro como mestre como este home estava sendo para Zoro, o que deixou o loiro ainda mais intrigado.

– que palhaçada é essa? – diz o espadachim mais novo sessando por poucos segundos suas investidas, logo voltando a atacar – tem como parar de menosprezar seu adversário? –

– o sapo que cresce dentro do poço não conhece o oceano, é bom que conheça agora a vastidão deste mundo – responde Mihawk, enquanto joga o espadachim menor para o chão com o impacto do bastão da espada maior do treinador, que obviamente não usara a lamina por ter piedade de seu aluno.

Vendo Zoro cair no chão de forma tão violenta, Sanji quase que em um pulo se aproxima da pequena grade, com seus olhos azuis prestes a se encher de lágrimas, apenas de se assustar de ver o amigo ser machucando de tal forma, porém é parado por um gesto de Mihawk, indicando para o loiro não se aproximar, fazendo-o parar de imediato.

– vai mesmo passar esse vexame na frente de seu amiguinho, Zoro? – diz Mihawk, fazendo o espadachim mais novo perceber a presença do loiro no local, quase se esquecendo do que haviam combinado na segunda feira. — faça jus ao posto de meu melhor aluno, Zoro, levante-se aceitando a derrota -.

Ele não dizia nada, porém Sanji percebia que algo parecia lhe rasgar por dentro, mas ele estava ciente de que seu caminho para alcançar seu mestre era longo, e o loiro entendia esse fardo mais do que ninguém.

Deixando a quadra, Mihawk segue para a saída que dá acesso a sala dos treinadores, deixando o loiro a sós com seu espadachim.

– seu cretino — diz ele se abaixando para tentar ajuda-lo a levantar-se – se ele quisesse tinha te matado.

– isso! Joga na cara! – diz Zoro em tom sarcástico – além do mais, ele me vê como uma esperança, ou algo assim. Um dia vou superar ele -.

– eu sei que vai – diz o loiro, colocando-o de pé – agora me diz: chamou-me aqui só pra ver você apanhar do Mihawk? –

– não HAHA, pra falar bem a verdade, não estava nos meus planos desafiar ele hoje, queria apenas te convidar pra tomar um saquê, ou rum, mas parece que vou ter que te pedir pra me levar pra casa outra vez, estou em pedaços — .

– te levar pra casa outra vez? Eu até aceito a bebida, mas te levar pra casa eu to fora – diz o cozinheiro, rindo sinceramente, Zoro adorava aquele seu sorriso, ainda mais quando ele era o motivo.

Eles então seguem para a cozinha da oficina culinária da escola, aonde Sanji abre uma pequena geladeira aonde guarda algumas garrafas de saquê.

– bebidas são proibidas por aqui e você tem um estoque escondido, incrível! – diz Zoro, parecendo admirado.

– eu as uso para fazer algum molho especial ou suco de vez em quando, mas não sou um santo como você pensa – o cozinheiro fala enquanto coloca uma quantidade do líquido dentro de um copo.

– Santo? Você? Isso jamais passou pela minha cabeça, desde o primeiro dia em que te vi – disse o Roronoa tomando o primeiro gole da bebida.

– as aparências enganam, kuso-marimo, você e eu somos a prova disso – fala o loiro enquanto também se serve com a bebida e senta-se ao lado do espadachim – e tira essa bandana, você não vai batalhar comigo, samurai! –

Como o ordenado, Zoro tira o tecido preto que cobria sua cabeça, revelando suas madeixas verdes espalhadas, deixando seu olhar com um tom muito mais agradável.

– claro que enganam, eu achava que você era um chato, pervertido que só pensa em mulheres, e você É, mas até se deu ao trabalho de fazer uma sopa pra mim quando eu estava doente, e eu não esperava isso de você, não mesmo – falou Zoro enquanto amarrava a bandana ao seu braço, por cima de sua camisa branca que agora havia vestido para sair da quadra.

– foi fácil, pois sopa de alho com agrião precisa de pães amanhecidos, e isso não faltava na sua casa -.

– engraçadinho você, sobrancelhas de bigode – insultou o maior, em provocação.

– como ousa falar isso?- diz o loiro fingindo uma indignação dramática – todo ser humano vive graças a uma voltinha, sabia? O sol, a lua, a terra, todos os planetas dão voltas, se o mundo parasse de girar todos morreriam. A minha sobrancelha é meio que toda a síntese dessa energia! – concluiu ele.

– e eu pensando que fosse apenas uma moda ridícula – diz o espadachim, rindo.

– seu idiota –

– desculpe se não tenho uma sobrancelha que represente a síntese do universo, e nem sou pervertido como você –

– pelo menos eu não faço apostas com qualquer um, hein – falou o loiro. Zoro pareceu congelar por um instante, sua expressão se tornou confusa, como se ele estivesse ouvido algo terrível – qual é a dessa sua aposta com o Buggy, hein? – indagou ele, realmente querendo saber.

– o palhação é do tipo que não supera as coisas do passado, fica me perseguindo por causas de algumas apostas de jogos — diz o maior, desviando seu olhar, fitando o interior do copo com seus orbes escuros.

– deveria escolher melhor suas companhias, sabe? – o cozinheiro aconselhou.

– exato! Preciso manter distância de você – disse ele fazendo os dois rirem – mas simplesmente não consigo -.

Era incrível a habilidade do Roronoa de fazer as bochechas de Sanji mudarem para um tom mais avermelhado.

– a mesma coisa digo eu –

E ali eles ficaram, acabando com todo o estoque de álcool que o loiro mantinha, até serem expulsos pelos zeladores mais irritados que queriam trancar a escola e ir para suas respectivas casas, colocando aqueles dois praticamente bêbados na rua, conversando sobre coisas fúteis, e trocando elogios como “marimo idiota”, “cretino”, “sobrancelhas de bigode” e “pervertido”.

Porém os insultos, por mais que verdadeiros, não eram mais direcionados com a intenção de machucar, ofender, aquilo se tornara a famosa amizade a qual a intensidade é medida pela quantidade de palavrões dirigidos ao amigo.

– Eu geralmente consigo beber muito sem ficar bêbado, mas simplesmente não sei o que você colocou naquela bebida pra me deixar assim – diz Zoro, começando a se embriagar demais.

– não coloquei nada, você é quem exagera em tudo que toma – falou o loiro, relativamente menos bêbado que ele.

– olha você falando como se me conhecesse –

– e não conheço? –

Por um momento o moreno das madeixas esverdeadas parou, segurando seu ombro, repetindo a cena da noite depois da festa, como se estivesse suportando uma dor enorme, fingindo estar bem. Parando de caminhar por aquela rua escura que fazia esquina com sua casa, ele consegue chamar a atenção do cozinheiro.

– por que você sempre faz isso, hein? Agora vou mesmo ter que te arrastar até sua casa – diz o loiro, se conformando em passar o braço do maior por cima de seus ombros e ajuda-lo a caminhar até sua residência.

Tendo chegado na ultima casa da rua, entrando dentro da mesma e ajeitando o espadachim bêbado no sofá, sentando ao seu lado o loiro indaga:

– e agora? Vai abusar da minha boa vontade de novo? –

– vou sim – diz Zoro, rindo um pouco.

– papinha? Nanar? O que vai querer, hein criança? –

– que você me dê banho –

O cozinheiro estava incrédulo, a única coisa que conseguiu fazer no momento foi encarar o maior com seus orbes azuis arregalados, e suas pupilas dilatadas, com o coração acelerado.

– você só pode estar me zoando –

– olha pra minha situação, eu bebi demais – diz ele com a voz enrolada, típica em embriagados.

Sanji nada respondeu por bons segundos. O que o loiro realmente não sabia a respeito do Roronoa era o fato de ele conseguir beber quantidades monstruosas de bebidas alcoólicas sem ficar bêbado ou sequer tonto, mas naquele dia ele tinha bebido apenas um pouco.

Talvez tenha usado isso como desculpa para ganhar um banho do garoto que era dono de suas intenções há algum tempo, tirem suas próprias conclusões.

Notas finais
Deixa eu contar uma coisa pra vocês: Quando vocês veem uma pessoa que AMAM DEMAIS ou ODEIAM DEMAIS suas pupilas dilatam, agora imagina só o Sanji, que odeia e ama o kuso-marimo ao mesmo tempo, os olhos dele devem ter ficado três vezes maiores AHAHAH to zoando né, sabem como eu sou.
Mas e aí? O que acharam? Deduzem já o que vai rolar no próximo?
Kissues e até o outro capítulo :3 <( * - * )> ~hugme