In High School

5 5 - Você precisa de um banho.


Notas iniciais
VOCÊS QUEREM LEMON?

– o que quer que eu faça, hein bebê? – Sanji pergunta debochando de seu amigo, que por incrível que pareça, nada responde.

Algo não parecia certo, e isso se tornou certeza após ele apoiar sua mão em seu ombro e suas pernas parecerem amolecer, ele caí no chão de joelhos como se fosse vencido por alguma dor forte.

Tomado por uma preocupação completamente repentina, o loiro se abaixa junto dele para tentar descobrir o que derrubou um garoto tão forte como ele, ao tirar sua mão de cima de seu ombro, ele percebe a mancha de sangue em sua camisa branca, lhe causando um turbilhão de sentimentos de culpa.

– e-eu ... chutei – ele diz sem saber ao certo o que falar. O moreno apenas ri pelo nariz, como se concordasse que dessa vez, a culpa era toda do loiro – marimo, estúpido, você poderia ter me avisado, eu poderia ter te levado a um hospital e... –

– agora não adianta – diz ele.

Sanji estava incrédulo, como pode ele guardar toda aquela dor, por todo aquele tempo sem ao menos se expressar? Ele realmente era uma pessoa forte, mais forte do que qualquer um que já conhecera.

– é minha nova coisa preferida em você – diz o loiro, fazendo o maior lhe encarar com um olhar de surpresa – você é forte ... e orgulhoso, engole a dor, sem dó, o que quer que eu faça, como eu posso te ajudar? Vou fazer um curativo nisso aí, espera ... –

– não – interrompeu o espadachim – eu preciso de um banho, olha minha situação – diz ele fazendo Sanji corar de imediato.

– você não vai querer que eu te dê um banho, né? – diz o loiro com o coração acelerado.

– HAHAHA eu bem que queria, mas sei me virar sozinho. Tenho que me virar sozinho, apenas me ajude a tirar a camisa e o colete –.

Era indescritível o nervosismo que o cozinheiro sentia, ele aproximou com cuidado suas mãos dos botões da camisa toda molhada e suja de lama, tomando um cuidado desnecessário para não encostar-se à pele do moreno, e nem olha-la, mantendo os olhos azuis fixos em seus orbes castanhos e profundos, cuidado que foi quebrado quando sem querer ele deixa sua mão esbarrar no peitoral do maior. Assustado, ele prende os olhos naquela parte do corpo do espadachim, que era marcada por uma cicatriz enorme que percorria diagonalmente toda a extensão de seu tórax. Sem ao menos ter consciência do que fazia, ele deixa seus dedos deslizarem por ela, apreciando a sensação proporcionada por aquele simples toque. Aquilo o embriagava, o viciava, até tomar consciência de seu ato, e erguer seu olhar para fitar o maior.

– pode perguntar... – diz Zoro.

– então tá – balbucia o loiro, ainda sem jeito com a sua invasão inesperada – como é que conseguiu essa cicatriz grotesca? – ele indaga.

– Dracule Mihawk – ele responde já deixando a resposta clara.

– como deixou fazerem isso com você? – pergunta o loiro, indignado.

– é o objetivo da minha vida, supera-lo – diz Zoro, mostrando determinação.

– você deve quase ter morrido quando conseguiu isso –

– eu me recuso a morrer enquanto não for melhor que ele, por Kuina -.

O loiro estava incrédulo, ele realmente era a pessoa mais forte que já conhecera, pois não fazia parte de sua rotina lutar por seus sonhos e esse tipo de coisa.

Tendo terminado de desabotoar a peça de roupa, ele a tira, envolvendo seus braços no pescoço do maior, perdendo cada vez mais sua timidez, por incrível que pareça, causando novamente aquela proximidade perigosa, a ponto de sentirem as respirações um do outro, um cheiro de cigarro misturado com todo o álcool tomado pelo moreno.

– já pode ir tomar banho – diz o loiro quebrando a proximidade, se afastando um pouco.

O moreno parecia querer protestar pela quebra da troca de calor entre seus corpos úmidos pela agua da chuva, porem nada falou, e foi em direção ao banheiro e lá ligou o chuveiro para se banhar.

Enquanto a Sanji... Ao que parecia a olhos normais apenas um garoto loiro, com as madeixas molhadas, tendo um olho coberto pela sua franja, a qual fazia a agua escorrer por entre sua pele branca de seu rosto, na verdade era um garoto mergulhado e pensamentos e sensações que o maior lhe causava, estava tudo confuso, ele perdia o senso de ação quando estava perto de Zoro... Era algo como... Estar gostando de alguém.

Os dois lados de sua mente que viviam discutindo entre si a todo momento, principalmente na presença do moreno das madeixas verdes, agora pareciam estar ainda mais confusas que ele.

“você está gostando dele, own” dizia uma delas.

“VOCÊ TÁ LOUCO?... ele nem sequer é uma dama, o negócio do Sanji são apenas as senhoritas”.

“AAWN, MAS VOCÊ VIU AQUELE CORPO?”

“Sanji não é dessas coisas, cale a boca”.

– calem a boca vocês dois! – ordenou o verdadeiro Sanji para o caos que começava em sua mente.

Como sua casa era apenas virando a esquina, olhando para aquela cozinha bagunçada, e deduzindo que o moreno demoraria em seu banho, saiu ele outra vez, em baixo da chuva que continuava a cair, porém mais fraca do que estava quando os dois estavam perdidos no meio do nada.

Sem se importar, ele foi correndo para sua casa pegar alguns ingredientes, sem ao menos saber o porquê daquela vontade de preparar para Zoro a melhor sopa que ele já havia comido.

Pegando a chave que ficava escondida em baixo do tapete, ele abre a porta e se depara com a casa vazia, pois Zeff ainda não havia chegado do restaurante, no sábado ele sempre ficava até mais tarde.

Pegou então tudo o que precisava e partiu novamente para a casa do maior, ainda sem entender seu próprio entusiasmo, estava se molhando todo e se sujando cada vez mais, porém sem se importar com nada disso.

Chegando lá, ele tirou todos aqueles pacotes espalhados de macarrão instantâneo que estavam por cima da pia. Pegou uma panela de bom tamanho e começou a preparar os ingredientes para uma sopa de alho com agrião, que lera em um livro certa vez sobre sua fama de ser boa para gripe.

Misturando todos os ingredientes, cortando o alho, fervendo a agua, enquanto mexe tudo aquilo dentro de uma panela, ele se vê sorrindo sem motivo.

“o que tem de errado comigo? Por que ele? Justo ele...”.

Abrindo sua camisa branca, que incomodava diante do calor e da umidade de atingiam a mesma, ele agora preparava alguns remédios, agua oxigenada e esparadrapos para tratar do machucado no ombro do maior que fora causado por si mesmo. Sim, ele admitia a culpa.

– tá se sentindo em casa mesmo, hein, Nanny – o loiro é surpreendido pela voz do maior que aparece encostado na porta da sala, com apenas uma calça e um haramaki, porém sem camisa alguma, o que deixou Sanji ainda mais nervoso, fora o fato do maior ter dado uma olhada discreta em sua camisa aberta.

– já disse que não sou sua babá, agora senta aí, vou cuidar disso – diz o cozinheiro fechando a expressão.

– você me fez repensar sobre ter uma babá, seria legal ter alguém te esperando quando chegar em casa, não só pra limpar, como a empregada, eu tenho uma empregada, e ela é uma rabugenta, feito você, é alguém pra fazer comida pra mim ... –

– e cantar canções de ninar pra você dormir? Bebezinho, peça para algumas daquelas garotas que babam assistindo você treinar, talvez uma delas aceite – respondeu Sanji, parecendo se fechar em um mal humor repentino apenas por citar as garotas que são apaixonadas por Zoro.

– mas não fique com ciúme, loirinho, você é o primeiro da minha lista? Que tal deixar o currículo? –

Demonstrando sua irritação, Sanji joga com certa violência a agua oxigenada no machucado no ombro do maior, fazendo arder.

– fica quieto – diz ele começando a limpar de leve com um algodão.

– CARALHO, isso dói, Ero-cook – o moreno das madeixas verdes protesta.

– é pro seu bem, fica quieto – o loiro fala enquanto termina de amarrar as faixas ao redor de seu ombro – eu cozinhei pra você – anuncia ele.

– fala sério... – diz Zoro, agora com uma expressão de incrédulo.

– sim, uma sopa de alho com agrião, pra você não se gripar e ficar colocando a culpa em mim feito um velho rabugento –

Se dirigindo à cozinha, o maior fica estático, parado em frente à mesa como se parasse por um momento para apreciar o delicioso cheiro que aquela sopa exalava.

Sanji por sua vez, puxou a cadeira a frente do espadachim, como se o convidasse para sentar, feito uma dama, deixando-o embasbacado.

– você não tá fazendo isso –

– desculpa – é a força do costume – diz o loiro, cortejando-o para sentar-se como uma moça.

– eu não sou uma de suas donzelas, coisa loira – o moreno diz desviando o olhar como se estivesse com o orgulho machucado com esse ato do cozinheiro.

– ok — diz Sanji colocando a cadeira de volta em seu lugar quase que violentamente – não se pode tentar ser educado com você mesmo -.

Enquanto o loiro arruma a mesa com uma toalha, Zoro olha ao redor de sua cozinha que agora estava limpa e parecia mais preenchida, com aquele toque que Sanji deixava em tudo.

Ao ser servido em um prato fundo, com certa delicadeza por parte do cozinheiro, o moreno se surpreende com o gosto daquela sopa, tudo parecia estar tão bem misturado e tudo na exata medida certa que ele poderia comer vinte pratos daquele, sem cansar, ele admitia para si mesmo: “ele tem talento”.

– como é que tá? – indaga o loiro com certa ansiedade em saber se a sopa agradou ao maior.

– tá ... ótimo – diz Zoro, seu orgulho não lhe permitia falar tudo o que sentia em várias ocasiões, incluindo aquela, talvez fosse por isso que a olhares de outros, como Sanji, ele parecesse ter os sentimentos de uma pedra.

– ah, fale a verdade, isso aí tá bom pra diabo, não tá? – pergunta o loiro, insistindo em arrancar mais elogios para sua comida vindo do maior, pois ele sabia que ele não havia achado apenas ‘ótimo’.

– e por que o senhor- detesto-cavalheiros caprichou tanto nessa sopa pra mim, hein? – Zoro indagou.

Bingo! A sopa que Sanji estava usando para provoca-lo se tornara sua kriptonita.

– qualquer coisa que eu faça na cozinha é de boa qualidade, seja pra quem for – diz ele já não conseguindo mais esconder o rosado em suas bochechas.

– você deveria mesmo cozinhar pra mim, eu te pagava bem, sabe? –

– hã hã ... Não sei como – Sanji desacreditava.

– eu mato umas cabeças a prêmio por aí e te pago – fala o maior, tomando a sopa enquanto fala isso como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– a vida não é um faroeste, samurai... E o que os outros da escola iam pensar de mim? “olha o Sanji é babá do Roronoa, que gracinha” – falava ele enquanto fazia uma voz debochada para imitar a média dos comentários escolares que surgiriam se tal coisa realmente fosse verdade.

– quem deveria estar preocupado sou eu – riu o moreno dos cabelos verdes.

– claro, esqueci que é o senhor popularidade –.

– eu disse que se eu fosse uma pessoa normal eu deveria estar preocupado, e não que me preocuparia, eu estou pouco me fodendo pro que aqueles idiotas pensam –.

O comentário do espadachim pareceu rude, porém fez o loiro admira-lo ainda mais.

– é minha nova coisa preferida em você... Como a maioria dos garotos daquela escola, você não se importa nem um pouco – disse ele sem conseguir evitar um sorriso.

Zoro apenas responde com o sorriso mais sincero que ele já havia dado para Sanji em todos os momentos em que estivera juntos, algo surpreendente para o menor, uma vez que sabia que o de cabelos verdes era uma pessoa séria até de mais.

Ao ver que ele se levantava para levar o prato vazio até a pia, para tentar impedi-lo de ajudar na louça (pois se encontrava machucado) Sanji entra em sua frente para tentar para-lo e manda-lo descansar enquanto ele cuidava da cozinha, porém o maior não deixou, segurando o prato longe do alcance do loiro, que em uma tentativa frustrada de alcançar o objeto, pois seus braços eram inevitavelmente menores que o do espadachim.

– me dá esse prato! Eu vou lavar! – mesmo sem perceber, seus corpos já se friccionavam naquela perigosa proximidade a qual deixava o menor tão inseguro.

Percebendo tal situação, ele deixa de tentar alcançar o prato porém sem se afastar do corpo do maior, ainda lhe fitando nos olhos com toda incerteza do mundo.

– deixa isso – Zoro sussurra.

Se arriscando a levar um chute do menor, ele se aproveita da proximidade roçando seus lábios nos dele, bem de leve.

– obrigado pela sopa – murmura o espadachim outra vez, separando seus lábios do pequeno contato, que por mais que simples, fez o loiro praticamente amolecer e perder toda a consciência de seus atos, os lábios daquele moreno tinham o sabor que jamais provara nada igual em toda sua vida de cozinheiro.

Era o que ele mais odiava naquele garoto de cabelos verdes, ele sabia exatamente como o deixar sem reação.

– eu ia dizer ... hã ... você precisa de um banho – diz o espadachim, por incrível que pareça, parecendo ainda mais nervoso com a situação, agora desviando seu olhar dos olhos azuis do menor para fitar sua pele branca e um pouco suja de lama.

Porém Sanji não parecia estar conectado a esse mundo, sem pensar duas vezes, e ele retribui o beijo do maior com um pouco mais de profundidade nos movimentos de seus lábios, que dançavam na boca um do outro, uma vez que Zoro largou do prato que segurava em sua mão para deixar seus braços envoltos na cintura do loiro, trazendo-o para cada vez mais perto de si, enquanto o cozinheiro segurava sua nuca em uma tentativa de aprofundar tudo aquilo, era o melhor beijo de sua vida, não sabia o motivo disso, sabia apenas que se pudesse, ficaria ali, sentindo o gosto de seus lábios pelo resto da noite.

Separando o beijo, uma vez que já estavam ambos ofegantes com aquela união repentina, eles continuam um perto do outro, naquela mínima distância, se encarando, sem ao menos saber como reagir, clima que foi quebrado pela buzina de um carro tocando do lado defora da casa de Zoro.

Era Zeff, buzinava impaciente esperando Sanji aparecer para leva-lo para casa, afinal... Ainda chovia e o seu responsável se encontrava naturalmente preocupado.

Se afastando do calor do corpo do moreno, ainda sem conseguir fita-lo nos olhos, ele diz

– eu mandei uma mensagem pro Zeff vir me buscar, eu tomo banho em casa, obrigado pela preocupação – ele sorri de canto, ainda fitando o chão – espero que tenha gostado da sopa -. Fala ele em seguida dando as costas para o Roronoa, deixando-o a sós com sua casa.

Entrando no carro, sentando-se no banco do carona ao lado de Zeff, Sanji respira fundo para tentar se acalmar, tento seu nervosismo notado por seu pai postiço.

– parece que você viu um fantasma, moleque! Eu até apoio que tenha amigos mas não precisa ficar até essa hora na casa deles, ao menos me avisasse – diz o cozinheiro mais velho em tom de bronca.

Sanji apenas ignorava, afinal... Não havia espaço para mais nada em sua cabeça naquele momento.

Notas finais
POIS VÃO FICAR QUERENDO HAHAHA
To zoando gente, vai demorar mais um tiquinho só :3 paciência.
Já estou com 18 leitores e 6 favoritos, apenas com 5 capítulos, pode parecer pouco mas pra alguém que é novo por aqui na sessão de One Piece, isso é muito bom, estou realmente feliz com o efeito positivo que essa fic causou, e me mostrou que eu não sou a unica no mundo que shippa Zoro e Sanji HAHA.
Alguns leitores sumiram :( to meio preocupada, esperam que eles apareçam pra comentar esse aqui, que fiz com todo carinho :3
Não pude escrever nada enquanto estive viajando por isso voltei pra atualizar com todo o entusiasmo do mundo.
Espero que tenham gostado, e até o próximo que sai qualquer dia dessa semana, QUAALQUEER DIAA.
Kissus :3