In High School

6 6 - Ambos mergulhados em devaneios.


Notas iniciais
ALÔ POVO QUE EU AMO
Bom, como eu sou nova aqui na area de One Piece, e vocês não conhecem meus costumes e tals eu vou falar um deles pra vocês: quando o capítulo é curto assim, como esse, eu nem espero pra postar, afinal, esse capítulo deixa algumas pistas sobre a misteriosa aparição do Zoro na casa do Sanji no capítulo 1 e tals.
Espero que gostem :3

Amanhecia, e a grama molhada exalava o cheiro do orvalho dentro de uma manhã agradável de domingo, limpada outrora pela tempestade furiosa da madrugada, a qual escondia o segredo que agora o Roronoa guardava.

Ele havia recebido dois de seus melhores amigos em sua casa (ou seja, Luffy e Franky haviam se convidado para entrar sem ao menos a autorização de Zoro), porém ele já estava acostumado com a invasão, principalmente por parte de Luffy, que podia ser irritante e inconveniente , mas ele o considerava como um irmão.

Estavam os dois embasbacados com a cozinha do espadachim, que aparentava agora ter um toque especial: panelas sujas com restos de uma deliciosa sopa, deixados por alguém que ao contrário do moreno de cabelos verdes, era cuidadoso e delicado quando se tratava de cozinhar.

– Eu diria que isso aqui tá é com um toque feminino, o que que tá pegando aqui, hein Zoro? – indagava Franky.

– parece que o Zoro teve companhia, ele não é capaz de cozinhar nada, pelo que eu conheço dele – diz Luffy, enquanto os dois caem na risada, fazendo piada com tudo, como sempre.

O espadachim nunca fora de se juntar aos gracejos de seus amigos, porém hoje ele estava mais desligado do que o usual, como se estivesse repensando em alguns de seus atos, e estava.

O loiro podia não saber, mas ao mesmo tempo em que ele pensava “que diabos está acontecendo comigo? Por que estou gostando desse idiota?” Zoro pensava exatamente a mesma coisa, amaldiçoando a si mesmo por ter se envolvido demais nesse tipo de coisa.

– acha que uma mulher esteve aqui? – indagou o moreno mais novo, embasbacado com a possibilidade.

– mas é claro – Franky replicava como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

–e o que uma mulher faria aqui a essas horas da noite? – Diz Luffy, todo inocente.

Zoro não conseguiu deixar de rir dos comentários dos dois, tentando desvendar os mistérios dos rastros charmosos deixados naquela cozinha, até por perceberem que o próprio espadachim se encontrava perdido em devaneios, o que reforçou suas hipóteses.

– foi o Sanji – diz ele

– quem? Sanji? Ah tá explicado – conclui o de cabelos azuis.

– O cozinheiro? Eu achei que você não falasse com o pessoal da culinária, e o que ele tava fazendo aqui ontem a noite? –

– me fazendo companhia – respondeu Zoro, ainda mergulhado em pensamentos.

– e você tá com uma puta cara de quem tá apaixonado, virou gay, é isso? — perguntou Franky tirando conclusões precipitadas.

– CLARO QUE NÃO – por um momento, Zoro pareceu assustado com a possibilidade – é só... Aquela parada com o Buggy –

– eu te avisei que essa aposta vai dar em merda, mas você não me escuta, ou melhor, nunca escuta ninguém, o bom e velho Zoro que todo mundo conhece, agora tá aí, morrendo de amores pelo cara mais mulherengo da escola – Eles trocaram alguns xingamentos com essa sentença de Franky, logo voltaram a rir e a zombar um do outro por motivos fulos.

Porém em nenhum momento sequer Zoro deixou de pensar nessa probabilidade, estaria se envolvendo demais com o cozinheiro? Seria ele tão frio a ponto de não se importar com o que ele poderia sentir ao descobrir o motivo de tudo?


(...)

E o protagonista?

Bom, ele estava em um cenário inspiradoramente romântico, porém sem pensar em mulheres como costumava fazer quase o tempo todo, agora sua cabeça era apenas tomada pelo caos de toda aquela confusão de pensamentos, sentimentos, reações ou a falta delas (o que era um problema, principalmente quando estava perto do moreno de cabelos verdes).

Sentado no muro baixo de sua casa, ele observava o sol nascer e lhes dava suas boas vindas com suas olheiras profundas dentro de uma bola de fumaça causada por seus cigarros, agradecendo aos deuses pelas zero horas de sono que tivera aquela noite.

Sim, digamos que o espadachim não o havia deixado pregar os olhos sequer por um instante, perturbando sua mente com sua cicatriz, marca de sua luta para realizar seus sonhos, sua pele morena, seu hálito quente percorrendo a curvatura do pescoço da pele albina do menor...

Ok chega! Ele se via expulsando tais lembranças quando se via pensando nelas, não admitia essa atração que estava inevitavelmente sentindo pelo mais novo amigo, mas por que diabos? Ele mesmo costumava lembrar que não existia pessoa mais heterossexual do que o próprio Sanji, mulherengo até a raiz do cabelo.

Algumas pessoas já saiam na rua, mesmo sendo domingo, o pessoal daquela vila costumava acordar cedo para receber os primeiros raios solares do dia, mesmo nos fins de semana.

Observando o movimento de pessoas crescer cada vez mais, o loiro sentado ali no muro tentava entender a si mesmo, observando outros homens, e concluindo que não sentia atração por mais nenhum deles, nem pelos mais bonitos!

Desviava então seu olhar para as mulheres, lindas criaturas perfeitas divinas, que agora não lhe pareciam tão interessantes como antes, nem mesmo as mais bem encorpadas senhoritas.

“que diabos está acontecendo, por que justo ele?” pensava enquanto massageava suas têmporas, sentindo o sono, porém sabendo que não conseguiria dormir de jeito nenhum.

– é incomum ver você acordado a essa hora do dia em um domingo – Zeff chega sentando em seu lado, interrompendo seus pensamentos – você anda quieto, pensativo, quer me contar o que houve? –

– nada, apenas perdi o sono – mentia ele para o cozinheiro mais velho.

– sei... essa sua cara de taxo são características de alguém que foi FISGADO — diz Zeff dando ênfase na ultima palavra.

– hã? – Sanji tentava se fingir de incrédulo.

– eu te conheço moleque, por mais que esse seu orgulho gigantesco não te permita admitir, eu sei reconhecer alguém apaixonado –

– eu não estou isso – o loiro por algum motivo se recusava a pronunciar a palavra “paixão” e seus derivados.

– mesmo você sendo mulherengo e galinha desse jeito, eu sabia, tinha certeza de que um dia isso iria acontecer, afinal... Eu sempre te avisei que mulheres são um vício perigoso – diz Zeff se levantando, e indo em direção a sua casa, deixando o loiro perdido em seus devaneios sozinho outra vez.

“Quem me dera fosse uma mulher mesmo”

Notas finais
E aí? ficam mais ansiosos em saber que o lemon tá cada vez mais perto? MWAAHAAHA comentem falando o que acharam.
Kissus e até o próximo :*