In High School
3 3 - Nunca desperdice comida na frente de Sanji
Notas iniciais
mais um capítulo pra vocês, atualizando antes porque sou passar a semana que vem na praia (obrigada pela família ¬¬) e não vou poder atualizar até sexta que vem (dia 18) então espero que sejam pacientes com a minha pessoa, pois eu estou MUITO mais ansiosa pra escrever o próximo capítulo do que vocês pra ler *-*
Então vão ler lá ... xô
“O que eu não faço por elas?”
Perguntava Sanji para si mesmo enquanto ajeitava um de seus melhores ternos na frente do espelho de sua casa, dava uma ultima olhada, se achando irresistível. Arrumou sua franja loira que caía em cima de seu olho esquerdo. Ainda concentrado em sua vaidade, o aparelho eletrônico chamado celular começa a tocar em seu bolso.
O cozinheiro nunca fora fã desse aparelho, achava um luxo desnecessário e não se apegava a isso, mas como seu pai adotivo era um preocupado de primeira classe, ele insistia para que o loiro o carregasse com ele.
– odeio esse negócio – dizia ele para ninguém em particular enquanto o procurava dentro de seu bolso da calça, a chamada vinha de um numero desconhecido, mas parecia ser o DDD da mesma região que ele. Eis a surpresa ao atender
– Alô – ele disse com desgosto
– Sanji, ME AJUDE, SOCORRO, É URGENTE É CASO DE VIDA OU MORTE – gritava uma voz familiar do outro lado da linha
– quem é que tá falando – o loiro começara a se agitar, pensando ser algo realmente grave
– como quem é? SOU EU, ZORO, VENHA LOGO AQUI NA CASA NUMERO 78, NO FINAL DA RUA DEPOIS DA SUA –
– mas porque diabos... –
– APENAS VENHA – disse o moreno do outro lado da linha
Parecia sério, mas que caso tão sério assim exigia a presença do cozinheiro no local? Se fosse algo realmente grave, ele não deveria chamar a polícia? Uma ambulância? O super homem?
O que quer que fosse preocupou o loiro de tal maneira que fora inesperada, ele já andava em passos apressados para a ultima casa da rua na qual fazia esquina com a rua onde morava.
Encontrou a casa numero 78, pequena, porém bem cuidada, não havia nenhuma movimentação de polícias nem helicópteros ali, então pra que diabos toda aquela urgência?
Sanji nem sequer fazia ideia de que o espadachim pudesse morar tão perto de sua casa.
Discretamente ele abriu a porta encontrando uma pequena sala, porém com uma televisão que mostrava que quem morava ali não se importava com a aparência, apenas com a tecnologia.
Uma cozinha um tanto bagunçada, com uma pia cheia de louças e pacotes de macarrão instantâneos espalhados pelo balcão, típico de quem morava sozinho, logo do fim do corredor que parecia levar para um quarto e um provável banheiro, surge o de cabelos esverdeados, por mais improvável que pareça: vestindo um terno de esporte fino, porém mal vestido, a blusa por fora da calça preta e o colete aberto na frente e com uma gravata na mão, reclamava ele:
– eu não sei lidar com essa porcaria –
– primeiro: aonde está a urgência que falou no telefone, me chamando aqui desesperadamente? – indagou o menor, tentando entender a situação.
– tá na minha mão, não tá vendo? Não sei por gravatas, preciso da ajuda do senhor certinho que usa ternos praticamente todo dia, eu não sei como aguenta –
– as mulheres gostam de homens bem vestidos – diz o loiro, o moreno apenas revira os olhos.
– dá pra me ajudar com esse negócio? – diz ele impaciente.
– essa era toda a urgência? –
– é minha coisa preferida em você –
– como é que é? — diz o cozinheiro, se assustando
– adoro fazer você perder tempo comigo – Zoro fala enquanto finge tentar lidar com a gravata, o loiro cora de leve, apenas não consegue se irritar com o espadachim.
– eu faço o nó pra você, vem cá – ele puxa o maior pela gola da camisa branca desarrumada, causando uma proximidade inesperada que deixou o loiro constrangido, enquanto o moreno de cabelos esverdeados não pareceu se importar.
Se afastando um pouco e tanto manter sua concentração no tipo de nó da gravata, uma tática que fora usada para desviar de encarar os olhos do maior agora jogara o cozinheiro em outra armadilha, estava sem querer com os olhos cravados em um pequeno pedaço do peitoral do maior exposto pela camisa semi aberta, estático o loiro ficou por poucos segundos, até começar a abotoa-la adequadamente para dar o nó na gravata.
Passando a fita da gravata em volta do pescoço do moreno, ele o encara nos olhos enquanto morde seu lábio inferior com certo nervosismo, e o mais incrível: Zoro estava com a expressão mais calma do mundo.
“quando é que comecei a olhar pra homens assim? Eu devo estar ficando doente e louco” ele pensava.
Enquanto o loiro descartava todas tais possibilidades, ele percebia um sorriso crescer na boca do maior, logo acompanhado de algumas gargalhadas baixas.
– qual a graça? — indagou o loiro enquanto dava o nó certo na gravata
– seu pervertido- revirou os olhos enquanto corava mais ainda pela vergonha – mas os que cheiram a nicotina não fazem meu tipo – disse o maior em tom de deboche.
– ah é? Não gosta? – o loiro sopra contra seu rosto, pois sabia que havia acabado de tragar uns bons maços de cigarros naquela tarde e o cheio de nicotina predominava em sua boca.
– seu maldito – pragueja o maior ainda sem conseguir evitar um sorriso.
Finalizando o nó, o loiro aperta a gravata mais do que precisa ser apertada, sufocando de leve o maior, por punição a suas brincadeiras de mal gosto.
– vai com calma, ero-cook –
Precisa de mais alguma coisa, que eu penteie seu cabelo? Que eu te de comidinha na boca? Que eu te coloque pra dormir? – dizia Sanji demonstrando o quanto ficara incomodado de deixar sua casa para ir até ali passar vergonha
–olha eu adoraria ter você como babá mas seria abusar das suas boas intenções – respondeu Zoro mais educado do que o usual.
– nos vemos nessa festa então? – falou o loiro como despedida
– é, acho que sim –
Ele saiu pela porta aonde entrou, em direção a calçada o cozinheiro andou até o caminho de sua casa sem sequer por um segundo conseguir cessar aquele nervosismo incomum, mas agora não importava, precisava terminar de se arrumar para essa maldita festa.
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Musica alta, pessoas conversando sobre assuntos fúteis, todas divididas em grupos separados trocando sorrisos falsos e apertos de mãos fracos, enquanto os alunos mais populares, sentados a maior mesa do local discutiam sobre futebol americano ou coisa do tipo, e as garotas mais requisitadas conversando sobre coisas sem importância alguma, e o Roronoa estava lá.
“como ele pode querer ser gentil andando com esse tipo de gente?” reclamava o loiro para si mesmo.
– Sanji, os garçons não vieram, preciso que sirva alguma das mesas centrais, como a dos diretores – disse um dos cozinheiros.
– claro, pois seria uma honra o subchefe servi-los pessoalmente, MAS QUE MERDA, ALÉM DE COZINHAR NESSE NEGÓCIO VOU TER QUE TRABALHAR COMO GARÇON? – se irritava enquanto falava em um tom alto com o subordinado – anda logo, me dê os pratos -.
E lá vai ele, em direção as mesas, todo charmoso em sorrir para as mulheres de mais variadas idades, até mesmo a respeitável esposa do diretor de uns 45 anos de idade não se rendia aos mimos do cozinheiro, atraindo para si olhares irritados dos homens no local.
A ultima mesa a ser servida ali por fim seria a mesa em que o moreno dos cabelos esverdeados se encontrava sentado, com todos os populares brutamontes sem cérebro.
– Um vinho seco, com leve acidez... Com certeza é um Itourburguer Stein! – disse um deles tentando impressionar uma garota com seu conhecimento em vinhos
– pois foi um chute tão errado que deu pena, senhor – disse Sanji colocando as badejas sob a mesa se intrometendo nas conversas alheias.
Pobre garoto, todos riram de seu erro ao experimentar o vinho, principalmente a garota a quem queria impressionar, tudo culpa do loiro, obviamente.
– a propósito, sou o sub-chefe da cozinha, só estou servindo porque todos os garçons resolveram não aparecer, aqui está sua sopa, sirva-se enquanto ainda está quente – diz o loiro.
– você entende mesmo de vinhos, não entende? – perguntava a companheira daquele que fora desmascarado por Sanji
– é... mas, acho que hoje estou com o paladar prejudicado – diz ele ainda sem graça com a situação.
– olha, mas que bela senhorita, o que acha de tomar um vinho com um homem que realmente entende o que está servindo? – ele agradava a bonita moça, jogando todo se charme.
Ela parece encantada e muito tentada a aceitar a oferta do cozinheiro até que o garoto se exalta.
– escuta aqui seu cozinheiro pervertido de merda, quem você pensa que é? – ele ameaçou se levantando de se lugar para encara-lo de frente.
– alguém mais digno que você, com certeza – diz Sanji não se deixando abater pela ameaça.
Zoro fica incrédulo com o quanto aquele cozinheiro pode ser imprevisível em suas atitudes. Enquanto os demais pensam que alguém como ele sairia correndo de um brutamonte como aquele, ele fica e o encara como se fosse a altura, mesmo sendo mais baixo a mais magro.
Estava começando a admirar Sanji, odiava admitir isso, mas estava.
Percebendo uma confusão que tinha grandes chances de acabar em tapas e socos, um dos professores se aproxima para tentar impedir, Zoro também se levanta para impedir que Sanji faça alguma besteira.
– por favor, senhores, não aqui – disse o diretor enquanto o moreno das madeixas esverdeadas puxava o cozinheiro para longe daquela mesa enquanto lhe fala
– você é louco, é? – diz ele, rindo da situação.
– preciso apenas manter o meu orgulho – respondeu sério – você já pode voltar a se sentar com seus amiguinhos – disse ele concentrando-se em voltar a servir.
Pouco mais tarde, naquela mesma festa, a taxa de álcool no sangue de Zoro aumentava cada vez mais, enquanto Sanji ainda servia mesas e parava para paparicar todas as mulheres bonitas, que quase sempre se rendiam a seus encantos.
Porém o garoto o qual desafiara poucas horas atrás não estava menos irado pelo que o cozinheiro lhe fez passar. Buggy era conhecido por aí por não deixar passar nada em branco, qualquer um que lhe atrapalhasse teria o troco logo em seguida. Por mais que não fosse lá tão bonito, ele era popular com as garotas apenas por ser bom em esportes, era a lei da popularidade naquela escola: ser bom em algum esporte.
– GARÇOOOOOOOON – ele gritou, já alterado pela bebida
– já disse que não sou garçom, se é que seu pequeno cérebro te permite lembrar – respondeu Sanji se aproximando da mesa, como se ansiasse por encrenca.
– o que é isso na minha comida? – o próprio narigudo havia colocado algum inseto na comida do cozinheiro para tentar uma vingança
– desculpe senhor, não sou perito em insetos – diz Sanji, provocando-o mais do que deveria.
Se alterando (pois todos em volta começaram a rir de seu descaso) ele levanta para encarar o loiro frente a frente e continuar o duelo de onde haviam parado.
– com quem pensa que está falando –
– se você tirasse o bicho com a colher, poderia muito bem comer aquela sopa – diz Sanji ainda tranquilo enquanto todos lhe observam os dois, atentos enquanto a musica ainda toca alta.
As pessoas já estavam começando a ir embora, mas pararam para ver o clima esquentando entre aqueles dois.
Ainda mais quando Buggy se irritando derruba a mesa com tudo em cima feito de vidro se fazendo em pedaços no chão.
– você não sabe com quem está se metendo – diz o narigudo, enquanto um de seus amigos lhe convencia a desistir.
– deixa isso pra lá Buggy –
Zoro, que estava de olho na briga desde o começo, percebera que Sanji estava disposto a brigar, começou a andar rapidamente em sua direção, sendo impedido por um chute do loiro que o jogou no chão.
– desculpe Zoro, não era pra ser tão forte –.
Abrindo aos poucos os olhos cerrados, o moreno percebeu que Buggy não hesitou em partir para dar um soco no cozinheiro, quando o mesmo, habilidoso com seus pés, lhe desfere um golpe na boca do estomago, fazendo-o se contorcer no chão enquanto todos olhavam o loiro com certo receio, e se perguntando “desde quando ele é tão corajoso e bom de brigas assim?”
– nunca... Nunca desperdice um prato de comida... Na minha frente – o tom de sua voz havia mudado para um totalmente sério e ameaçador, mas sem perder a calma.
Foi aí que o diretor chegou:
– Senhores por favor, vou lhes pedir que se retirem da festa por estarem ambos muito alterados pelo álcool, e a propósito: quem aqui trouxe álcool, não é permitido para pessoas da idade de vocês que eu saiba – ele dirigia a bronca à mesa dos “maneiros” – mas o que importa agora é que vão pra casa, todos vocês, principalmente você Sanji, pensei ser um bom aluno mas pelo jeito tem aptidão para confusões – diz o diretor em tom severo – passar bem-
Sem se importar em levar bronca, Sanji acende um cigarro para tentar se acalmar.
– não sabia que você era briguento desse jeito, hein coisa loira – diz Zoro ainda no chão, fazendo o cozinheiro repara-lo.
– ah, marimo estúpido, eu não ia deixar que me impedisse – diz ele estendendo a mão para ajuda-lo a levantar, vendo o roxo que deixou na pele morena do rosto do maior causado por seu golpe.
– eu devia te responsabilizar por isso, Ero-cook, e vou! –
– faço o que disser, é só pedir, tudo para redimir minha culpa – falava o loiro, sem se importar.
– me leve pra casa – ele diz fazendo o cozinheiro olhar incrédulo para si – não estou em condições de dirigir, e estou seriamente machucado – exagerava ele
– mas ... olha a chuva que está por vir – diz o loiro, encarando as grandes e espessas nunvens negras no céu de entardecer, usando-as como desculpa para se livrar do espadachim.
– você ia ficar oito vezes mais culpado pelo meu estado se eu sofrer algum acidente, agora me leve pra casa- diz Zoro lhe entregando a chave do seu carro.
Sanji apenas bufou, sendo vencido pelo moreno das madeixas verdes, ele concorda em leva-lo para sua casa...
Afinal... ele era o culpado de tudo aquilo.
Notas finais
até o próximo capítulo que infelizmente saí apenas sexta que vem :/
MAS VEJO VOCÊS LÁ NÉ?
Beijocas e deixem seus comentários dizendo o que acharam de TU-DO.
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