In High School
4 4 - O Pior senso de direção do mundo.
Notas iniciais
E PESSOAS QUE FAVORITAM MINHA FIC E NÃO COMENTAM NADA? ATÉ QUANDO? HEIN? E LEITORES FANTASMAS? PORQUE NÃO APARECEM? HEIN?
– Acho que eu não tenho mesmo outra escolha... — diz o loiro pegando a chave das mãos do espadachim, que se percebia que não estava nem um pouco são.
Tendo ambos entrado no carro, ele indaga
– ok, agora você me explica o caminho pra casa, você está e condições disso, não está? –
– sim sim, apenas saia desse lugar, não to aguentando mais – ele fala de olhos fechados enquanto descansa o corpo no banco do carona
– tem certeza? – certificou-se o loiro
– ABSOLUTA, AGORA MOVA ESSA LATA – ele se irrita.
Sanji simplesmente detestava quando ele era estúpido desse jeito, mas ele estava certo em algo: o loiro nunca se perdoaria se algo acontecesse com ele, no estado crítico em que se encontrava, ele ainda não estava na fase de falar besteiras, cambalear e cantar musicas felizes enquanto ergue uma garrafa de saquê, mas ele já cheirava a álcool tanto quanto o cozinheiro cheirava a cigarro.
Ele dirigia tranquilamente enquanto tragava o nonagésimo cigarro no dia, enquanto escutava a água cair e bater na lataria do veículo, que não era um dos mais caros mas também nem um dos mais baratos.
– você vai deixar meu carro fedendo a nicotina, seu maldito – ele reclamava parecendo agora consciente – tem ideia do quanto eu tive que trabalhar pra comprar esse Honda? –
– me desculpe senhor amo meu carro mais que a própria vida –
– ah, não exagera... – fala o moreno das madeixas esverdeadas enquanto bebe mais um gole na garrafa de uísque que guardava dentro do porta luvas.
– você ainda tá bebendo? VOCÊ QUER MORRER? – ele começava uma bronca enquanto é interrompido pelo maior
– eu sou resistente à bebida – diz ele tomando mais um gole – e que preocupação é essa? Parece até que se importa comigo – fala ele, convencido.
– eu apenas não quero ficar dando oito horas de depoimento para a polícia explicando que eu não tenho nada a ver com sua morte e que eu estou pouco me fodendo pra você –
– nossa, além de briguento você é ácido nas palavras, parece até que cresceu em balcão de bar –
– mais ou menos isso – o loiro responde ainda concentrado no volante
– me conta mais sobre as origens do seu super chute indestrutível – Zoro falava em tom de deboche porém ao mesmo tempo realmente se interessando pela história da vida de seu mais novo amigo.
– Zeff me criou desde meus 11 anos, salvou minha vida pra falar bem a verdade, sou imensamente grato a tudo o que ele fez por mim, e nem se eu vivesse 800 vidas eu não conseguiria pagar o que ele fez por mim – o silencio reinou no carro, Zoro jamais imaginara que o loiro poderia se apegar tanto assim a uma pessoa sem parentesco ou laços sanguíneos. Mesmo que não fosse tão gentil, ele era uma pessoa extremamente boa – aí aonde ele vivia antes de me achar por aí, ele era conhecido como o Zeff perna assassina, pois ganhava as mais diversas brigas sem mover um dedo da mão, apenas com as pernas e com os pés, aí já viu...a gente pega os costumes da pessoa com que a gente convive –
Zoro fica estático, era o loiro mesmo capaz de admirar alguém tanto assim?
– grande pessoa ele foi na sua vida, hein, queria ter alguém assim pra admirar hoje em dia – respondeu o moreno sendo atingido por todas aquelas lembranças de uma única vez.
– sua vez então, me conta dessa sua vida de merda – diz o loiro ainda concentrado na direção porém com curiosidade sendo expressada em sua voz, ele realmente queria saber.
– Eu me achava bom demais, mais do que me acho hoje – diz Zoro fazendo o loiro rir como se quisesse dizer “ah, sério? Não tinha reparado” – eu fui pra ilha de Shimotsuki e desafiei o dojo do capitão daquela escola para espadachins iniciantes, eu perdi e acabei me tornando um aluno, pareceu ruim para mim na época, mas foi uma das melhores coisas que já me aconteceram, foi lá que eu conheci ela ... –
O coração de Sanji se apertou por um momento apenas de ouvir a palavra “ela” naquele contexto, ele recusava aquele sentimento violentamente enquanto tentava mostrar em sua expressão que estava ouvindo, mas não com todo entusiasmo no mundo, mas na verdade estava sim, afinal quem diabos era “ela”? Agora e o que o loiro mais queria no mundo era saber.
– ela quem? – ele deixou escapar com certo nervosismo na voz, mas o moreno pareceu não perceber.
– Kuina ... acho que tudo o que sou hoje como espadachim eu devo a ela, a mulher mais durona, chata, irritante e mais incrível que já conheci –
O loiro percebia a nostalgia em sua voz, estava quase deixando de prestar atenção na estrada para saber quem era a tal Kuina
“MAS QUE DIABOS, PORQUE EU QUERO TANTO SABER? EU NÃO ME IMPORTO” ele tentava enganar a si mesmo dentro de sua cabeça.
– e o que ela te fez? – agora ele já não conseguia mais disfarçar o interesse.
– ela era a melhor aluna daquela escola, e a única mulher, era o que intrigava a todos. Todos os garotos tinham raiva dela ser melhor espadachim que todos eles, porém minha raiva e meu ego eram maiores, como sempre. Eu vivia desafiando ela, mas sempre perdia, dá pra acreditar que eu perdi para aquela garota exatas 2000 vezes? – Zoro falava como se nem ele pudesse acreditar naquele numero absurdo – porém sempre usando espadas de treinamento, feitas de madeira, aí no duelo 2001, usamos espadas de verdade, e eu fui derrotado, outra vez –
Assim como Zoro ficara incrédulo a alguns minutos atrás com a história do loiro, o mesmo agora estava incrédulo também, ele jamais imaginara que o espadachim pudesse ser tão humilde a ponto de admitir que perdia para uma mulher, e duas mil vezes.
– foi aí que eu vi que ela, Kuina, não era a convencida e irritante que eu pensava, eu percebi que ela também sofria, ela me falou neste mesmo dia que tinha inveja de mim, porque sou homem, e ela desejava mais que tudo voltar no tempo e ter nascido um homem se fosse possível... foi naquele dia em que prometemos um para o outro que um dia, em um futuro distante, nós iriamos lutar pelo posto de melhor espadachim do mundo –
Sanji sabia que havia um choro escondido lá dentro, bem no fundo daquele tórax que parecia ser de aço, mas sabia que ele preferia pular do carro em movimento do que chorar na frente do loiro.
– e... Onde ela está hoje? Hã... Kuina, né? –
– ela morreu na manhã seguinte –
O pequeno coração acelerado do ruivo se aliviou ao saber disso “EU DEVERIA ESTAR TRISTE POR ELE, ISSO É UMA PUTA BOIOLAGEM DA MINHA PARTE, RECOMPONHA-SE SANJI!” ele auto aplicava uma bronca em si mesmo.
– m-morreu? ... mas ... isso é muito triste –
– aí eu pedi a espada dela para o pai dela, e prometi para mim mesmo que não morreria enquanto fosse forte o bastante por nós dois – ele encerrou a história causando uma silencio pesado naquele carro, sendo cortado apenas pelo barulho da estrada.
– a vida continua ... as lágrimas secam e esses sentimentos por mais que jamais possam ser apagados, se aliviam dentro da gente, eu e você somos a prova disso, Zoro – ele tentava consolar o maior em algumas palavras.
– tem razão, a vida passa ... vou tirar um cochilo, se liga na estrada aí –
– COMO ASSIM UM CHOCHILO? Você deveria estar me mostrando o caminho de volta pra casa – diz o loiro se irritando novamente
Eles começam mais uma de suas usuais discussões para apontar os defeitos um do outro, como se fossem um casal de velhos. Sanji reclamava de Zoro ser folgado e um bêbado despreocupado enquanto o maior lhe colocava a culpa por fumar demais e “se você não fosse tão briguento talvez eu não estaria nessa situação”
A discussão prosseguia até que eles percebem que estavam sendo perseguidos por um carro de polícia com a sirene ligada. Sanji tinha se exaltado de tal maneira que pisara mais fundo no acelerador , ultrapassando a velocidade permitida, e o mais legal: apesar de saber dirigir, ele não tinha licença e nem a carteira presente ali.
– AH, ÓTIMO – gritou Zoro, ironicamente – ESTAMOS, FODIDOS, A CULPA É SUA! –
– não venha me falar que a culpa é minha, marimo estúpido, se você não fosse tão beberrão talvez não estaríamos aqui, TALVEZ NÃO, EU DEFINITIVAMENTE NÃO ESTARIA AQUI AGORA- o loiro se exaltava sem sequer perceber que o guarda já estava em sua janela aguardando para conferir o porquê da velocidade daquele veículo.
Sanji abre o vidro automático, torcendo para o policial não pedir sua documentação, o que era praticamente impossível.
– parece que o casal está discutindo no volante, muitos anos juntos desgastam né? Eu sei como é – diz o policial
– nós... Nós não somos um casal – diz Sanji corando.
–pois não parece, do jeito que discutem, parecem casados há anos –
– olha – diz Zoro se intrometendo – se não se importa, estamos com pressa –
– é, eu reparei que estão com pressa, pressa até demais pela velocidade que esse carrinho bonitinho andava, ainda mais com esse cheiro de álcool e cigarro vindo daí de dentro, hã? – deduzia o policial, já pegando sua caneta para escrever a multa por misturar alcoolismo e direção – documentação por favor – pede ele
O coração do loiro gela em instantes, ele fica petrificado pelo medo de passar um mês na cadeia por estar dirigindo sem licença, o moreno o encara como se esperasse ele entregar sua carteira de motorista ao policial.
– documentação por favor, jovem senhor – repete o policial insistindo.
Sem pensar muito, Sanji acelera com toda a potência daquele carro deixando o policial no vácuo, e com a certeza de que aquele jovem imprudente fazia algo de muito errado que não quisesse contar, o levando a fugir tão desesperadamente assim.
Dentro do carro, Zoro estava incrédulo com o que acabara de acontecer, com o carro à mais ou menos 100 quilômetros por hora, ele indaga
– VOCÊ É LOUCO, É? –
– NÃO VOU PASSAR UM MÊS NA CADEIA, MAS É NUNCA – dizia ele gritando
– é a minha nova coisa preferida em você – diz ele enquanto escuta a borracha do pneu de seu carro queimais violentamente com o atrito da velocidade em que o loiro corria
– O QUE?!? –
– você é louco, e prático, gosto disso –
Mal terminaram de concordar que fugir do policial seria a melhor opção naquela situação, já começaram a ouvir a sirene da viatura os perseguindo.
– vai lá Bruce Willis, despista eles – encorajou o moreno
Sem dizer nada, Sanji aumenta a velocidade do carro, se arriscando em virar curvas perigosas que exigiam pouca velocidade, havia aprendido a dirigir muito bem com Zeff.
Zeff? Ora... mais um motivo pra correr, Zeff ficaria mais do que irado se tivesse que pagar uma fiança para o cozinheiro mais novo na cadeia.
O que lhe consolava era que Zoro iria como cumplice.
Sem pensar duas vezes, ele vira violentamente o volante para uma pequena estrada de chão que se ligava a rodovia principal, despistando finalmente a polícia. Vendo que não estavam mais sendo perseguidos, ele começa a raciocinar pela primeira vez desde que saíra daquela festa.
– o que eu estou fazendo, estou louco? Primeiro é por estar com você, segundo por aceitar te levar pra casa, terceiro por não ter fechado a porta na sua cara no dia em que você foi la em casa jantar, eu diria para o Zeff que era uma testemunha de jeová, POR QUE MERDA NÃO PENSEI NISSO ANTES? – o loiro castigava a si mesmo enquanto dirigia a uma velocidade aceitável.
– eeei, ficar jogando a culpa em mim agora não vai adiantar nada agora – repreende o espadachim – e está tudo sob controle –
– sob controle? –
– sim, tudo sob meu controle –
– É ISSO QUE ME PREOCUPA – diz ele gritando
– calma aí loirinho – Zoro começara a se assustar com o estado de sua sanidade mental, ele parecia uma mulher louca na TPM.
– você ao menos sabe onde estamos – disse o loiro tentando manter a calma.
– claro que eu sei, esse atalho é fácil, só seguir em frente –.
Sanji nada falou, porém algo lhe dizia que o moreno não sabia lhufas de em qual lugar do planeta ele se encontrava.
(...)
Ele continuou dirigindo em frente, se assustando com cada barulho, temendo ser uma sirene, ou uma viatura, ou um helicóptero ... estava definitivamente ficando paranoico.
“Calma Sanji, mantenha a calma, apenas siga em frente, chegue em casa, deixe esse bêbado em seus aposentos, volte para sua caminha confortável e tranquila e durma esperando nunca mais levantar de lá para ter que dar de cara com esse marimo estúpido outra vez”
Chegando finalmente em um lugar aonde a estrada cortava para dois caminhos diferentes, ele acorda Zoro de seu sono de bêbado aos tapas para se localizar.
– me diz por onde tenho que ir agora –
Ele fica estático, olhando de um lado para outro como se fizesse “duni duni tê” para escolher qual caminho seguir.
– você costuma se perder tão frequentemente assim, Zoro? – indaga o loiro, já indignado com a situação, estava preso no meio do nada com o único cara no mundo que não tem senso de direção, o que poderia ser pior?
– eu não estou perdido – dizia ele convencido – siga pro ali –.
O loiro observa que a escolha do espadachim entre as duas estradas era o caminho que parecia mais escuro e mais propicio a fazer os dois se perderem mais.
Ele liga seu celular na esperança de chamar o FBI, Interpol, CIA, Scottland Yard, qualquer tipo de policiamento e se entregar pelo que fez, e implorar para eles levarem-no para cadeia longe deste cara de cabelos verdes e com três brincos em uma mesma orelha.
– quando eu preciso dessa porcaria, ela me deixa na mão – diz ele olhando para o aparelho que indicava estar sem rede de sinal para executar ligações.
– chamadas de emergência podem ser executadas mesmo sem sinal – diz o moreno, parecendo muito tranquilo perante aquela situação.
– PERFEITO, vou ligar para a policia e... – Zoro toma o celular de suas mãos antes que pudesse discar um numero sequer.
– não, você não vai –
– e quem disse...-
– você tá afim de ir pra cadeia, é? Passar um mês lá você saí de cadeira de rodas, se é que me entende –
– só quero achar o caminho pra casa de volta – diz ele deitando sua cabeça loira no encosto do banco do carro, e fechando os olhos como se quisesse chorar – é pedir demais? –
– se você chamar a polícia, você sai daqui direto pra cadeia, e eu vou ter que ir junto, pois sou seu cumplice, e eu não quero ser estuprado por um negão de dois metros de altura, você quer? –
Sanji parecia convencido agora, jamais imaginara que na cadeia havia esse tipo de coisa, ele levantou sua cabeça e seguiu pelo caminho oposto indicado pelo moreno dos cabelos verdes.
– mas eu falei pra ir pra lá – diz o moreno indignado com a revolta de Sanji.
– Escuta aqui: a partir de agora, só abra a boca se for pra vomitar um GPS, entendeu bem? — o cozinheiro ameaçou, deixando o maior calado.
– mas tá tudo bem, por esse caminho também consigo me achar – ele fala quebrando a regra imposta pelo menor, recebendo um olhar mortífero.
Eles seguem em frente com o carro completamente em silêncio, era ouvido apenas o barulho do atrito das pedrinhas da estrada de chão com o pneu do carro de Zoro, até encontrar um estabelecimento pouco iluminado, porém que fez Sanji estacionar ali na hora.
– até que enfim, informação – ele descia do carro entusiasmado. Zoro desceu atrás do mesmo com o intuito de o seguir mas foi parado pelas letras ofuscantes que brilhavam acima de sua cabeça em vermelho.
“IN THE MIDDLE OF NOWHERE MOTEL, AONDE NINGUEM PODERÁ OUVIR OS SEUS GRITOS DE PRAZER”
– faz jus ao lugar aonde fica, bem exótico pra algum casal doido – ele concluía consigo mesmo.
Por algum motivo Sanji estava tão nervoso que estava puxando uma porta que era para ser empurrada, se tocando disso apenas quando o maior abriu-a para si, fazendo o corar ao entrar naquele estabelecimento, que parecia completamente vazio, porém bem cuidado com apenas a balconista levantada pronta para atende-los .
Ela era do tipo “cafetona” como julgou Zoro, maquiagem exagerada para uma senhora que parecia estar na casa dos 50 anos, com os cabelos que exalavam química da tintura vermelha, parecida com a de seu batom, ela tentava ser uma atendente sexy usando roupas apertadas naquele corpo gordo.
– posso ajuda-los mocinhos? –
– pode sim, precisamos, de hã ... um mapa, é isso, um mapa – diz Sanji se enrolando
– posso lhes oferecer uma suíte para dois, se quiserem, jovens como vocês tem muito entusiasmo – Sanji sente seu rosto queimar por estar corando, e suas bochechas pareciam estar da cor do cabelo daquela mulher
– senhora, não somos um casal – ele tentava se explicar – queremos apenas um mapa, um GPS, uma informação de como sair da porra desse fim de mundo, será que pode nos conceder? –
– posso sim, mas é diferente encontrar dois jovens como vocês andando sozinhos, em um carro, e vindo parar em um motel, não querem mesmo uma suíte? – ela insistia, aquele motel parecia ter poucos clientes.
– APENAS O MAPA SENHORA, POR FAVOR – Sanji não conseguia nem sequer fitar Zoro outra vez, pela vergonha, jamais conseguiria se imaginar com ele.
– o que eu posso lhes dizer é que a rua voltando aqui leva para a cidade novamente, porém ela está com problemas na pavimentação, então pode ser um pouco perigoso –
– é por essa rua que eu falei que a gente deveria seguir – diz Zoro se intrometendo
– porém um mapa, eu posso querer cobrar alguns favores por ele – ela fita o moreno com a camisa semi aberta, com o suor escorrendo por entre a pouca parte de seu peitoral moreno a mostra, que aquela velha parecia estar devorando com os olhos.
Uma raiva desconhecida tomou Sanji ao perceber isso, e o mesmo puxou o espadachim para fora daquele estabelecimento com toda a ira do mundo, sem ao menos saber por quê.
– a informação já é suficiente, vamos Zoro – ele sai do motel quase destruindo a porta.
Zoro caí na gargalhada enquanto o loiro marcha em direção ao carro estacionado logo ali.
– a cafetona deu em cima de mim, “favores” disse ela HAHAHAHAHA – ele ria enquanto recebia mais um dos olhares mortíferos de Sanji – não te preocupa Sanji, ela não tem chance comigo, afinal, somos um casal – ele disse debochando da situação.
– E QUEM DISSE QUE EU ESTOU PREOCUPADO? POR MIM VOCÊ PODERIA FICAR AQUI MESMO, NESSE PROSTÍBULO – ele grita.
– só se você ficar comigo –.
Sanji se congela completamente com a sentença do moreno, e quando achava que não poderia corar mais, ele cora.
– a bebida já está te alterando – ele diz nervoso com a respiração descompassada – vamos pra casa logo.
– eu disse que a gente deveria ir por aquele caminho, mas você não quis me escutar – cobra o moreno.
– CALA ESSA SUA BOCA – o loiro lhe acerta um chute no ombro, mas que não foi capaz de derruba-lo, ele apenas gemeu de dor.
– Sanji dos chutes assassinos, quem diria... –
Entrando no carro e pegando estrada novamente no sentido oposto, eles ficam em silencio até acharem a estrada pela qual Zoro havia indicado.
– desculpa – o loiro diz quase em um sussurro.
– como é que é? – diz o espadachim se fazendo de surdo.
– desculpa, eu disse, achei que você tem o pior senso de direção do mundo –
– e tenho – diz ele admitindo-se.
– é, eu percebi, nunca mais saio com você – diz ele soltando um sorriso aos poucos, Zoro se encantava por aquele sorriso sem ao menos perceber.
– vai sair sim, loirinho –
A chuva já caia forte naquele trecho da estrada, e era de se perceber que o carro se movia com dificuldade, e sempre quando os dois pareciam estar se acertando, alguma coisa sempre parecia conspirar para que voltassem a discutir e se odiar.
Foi quando o pneu do carro começou a derrapar...
– isso não tá acontecendo – diz Sanji incrédulo enquanto tenta acelerar porém sem sucesso em fazer o carro se mover, ele se encosta no banco como se pensasse por alguns instantes, retira seu colete, jogando-o no banco de trás do veículo, arregaça as mangas se sua camisa branca e saí do carro, no meio da chuva.
“ele é pirado” pensa Zoro.
Quando o moreno do cabelo verde decide sair do carro, ele se depara com a figura loira toda molhada, tentando em meio aquela lama toda empurrar aquele carro para fora do atolamento.
– OLHA O QUE VOCÊ CAUSOU – ele grita enquanto tenta usar todas as suas forças para tirar o veiculo daquela situação.
– colocar a culpa em mim parece ser a coisa mais fácil a se fazer em todos os momentos, né? –
– e de quem é a culpa, me diga? – ele fazia o tom de sua voz lutar contra o barulho da chuva, até que de desequilibrando ele caí para trás, caindo em toda aquela poça de lama.
– ninguém mandou ser desregulado – diz Zoro, enquanto o observa levantar com toda a fúria do mundo, e jogar um punhado de lama contra o espadachim – QUE MERDA DEU EM VOCÊ? – ele indaga se afastando em uma tentativa de se defender das investidas do loiro.
– SE NÃO FOSSE... POR VOCÊ... EU ESTARIA... QUENTINHO EM CASA ... FUMANDO... ENQUANTO ASSISTO A ALGUM PROGRAMA... DE CULINÁRIA – ele interrompia sua fala cada vez que jogava um novo punhado de lama no maior. Foi naquele momento em que Zoro percebeu que quando ele perdia a sanidade, ele começava a lutar com as mãos.
O moreno também, já não menos sujo de lama que o menor, tentou lhe acertar alguns punhados de lama enquanto tentava faze-lo se acalmar.
– nós estamos parecendo duas crianças, isso sim – se arriscando a chegar perto do loiro insano, ele o prende contra a porta do carro, pressionando seu corpo contra o dele, até que seus rostos estejam perigosamente próximos, a ponto de sentirem a respiração um do outro, o que pareceu fazer Sanji se acalmar e recuperar a sanidade mental.
– se trabalharmos juntos, conseguiremos sair daqui... Agora se você ficar dando esses chiliques, vou ter que te apagar e te levar pra casa, como uma donzela, e mesmo que você seja levinho, não vou fazer isso, afinal, mancharia seu orgulho gigantesco, agora se acalme e me ajude – diz Zoro quebrando o contato entre seus corpos.
Recuperando a consciência, Sanji sente falta do calor que o corpo do maior lhe proporcionara a alguns segundos atrás, queria mais daquilo naquele momento de frio, porém seu ego era grotesco demais para admitir tal coisa.
– eu acelero o carro e você empurra aí atrás, senhor fortão e machão – debocha ele, ainda ofegante.
Zoro tinha razão, os dois trabalhando juntos conseguiram colocar o carro na estrada outra vez, dando a Sanji um dos maiores alívios de sua vida.
Porém ele não pode deixar de notar na camisa branca toda molhada de seu mais novo amigo, destacando sua pele morena por entre seus músculos, ele realmente tinha um físico incrível.
– ah, olha meu carro, a situação – diz Zoro fazendo um drama desnecessário.
– deveria agradecer isso sim – fala o cozinheiro enquanto liga o carro novamente, colocando-o em movimento.
– olha quem fala ... sabia que quando você fica irado você começa a agir com as mãos, e não dando chutes, como sempre? –
Sanji estava incrédulo, porém não demonstrou isso em sua expressão, ele estava deixando o moreno das madeixas verdes desvenda-lo de tal forma que fora possível perceber isso.
Ele continuou dirigindo parecendo não se importar nem com o banco de couro, agora todo molhado e sujo, se concentrando em não cravar os olhos outra vez naquele físico bem malhado.
(...) alguas horas depois (...)
– AH, A CIVILIZAÇÃO- agradecia Sanji a todos os deuses do olimpo. – a cafetona com cara de bagre estava certa –
– não, eu estava certo – diz Zoro, se convencendo.
– e quem se importa? NÓS ENFIM ESTAMOS NA CIDADE – diz o loiro com os olhos azuis brilhando.
– ok, cumpra sua missão e me leve pra casa, eu ainda estou meio bêbado –.
– que novidade, você está meio bêbado desde que saiu daquela festa maldita –
Acho que nem é preciso dizer que eles foram desde o limite da cidade até chegarem a casa do maior, discutindo sobre quem tinha mais culpa naquilo e quem deveria ter feito tal coisa.
Estacionando em frente a casa de Zoro, eles ficam em silêncio por alguns instantes até ele ser quebrado por Sanji.
– são e seguro em casa, agora estou in... –
– não, não vai – interrompeu o maior – ainda ta chovendo, e ta escuro ... e ... você precisa cuidar de mim, estou machucado ... –
– agora sim estou achando que você me quer como sua babá, se vira aí samurai – ele tenta sair do carro outra vez mas é impedido pelo moreno que aciona as travas.
– você ainda é responsável, não vai deixar um amigo assim correndo o risco de escorregar, cair, e até talvez morrer, não é? –
Sanji apenas bufa, revirando os olhos, admitindo sua derrota.
– anda, vamos lá pra dentro então –.
Zoro sabia que não cairia, e que tinha treinamento o suficiente para lidar sozinho com esse tipo de situação...
Acontece que, por algum motivo... ele estava apreciando a companhia daquele loiro ...
Notas finais
mas e aí? o que acharam? continuo?
Comentem dizendo o que mais gostaram e tals ^^ e me perdoem por qualquer erro :x
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