In High School
17 17 - O Sentimento lhe Surpreendeu
Notas iniciais
Quero apenas AMAR ADORAR as 4 recomendações que recebi desde o ultimo capítulo:
Mr Zero: eu ja te adorava quando tu comentava minha fanfic apenas pra mim no Twitter, agora estou amando mais ainda o fato de que você tornou isso público, amei cada palavra da sua recomendação :')
Gelato-san ... garota, meio que criei um vinculo contigo nesse tempo de fanfic, e quando eu pensava que não podia gostar mais de ti, tu me deixa uma recomendação linda daquelas, amei cada palavra :')
LiviaChan: Garota! Cê não faz ideia de como fico feliz em saber que sirvo de inspiração pra ti em alguns momentos, você se expressou tão bem nessa recomendação que eu tive que chorar, foi tão perfeito em cada palavra :') um dos motivos de eu continuar essa fanfic é por você!
Luchan101: Garota! Disse que "não sabia" escrever recomendação porém acabou escrevendo uma das mais perfeitas que ja recebi, amei cada palavra :')
Obrigada gente, OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA :)
Vou aproveitar pra dar um cutuque em quem diz por aí que ama e adora a fanfic e ainda não recomendou ~>
Enfim .... LEIAM que esse capítulo tá bem grandinho, do jeito que vocês gostam.
Vão lá ... XÔ!
Ah ... as "memórias" do Zoro estão em Itálico e separadas por um "(...)"
Ofegante, sujo, suado, irritado e ansioso compunham algumas das características do humor momentâneo do espadachim, ele havia entrado em casa como um bandido arrombando uma porta, com um estrondo sem tamanho, assustando a pequena empregada.
– quer me matar do coração, moleque? – indagou, segurando seu coração que bombeava sangue aceleradamente.
– digamos que eu esteja com pressa, Osechii-chan* – Zoro jogou-lhe um de seus sorrisos irônicos, pegou uma toalha qualquer e seguiu já arrancando do corpo a o kimono que usava para treinar junto com o haramaki.
– não voltou cedo demais desse encontro? E você foi com essa roupa? – indagou ela parecendo indignada com o possível descaso de Zoro.
– eu nem sequer cheguei lá ainda – ele gritou do outro lado da casa.
Osekkaina decidiu não pronunciar-se, tendo em vista a irritação do moreno das madeixas verdes, logo seguiu para a pequena lavanderia para procurar o que havia preparado para ele.
O Roronoa então se banhou com toda a pressa do mundo, esfregando-se rapidamente e de qualquer jeito para sair logo. Sim, ele poderia desistir, poderia dormir ou voltar a treinar, mas alguma chama de esperança ainda estava acesa dentro de si, e insistia em não apagar-se, aquilo o fazia mover-se para encontrar um loiro, que a essa altura, já estaria irado com toda a situação.
Saiu do banheiro sem sequer secar-se adequadamente, com apenas aquela toalha branca envolta em seus quadris, insano, ele percorria toda a casa com os olhos atentos atrás de alguma peça de tecido que fosse vestível.
– DROGA OSEKKAINA, ISSO É DIA DE LAVAR ROUPA? – gritou para a diarista, a qual veio às pressas da lavanderia com uma muda de roupas pretas e lhe entregou.
– veste isso, ta meticulosamente lavada e passada, do jeito que seu loiro gosta –
– meu loi... HÃ? –
– vá vestir isso antes que perca a hora –
Sem querer discutir mais, Zoro corre para o quarto vestir o que a pequena mulher havia lhe preparado. Realmente ela se importava, por mais que fosse intrometida, Zoro não saberia o que fazer de sua vida sem aquela mulher.
Abotoando a camisa preta por cima de um colete de mesma cor de modo desajeitado, tentando alinhar todo aquele tecido com a gravata que estava praticamente embolada em seu pescoço, ele sente falta do loiro para ajudá-lo com aquele tipo de roupa complicada, e certa nostalgia lhe invadiu ao saber que ele não estava por perto para ajudar — o sentimento o surpreendeu.
Saindo do quarto, dando de cara com a pequena mulher que barrava sua passagem para a porta, ela o surpreende com o movimento de agarrar a gola desajeitada da camisa e começar a arrumá-la com certa impaciência.
– você não tem jeito mesmo – ela dizia enquanto quase enforcava o moreno das madeixas verdes enquanto alinhava sua gravata.
– não precisa me enforcar, e pra quê tudo preto, hein? –
– preto é elegante e combina com a noite, seu brutamonte –
Resolveu não discutir outra vez, aquilo poderia acabar por tomar seu tempo. Logo que Osekkaina terminou de ajeitá-lo de uma forma decente, ele corre para a porta pegando a chave do carro em qualquer lugar.
– trate de não desapontá-lo desta vez hein – ela avisou-o antes de o ver saindo em disparada – e tome cuidado, garoto – ela falou sem ser escutada...
(...)
– Atenciosa ela, e de ótimo bom gosto... Só ela pra te fazer se vestir como gente – falou Sanji, fazendo um esforço para acreditar na história.
Porém aquilo era bem provável, o Roronoa realmente estava em trajes muito mais ajeitados hoje do que nunca, mesmo que eles ainda demonstrassem seu descaso, como o tênis e a calça nada-social. Aquilo já era um grande avanço para uma pessoa como ele.
– a verdade é que eu não sei o que faria sem aquela velha rabugenta – Zoro admite enquanto cortava mais uma fatia de carne da grande costela crua na mesa – acha que essa quantia está boa? –
– acho que é suficiente, se não o tempero não vai render de forma proporcional – ele dizia enquanto preparava alguma mistura para jogar na carne – até que você é bom nisso –
– cortar? É a minha especialidade –
– não destruiu nada até agora ... Já é um resultado – o loiro dizia como quem quisesse desaprovar tudo o que o espadachim fazia – agradeço a empregada por pelo menos ter te vestido adequadamente, mesmo que não tenha ninguém nesse restaurante agora –
– eu até senti sua falta pra ajeitar a gravata, mas não tinha como te chamar... –
O loiro cora de imediato, outrora ele havia pensado que conseguira o controle da coloração de seu rosto quando está perto do moreno, todavia fora lhe provado o contrário naquele exato momento, parecia que o maldito fazia aquilo apenas para provocar.
– continue contando a história de como conseguiu o feito de se atrasar mais de três horas – pediu.
(...)
Tudo parecia improvável demais, aquela era a versão da história escolhida pelo Roronoa para explicar seu atraso para o loiro, o que não garantia nada que o mesmo acreditaria ou não.
O que acontece que é que: enquanto dirigia o carro em uma velocidade um tanto acima da média aceitável por lei, o moreno de cabelos esverdeados nem sequer olhava para onde estava seguindo, apenas agia inconscientemente como se por magia o carro chegasse no Baratie seguindo para qualquer direção. Esse era o problema de Zoro quanto a localizar-se.
Concentrado no volante, ele desprende a atenção da estrada apenas quando é interrompido pela imagem de três amigos conhecidos atravessando a rua feito loucos, parando no meio da estrada apenas para chamar a atenção do motorista.
Estacionando o carro bruscamente enquanto tenta se recuperar do susto, ele abre o vidro automático ao seu lado lentamente enquanto o som da acústica calma do carro é invadida por uma voz conhecida.
– ZOOOOOOOOOROOOO-SAN – gritava Luffy como se estivesse morrendo no meio de um deserto e o espadachim estivesse com um pedaço enorme de carne em mãos.
– Luffy, pensei que estivesse na escola – ele fala, com uma veia pulsando em sua testa, fazendo de tudo para não se irritar ainda mais com o amigo
Franky e Chooper aparecem correndo atrás do menor enquanto Zoro tenta buscar alguma explicação plausível para eles terem o parado no meio da estrada tão repentinamente assim.
– eu estava sim, mas resolvi sair quando lembrei que os Yankees* iam enfrentar os Tigers* – típico de Luffy, trocando tudo por Baseball e comida.
– e Chooper? O que um aluno aplicado faz no meio desses crápulas – disse Zoro se referindo ao pequeno garoto que parecia assustado com toda aquela algazarra e aquele transito.
– eles... Obrigaram-me – falou Chooper – disseram que eu precisava sair e me divertir... Eu queria ficar estudando, mas... –
Zoro massageou as têmporas enquanto observava a farra de Franky com Luffy por estarem desvirtuando o caminho do pequeno garoto assustado.
– não te preocupa Doutor, o jogo vai ser SUUPER –
– e vai ter comida, MUITA COMIDA, estádios sempre têm comida –
O que parecia era que o pequeno nerd com fetiches estranhos para medicina, incomuns para sua idade estava sendo obrigado a participar de toda essa loucura.
Massageando as têmporas, Zoro cria coragem para indagar:
– e o que eu tenho a ver com isso tudo? –
– AÍ É QUE ESTÁ A QUESTÃO MEU CARO AMIGO COM CABEÇA DE ALGAS MARINHAS – anunciou Franky com seu modo nada discreto, parecendo não se importar nem um pouco em insultar o cabelo de alguém quando se está prestes a pedir algo – como você é um cara legal, maneiro, SUUUPER gente fina... – “lá vem” pensou Zoro ouvindo toda aquela ladainha – pensamos que tu poderias levar a gente no estádio, assistir o jogo com a gente... –
– quem sabe até comprar uns nuggets* e uns refris – acrescentou o moreno, pulando de alegria.
– Luffy, você lembrou melhor que eu hoje que tenho algo marcado com uma pessoa e não vou cancelar por causa de um jogo de baseball –
– aaaaaaaah, só leva a gente então... rapinho, cê nem vai se atrasar –
– eu JÁ ESTOU ATRASADO agora se me dá licença... –
Zoro é interrompido pela surpresa de ver os três entrando em seu carro sem autorização alguma.
– VISH É O GARP... FUDEU TUDO – gritou Luffy – ARRANCA ZORO, VAAAI ANTES QUE ELE ME VEJA – ordenou.
Zoro parecia não ter escolha a não ser correr dali na maior velocidade que podia, além de ser um estudante, estava claramente acima da velocidade, tudo para livrar um amigo de uma encrenca feia com seu avô.
Começara a cogitar a possibilidade de que Luffy havia lhe dado muito mais problemas do que soluções ultimamente.
– HEEEEHEHEEE o despistamos – comemorou junto a Franky – siga em frente e vire a esquerda naquele restaurante – ele indicou o lugar, ignorando o fato de Zoro estar completamente irado com a situação.
– eu não acredito que estou fazendo isso – disse Zoro para si mesmo enquanto ultrapassava todos os carros em uma avenida movimentada de segunda feira a noite – não quero nem perguntar o que você fez pra deixar o Garp irado daquele jeito –
– eu não sei porque o Dadan se irrita tanto comigo – disse ele enquanto saía dos bancos de trás e sentava no banco do carona, cutucando o nariz com um dedo e uma cara pensativa. Realmente, Luffy era inocente demais. Na certa havia explodido algo em alguma brincadeira a qual não via mal algum.
Saindo da avenida, virando a esquina com o tal restaurante usado como ponto de referencia para achar o caminho certo para o estádio. Olhando de relance para o letreiro do estabelecimento, sentiu uma pontada de dor no coração ao ler as letras reluzentes formando a palavra: Baratie.
Deixando o restaurante para trás, ele sente a culpa dentro de si como uma faca, porém não poderia de jeito nenhum aparecer lá com esses três idiotas.
Decidiu seguir até o Estádio de Baseball sendo guiado por Luffy e Franky (porque o mesmo já teria se perdido há muito tempo atrás se não fosse pelo senso de direção melhor dos outros amigos).
Estacionando o carro em meio a uma multidão de pessoas com uniformes dos times e bandeirinhas, Zoro percebe que todos descem do carro com o maior entusiasmo do mundo menos Luffy, que estranhamente o encara de uma forma fofa, quase chorosa.
– OBRIGADA ZOOROOO – ele diz enquanto sufoca o maior em um abraço repentino.
– não precisa tanto Luffy... — ele disse – tenho que ir.
Luffy largou do pescoço do maior e o fitou de modo inexpressivo de uma pequena distancia, e em um ímpeto, de modo mais imprevisível possível, o moreno crava os lábios na boca do maior, consumando um selinho forte e rápido, se separando logo em seguida.
– QUE PORRA FOI ESSA LUFFY? — indagou Zoro, assustado com o ato do menor.
– Torao me disse que é legal dar um beijo nas pessoas em agradecimento –
– você tem que parar de acreditar em tudo o que o Law te diz, seu babaca, agora desce do meu carro e QUE ISSO JAMAIS SE REPITA, OK? –
– pensei que você não tinha problemas em beijas homens já que o Sanji e... –
– CALA A BOCA E DESCE DA PORRA DESSE CARRO ANTES QUE EU... – ameaçou vendo Luffy descer dando uma de suas risadas.
Ficou fitando a farra dos amigos por alguns segundos, sem coragem de olhar no relógio e ver os ponteiros denunciarem seu atraso evidente.
Resolveu então engatar a marcha ré para sair dali, talvez ainda tivesse alguma chance de encontrar Sanji o esperando, até que para repentinamente ao escutar o baque da traseira do carro batendo em algo... Ou melhor: uma pessoa.
Sentindo mais raiva ainda, ele desce praguejando todos os tipos de nomes impublicáveis até ser surpreendido pela figura da pessoa atingida, a qual continuava de pé.
– MAS SERÁ QUE VOCÊ NÃO TAVA VENDO O CARRO SAINDO SEU MERD... Ah... Garp –
Alto, velho e de cabelos brancos, Monkey D Garp era conhecido não só na Thousand Sunny High School (aonde era diretor), mas em toda a cidade por ser um militar veterano, que mesmo aposentado, tinha seu status de respeito em praticamente todo o país.
– AHAÁÁÁÁ – ele gritou de modo nada discreto, não é a toa que era avô de Monkey D Luffy – ENTÃO foi o senhor Roronoa que trouxe meu neto para essa escória –
– não... O senhor não está entendendo – Zoro tentou explicar-se tentando manter a calma.
– DADAAAAAAAAAAAAN – gritou Luffy de longe – o senhor por aqui, veio ver o jogo também? Me paga uns doze espetinhos de carne? – pediu ele enquanto deixava todos ali confusos. “Mas ele não estava fugindo do Garp?”
– você senhor Roronoa, posso ver seus documentos que lhe autorizam a dirigir este carro? –
– aaah... É que... – fez-se de confuso.
– se queria levar meu neto para um jogo era só pedir para mim –
– mas é que eu não vou... –
– DADAAAN, CARNE – gritou Luffy outra vez.
– Vocês todos vão pra casa limpar aquilo tudo que fizeram... Isso não é atitude de um marinheiro digno, Luffy! – lhe aplicava uma bronca quando ouviu apenas o pneu do carro de Zoro friccionar-se com o chão causando um ruído e fumaça.
Sim... Zoro tinha dado o fora dali antes que levasse a culpa por mais alguma arte aprontada por seu amigo infame.
(...)
– Você fugiu do Garp? – conferiu Sanji – você não tem noção de nada mesmo, muito menos de perigo –
– se não tivesse fugido eu provavelmente não estaria aqui, ok? – falou ele enquanto cortava alguma salada específica enquanto Sanji preparava algum molho para a carne que estava no forno.
– você podia muito bem ter falado não quando eles pediram –
– não tinha jeito, e eu não deixaria um amigo na mão assim –
Sanji esquece às vezes, mas um ponto relevante sobre o Roronoa era sua fidelidade ínfima... Algo que o loiro admirava muito em uma pessoa para ter um relacionamento além de amizade – o pensamento lhe surpreendeu.
– e deixou ele te beijar? –
– ele foi mais rápido –
– O QUE? Mas você é um espadachim, um samurai! –
– e você ta com ciúme –
Sanji deixou sua raiva esvaecer tanto que acabou por atirar uma das facas da cozinha na direção do maior, o qual se desviou do golpe sem muita dificuldade.
– seu cretino, isso poderia ter me matado –
– esse era o objetivo, Baka-marimo –
– tudo isso por ciúmes? Foi só um beijo que não durou nem dois segundos, e o Luffy é tão inocente que nem sabe o que faz, acredita em todo mundo –
Sanji sente suas bochechas pegando fogo, não é a primeira vez em que perde o controle de seus atos quando está perto do moreno das madeixas verdes.
– eu li no jornal do Zeff que o jogo seria às 22 horas e trinta minutos –
– exato – confirmou.
– o que quer dizer que você não veio direto pra cá depois de sair de lá, considerando que o estádio é aqui pertinho –
– exato mais uma vez –
– o que quer dizer que você provavelmente tem mais uma história maluca pra me contar de como se atrasou tanto –
– exato pela terceira vez –
Sanji revira os olhos e se prepara para escutar o que está por vir.
(...)
Dirigia a toda velocidade para longe do estádio de Baseball, sem ao menos se tocar que estava indo na direção oposta do Baratie, estando prestes a perder-se outra vez, afinal, não tinha tempo para pensar nisso, estava fugindo do próprio diretor de sua escola
Seguia o caminho sem olhar para trás, apenas depois de um tempo que percebeu que havia saído de casa com o intuito de encontrar Sanji no restaurante de seu pai, deu a volta com o carro, porém de nada adiantou.
Senhoras e senhores: Zoro estava perdido mais uma vez.
E foi quando ele pensou que a situação não poderia ficar pior de jeito nenhum, foi lhe provado o contrário.
Estava ‘apertado’... Precisava de um banheiro com certa urgência, porém não sabia se via vantagem ou desvantagem em estar em um lugar ‘conhecido’
Estacionou em fronte a um bar no qual outrora trouxera um Sanji completamente babado e fora de controle após um porre tomado na festa na casa de Portgas D Ace. Logo se lembrou das coisas que viveu ali, inclusive da vergonha que passou ao ser flagrado praticamente aos beijos com o loiro ante a velhinha perigosa.
No geral aquele bar era um lugar calmo, porém talvez não hoje.
Estacionou, saiu e se dirigiu para o balcão.
– ei amigo, onde fica o banheiro? –
– fica... Ah, você é conhecido por aqui, não é? – disse o barman, reconhecendo o rosto do Roronoa.
– vim aqui uma vez apenas – ele falava querendo cortar o assunto de imediato, pois percebera os brutamontes no canto do bar lhe encarando uma expressão nada agradável.
Isso não seria problema se Zoro estivesse com suas katanas, porém ele não leva espadas para um encontro com um amigo colorido.
– o banheiro é na ultima porta a esquerda – indicou o barman.
Zoro andou por toda a decoração rústica do local, repleta de mesas redondas do mesmo estilo de madeira, com varias estantes repletas de bebidas de todos os tipos imagináveis.
Um lugar bonito, porém mal freqüentado.
Aliviou-se no banheiro, e ao sair, provou-se que a situação não poderia ficar pior, não pela ultima vez!
Três brutamontes cercaram a porta, olhavam fixamente para o Roronoa como se o mesmo tivesse cometido algum crime.
Eles eram tão sedentos por confusão que ansiavam por um motivo de implicância.
– qual é o problema? – indagou Zoro, confuso.
– problema? Problema não tem, ainda... Mas vai ter, chuchu –
– eu não fiz nada pra vocês, o que vocês querem? –
– um saco de pancadas talvez... – respondeu outro deles.
Zoro não é do tipo que se impressiona facilmente, não estava com medo, estava apenas com uma ansiedade infinita de ir embora dali, porém tudo seria mais fácil se estivesse na companhia de espadas. Tudo o que tinha eram seus punhos e nada, além disso, algo com que não contava muito.
Até mesmo ele era pequeno perto daqueles homens.
– vocês podiam tentar umas aulas de auto- controle –
– me diz por que, bonequinho – um deles se aproximava cada vez mais enquanto falava.
– têm várias coisas que eles fazem nesses cursos, desenhos para pintar, formas geométricas para encaixar... Dizem que aumenta a massa encefálica –
“se é que vocês têm uma” pensou.
– então ta dizendo que a gente precisa de terapia, é isso? –
– não falei nada disso –
– vamos te dar a terapia então – um deles passou um dedo no queixo do espadachim, o qual revidou o ato com um belo soco no nariz daquele membro da gangue.
“PUTA MERDA QUE FOI QUE EU FIZ” pensou não muito antes de sair correndo para fora dali.
– NÃO DEIXEM QUE ESSE OBSCENO ESCAPE – gritou a velhinha, aquela mesmo que ele e Sanji haviam tido o desprazer de conhecer naquele dia, naquele mesmo bar.
“CACETE! Essa velha manda nessa máfia”
Acabou por perceber outro bar do outro lado da rua, desta vez um mais fechado e discreto talvez destinado a pessoas mais jovens, quem sabe uma boate seria o termo mais exato.
Porém nada disso importava para o Roronoa no momento, apenas queria um lugar para fugir da meia dúzia de brutamontes que o perseguiam.
Entrou lá sem pensar duas vezes, correu até uma das mesas dos cantos mais remotos daquele lugar com uma iluminação roxa que cintilava e piscava a todo o momento, sentou-se e colocou uma espécie de cardápio em seu rosto.
– nossa você é tímido assim logo no primeiro encontro, Zozo? – falou uma voz ao seu lado.
Encarou a figura que estava sentada na mesa e provou-se outra vez que a situação não poderia mesmo ficar pior, não pela ultima vez!
– Bon Clay... – ele reconheceu
– Mr. 2 pra você! – ele insistia em usar aquele codinome desde os tempos em que dava aula de artes na Thousand Sunny High School.
– será que eu recebi uma carga extra de azar hoje? – falou ele pra ninguém em particular.
– fala mais alto... Explica-me o que ta fazendo num lugar desses –
– o que VOCÊ está fazendo aqui –
– aqui é o meu lugar de paz e zen, minha galerinha, minha turminha... E você, pelo jeito ta querendo entrar pra minha turma –
– O QUE? QUE PORRA... – Zoro apenas realizava-se agora que estava em uma boate GLS, não é a toa que Bon Clay estava ali.
– VISH, VIROU BICHA – ele gritou.
– NADA DISSO ... Eu estou me escondendo –
– de queeeeeeem? – ele pareceu interessado ao colocar as duas mãos sob a mesa e apoiar a cabeça nelas.
– de uns brutamontes aí que querem... HÃ –
Sua fala foi quebrada pela cena da própria gangue da velhinha conservadora adentrando o recinto. Zoro teve o pensamento de que a situação não poderia jamais ficar pior, não pela ultima vez!
– cacete... To fudido –
– tá o que ... ai que palavreado mais horrendo – Bon Clay pareceu indignado.
Os homens do bar espalharam-se pela porta de entrada, bloqueando a mesma, chamando a atenção de vários travestis e loucos freqüentadores daquele local.
Zoro acabara por perceber que a única saída daquele lugar estava bloqueada... A não ser que houvesse uma saída de emergência pelos fundos.
“Tem que haver uma saída de emergência, até mesmo o Okama Way precisa de saídas de emergência”
Começou a percorrer todo aquele local com o olhar atento, sempre com o cardápio cobrindo o rosto. Logo achou no chão uma peruca de cabelo comprido esverdeado meio ondulado, pensou duas vezes em vestir aquilo... Porém sua saída daquele lugar sem ser reconhecido dependia disso.
Era uma estratégia e tanto. Alguns podiam subestimar a massa encefálica deste espadachim, mas quando se trata de estratégias, Zoro era um dos melhores da classe.
“pelo menos é da cor do meu cabelo” pensou em uma tentativa de consolar a si mesmo.
Logo ficou evidente que aqueles brutamontes não estavam no recinto simplesmente em busca de diversão com homossexuais, mas sim atrás de alguém, e isso ficou claro quando eles começaram a se espalhar e rondar todo o perímetro, como policiais procurando um bandido.
Zoro tentava a todo custo desviar de todos os membros da gangue enquanto juntava fantasias no chão que ajudassem a esconder seu rosto. Procurava minuciosamente pela porta dos fundos, acabando por dar de cara com Bon Clay outra vez.
– mas você aqui de novo, que merd ... –
– se está procurando a saída de emergência, ela está lá – apontou para uma porta coberta pelos músculos de dois membros da gangue – além disso, a porta tem um defeito na fechadura, a única saída mesmo é pela frente. -
– se isso aqui pega fogo todos vocês morrem então, seus idiotas –
– QUERIDOO ISSO AQUI PEGA FOGOO TODA NOITE – Mr. 2 respondeu de modo exagerado atraindo a atenção de um dos membros da gangue.
– maldito, não grita desse jeito –
– olha o respeito com os professores, garoto! –
– você não é mais meu professor, não te devo respeito nenhum – replicou Zoro com o mau humor começando a fluir por conta própria.
– ai que rude! Mas só porque você ta uma bixinha linda com essa peruca e esse cachecol eu te ajudo a sair daqui – ele saiu saltitante em direção a mesa do centro onde ficava o open bar.
Zoro não sabia se se sentia feliz com a ajuda do ex-professor ou sentia-se mais desesperado ainda, estava relutante em saber que tipo de apoio ele daria.
Por trás do leque exuberante que cobria maior parte de seu rosto em uma tentativa de disfarce improvisada, ele observava o professor metido a bailarino com aqueles trajes exagerados destacando cisnes por todo o tecido, evidenciando mais ainda aquela maquiagem sobrecarregada, cochichando algo para quem parecia o rei dos travestis.
A musica poderia estar alta, porém parou sem mais nem menos e logo a atenção foi toda centrada no palco improvisado usado por Bon Clay: a própria bancada do Open Bar.
Ele parecia tão freguês e fiel do local que se sentia na liberdade de fazer estas extravagâncias.
– HELLOOOO LADIES... AND TONIGHT... GENTLEMAN* ... – anunciou em um microfone – siiiim, parece que hoje temos ilustres visitantes na boate diva do Ivankov-chan, garotas, façam eles se sentirem bem vindos –
Logo outra musica que fazia jus aos freqüentadores do recinto começara a tocar em grande intensidade, algo como I Will Survive*.
– estamos apenas atrás de um fugitivo, apenas nos mostrem e iremos embora – um deles falou, com o máximo de educação que conseguia.
– vocês não parecem da polícia – falou o tal do Ivankov, o qual parecia o rei dos travestis – e se quisessem procurar algo aqui dentro precisavam de um mandato de busca, honey – respondeu.
– não somos polícia agora MANDA ESSAS BICHAS TIRAREM A MÃO DO MEU TRASEIRO POR FAVOR –
– ai que brutalidade – comentou.
– PAREM ESSA MUSICA – o que parecia o chefe da máfia da velhinha conservadora ordenou, fazendo o DJ parar o que estava tocando – estamos apenas procurando um garoto, com cabelos verdes e ... –
O único que se movimentava cautelosamente no meio da multidão era algo como um Okama de cabelos verdes e ondulados, com um leque e um cachecol cobrindo seu rosto.
–... Alguém parecido com a bonequinha ali –
Zoro parou de imediato, nem sequer seu disfarce havia ajudado. A atenção de todos estava voltada para ele agora, o silêncio reinava tão intensamente pela sala que podia-se ouvir os carros passando na rua.
A situação realmente não podia ficar pior, não pela ultima vez!
– Se vocês gostam de garotas com o cabelo verde, as meninas todas vão usar perucas verdes hoje ... SOM NA CAIXA DJ – Bon Clay aunciou, fazendo I Will Survive voltar a tocar deixado todos quase surdos naquele lugar.
Logo quando um dos brutamontes seguia em direção a Zoro, ele é parado por um travesti lhe tocando de forma indecente.
– ela é feia, fica comigo, por você eu fico toda verdinha – ofereceu-se
O homem a empurrou em um ímpeto, e o travesti demonstrou a indignação de ser abandonado com um soco bem dado no nariz do brutamonte, o qual não hesitou em revidar o golpe.
O DJ percebeu a situação e logo colocou Motorhead para tocar, a musica parecia mais apropriada para a situação de uma briga de travestis e brutamontes.
Sem prévio aviso, alguns outros membros da gangue começaram a agredir todos os travestis naquele lugar, os quais revidavam o golpe por igual.
Era uma das cenas mais épicas já presenciadas por Zoro, que assistia tudo, congelado.
A boate tinha se convertido em um ringue de luta livre em instantes.
(...)
– então ... você foi a causa de uma guerra civil entre brutamontes e travestis? – perguntou Sanji, tentando acreditar naquilo.
Porém era imporvável demais.
– exatamente, se não duvidar eles estão brigando até agora – ele riu um pouco enquanto terminava de colocar pratos limpos na mesa.
– por que estou tento dificuldade em acreditar nisso tudo? – o loiro falou enquanto segurava um cigarro em seus lábios e fitava o maior de forma pensativa.
– não te culpo por não acreditar, só sei que se não fosse por aquele professor babaca eu não teria saído de lá, pelo menos não inteiro –
– essa velhinha que você citou ... ela parece ter uma raiva guardada de você – deduziu.
– e tem ... tudo por sua culpa –
– HÃ? Como assim? –
– quer mesmo saber o que você fez no caminho pra casa depois da festa do Ace? –
– não, obrigada ... – ele disse com uma expressão mais confusa ainda. Sentia certa culpa por ter envolvido Zoro em uma briga dessas – mas você saiu de lá, e inteiro, como conseguiu demorar ainda mais pra chegar aqui? –
– essa é a questão ... –
(...)
Ar puro sendo inspirado com pressa para dentro de seus pulmões, não havia sentimento de alívio melhor do que se livrar de uma briga daquelas.
Zoro havia conseguido sair de fininho do lugar, logo arrancou todos aqueles pertences (peruca, leque e cachecol) e jogou em qualquer lugar, tudo estaria bem ... se não fosse por seu carro.
Como uma pessoa pode ser tão descuidada a ponto de perder o próprio carro? O espadachim tinha certeza que havia o estacionado ali, porém ali ele não estava.
Sentiu uma enorme dor de cabeça invadir-lhe quando concluiu que a única explicação plausível para aquilo tudo era roubo.
Não sabia mais como chegaria no restaurante, já não tinha mais aquela chama de esperança viva dizendo que Sanji estaria ali lhe esperando.
Olhou de relance para o vidro de um carro preto estacionado ali perto, dentro dele havia alguem com um pedaço de comida na mão e ... dormindo?
Quem era o único capaz de dormir enquanto comia? Mas é claro!
O alívio foi tanto em saber que tinha alguem conhecido por perto que Portgas D. Ace fora acordado aos gritos pelo espadachim desesperado.
– ACE,, CARALHO ... NÃO SABE COMO EU TO FELIZ EM TE VER AQUI CARA –
– HÃ? Zoro? Que tá fazendo aqui? – o moreno perguntou, confuso, olhando para os lados, como se nem ele soubesse o que estava fazendo ali
– eu que te pergunto, o que tá fazendo aqui? –
– acho que fiquei de ir no jogo dos Tigers com o Luffy, mas acabei caindo no sono e sonhando que na rua tinha um travesti de cabelo verde arrancando a roupa –
Zoro teve vontade de se jogar de uma ponte neste momento, mas não era o momento propício.
– você tá perdido? – Ace perguntou.
– mais ou menos, é que ... –
Ouviu as risadas do moreno em resposta a sua definição de “mais ou menos’ quando avistou a velhinha sanguinária conversando com um policial, e o azar era tanto que o policial era o mesmo daquele dia, o qual Sanji e Zoro foram forçados a fugir pois estavam sem documentação apropriada*
Teve o pensamento de que a situação não poderia ficar pior, de jeito nenhum!
O policial avistou Zoro de longe, apontou um dedo para sua direção e gritou.
– EI, VOCÊ, ACABEI DE GUINCHAR SEU CARRO E ... –
Ele fora interrompido apenas pela velha tirando um walkie-talk da bolsa e chamando.
– ELE ESTÁ DO LADO DE FORA ... MATEM! – ordenou.
Aquilo fora o suficiente para o Roronoa entrar no carro de Ace sem autorização alguma.
– ei, quem te autorizou? – Ace perguntou, confuso.
– me leva pro Baratie agora, Ace –
– por que pro Baratie? Eu tenho comida aqui e... –
– ANTES QUE EU CONTE PRO GARP QUE FOI VOCÊ QUEM QUIS LEVAR O LUFFY NO JOGO –
Não foram preciso mais palavras para o moreno arrancar com o carro a toda velocidade em direção ao restaurante. Pela primeira vez no dia, Zoro sentia-se livre de uma encrenca.
Chegando em frente ao restaurante, Ace se pronuncia:
– viu? Ta fechado! Vai fazer o que agora? –
– vou ficar mesmo assim, obrigado pela carona –
– sem problema, desde que tu não abra a boca pro Garp – falou ele, rindo um pouco.
– acredite, acho que vou ter que evitar o Garp por pelo menos um ano –
Ace não entendeu, porém decidiu não discutir mais, deixou o moreno ali e partiu em direção ao estádio.
Agora havia apenas um problema a enfrentar, chamavas se Patty.
(...)
– bom, mas pelo menos nisso você me ajudou – disse Zoro enquanto servia-se de um pedaço daquele suculento pedaço de carne, recém saído do forno.
– tá dizendo que tudo pelo que você passou foi culpa minha? –
– tecnicamente, sim –
Sanji decidiu não discutir, sabia que tinha razão, mesmo assim, estava feliz por estar jantando com ele esta noite.
– Tem a ordem certa e a quantidade certa pra por os molhos, seu cretino – dizia ele tentando educar o pouco senso de gastronomia que Zoro tinha.
Talvez não fosse o jantar perfeito, porém Zoro estava feliz de estar na presença de um loiro normal, e não um irado (como achava que iria encontrá-lo). Provou mais uma vez da exelente comida daquele cozinheiro tão talentoso, ele poderia implicar, mas tinha razão, até mesmo a mistura dos molhos interfere no sabor. E aquela iguaria estava incomparável, tudo era tão bem misturado que era possível ver nuvens enquanto comia.
Ele tinha um futuro brilhante pela frente, talvez até longe do espadachim, o que lhe deixava um tanto triste – o sentimento lhe surpreendeu.
– ta bom pra diabo, não é? – ele conferia, querendo arrancar elogios para sua comida, mesmo sabendo que elogios por parte do espadachim eram praticamente impossíveis.
– não consigo dizer que não está – respondeu.
Aquilo era o máximo que conseguiria de elogios, entretanto, apenas a presença daquele baka-marimo o fazia feliz ali.
Tendo terminado de jantar, os dois fecharam o restaurante e saíram, caminhando pelas ruas vazias da madrugada.
– então seu carro foi apreendido? – perguntou.
– foi sim ... culpa sua mais uma vez.
Ao invés de irritar-se, o loiro sorriu sinceramente, o que surpreendeu o Roronoa, ele adorava aquele sorriso.
– a culpa foi sua de ter enchido a cara naquela festa maldita –
– a culpa foi sua por ter arrumado encrenca nessa mesma festa maldita –
– a culpa foi sua por ter aparecido lá em casa naquele dia ... -
Zoro pareceu hesitar ao ouvir o loiro tocar neste assunto, ficou em silêncio por alguns instantes até ser indagado novamente.
– por que hein? –
– por que o que? – fez-se de confuso.
– por que do nada resolveu aparecer lá em casa? A gente nem sequer se conhecia naquela escola e do nada... – Agora Sanji parecia mais confuso ainda com toda aquela reflexão.
– acho que eu vi em você algo diferente de todo mundo, me chamou atenção seu estilo de vida, esse jeito de não se importar ... o tempo todo estou rodeado de pessoas que se importam demais –
Mesmo nas mais simples conversas, Zoro conseguia surpreende-lo, sentiu certa falta de segurança em suas palavras por ele não estar olhando em seus olhos enquanto fala, porém sabia que aquilo tinha um fundo de verdade.
– E também porque diziam que você sabia tudo sobre as senhoritas, e eu queria provar da tal da Nico Robin, pensei que pudesse me dar umas dicas e... –
Sanji lhe bateu nas costas enquanto eles andavam em direção a suas casas, mas sem conseguir segurar o riso.
– não trate Robin-cwhan desse jeito, seu brutamonte –
– você me chama de brutamonte porque nunca viu os caras que estavam me perseguindo por sua causa –
Conversa vai, conversa vem... A noite parecia auspiciosa para jogar conversa fora com alguém como Zoro, e assim eles seguiram, até chegar em fronte a casa numero 78 do fim da rua que fazia esquina com a rua que o cozinheiro morava.
– bem... Aqui estamos – falou. Ele não queria deixar sua companhia agora, mais uma vez o sentimento lhe surpreendeu.
– eu gostei, sério mesmo... Por mais que tenha passado de tudo e mais um pouco pra chegar no restaurante, eu gostei desse “encontro” –
– por incrível que pareça eu gostei também, até acho que o restaurante fica mais bonito quando fica vazio –
– vai pra sua casa agora? – Zoro perguntou pela completa falta de assunto no fim da noite, ou talvez cuidado para não tocar em assuntos que o fizessem ficar com as bochechas vermelhas.
– é o único lugar que tenho para ir ... você poderia me convidar para um chá, se ao menos soubesse fazer chá –
O moreno das madeixas verdes riu do comentário realista do menor.
– não tenho como discordar – admitiu – e acho que não estou no direito de te obrigar a tomar um chá depois das coisas que já fez por mim –
Uma tristeza lhe invadiu por completo, lhe surpreendendo ainda mais. Desde que este homem aparecera em sua vida, Sanji não tinha certeza de mais nada, ele havia mudado quase todos os seus conceitos, e lhe provado que o amor é a coisa mais imprevisível do mundo.
A única coisa que era certa dentro de si, era que ele não queria ir pra casa agora, de jeito nenhum.
– então ... acho que é boa noite – Sanji disse, fazendo de tudo para conformar-se, não querendo admitir para si mesmo sua passividade de não conseguir demonstrar o que sentia.
– boa noite – Zoro pareceu sentir o mesmo, dava pra ver em seus olhos que ele tinha vontade de falar mais alguma coisa.
Ambos seguiram então em direções opostas para suas respectivas casas, ambos com certa raiva dentro de si de não conseguir alguma ação ou reação.
Será que era apenas aquilo? Será que o que sentiam um pelo outro eram apenas coisas induzidas por frutinhas estranhas ou álcool?
Sanji realmente não sabia, tinha certeza que não era apenas aquilo, porém limitou-se a fitar as estrelas e conter a vontade de voltar para lá, correndo.
O destino pareceu ouvir-lhe ... tendo pensado isso, ouviu seu celular dar o bipe de mensagem recebida.
Não deu muita importância até ver quem era o remetente.
“ Socorro, estou morrendo ... me ajuda “
RORONOA, Zoro
Não pensou duas vezes em correr de volta para a casa do espadachim, não sabia se sentia-se feliz ou preocupado naquele momento.
Não dera nem sequer tempo de distinguir pensamentos ao entrar e ser empurrado em uma parede e ser surpreendido por um dos melhores beijos que já havia recebido.
A noite estava apenas começando ...
Notas finais
Quanto ao nome da tiazinha: recebi várias sugestões, VÁRIAS MESMO, umas legais, outras geniais, outras exageradas e outras INCACREDITÁVEIS
Valentina, Cristina, Zoraide, CREUSAODETE (risos), Sandy, Alice (amei esse *-*) Maria Glória, Edileuza, Jeniffer, MARIA CONSUELA DA SILVA PEREIRA DE JESUS (HAHAHA) Meiko (outra que eu amei *-*) Suzane, Sofia, Marie, Julie ... entre alguns outros.
Mas decidi escolher o nome que minha querida Gelato San sugeriu, não apenas porque ela deixou uma recomendação linda nessa fanfic (AI QUE EXEMPLO DE LEITORA *-*), mas também porque "Osekkaina" significa 'intrometida' em japonês, e eu achei isso HILÁRIO, foi o mais criativo.
Todos estes nomes que me sugeriram fizeram-me rir por demais, quero apenas agradecer a todos que colaboraram com a 'democracia' (risos) eu tenho os melhores leitores do mundo mesmo :3
AAAH ...
Ja podem gritar aleluia amém para Jashin, Odin, Zeus, Kratos, Morgan Freeman ou sei lá porque pela primeira vez eu tive saco pra fazer um glossário em um capítulo, afinal, eu gosto de trabalhar em detalhes pequenos (acho que vocês perceberam isso xD)
1 * - OseChii-chan: Tipo de apelido comum na lingua japonesa, criado e adicionando-se uma sílaba ao nome da pessoa e, às vezes, dobrando a consoante. Chi shan e pe são sílabas comuns para criar esse tipo de apelido.
2* - Chooper acabou dando o ar de sua graça, sim. Meus planos iniciais não incluiam ele, mas acabou fluindo, eu gosto de deixar as coisas fluirem. Vocês ja devem ter visto alguma fantart de como o Chooper seria na forma humana, mas se não viram, eis uma delas aqui: http://th00.deviantart.net/fs70/PRE/i/2012/085/6/d/chopper__full_human_form_by_crispygray-d4u02i7.jpg
3 * - Yankees e Tigers: dois dos maiores e mais influentes times de Baseball dos Estados Unidos, lá o Baseball é como o futebol para os brasileiros: tudo é motivo pra parar a vida para assistir um jogo.
4* - nuggets: nosso famoso Chikinitos ou "empanado" ... carne de frango em pedaços pequenos à milanesa, extremamente gordurosos porém eu como uma caixa inteira quando estou sozinha (Sou meio Luffy)
5 * - HELLOOOO LADIES AND TONIGHT ... GENTLEMAN: do inglês: "OLÁ, DAMAS,E ESTA NOITE: CAVALHEIROS"
6 * - I Will survive: Musica típica de travestis (risos) eu acho bem sexy uma versão da banda CAKE para essa musica, seria maneiro vocês darem uma escutada http://www.youtube.com/watch?v=7KJjVMqNIgA
E mais uma vez espero que tenham gostado, eu juro que tento escrever notas curtas, mas acabam ficando outro mini capítulo... Desculpem-me mesmo, isso deve ser um saco :x
ATÉ O PRÓXIMO PIMPOLHOS DA TIA FII, BEIJÓCAS NA TESTA DE VOCÊS :*
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