Impossible
7 7º - Contato.
Notas iniciais
*Nívea aparece no canto da tela, sorrindo, e de braços dados a Apolo em um terno, segurando dois envelopes e também sorrindo*
- Hi, party people - fala Nívea no microfone. - Pois é, estamos aqui mais uma vez, loucos e alucinados para nossas fickdorgas diárias, mas dessa vez vim acompanhada... Muuuuito bem acompanhada, diga-se de passagem. Obrigada por vir, Apolo.
Ele dá de ombros, sorrindo calmamente.
- Sempre um prazer, Nívea.
- Ok, não vamos conversar muito se não você vai ter meu coração. Se divirta conversando, querido.
Apolo ri enquanto recebe em mãos o microfone de Nívea que fica ao lado dele.
- Primeiramente, obrigada, Nívea, pela oportunidade disso. Eu nunca tinha entrado nas "Palavras Iniciais" e é meio estranho estar aqui, mas ok, a gente vai aceitando né? *risos* Então, senhoras, senhores, vim aqui com muito prazer entregar esse capítulo a duas pessoas que me fizeram mais famoso... Brincadeira, duas pessoas que me permitiram mostrar ainda mais a minha história com a Artie, então, aqui estão... Poderia segurar o microfone pra mim rapidinho, Nívea?
Nívea segurando o microfone de forma que ele pudesse abrir os envelopes e falar ao mesmo tempo:
- Esse capítulo vai para... MarieChérie e MaryMalfoyWeasley... Muitíssimo obrigada por isso, meninas, por me darem essa chance. Venham aqui buscar seus capítulos e me darem a chance de abraçarem vocês.
*Marie e Mary sobem ao palco. Apolo entrega os envelopes a elas e as abraça apertadamente*
Nívea sorri para elas e diz:
- Assim como Apolo que não perde a chance de ficar abraçando os outros, eu realmente agradeço, do fundo do meu coração, pelas recomendações, pelas palavras e por estarem aqui. Sem vocês, eu e Apolito não seriamos nada, não é, Apolo?
Apolo aperta os ombros das duas, assentindo.
- Sim, Nívea, seriamos nada. Por isso, esse capitulo é todo de vocês.
Nívea diz:
- Uma vez mais, obrigada. Agora, com vocês, "Contato", acomodem-se em suas cadeiras Vips, curtam o champanhe e se divirtam.
Apolo, Nívea, Mary e Marie saem do palco.
[As luzes se apagam e tudo começa]
7º — Contato.
- Aqui está um pouco frio. Até que queria ficar aqui, mas não está agradável. Vem, vamos para outro lugar.
Artemis não disse nada, apenas o seguiu pelos cômodos, evitando assistir o modo como o corpo dele se movia só naquela sunga.
Acabaram no que parecia ser a sala de jogo. Sinuca. Uma grande mesa de pôquer. Videogames. Um bar. Entre outras coisas.
Ela se sentou perto dele, mas longe o suficiente para não tocá-lo e não ligou para quando ele começou a mexer em seu cabelo ao mesmo tempo em que trocava os canais atrás de algo legal.
- Quer assistir alguma coisa?
- Não... – murmurou. – Pode escolher.
- Gosta de Godzilla?
Um sorriso pequeno apareceu no seu rosto feminino.
- Gosto.
- Meio velho, mas é meu filme favorito. Sempre me faz rir. Ainda não sei porque colocaram ele como de terror – Apolo sorriu, com a toalha envolta do pescoço – É tão tosco.
Isso, Artemis não podia negar, mas nada falou.
Depois de um tempo, acabaram por realmente assistirem o filme e ela entendeu qual a graça que ele encontrava. Trágicos aqueles efeitos especiais.
Mas, tudo de se perdeu, ao perceber que Apolo não olhava mais para tela e sim para seu rosto. Faltava coragem para encará-lo.
Até que ele chamou seu nome.
Relutantemente, levou seu olhar aos azuis dele.
Ele parecia curioso.
- Artie, você é anoréxica ou tem bulimia?
E ela podia perceber de onde ele tinha tirado aquela ideia. Provavelmente estava perguntando porque ela não usava um daqueles métodos para emagrecer sutilmente.
- Não... – sussurrou. – Não tenho.
- Então, por que você não come?
Ela pesou a resposta.
- Porque eu não gosto de comer.
Ele ficou calado por um tempo. O Godzilla destruía a cidade. Sua voz era baixa quando voltou a falar:
- Quem fez isso com você?
Artemis realmente engoliu a seco, pois sabia que logo choraria por simplesmente estar indo por esse caminho. Suas mãos apertaram com mais força o moletom e tudo que ela pode fazer foi negar com a cabeça.
Não tinha coragem de falar sobre aquilo.
Não mesmo.
Ainda que quisesse dividir aquilo com ele. Só... Não conseguia.
Apolo delicadamente afagou seu cabelo.
- Está tudo bem, Artie, não precisamos falar sobre isso se você não quer, ok? – ela assentiu.
Ele voltou para seu filme, como se nada tivesse acontecido.
Milhares de imagem explodiam a frente dos olhos de Artemis, nenhuma tinha a ver com aquele reptil gigante acabando com tudo. Foi quando, sentindo-se culpada por não conseguir falar aquilo pra ele, Artemis teve outra ideia. Não queria que eles brigassem. Ou ficassem chateados.
Nunca.
- Apolo?
- Sim, Artie?
Engoliu a seco.
- Você ainda quer tocar minha mão?
Ele olhou para sua pessoa como se tivesse dito que a Torre Eiffel ficasse na África. E sentiu uma idiota por perguntar aquilo.
- Você... Você... Vai deixar que eu toque a sua mão?
Ela assentiu, incerta.
- Se você quiser.
Então, ele havia virado completamente na sua direção. O rosto bem de frente ao seu, os olhos azuis ansiosos e curiosos. Artemis sorriu um pouquinho com a expressão de garoto dele. Um garoto lindo e muito bem estruturado, mas um garoto.
- Quero. Mas... – os olhos dele escureceram, ficando mais velho. -... Não quero que se force a aguentar, ouviu? Se qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, acontecer, você puxa a mão e olha nos meus olhos. Sem fugir. Eu não vou te machucar.
- Sei que não vai... – e, respirando fundo uma vez, Artemis estendeu a mão na direção dele. A luz tinha sido desligada para que pudessem assistir o filme, então, tudo o que Artemis conseguia enxergar no rosto dele era através da luz do televisor. E mesmo assim ele nunca pareceu menos bonito. – Espera.
Apolo parou no lugar que estava, com a mão também a meio caminho da dela. Parecia preocupado. Artemis respirou fundo mais vezes antes de dar o sinal de que podia continuar.
- Só pedir para que eu pare, Artie, e eu vou parar.
Ela assentiu e esperou pelo contato, fitando como a mão dele era muito maior do que a sua.
Muito delicadamente, Apolo segurou a ponta de seus dedos. Quis puxá-los, mas se esforçou para deixá-lo prosseguir. Ainda segurando-a, ele levou uma com os dedos o moletom até o pulso, tomando cuidado para não tocá-la.
E, então, girou sua palma para cima.
Artemis era extremamente branca em comparação com a dele. Algo como leito coalhado e a dele de mais puro malte, linda.
- Você é tão... Pequena. Vou tocar o centro, tudo bem?
Ela assentiu. O pânico já tinha aberto sua válvula e subia loucamente por todo o seu corpo, desejando como nunca chegar até aquele ponto quente em que ele segurava suas unhas.
Como se ela fosse quebradiça, Apolo vagarosamente pousou o polegar, esse que começou a fazer círculos lentos em sua palma. E, estranhamente, aquilo pareceu... Bom.
Estranhamente bom.
- Suas unhas são cortadas, não ruídas. Por que tão curtas?
Ela forçou o bolo de sua garganta.
- Porque se eu ficar com as unhas grandes – sussurrou – Eu me corto quando fecho a mão.
Ele pareceu perplexo com sua resposta, mas não disse nada, interessado em deslizar suavemente sua mão pela dela. Era quente, pesada e forte. Seus dedos separando os seus, deslizando por entre eles ou simplesmente fazendo leves pressões.
Uma mão extremamente masculina.
Masculina.
Uma lembrança.
“- Segura certo, sua burra, nem isso sabe fazer? – e ele pegava sua mão com força, fechava a dele sobre a sua. Então ele mexia o quadril e ela sentia o calor úmido e a pressão de seu penis contra sua palma. Fechava os olhos, chorando. – Assim, sua puta, assim”.
Artemis abriu os olhos desmedidamente, segurou a mão dele com força e, ignorando os apelos de Apolo para saber o que foi, ela o guiou até o banheiro. Assim que esteve lá, ligou a luz, puxou a mão dele para a pia, entregou o sabonete e forçou a mão dele sob a água quente enquanto forçava ao tablete a fazer espuma.
- Artemis... Artemis... – escutava-o chamá-la delicadamente, mas precisa limpar a mão dele. Ele havia a tocado, ele poderia ficar sujo. Sujo para sempre só de tocá-la. Precisava limpá-lo o mais rápido que podia. Era sua culpa. Havia deixado. Havia permitido e agora ele estava sujo. Sujo com sua imundice. – ARTEMIS.
Ela virou a cabeça para ele ante aquele grito, de olhos marejados e arregalados. Os olhos azuis dele estavam preocupados, desmedidamente preocupados enquanto ele erguia a mão para a dela.
- Artie, shh, calma, est...
- Lava.
Ele franziu o cenho.
- Lavar o que?
- Sua mão. Lava. – quando ele não falou nada, ela o soltou e deu um passo para trás. – Por favor, Apolo, por favor, lava sua mão. Lava...
- Mas não precisa, Artie, ela não está suja.
- Só lava, por favor.
Vendo que ele não tinha saída, que ela estava em pânico encarando a sua mão, Apolo lavou com movimentos lentos os dedos com o sabonete, permitindo-a ver o que ele fazia. Em seguida, secou-a e mostrou a ela.
- Pronto, está limpa, Artie. – ela assentiu para suas palavras.
Ela era minúscula, principalmente quando estava encolhida daquela forma, como se pudesse se esconder sob a própria pele. E Apolo não pode deixar de ficar triste com aquilo.
O que fizeram com você, Artie? Ele se perguntou enquanto dava um passo a frente e mexia delicadamente nos lindos cabelos vermelhos dela.
– Está tudo bem agora, Artie, estou limpo. Calma. – todo o corpo dela tremia e o que ele mais queria era abraçá-la, mas sabia que não poderia. Quando ela se acalmou o suficiente, a respiração mais relaxada e não se apertando tanto, Apolo suspirou. – Algum dia você vai me contar o porquê de querer tanto lavar a minha mão. — Ela assentiu. – Hoje? – ela negou. – Tudo bem...
- APOLO. ARTEMIS. CADE VOCES?
A voz de Afrodite atravessou todo o clima tenso. E Artemis olhou-o preocupada.
Ela tem tanto medo assim dos meus amigos? Tratou de acalmá-la.
- Afrodite queria vir te ver, ela é meio insistente e podemos dizer que consegue tudo o que quer. Vou lá falar com ela e se você quiser pode ir ficar com a gente, tudo bem?
Como se ainda processasse o que ele havia dito, Artemis assentiu, tensa e ele ia dando as costas pra ela, pra ir para a sala de jogos, dando espaço, quando a pequena mão da ruiva segurou seu antebraço.
Encarou os olhos verdes e assustados.
- Eu não gosto de comer porque já envenenaram minha comida. – ela engoliu a seco. – Quando eu era menor, envenenaram varias vezes e eu descobri que o único jeito pra que eu não morresse fosse comer poucas quantidades. Eu sabia que ia passar mal depois, mas eu não morreria... – soltou seu braço e desviou o olhar, nervosa enquanto remexia nas mangas do novo moletom. -... Por isso que... Que não gosto de... Você sabe... De comer.
Aquilo o chocou.
Mais do que a pressa dela em lavar sua mão, mais do que ela fugindo ou de qualquer coisa parecida. Tinham... Tentado envenená-la. Matá-la quando era só uma garota.
Puta que pariu.
- Isso explica tudo – sussurrou baixinho, mais para si mesmo. Por que ela nunca terminava a refeição, porque estava tão magra e tudo mais. A única vez que ela realmente comera fora quando ela fizera aquela lasanha. Apolo olhou para aquela garota com a cabeça abaixada e nervosa e se perguntou o que mais ela havia sofrido. E o que mais de errado tinha que dar um jeito. Com cuidado, afagou o cabelo dela. – Vamos dar um jeito, ok? Vou te mostrar que nada aqui está envenenado ou qualquer coisa assim, Artie. Agora, eu só vou lá atrás de Afrodite antes que ela mate alguma das minhas empregadas, tudo bem?
Com um ultimo assentimento, ele a deixou dentro do banheiro e caminhou atrás de Afrodite.
Ela estava louca, mexendo suas pulseiras douradas e falando de uma forma baixa com a empregada.
Era pior do que ela gritando.
- Dite, deixa Dora em paz, ela não sabia onde eu tava. – e olhou para a Dora. – Pode ir, Dora, mas traz pra gente suco de morango e aqueles seus biscoitos maravilhosos?
Dora sorriu um pouco para ele.
- Trago sim, senhor.
- Ok, obrigada. – e puxou Afrodite pelo cotovelo até o canto da sala de jogos. Parou com ela a sua frente, pasma e curiosa, procurando Artemis com os olhos. – Dite, você trouxe comida?
Ela sorriu o sorriso de anjo dela.
- Trouxe. Japonesa. Estava com preguiça de pegar um italiano e ia demorar muito até o chofer pegar no restaurante que eu gosto.
- Ok, coloca tudo sobre a mesa, bem espaçado. Acho que Artemis vai comer com a gente.
- Vai me contar o que aconteceu?
- Não agora, não dá. Vamos.
[........................................................................]
Próximo capítulo:
(...)
Afrodite e Apolo caíram na gargalhada. Artemis deu um sorrisinho de canto, ainda no mesmo lugar que Apolo a deixara.
Atena e Poseidon pareceram ofendidos por todos mundo estar rindo deles.
Mas, foi ai que tudo mudou.
E Apolo foi o primeiro a perceber.
Em um só movimento, ele tampou com seus dez centímetros a mais a visão de Poseidon, entretanto, já era tarde demais.
- O que ELA está fazendo aqui? – o tom de Poseidon não poderia ter sido mais agressivo e cruel.
(...)
Notas finais
Ai, ai, Apolo, você é tão lindo *-* Tchadam, Artie contando seus segredos HAHA Adoro ela *-*
Ah, gente, eu sei que ficou meio fraquinho o Próximo Capitulo, mas prometo que o capitulo 8 vai ser bom, eu ri muito escrevendo ele KKK Me amarro na Atena e no Poseidon *-*
*Ouvindo Somewhere Over the Rainbow*
Tudo está tão lindo, a vida, os recaditos *-* Vou morrer de felicidade, será que isso é possível? .-. Seria bizarro, mas pelo menos vou ser estudo médico UAHSAUHASU Ok, zoa, eu não perderia a chance de responder mais recaditos NUNCA ^^ Ai, ai, como amo fazer isso *o*
Anyway, venho uma vez mais agradecer pelas recomendações Marie e Mary, do fundo do meu coração, obrigada e Apolo diz o mesmo a vocês *---*
Beijinhos com gostinho de cupcake,
Nívea ;*
P.s.: Pra encerrar com chave de ouro, o rima beeem mais bonita do que todas que já fiz... SIMBORA NO RECADITO, SIMBORA NA RECOMENDAÇÃO E GANHA UM CAPITULOZÃO *-* Não, melhor deixa a rima pra Mary msm KKK''.... Só que essa não é minha, é da Mary (MaryMalfoyWeasley) *-* Vai nessa, Mary:
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Com minhas palavras agradecerei
Um obrigado desde já
E um "até logo" irei lhe dar
Cara, depois dessa, fala se não merece deixar o recadito? É ai embaixo ↓ facim, facim, mais do que cookies ;) Mas se quiser deixar recomendações tbm :D ~le diretooona
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