Impossible
3 3º - Madrugada
Notas iniciais
E obrigada pelos recados, sempre um prazer respondê-los ^^
Então, puxem suas cobertas, afofem seus travesseiros e não durmam xD
Boa leitura.
3º — Madrugada.
Artemis não soube que horas eram quando acordou em um quarto estranho. Não conseguia ver nada, pois já havia escurecido lá fora e o pânico a tomou.
Sem pensar, levantou-se da cama, abriu a porta que alguém havia fechado (trazendo mais pânico a ela) e desceu correndo toda a escadaria.
Não havia um som se quer.
Era um silencio mortal.
Parecia que estava mais uma vez naquele sonho que geralmente tinha onde corria por uma casa enorme, sem achar portas ou janelas abertas, somente seus pés soando nas paredes e a risada dele avisando que estava atrás dela.
Ia virar a esquina quando bateu de frente com uma parede de músculos.
Por um minuto temeu que o cara tivesse conseguido, que veria aqueles olhos negros, a barba pra fazer e o terno com cheiro de tabaco, ia gritar, só que não conseguia achar sua voz e no outras duas mãos seguravam seus braços.
O contato queimou, arrepiando em puro horror e medo dentro de seu corpo, fazendo-a tremer.
- Apolo, o que você está fazendo?
Então a realidade voltou com aquela voz doce e diferente.
Não eram olhos negros que a fitavam e sim azuis, inelegíveis. Um rosto sem barba e bronzeado. E um corpo que não vestia nada mais do que uma sunga.
Ele encarava seus olhos, procurando saber o que fazia.
Uma garota de incríveis cabelos loiros, pele bronzeada e olhos azuis também, em par perfeito com ele, apareceu. Estava somente com o que parecia ser a parte de baixo de um biquíni, nem ligando para sua pele e seios expostos enquanto tocava as costas de Apolo.
A ficha do que acontecia caiu.
Apolo estava indo transar com aquela garota pelo que podia notar do corpo dele e do dela.
E ela havia acabado de atrapalhar.
Se já não era ruim o suficiente ele ter visto vomitando, agora se metia na vida dele.
Então, notou as mãos dele segurando seus braços para não cair e o pânico a dominou. Puxando com força, saiu de perto de Apolo, trazendo o capuz à frente e correu para o lado direito, para a cozinha.
Podia ouvir a garota perguntar:
- Quem era?
- Um primo meu que veio da Itália.
- Hum... Estranho, ele parecia uma menina.
- Nada demais. – e Artemis parou para ver Apolo empurrar a garota contra a parede direita e beijá-la. Seu corpo não queria mais se mexer, queria assistir. Ele prendia os dedos nos fios lisos dela, a outra mão apertando o seio provavelmente siliconado da loira e se insinuava entre as pernas dela. Então, descendo os lábios pelo pescoço esguio da menina, Apolo do nada abriu os olhos e Artemis tremeu ao encontrá-los. Estavam em fogo. Um fogo azul que ela nunca tinha visto. Ele sussurrou. – E você quer chamar meu primo a se juntar com a gente?
Os olhos de Artemis se abriram ao ver como ele subia a mão para as costas femininas, apertando-a e ainda fitando seus olhos verdes. Em seguida, ele a mordia delicadamente, sem perder o fio de conexão.
- Não – sussurrou a garota, suspirando. – Só eu e você.
- Como quiser, querida.
Apolo deu uma piscadela para Artemis antes de puxar as pernas da garota envolta de seu quadril e sumir com ela pela escadaria.
Artemis não soube quanto tempo ficou ali, digerindo o que acabara de presenciar. Apolo era sem duvida um Don Juan de carteirinha.
E agora seu irmão.
Então, juntando um mais um, ela percebeu que teria de se acostumar a ver aquilo.
Tentando esquecer aquilo e ataque de pânico que invadia seu coração ao se dar conta do quão “comedor” Apolo era, só com a ideia de ele ir pelo lado cruel, de ser abus...
Não, parou de pensar nisso. E mudando o rumo de seus pensamentos, entrou na cozinha.
Pouco precisou procurar, pois tudo era muito fácil de encontrar.
Em instantes, tinha uma maça cortada em pequenos pedaços a sua frente e dois biscoitos além de um copo de chá inglês em uma caneca. Precisava somente comer aquilo ali.
Você não vai engordar, pensou firmemente enquanto mordia um pedaço do biscoito de sal. Sua primeira mordida foi penosa, mas logo que engoliu e avaliou, viu que talvez não fosse ser tão ruim assim.
Uns quinze minutos depois, terminava de comer sua maça, mastigando calmamente ao mesmo tempo em que assistia a competição mundial de arco e flecha. Seu arqueiro favorito estava lá e entre os melhores, sem duvida chegaria ao menos até terceira posição.
Engolia o pedaço no momento em que Apolo atravessou na sua frente, passou pela bancada que estava sentada e abriu a geladeira. Foi somente sob a luz amarelada que viu o que ele vestia, vendo-o se curvar.
Estava seminu, ainda com a pele dourada úmida assim como os cabelos que caiam para frente e somente com uma toalha envolta do quadril. Seus músculos atléticos e bem definidos se contraíram logo que ele levantou a cabeça para encarar seu rosto.
Precisou de um segundo e então olhava para as suas mãos, essas que tentava esconder dentro do moletom. Escutou o som de água, do copo batendo e em seguida viu-o ficar parado bem ali, na frente da geladeira de duas portas.
- Nada mal. Acho que se o Patrick continuar assim, ele talvez fique com a de bronze. Só seria inadmissível ele sair sem ganhar nenhuma medalha.
Surpresa por ele conhecer tão bem sobre aquilo, Artemis apenas assentiu, colocando mais um pedaço de maça na boca. Apolo, sem avisar, roubou um do seu ao passar na sua frente de novo.
- Já volto.
Como ele bem disse, cinco minutos depois, ele reapareceu, dessa vez vestido com uma bermuda caqui e camisa social esverdeada. Tomou o local ao seu lado, mas sem tocar sua pessoa, e continuou a comer da sua maça com sua pessoa, calados.
E aquela parceria a assustou.
Ele não parecia nem mesmo envergonhado por ter ela tê-lo visto com outra garota. Nem deveria, era a casa dele mesmo.
Ela era impostora.
- Tudo bem?
Soltou um “uhum” para suas unhas ruídas.
- Você sabia que hoje é noite de terça. — Terça? Encarou-o surpresa só para esconder o rosto com os cabelos vermelhos outra vez. – Pois é, terça. Eu achei realmente incrível seu dom. Como você conseguiu dormir mais de vinte e quatro horas? — Ela deu de ombros. – Devia ir pro guiness. Sua mãe falou que não era pra te acordar hoje de manha, então você faltou varias aulas e deixou aquela sua amiga Atena doida. Acho que deve ligar para ela depois.
- Por que você se importa? – seu tom era acido, apesar de baixo.
Apolo deu de ombros, comendo calmamente.
- Eu não me importo, tanto faz o que você faz ou deixa de fazer. Mas eu sei diferenciar do que é justo para o que é ridículo. Simples.
Artemis engoliu a seco aquela resposta realmente indiferente, como se falassem do clima.
- Desculpa.
- Ahã, pelo que?
Suas bochechas estavam extremamente quentes. Mexeu com ainda mais ansiedade no moletom, com medo de gaguejar.
- Por ver... Aquilo – apontou para a porta. – Eu não queria... E-e-eu...
- Relaxe, tá tranquilo. Só não conta pro meu pai.
E não esperava que ele fosse ser tão amável com sua pessoa. Assentiu, escondendo a mão outra vez. Dessa, Apolo percebeu e ficou encarando-a. Só deixando Artemis mais nervosa.
- Por que você encolhe suas mãos assim, parecendo esquimó? É pra ninguém tocar nelas?
Rigidamente, ela assentiu, se encolhendo.
Milhares de imagens passaram em sua mente.
Seu estomago se revirou.
Mas Apolo a trouxe a volta perguntando.
- Sabe jogar tênis? Eu to realmente entediado.
Ela estava era pasma. Ele ainda queria gastar mais energia? Forçou-se a dizer:
- Mas... E a garota?
- Aquela? Já foi embora, o namorado dela tava chegando em casa e também eu não queria mais. – deu de ombros – Nem me lembro do nome dela, engraçado. Ao menos ela era boa na cama. Valeu a pena.
- Hum... Legal.
Apolo olhou para sua pessoa, perplexo, e caiu na gargalhada. Ele riu, realmente riu, de algo que Artemis nem podia se perguntar do que era. Talvez seja de mim, pensou se encolhendo. Era normal rirem dela, por que não ele?
- Artemis, você é hilária.
- Hã?
- Nenhuma garota disse “legal” pra mim depois de eu contar sobre outra garota. Na verdade, eu acho que nunca falei com ninguém sobre isso. Sabe, acho que a gente pode se dar bem. – ele sorriu para sua pessoa, como um irmão mais velho. Não o sorriso malicioso ou o cruel, mas um normal. Ela escondeu o rosto quente. – Eu não fecho as portas nem te toco e você não me entrega pro meu pai. Que tal? — Artemis assentiu. – Viu? Fácil... Vem, vamos ali jogar tênis.
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Próximo Capítulo:
[...]
- Pessoas como você... – sussurrou ela, encarando a água. – Sempre tem vida de novela mexicana.
Apolo riu ao seu lado.
- Verdade, mas, hey...
- Sim?
- É a nossa vida, você agora é uma Solace. Aquele casamento foi trágico, demorou tanto que eu morri.
Um pequenino sorriso apareceu na boca pálida de Artemis.
- Foi.
Um longo silencio.
- Artemis?
- Hum?
- Posso te perguntar algo?
Suas costas ficaram tensas.
- Depende, Apolo.
- Posso parecer agressivo, mas por que você fica se escondendo nessa sua supercomplexa roupa de esquimó?
Estava ai a pergunta que ela não queria responder, então, foi a mais evasiva que podia.
- Proteção.
- Hum... Posso te perguntar mais uma coisa? – ela assentiu. – Eu posso tocar sua mão?
[...]
Notas finais
Ai, ai, eu amo Apolo danado assim 66''
E Artemis toda sem graça por causa disso, mas até eu ficava tímida ><
Anyway, vem Apolo, que eu jogo tênis com você, rawr kkk ok, parei *-*
O próximo capítulo eu acho um dos melhores, to louca pra postar ele, mas vou me segurar até segunda ;)
Esperando vocês no próximo e não esqueçam do meu recadinho aqui embaixo ;)
Mais fácil de mandar do que msg na Tim ^^
Beijinhos loucos pra postar mais,
Nívea ;*
Ps: Não esqueçam mesmo o recadinho, é tão legal responder vcs *-* E tbm aceito recomendações, tipo, sem pressao >< kkkk
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