Impossible

29 28º - Ciúmes.


28º — Ciúmes.

Artemis percebeu o quanto Scarlet tinha de vantagem quando o jantar do outro dia chegou.

Sentada em seu lugar ao lado de sua mãe, Artemis via como Zeus adorava-a, sorrindo para ela como se fosse a mulher perfeita ao seu filho. Não que ela duvidasse, ela era a mulher perfeita. Mesmo sua mãe se encantou por ela nos primeiros dois segundos e Apolo ria mais naquela mesa do que ela jamais havia visto.

A verdade era que Scarlet estava certa.

Ela fazia mal a Apolo.

Percebendo que ia vomitar, só ela não sabia se era pela gravidez ou pela simples idéia de fazer mal a Apolo, Artemis levantou-se sutilmente, uma vez que todos pareciam engajados e alegres no que Scarlet dizia, e assim que pode foi correndo ao seu banheiro.

Estava lá, acabando de escovar os dentes depois de despejar o jantar fora no momento em que Apolo apareceu. E ao olhá-lo pelo espelho, foi como se retornasse a uma outra época quando ele a vira só de toalha, daquele mesmo modo.

Mas, dessa vez, não se virou para encará-lo.

Apolo pareceu ser rápido de compreender o acontecera.

- Artie... Você está bem?

Desviando o olhar do dele, Artemis assentiu.

- Enjôo apenas.

- Certeza?

Artemis virou e cruzou os braços sob a barriga, fitando o chão.

- Tudo bem, Apolo, não precisa disso.

Então, dedos quentes puxavam seu queixo para cima e olhos azuis extremamente preocupados a fitavam.

E ela se culpou. Estava o deixando preocupado. Com ela. Só porque era estúpida demais.

- Artie... Há algo errado?

Tipo, eu por completo?

- Não, Apolo... – engoliu a seco as lágrimas que queriam cair de seus olhos enquanto o encarava tão de perto. – Não precisava ter vindo aqui.

- Claro que sim.

- Não, não precisava.

- Artie, você esta sendo incoerente, eu...

Antes que ele pudesse terminar, Scarlet havia aparecido em seu lindo vestido vermelho que mostrava suas bonitas pernas, os cabelos jogados de qualquer jeito e sorrindo.

Foi a desculpa perfeita para Artemis se encolher e tira seu rosto da mão dele. Apolo pareceu confuso.

- Hey, loiro, anda logo, vamos chegar atrasados.

Artemis sentiu como se um cubo de metal tentasse descer por sua garganta. Preferiu ficar a olhar o azulejo a eles dois.

- O chofer já chegou?

- Já, cinderela. Vamos.

- Me dê apenas dois minutinhos, já estou indo atrás de você.

- Hum... Ok.

Artemis escutou quando a porta fechou com um estalo alto no silencio que se propagou. O clima estava mais tenso do que jamais havia ficado entre eles.

E Artemis começou a se sentir sufocada, implorando mentalmente para que ele fosse embora.

- Eu e Scar vamos rever alguns amigos, sem ser os do Wash, em um pub.

Artemis se perguntava o que ele queria que ela dissesse, no entanto, apenas assentiu, sem entender porque ele dividia aquilo com ela.

- Artie... Diga algo.

Ela não podia apenas ou choraria.

Então, deu de ombros.

- Há algo errado, algo muito errado... O que foi?

O grito de Scar foi alto:

- ANDA, LOIRO.

Então, Apolo estava na sua frente. Artemis conseguia contar os botões da camisa social que ele estava usando e que destacava tanto a beleza dele.

- Artie, você vai me deixar doido assim... Eu não entendo o que está acontecendo e você não diz nada. Eu não posso te deixar aqui assim.

- Vá.

- O que disse?

- Vá – falou mais alto. – Você vai chegar atrasado.

Mas ele não fez o que ela pediu, contrario a isso, ele colocou os dedos em seu queixo e forçou-o a olhá-lo outra vez.

Dessa, Artemis não o encarou, mesmo que estivesse a poucos centímetros.

- Artie... Artie, me olha... Olha pra mim e diz que não tem nada errado. – e ela não viu outra saída, contudo, no instante em que o encarou, sabia que estava desarmada contra os olhos azuis. Ele devia estar lendo-a como nunca. E o cenho dele se franziu. – É por causa de Scar?

Teimosamente, desviou o olhar.

- Não, você está se atrasando.

- Que se dane que eu estou me atrasando, Artie, estou preocupado com você – ante aquela explosão súbita, Artemis voltou a encará-lo. Apolo parecia cansado. Ela sempre o cansava. – Isso é pela Scar?

Não havia mais saída.

- Eu... Eu pesquisei... – se encolheu. – Eu pesquisei sobre vocês dois... Eu sei.

Apolo saiu de surpreso a nervoso em um instante.

- Então é mesmo sobre Scar.

Deu de ombros.

- Converse comigo, Artie.

Ela queria, só não podia admitir tudo o que se passava em sua mente.

- Vá, Apolo, está tudo bem.

- Você está fazendo aquilo de novo.

- O que?

- Está me pondo para fora de sua vida.

Alarmada com o que ele acabara de dizer, levantou os olhos arregalados e o encarou. Apolo parecia estar sofrendo pela sua rejeição. Ele sempre sofria na mão dela. Ela não o merecia.

Naquele momento, quis ter o dom de fazer alguma pessoa rir. Mordia o lábio ao olhar para o ombro dele.

- Eu... Não estou fazendo isso.

- Está sim, Artie... Perceba como você está... Encolhida como se eu estivesse te subjugando, tremendo, não me olhando nos olhos e não demonstrando nenhum sinal de que pode ser tocada... Você está em sua armadura... Vamos, converse comigo, Artie.

E ela sabia que era verdade.

Engoliu a seco.

- É... Algo sem importância, tenho sob controle.

- Isso tem a ver com Scar... Artie... Você está com... Ciúmes?

Artemis parou de respirar.

Ciúmes?

Ela não poderia. Nem mesmo se quisesse, Apolo não era se quer dela, era de Scarlet como ela tinha deixado bem claro. Por que ela sentiria ciúmes?

Mas uma parte dela sabia que isso era verdade. A outra apenas sabia que era impossível Artemis competir com Scarlet. Não tinha o corpo, nem a pele e nem era divertida com era. Artemis apenas era... Intocável.

E vivia em sua armadura, como Apolo mesmo dissera.

Não respondeu.

- Artie... – dedos quentes secaram o que ela notou ser uma lágrima. – Eu tenho ciúmes de você. Ciúmes de saber que Atena sabe mais sobre você do que eu, do modo em que você consegue sorrir com Afrodite, mas nunca comigo e mesmo que eu nunca ouvi seu riso.

Surpresa com aquela admissão, Artemis encarou os olhos azuis. Ele estava sorrindo amargurado, como se nem ele acreditasse que era bobo por sentir ciúmes por aquilo.

- Apolo...

- Sim?

Sua voz era baixinha.

- Você sabe mais sobre mim do que Atena.

- Eu duvido muito, ela sabe desde o que você prefere até sua história. Eu tenho retalhos do que você foi por causa de seus ataques.

Ela queria negar. Dizer que ele a conhecia como ninguém, mas tudo o que pode fazer foi negar com a cabeça.

- Não é verdade.

- Artie, se não é verdade, diga pra mim o que é isso tudo?

- Nada.

Apolo suspirou, claramente exasperado. Escutaram a buzina lá embaixo.

Mas logo Apolo tinha um celular na mão e ligava para alguém, sem mudar a posição que estava a sua frente.

- Hey... Não, eu sei, era pra estar ai... Mas... Uhum, é que aconteceu algo, eu não vou poder ir... – ele estava sério quando Artemis olhou-o pasma pelo que ele fazia. -... Ah, cara, fico te devendo uma... Scar deve estar chegando por ai agorinha... É... Uhum... Desculpe, valeu?... Ok, até.

Artemis não conseguia se mexer.

- O que você está fazendo?

Mas ele não respondeu, digitou outro número.

- Scar, pode indo... Não, não é isso... Uhum, algo assim... – e ele sorriu, a expressão relaxando. Artemis não pode olhar para ele naquele momento. O que estava fazendo com ele? Devia estar o entregando a Scarlet, ela o fazia ser... Feliz. Coisa que Artemis não conseguia. – Me desculpe, Scar... Tudo bem, te levo lá outro dia... Diga oi para o pessoal por mim, ok? Boa noite.

Um silencio outra vez tenso encobriu o local.

- Pronto, Artie, tenho a noite toda pra isso.

E ela se sentiu culpada. Com toda a sua doença e seus traumas, se não bastasse o fato de ele ter quase sido preso por ela (que agora ele atendia em aberto por causa de Atena), estava engolindo a vida dele.

- Você deveria ir.

- Artie...

- Eu... Não posso com isso agora, Apolo.

Antes que pudesse se quer pensar no que poderia acontecer, lábios quentes coloram-se aos seus e a língua de Apolo deslizava pela sua boca, em um beijo desesperado, um beijo que a deixou surpresa pela intensidade.

Então, as mãos dele estavam em seu cabelo e tudo o que Artemis podia respirar e pensar era no modo como seu coração pulava loucamente, ou da forma que seu próprio corpo se aproximava do dele, implorando para que ele não parasse.

Logo, estava sentada no balcão da pia, Apolo entre suas pernas, suas mãos pequenas nas costas dele e as de Apolo sob a pedra, sem tocá-la. E ela agradeceu por isso suspirando ante a pressão de suas bocas juntas.

Sua respiração tinha praticamente sumido, seu peito parecendo não reter ar suficiente no instante em que ele afastou seus lábios rápidos demais e o encontrou olhando sua pessoa.

E lá estava o amor, o carinho e a chama azul que ela reconhecia.

Ele não sorria.

- Eu estive pensando em fazer isso durante esses dezessetes dias... Eu não devia ter te forçado, mas eu não podia mais aguentar e não me desculpo por isso também. – agora ele sorria docemente. Os lábios dele grudaram-se aos seus mais uma vez – Quantas vezes vou ter que dizer que você é a única mulher que eu gosto, Artie?

Aquela sentença, feita daquele modo, a fez olhá-lo perplexa. Apolo parecia se divertir com sua expressão, como também se estivesse cansado daquilo.

- Eu... Eu não pensei... Em outra mulher... – gaguejou Artemis, engolindo a seco. – Eu...

- Por favor, olhe pra mim. Isso, assim... – ele deslizou um dedo pelo seu rosto. – Só há você, Artie, e eu quero que eu não deixe dúvidas disso.

Era fácil para ele falar enquanto ela não estava inchada como uma baleia, sofrendo dores e quando tivesse um filho de Logan.

Apolo pareceu perceber que ia desviar o olhar, pois segurou seu rosto entre as mãos e seus lábios grudaram-se aos seus. Somente colaram-se, sem se mexer, somente apreciando.

A boca dele arrastava-se suavemente na sua no momento em que ele disse:

- Eu só amo você, Artie. – e ele apertou os lábios aos dela. – Só você.

Ficaram assim, com o rosto dele encostado contra o seu, de olhos fechados e respirando o perfume de verão e colônia somente dele.

Artemis suspirou. Aquilo era bom demais para ser verdade, como ele poderia gostar dela sendo tão problemática como era? Ainda grávida?

- Mas, Scarlet...

- Sim, Artie?

Engoliu a seco.

- Ela foi sua namorada, por oito anos. E agora...

- Acabou, Artie. Ela foi meu passado, tenho uma grande consideração por ela como amiga, não há nada. Passado.

- Mas... Você tem tanta história... Juntos...

- Artie... – e os olhos azuis dele estavam absolutamente sinceros. – Eu só sou eu mesmo com você, Artie, ninguém mais consegue fazer isso. Eu nunca menti para você, falei sobre coisas que nem mesmo meu pai ouvira de mim... Acredite, minha história com você é muito mais importante, muito mais valiosa pra mim do que qualquer mil anos ao lado de Scar.

- Mas... Mas... – não conseguia acreditar no que ele dizia. -... Ela é bonita... Inteligente... Divertida...

Houve silencio.

- Então é isso... Tudo se resume a isso – Apolo suspirou. – Tudo se resume ao seu baixa-estima... Artie, olhe pra mim.

E ela olhou. Havia um aço duro, gelo no azul.

- Eu... Eu...

- Sente isso? – então sua mão estava no peito dele, sob o coração de Apolo. Este corria rapidamente. – E isso? – dessa, seus olhos se arregalaram enquanto o fitava, o rosto dele completamente tenso por sua reação no instante em que o quadril dele tocou-se ao seu e ela pode sentir aquilo que o tornava homem. Artemis arfou com o olhar azul carinhoso, o fogo puro queimando, raiva, amor. Os dedos dele deslizaram por seu rosto, deixando sua mão sob o coração dele, abaixo da blusa. Era quente o contato. Quase tanto quanto o olhar dele. – Eu só desejo você, Artie, só há você. Pare de pensar que não é isso ou aquilo. Eu te amo pelo o que você é. E você é bonita, inteligente, divertida, intensa... Tudo de um modo que Scar jamais foi comigo, Artie... Eu. Amo. Você... Artie, não deixe que Logan leve a melhor, eu estou aqui... E eu vou falar quantas vezes você quiser que eu te amo, ok?

Antes que pudesse responder, os lábios dele voltaram a colar-se nos seus, mas dessa, colada ao corpo dele como estava, pode notar como ele a desejava. Cada célula do seu corpo queria o mesmo.

Portanto, quando a boca de Apolo deslizou para seu pescoço, tudo o que Artemis pode fazer foi fechar os olhos, seus lábios soltando um som baixo.

- Só você, Artie – sussurrou ele contra sua artéria.

E, pela primeira vez, ela não se importou com o que aconteceria. Ela o desejava, esteve negando isso há meses, mas ali, ouvindo que ele a amava, Artemis não teve dúvida.

Enquanto o beijava, Artemis pousou os dedos na barra de seu moletom e tirou-o, deixando-o momentaneamente surpreso e sem ação. Apolo encarou seus olhos, então abaixou para onde estava somente de sutiã, e voltou para seu rosto.

- Artie?

Impedindo-o de dizer algo, ela o puxou para perto, colando suas bocas e implorou para que ele entendesse.

Após alguma força de sua parte, Apolo visivelmente relaxou, retribuindo com desejo seu beijo, e dedos gentis e carinhosos colaram-se em sua pele das costas, no meio. Sua respiração falhou. E fechou os olhos com força, tensa, implorando para que aquelas imagens parassem.

Logo, arquejou.

- Pare... – implorou, contra os lábios de Apolo. – Não mais no meio... Não agora.

E Apolo ouviu sua prece, trocando as mãos para áreas mais seguras como seus ombros, apertando-a mais contra ele.

Artemis suspirou no instante em que de uma vez ele tirou a blusa dele, expondo músculos bronzeados e perfeitos e também seu sutiã. Quis se esconder, mas não precisou, pois ele colou seus peitos nus juntos. E foi a ação mais excitante e carinhosa que Artemis já havia sentido.

Seu medo, aos poucos, foi sendo sugado pelo seu desejo, pela confiança e pelo cuidado que ele tomava com sua pessoa.

E quando menos esperou, ele a tocava. Dor foi a ultima coisa que se passou em sua mente. Só havia os dedos dele em sua cintura, os dedos passeando por seus machucados, os dedos apertando suavemente suas coxas. Nada mais importava para Artemis além do beijo dele.

Então, a boca dele começou o trajeto que os dedos faziam. Beijou seu pescoço, seus ombros, seus braços e ele somente parou para pedir permissão no momento em que beijou as mais feias cicatrizes em sua barriga. Artemis fechou os olhos ai.

Dor, prazer, carinho.

Ela não sabia qual se decidir e nem deixou que ele demorasse muito ou ela poderia voltar a pensar. Por isso, puxou-o para cima e tomou a boca dele em um beijo firme ao mesmo tempo em que abria delicadamente o cinto da calça dele.

Apolo parou, os dedos espaçados em seu bumbum, a boca sobre a sua.

- Artie? – a voz dele era rouca.

Mas ela não podia pensar.

- Me faça esquecer dele, Apolo. – e o encarou em desespero. Os olhos azuis eram puro fogo azul. – Troque o toque dele pelo seu.

Por algum tempo, aquele olhar se intensificou sob suas palavras, a fazendo arfar com o desejo deles, para na outra a boca dele devorar a sua frase, chegando quase ao insuportável.

Dessa, ele não disse nada quando seus dedos trementes abriram a braguilha dele, após o cinto, apenas continuou a beijar sua boca, a tocá-la.

Em questão de segundos, Artemis encontrava-se somente de calcinha, suas pernas ao redor dele, com Apolo carregando-a para o quarto.

De alguma forma, ele conseguiu trancar a porta, mas ela não ligou muito para isso. Importava somente os músculos que ela encontrava, a firmeza do peito dele, o seu desejo incrível que sentia por ele e Apolo, Apolo como um todo.

Mas só encontrou o medo no instante em que ele se deitou por cima de seu corpo, ambos sobre a sua cama que pareceu gelada demais.

O pânico a fez travar ao se ver sem poder se mexer. Apolo era muito mais pesado do que imaginara, o peito dele a prendia e mesmo respirar era difícil. Imagens explodiram em sua mente.

Não.

Não.

Fechou os olhos, tentando se concentrar que era Apolo ali, que ele jamais a machucaria, mas nada funcionava.

- Artie? – sussurrou ele em seu ouvido, provavelmente notando sua tensão. – Você está chorando. Artie... Converse comigo.

Mas ela não conseguia, apenas o tentou o empurrar. Apolo se manteve firme.

Pânico tomava doses.

- Em cima de mim. – murmurou, implorando para que ele entendesse. – Não em cima de mim.

- Shh, Artie.

E a boca dele estava sobre a sua mais uma vez.

Suavemente, ele girou, pondo o peso dele na cama e a trazendo para cima, colocando-a sobre ele. Ainda naquele beijo, ela notou como relaxava, seu corpo se moldando ao dele. Ele estava lhe dando o controle. Deixando-a permitir se queria ou não, e não pode deixar de amá-lo por isso.

Então, não ligou mais.

Só havia a boca dele no momento em que o resto de suas roupas foram ao chão, só havia ele no instante em que ele desceu os dedos carinhosamente por seu corpo fazendo-a tremer com sua admiração e só havia o prazer e Apolo ao unirem-se da maneira mais antiga e primordial humana. Era carne e carne.

Mas Artemis podia sentir, ao assistir o modo como a olhava enquanto a ajudava, que havia mais do que isso. Que sua alma, quebrada e despedaçada, estava se juntando a ele ao pela primeira vez sentir prazer naquilo. Por anos, só sentir dor, medo e ser subjugada.

Ali, olhando nos olhos azuis de Apolo e tocando o rosto dele, tudo o que sentiu foi amor, proteção e provação de que ele a achava a mulher mais sexy do mundo.

Assim, Artemis colou sua boca a dele, seguindo a ordem que ele impunha, sem medo, sem nada além de confiança para quando ele girasse, colocando-se por cima, ela enfim apreciasse aqueles toques, entregando a ele tudo o que tinha, levando-se no prazer que ele entregava a ela.

A vida que ele devolvia.

Apolo, naquele momento, era a sua vida.

E ela não tinha duvida de que faria qualquer coisa por ele.

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Próximo Capítulo:

[...]

A suave brisa noturna trazia para dentro o cantar das folhas farfalhando, de alguma coruja piando e mesmo a água do chafariz que havia no jardim dos fundos.

Artemis suspirou.

Não conhecia essa tranqüilidade, não até conhecer Apolo. Não havia medo, pânico, terror. Havia paz, quietude e a certeza de que ninguém a machucaria.

E foi pensando assim, vendo Apolo fechar os olhos como se também apreciasse aquele momento, notando a mão dele quieta ao final de suas costas, que ela resolveu que não havia mais para onde correr e nem o porquê de correr.

Respirou fundo.

Era a hora.

Começou baixinho:

- A.. Primeira vez que Logan me abusou eu tinha oito anos.

[...]