Impossible

27 26º - Gelo.


Notas iniciais
Hey, people ^.~ Bom demais viajar né? Hehe, poisé, eu tava pelo Goiás da vida, dando uma volta e cheguei ontem ;) Então, vim aqui postar este capítulo para Thalia Chase Jackson e Lady Baka por suas lindas recomendações *o* Solé tá toda cheinha e feliz por recebê-las e mil obrigadas por isso, girls *o* Obrigada, agr, simbora HAHA

[Ouvir "The Mortal Boy King — The Paper Kites] [Aqui]

26º — Gelo.

Artemis não comeu por três dias, não porque não quisesse, mas toda às vezes pensava naquilo que crescia na barriga dela, ganhando forma e vida, ela perdia qualquer vontade.

Apolo não a tocava, não chegava perto, entretanto, sempre se encontrava ao canto de seu quarto, olhando-a de longe, quieto e calado de uma forma que ele nunca fora antes. E não se pronunciava quando ela negava a comida que Dora fazia, apenas... Assistia.

Era uma sombra.

Naquele momento, Artemis se perguntava por que o destino era tão ruim com ela.

Afinal de contas, o que ela havia feito pra ele? Por que uma vida de merda como a dela?

Seus olhos olharam para as estrelas enquanto sentia o vento mexer em seus curtos cabelos. Encontrava-se sentada na grande cadeira da varanda de seu quarto, olhando as arvores se moverem sob a brisa da madrugada. Enrolada em um fofo roupão que escondia seu curto short e a enorme blusa branca de Apolo. Andava usando as roupas dele pro serem mais largas.

Por que tudo aquilo, naquele momento? Por que aquela criança?

Estava a pensar exatamente na criança, no momento em que ouviu um arfar de surpresa as suas costas.

Sua cabeça se virou para encontrar Apolo segurando um suco em caixinha e um saco de biscoitos.

Os olhos azuis dele se conectaram aos seus e pode ver a pasmicidade neles.

Ele parecia tão cansado.

- Ah... Eu não tinha visto que você estava acordada... Eu... – tossiu, ganhando um tom imparcial na voz. -... Eu vou deixar você quieta, desculpe...

E ele deu-lhe as costas, claramente indo embora, no momento em que não pode se segurar e se levantou, chamando:

- Apolo.

Ele parou exatamente onde estava, sem se virar para fitá-la.

- Sim, Artie?

O que ela poderia dizer?

Que ela não era boa o suficiente para ele?

Que ele devia encontrar alguma mulher, uma mulher de verdade?

- Eu...

- Precisa de algo?

Seus olhos começaram a se encher de lágrimas com a frieza dele.

- Você pode... Ficar?

Não chegou a ver se ele a tinha olhado, pois encarava suas mãos, mas sem duvida ele a ouviu.

Silencio.

Silencio profundo quebrado pelo vento.

E Artemis se perguntou o quanto daquilo que o machucou era irreversível.

- Pra que, Artie? – era um sussurro cheio de dor a voz dele. – Para ficar com medo de mim? Não, obrigado, agora, se me der licença.

- Por favor... Não me deixa sozinha.

Houve suspiro.

Então, ele se aproximava.

Artemis viu no exato instante em que ele parou bem a sua frente, forçando-a a não se encolher, mas ele nada fez além de estender a comida que tinha em mãos.

- Coma.

- Mas... É sua comida.

- Coma, por favor, eu não aguento te ver tão magra, Artie. – e os olhos dele eram suplicantes quando ergueu para os dele. – Coma.

Seus dedos tremiam ao aceitar o que era lhe oferecido, o peso de imaginar o quanto ele sofrera a vendo se matar por inanição bateu em seu estomago, e notou o modo como ele não deixou que seus dedos se tocassem assim que puxou a comida.

Então era daquele modo que ele se sentia quando ela não permitia que ele a tocasse? Era isso? Dor no seu peito?

- Obrigada.

- De nada.

E ele se afastou outra vez, no entanto, não foi embora, apenas sentou-se na cadeira do outro lado do local em que estava.

A comida devia estar gostosa, se conseguisse provar sem sentir o gosto de acido e papel velho que vinha em sua língua ao engolir o primeiro biscoito.

Podia sentir os olhos dele sob sua pessoa e viu que estava certa ao encara mais em cima, capturando os azuis enegrecidos e sem qualquer traço daquele Apolo sempre alegre.

Apolo fitou seus olhos por um bom longo tempo, algo estalando ali, mas logo ele voltou o olhar para as arvores.

Como que recompensando pelos dias que ficara sem comer, Artemis botou pra dentro o pacote inteiro juntamente do suco, um pouco enjoada por ter tanto, mas menos culpada por aquilo tudo.

Ficaram assim por mais um tempo.

- Apolo?

- Sim, Artie?

- Você está com raiva de mim?

E ela teve que se virar para olhar os olhos dele.

Não havia nada nos azuis.

Ele estava sério.

- Não, Artie.

- Então... – mordeu o lábio – Então... O que foi?

- Não vamos falar disso agora.

- Eu preciso saber.

- Não, Artie.

Ela engoliu o bolo que se formou em sua garganta ao ouvir aquele tom imperativo.

- Se não está com raiva... – hesitou – Por que está me tratando assim?

- Por que talvez você esteja com medo de mim, Artie? Ou então por que você está me deixando impotente ao não me deixar se aproximar de você? Ou por talvez te ver definhando? Eu... Eu... Não vamos falar sobre isso.

Mas ela podia entender bem tudo o que ele havia dito.

Engoliu as lágrimas que ameaçavam descer junto com as que escorria e olhou para outro lado.

- Minha mãe?

- Ela e meu pai estão lidando da melhor forma possível. Eles só vêem de te ver quando você está dormindo, igualmente o doutor. Disseram que você precisava de espaço... E não era para eu estar aqui. Com você... – suspiro. -... Não devia.

Com medo de que ele fosse deixá-la, Artemis voltou a encará-lo com medo.

- Não me deixa... Por favor.

Ele estudou seu rosto.

Então, suspirou.

- Eu não te entendo, Artie... Uma hora você se esconde de mim... No outro... Não quer me deixar ir... Eu não sei lidar com isso.

E ela imaginou quantas coisas ele vinha segurando nas costas.

Toda a dor que havia acontecido, por ela o negá-lo, por ter matado uma pessoa, por estar sendo crucificado que nem a mãe em um jornal... Tantas coisas. Uma idéia brotou em sua mente.

Então, antes que pudesse se segurar, colocou-a em prática.

Precisa de Apolo.

Precisava da confiança dele.

Suavemente abriu o cinto de seu roupão, deixando o mesmo cair na cadeira, e logo se levantava. Seus passos foram pequenos e medidos enquanto se aproximava dele, a grande blusa caindo ao chão, assim que esteve parada sob os arregalados e pasmos olhos azuis. Nada fez além de girar de costas, cobrindo os seios, implorando para que isso funcionasse.

Precisava de Apolo.

Urgentemente.

E faria qualquer coisa por aquilo. Mesmo que tivesse que expô-lo a sua imundice.

- Toque. – sussurrou tão baixo que não soube se ele ouviu. – Apenas... Não toque no meio... Eu não suporto...

- Artie, não precisa fazer isso.

- Por favor, toque.

Outro silencio profundo.

Silencio esse que a fez se perguntar se aquilo poderia ser reparado, pois ele, que sempre desejara tocá-la, não havia feito movimento.

Sua confiança, de que poderia tê-lo perto outra vez, estava começando a se esvair, no momento em que quentes dedos seguraram delicadamente seu quadril por trás. Todo seu corpo ficou tenso sob aquele toque.

Medo.

Lembranças novas.

Medos novos.

Perigos novos.

Mas o calor só se intensificou no instante em que ele se postou atrás de si, o corpo enorme a fazendo temê-lo inconscientemente. E os dedos se tornaram amáveis sob sua pele.

- Artie... – sussurrou ele, antes que pudesse processar, colando um beijo em seu ombro.

Ele apertou delicadamente sua cintura segundos antes de passaram para seus braços cheios de bandagens e os braços quente, firmes e seguros dele enrolarem o seu corpo do frio e de seus medos.

A boca dele colou em seu ouvido no mesmo instante em que fechava os olhos para aquele toque tão familiar e calmante.

– Não preciso de uma prova, Artie, preciso apenas de você. Não me empurre para longe, me deixe aqui, com você. Eu prometi, não prometi, que ia dar um jeito em tudo?

Olhou para as árvores ao mesmo tempo em que sentia a boca dele colar-se abaixo de usa orelha.

- Mas isso está longe de nossa capacidade, Apolo.

- Não importa o que seja, Artie, se você me deixar estar junto de você, eu vou fazer o que for preciso, o que for necessário para te trazer felicidade e conforto.

- Apolo...

Então, a boca dele se moveu ao seu ouvido mais uma vez, o hálito quente arrepiando os cabelos de sua nuca, as grandes mãos presas ao redor de sua cintura. Ela voltou a fechar os olhos, apreciando-o.

- E eu faria tudo isso... – a voz dele era baixa. -... Tudo o que precisasse, Artie, por que... Eu te amo.

Seus olhos se abriram, pasma, todo seu corpo travando com aquelas palavras.

- Shh, não quero que diga que também me ama, mas quero que saiba disso. Não estou exigindo, estou somente mostrando que estou aqui para o que precisar, que me deixe entrar. – e ele beijou sua têmpora. – Agora, acho que temos que entrar no quarto, está ficando frio demais aqui fora.

Ainda em choque, Artemis não demonstrou negação ao ter seu corpo coberto mais uma vez com a blusa dele e somente sentiu ao ter seu corpo deitado na sua cama.

Então, Apolo encontrava-se a sua frente, as mãos dele acarinhando seu pescoço machucado, seus olhos juntos, e ela ainda sem acreditar no que ele dissera.

Como?

- Apolo...

- Hey, shh, está tudo bem, não precisa ficar com medo, ok? Você precisa descansar.

Sem saber muito o que fazer, tudo o que ela pode agir foi aproximar-se dele, aceitando-o e apertando-o contra si.

Ele suspirou, mas não disseram mais nada.

Ela estava em choque.

Estava assim, de olhos fechados, sentindo-o afagar seu cabelo, no momento em que o escutou sussurrar baixinho:

- Eu te amo, Artie.

E ela não teve duvidas de que aquilo não era um sonho, mas acabou dormindo, melhor do que nunca, antes de poder responder.

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Próximo Capítulo:

[...]

Depois de algum tempo, ouviu a voz de Apolo dizer:

- Quero que conheça uma pessoa.

Artemis não estava preparada o suficiente ao que viu.

Ao lado de Apolo, um braço confortável e intimamente, havia uma mulher. Devia ter por volta da idade deles. Uma maravilhosa mulher.

Ela era linda, alta, magra, sua pele em um tom bronzeado perola, incríveis olhos azuis escuros, cabelos macios e sedosos no mais negro possível e vestindo-se tão bem quanto o próprio Apolo. Ela era... De tirar o fôlego.

Tão linda quanto Afrodite.

E Artemis não precisou de muito para ver como Apolo sorria para ela.

Dali, sentada, viu o casal perfeito que eles formavam.

Então, ela sorriu para sua pessoa, tão bonita quanto antes, para em seguida dar um passo em sua direção. As unhas dela eram bem feitas quando ela estendeu a mão para Artemis.

- Você deve ser Artemis. Prazer, sou Scarlet Mullër, ouvi falar muito sobre você.

[...]

Notas finais
PUTZ QUE PARIL! VEEEEEEEEEY, VEEEEEEEEEEEY, CÊIS VIRAM? HOHO, VAI LANÇAR "A HOSPEDEIRA" EM FILME *O* MORRI MILHARES DE VEZES *---------------------------* UM DOS MEUS LIVROS FAVORITOS E CAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARA, PUTZ, TEM QUE LANÇAR LOGO, VOU MORRER *O* Ai, ai, Nívea morta aqui kkkk