Impossible

24 23º - Controle.


Notas iniciais
Hey, galera linda *o* Falei que ia postar mais rapido como forma de desculpa por não estar respondendo, não disse? Ahá, e aqui estou yo, ainda com cara de Fofão KKK'' Anyway, esse capítulo vai para Filha De Atena (pela sua linda recomendação que o Nyah simplesmente comeu e, linda como a F.A. é, mandou pra mim por MP *o* e, ah, claro que lembro de vc, ouviste mocinha? ) e para Tris Everdeen (hoho, ganhei meu presente *o* Gzuis, tão lindo, Tris ><) Mil obrigadas, F.A.. Mil obrigadas, Tris *o* Sério, garotas, obrigadas, milhares deles, amei *o*
Hehe, espero que goste, simbora na mexicana's novel ;)
Ps: Eu quebrei em uma luta meu dente hehe -sqn Eu machuquei drasticamente por faltas de cuidado (yeap, sou uma vagal KKK'') e agr estou tendo de arrumá-lo e ficar dopadéeeeeerrrima *-* Adoro dorgas hoho. E, mais uma vez, obrigada pelos melhoras, me ajudou pakas hj que tava doendo que nem uma vaca (?) KKK Ok, ok, vou deixar ôceis lerem u.u

[POR FAVOR, DEIXEM CARREGANDO: SOMEWHERE OVER THE RAINBOW] [AQUI]


23º — Controle.


Quando Artemis entrou no banheiro de manha, poucas horas depois de ter visto Apolo ao piano, ela não sabia o que esperar.

Provavelmente por causa de seu medo, já que uma vez fugiu dele ao acordar, Apolo havia dormido em um grande sofá negro que havia em seu quarto, mas ainda assim pequeno para ele.

Por um lado, ela não gostou de vê-lo tão desconfortável sendo que ela estava extremamente no luxo, e por outro, ela realmente o agradeceu por ser tão bom com ela.

Seu corpo doía, em lugares inimagináveis, todos os músculos tensos e parecendo borracha.

Mas ela não teve coragem de se olhar, não até pensar que teria de enfrentar o espelho do banheiro.

Então, sua perspectiva mudou completamente.

Panos, enormes panos brancos envolviam cada parte espelhada que existia, algo como colchas de cama escondendo o reflexo dela.

E com aquilo Artemis soube o quanto deveria estar horrível.

O que Apolo estava escondendo dela?

O que ele não suportava que ela visse?

Antes mesmo que sua mão se prendesse no pano, suas lágrimas já caiam e por algum motivo, aquilo doía, ardia. Então, com um grande suspiro tremulo, ela assistiu a roupa branca flutuar como uma nuvem até o chão.

E ela não sabia o que fazer além de encarar petrificada a menina a sua frente.

Como Apolo havia separado para ela somente uma calcinha e sutiã, ambos que ela usava, Artemis podia ver perfeitamente seu corpo.

Seu corpo nada perfeito.

Lágrimas escorriam enquanto fitava suas pernas.

Cheias hematomas extremamente roxos, uns poucos amarelos, cortes que criavam pequenas cascas, mas vermelhos o suficiente para saber que eram novos, a marca redonda de cordas em seu tornozelo esquerdo e seus joelhos ralados de quando tentou correr de Logan. Vagarosamente, subiu os olhos para seu tórax.

Mais roxos, muitos, bolinhas em tom estranhamente vermelho queimado de momentos em que Logan apagava o cigarro nela, estava também mais magra ao ponto de ver o osso da pélvis perfeitamente onde a calcinha se encontrava e assistir seus ombros e pescoço cheios de mordidas, que cortaram sua carne, só denunciou mais sua magreza ao encolhê-los.

E cortes, tantos e mais tantos, que teve de tirar o sutiã com dedos trêmulos para confirmar o que via.

Aquilo, aquela marca, fez as lágrimas embaçarem sua visão.

Havia cortes da mesma lamina em seus seios, formando um arabesco de coisas horríveis.

Mas a ardência da lágrima a levou a finalmente encarar seu rosto.

E ela não pode segurar o alto soluço que saiu da sua boca.

Um de seus olhos estava roxo, explicando porque não conseguia abri-lo muito bem, seu lábio estava rachado ao ponto de ter sangrado, havia um corte que ia da sua orelha direita ao canto da boca, um outro roxo na têmpora direita e grandes bolsas de abaixo de seus olhos verdes.

Não, não podia estar acontecendo aquilo.

Seus dedos se passaram no que restara de seu cabelo. Este que estava cortado até a altura do pescoço, feio e quebrado, não que tivesse sido bonito, mas...

Seu olhar pegou como sua mão estava, cortada, tantas e tantas vezes, as unhas quebradas e alguma machucadas, e teve de tocar com elas o seu olho para ver se não se desfazia.

Então, Apolo havia irrompido pela porta e a encarava pasmo, vestindo só um moletom, completamente mortificado que ela estivesse se fitando.

Foi só ai que percebeu que devia ter gritado ou soltado um som alto. Ele ainda tinha cara de que estava dormindo.

– Artie...

E ele veio em sua direção, antes que pudesse se quer tocar em sua pessoa, Artemis se encolheu, chorando.

– Não me toca... – pediu ela, em tom histérico. – Não me toca, Apolo.

Mas ele não ouviu seus apelos e foi pé ante pé ficando mais perto, levando ela a ir contra a parede. Até que os dedos dele tocaram seu ombro.

– Artie... Artie...

No outro segundo ela explodia.

– NÃO ME TOCA... NÃO ME TOCA...

E se debatia enquanto Apolo tentava segurar seus braços.

Sabia que devia estar em choque depois de tudo que aconteceu, que não devia estar fazendo aquilo com ele, mas era tanta coisa.

Tantas lembranças explodindo em sua mente.

Logan a estuprando, Logan socando ela, Logan cortando, Logan xingando... Tanta coisa.

E tudo gritava em sua mente junto da voz de Apolo.

– NÃO ME TOCA.

Então, braços fortes a prendiam contra um peito, entretanto, aquilo só lhe deu mais medo, e esperneou mais ainda ao mesmo tempo em que gritava em plenos pulmões...

– NÃO ME TOCA, NÃO ME TOCA, ME SOLTA... ME SOOOOOLTA... NÃO ME...

–Artie, acalme-se... Artie.

– NÃO ME TOOOCA, ME SOOOLTA! ME SOLTA!

Toda aquela confusão em seu cérebro anestesiou seus movimentos, imediatamente ligando ao fato de que sempre não havia como lutar contra Logan e muito menos com aquela força.

E, quando menos percebeu, chorava incontrolavelmente, seu peito parecendo não ter ar suficiente e queimando entre suas lufadas.

Braços a apertaram mais contra aquele peito que cheirava a verão e sentia o movimento que ele fazia, ninando-a, suavemente pra frente e para trás.

Apolo.

Apolo estava ali.

De algum modo devia tê-lo feito se sentar, pois era assim que estavam, com ela drasticamente enrolada nele, as mãos presas profundamente nas costas dele, encolhida e sentindo a sua mão dele afagar seu cabelo.

– Shhh, está tudo bem, Artie, tudo bem... – sussurrava ele em seu ouvido, em uma voz relaxada que em nada combinava com o modo com que ela se prendia a ele. Artemis chorou ainda mais ao ouvir aquilo. -... Só existe eu e você, não tem mais nada aqui... Só eu e você... Shh, está tudo bem, Artie, nada vai te machucar, eu estou aqui, ninguém vai te tocar... Ninguém... Isso, Artie, confie em mim... Relaxe... Está tudo bem...

E, ainda a movimentando suavemente para frente e para trás, como uma criança maltratada que encontrava conforto nele, Apolo começou a cantarolar, baixinho, em seu ouvido “Somewhere Over the Rainbow”, os dedos grandes dele afagando seu cabelo.

– Somewhere, over the rainbow, way up high, there's a land that I heard of once in a lullaby. Somewhere, over the rainbow, skies are blue. And the dreams that you dare to dream really do come true. [Em algum lugar, acima do arco-íris, bem no alto, há uma terra que eu ouvi uma vez em uma canção de ninar. Em algum lugar, acima do arco-íris, os céus são azuis. E os sonhos que você se atreve a sonhar, realmente tornam-se realidade]


Seus olhos se fecharam, chorando, ao escutar aquelas palavras.

Pareciam uma promessa, uma promessa de que tudo ficaria bem dali pra frente. E ela não pode deixar de apertar os braços ao redor dele.

Apolo.

Ele era a única salvação dela.

E de algum modo ele sabia disso, beijando delicadamente seu cabelo, sem em momento algum parar de cantar. Aquele beijo, suave, carinhoso, a quebrou por dentro.

Ele merecia alguém tão melhor.

Alguém não tivesse traumas, dores, nem que batesse nele quando tudo o que ele queria era ajudá-la.

Alguém que pudesse cantar para ele a mesma música que ele cantava para ela.

Ele era tão...Mais.

– Someday I'll wish upon a star and wake up where the clouds are far behind me. Where troubles melt like lemon drops, away above the chimney tops, that's where you'll find me. Somewhere, over the rainbow, bluebirds fly. Birds fly over the rainbow, why then -- oh, why can't I? If happy little bluebirds fly beyond the rainbow… Why, oh, why can't I?

Seus soluços sufocaram seu peito ao sentir os lábios dele contra sua orelha, murmurando as palavras, afogando seus pensamentos naquela voz melódica e que a fazia tão bem.

Quando ele parou de cantar, Artemis não chorava mais, encontrava-se fitando a azulejo branco do banheiro, a bochecha não machucada pousada no ombro dele e acalmada com a mão dele que subia e descia por suas costas.

– Estamos bem, Artie? – perguntou ele baixinho.

Aquele tom, carinhoso, amável, a fez fechar os olhos, e as lágrimas que havia tentado controlar rolaram em silencio por sua bochecha.

Apolo.

Depois de tudo, de te-lo evitado, de te-lo feito escolher ela entre os amigos dele, ele estava ali, abraçado com ela.

Apolo era a única coisa de boa na vida. O único que a salvava.

Apertou os braços entorno dele, e murmurou de volta, em voz baixa, sem coragem de fitá-lo:

– O que ele fez comigo, Apolo?

– Shh, está tudo bem, Artie, não há nada de errado com você...

– O que ele fez?

E ela afundou o rosto no peito dele.

Ela sabia que Apolo a entendia. Ela estava louca, perigosa, machucando os outros. Os seus traumas estavam ganhando vida. Estavam ali, facilmente acessíveis, só tocá-la.

Fechou os olhos.

– Não deixe que ele vença, Artie... – sussurrou Apolo com a bochecha em seu cabelo. Sentia os dedos dele passando-se nos curtos fios ruivos. A voz implorava. – Não deixe, Artie... Não permita que ele faça-a pensar que é algo ruim, por favor... Fique comigo, não no passado com ele, seja esse menina doce, tímida e que me faz rir, não permita que ele tire isso de você, por favor... Por favor, Artie.

Mas ela não estava encontrando a si própria apesar das lágrimas que caiam com aquelas palavras.

Imagens de como ela estava, de como ela era... Ela não sabia se outra coisa se não aquilo que Logan havia lhe dito. Era tão nova.

E aquele pedido dele era tão difícil.

– Apolo...

– Não, Artie, não deixe... Eu quero que você não perca a garota que me fez dar valor as pequenas coisas, que me tirou do meu mundo superficial... Não, você é essa garota que me mostrou o que um toque pode fazer de diferente na gente, que me fez me sentir útil e grato quando te fazia sorrir... Por favor, Artie, não permita que essa semana estrague tudo pelo que lutamos,... Artie...

E havia tanta dor nas palavras dele, tanto medo, que aquilo só a fez chorar mais ainda.

Ele fizera tanto por ela, a ajudara onde ninguém mais conseguira, a fizera se sentir bonita e alegre, até mesmo a levou a tocar piano, algo que nunca mais fizera após a morte de seu pai. Apertou-o.

Ele merecia aquilo.

Mais do que qualquer outra coisa.

Sussurrou, entre soluços:

– Me ensine, Apolo... Me ajuda a não ver a garota que Logan criou, não me deixa cair nessas lembranças, me ajuda, por favor.

Então, ele os balança uma vez mais, devagarzinho.

– Eu sempre vou te ajudar, Artie, sempre. Eu estou aqui pra você, bem aqui – e beijou seu magro ombro. – Bem ao seu lado, fique comigo e eu te ajudo, no que você precisar.

– Me abraça, forte, por favor.

E ela não soube o quanto ficou ali, no colo dele, chorando e tentando ignorar todas as dores do seu coração, do seu corpo, da sua alma quebrada.

Só quando não houve mais lágrimas, quando não conseguia mais chorar, que percebeu o quanto devia estar pesada no colo dele.

Mas antes que pudesse dizer algo, Apolo passou um braço por baixo de seus joelhos travados de tanto ficar naquela posição, e sentiu-o se levantar, com ela, logo andava devagarzinho.

A colcha macia veio contra seu corpo primeiro que o travesseiro fofo abaixo de sua cabeça que doía de tanto te chorado, então, uma coberta pousava sobre seu corpo machucado e antes que pudesse se mexer, Apolo deitava-se bem a sua frente.

E foi a primeira vez que percebeu o que havia além da beleza de tirar o fôlego de Apolo.

Carinho. Solidão. Tristeza. Coragem. Doçura. Confiança. Tantas outras.

Tudo isso somente encarando os olhos extremamente azuis dele que fitavam os seus com calma e compaixão, sem nenhum momento pena, mas com algo que ela ainda desconhecia mesclado ao azul gelo.

Ele sorriu um pouquinho para sua pessoa, também parecendo procurar algo em seus olhos.

O que será que ele via além dos machucados dela?

Também via alguém bom como ela via nele?

Mas, parecendo perceber o que aconteceria se a deixasse pensar, Apolo suavemente procurou sua mão e deslizou seus dedos entre os dele, o calor e a segurança que sempre havia naquele toque acalmando seu coração.

Ele apertou suas mãos trançadas.

Seus olhos marejaram enquanto o fitava.

– Hey, não, não chora, Artie – sussurrou ele, baixinho, carinhosamente. – Não há porque chorar, tudo já passou, estamos bem, não estamos?

Ela teve que assentir, notando que ele secava suas lágrimas com o polegar livre.

E quando parou, manteve a mão bem ali, sorrindo pra ela e fitando-a com incríveis olhos azuis.

– Estamos bem, Apolo.

– E juntos – ele apertou seus dedos trançados. Os lábios dele colaram um demorado beijo em sua testa, preenchendo-a com o cheiro de Apolo, relaxando-a. – Sempre juntos nessa, Artie.

– Juntos.

Então, com o rosto contra o peito dele, de mãos dadas, e escutando-o voltar a sussurrar “Somewhere Over The Rainbow” baixinho ao mesmo tempo em sentia os dedos masculinos deslizar por seu cabelo, Artemis caiu lentamente em um sono.

Um sono calmo.

Um sono sem sonhos ou medos.

Um sono com uma voz de anjo em sua mente.

[............................................................]

Próximo Capítulo:

[...]

E, mesmo não acreditando que ele estava apaixonado por ela, ela compreendeu que estava por ele, por cada coisa e cada passo que ele deu em direção a seus segredos, aos seus medos e os enfrentou com ela.

Então, suavemente, afastou-se e encarou os olhos azuis. Ansiosos. Tornando-o mais lindo ainda. Delicadamente, começou a deslizar o dedo pelo rosto de Apolo.

– Eu só não posso acreditar...

– No que, Artie?

– Que você goste de mim assim... – e suspirou o olhando. – Você merece tão mais do que uma menina cheia de problemas... Alguém com tantos problemas... Alguém danificado

[...]

Notas finais
Ah, para, vey, fala se Apolo não é perfeito demais? Ai,ai... O que será que Apolo disse pra Artie que a fez falar isso? Será que ele finalmente disse que gosta dela ou não? Hoho, fique ligado aqui e logo saberemos ;)
*o* Olha, quem encontrar um Apolo pra venda, não esqueça de me ligar mandando o nome da loja hehe
Beijinhos açucarados e dorgados,
Nívea ;*
Ps: Devo voltar com tudo logo, logo >< Magic!
Ps: Mais uma vez, mil obrigadas, F.A. e Tris *o* Lindas, lindas demais *---*