Impossible
23 22º - Vingança.
Notas iniciais
Então, cmo eu não tava respondendo, vou dar uma rapidez antes do capítulo hehe Ah, sobre a cirurgia (que devo agradecer a todas as melhoras e coisas positivas que mandaram pra, obrigada)... Eu fiz uma cirurgia em um dente que consegui quebrar, to com quatro pontos e parecendo o fofão KKK'' Estou uma gracinha, smp vendo o lado positivo de parecer o Bozo o/ E, como dizia, estou tão dopada e com sono que mal fico acordada muito tempo, logo estou dormindo e quando acordada to colocando minha vida nos trilhos... E está sendo tão lindo quando entro aqui e vejo toda essa maravilha de recaditos *o* Eu e a Solé só temos a agradecer, sério. Solé toda serelepe e cheinha esses dias *acariciando Solé* Daqui a pouco teremos de fazer dieta, ein?
- RAWR - diz Solé.
KKKK'' Anyway, mil obrigadas e como recompensa smp capitulos postados antes do dia ^.~ Enjoy *o*
22º — Vingança.
Era um dos tantos prédios dos quais Apolo tinha visto no nome dos Davidson.
Velho, bem como Artemis havia dito, cheio de madeiras nas janelas.
Era por volta de uma hora pro sol se por no momento em que Apolo pousou agachado na terra batida e seca que cercava a propriedade.
Ele não tinha muito tempo antes de escurecer e não queria sair dali com Artemis no frio que sempre fazia nessa época. Por isso, ergueu-se, correndo rapidamente em direção a varanda.
Não havia ninguém, nenhum cachorro, nem mesmo um segurança. Aquilo era realmente estranho.
Mas não tinha muito para se preocupar. Seu modo de caça estava no automático e seu instinto de proteger Artemis era muito maior do que qualquer outra coisa.
Colocando uma flecha em seu arco composto, Apolo abriu a porta entreaberta e olhou para dentro.
Só havia poeira, um rato morto ali perto e flocos voando pelo ar através da luz do sol que entrava. Mas seus olhos viram que tinham duas pessoas ali dentro.
Dois homens pelo tamanho dos sapatos a cada passo que deram na sujeira.
Tencionou a corda e entrou, silenciosamente.
Estava assim, passando pela sala de estar, logo após de olhar a copa, no instante em que sentiu mais do que viu um soco vir em certeiro em seu estomago.
Só houve tempo de deixar o arco escorregar para seus ombros e se proteger, adotando uma posição clássica no Box.
Não pensou enquanto fazia uma seqüência de movimentos, evitando ao máximo que o inimigo tocasse em sua pessoa. Era jeb, jeb, direita e esquerda, um gancho.
O mais rápido que podia.
Quando menos percebeu, tinha jogado o enorme cara no chão com uma joelhada e um nocaute.
Apolo respirou fundo.
O cara devia ter entre um e nove e dois metros, usava terno, tinha uma arma que Apolo tirou o pente, e estava sangrando com a cara contra a madeira.
Aquele demoraria a acordar, pensou ele, sorrindo.
- ME SOLTA – aquele grito feminino o fez voltar para seu modo instintivo.
Apolo conhecia aquele timbre como ninguém.
Artemis.
Ela estava naquela casa, logo acima pelo que pode calcular, e alguém a machucava.
Não pensando duas vezes, ele arrumou o arco uma vez mais e caminhou cuidadosamente as escadas acima, sem fazer barulho ou movimentar-se demais.
Ainda que todos os seus músculos implorassem para correr até Artemis, manteve-se centrado. De nada adiantaria ele e ela machucados. Precisava se manter intacto. Mas, ao que parecia, só havia aquele segurança na casa.
Com o pé, Apolo empurrou a porta do quarto e o que viu o fez perder toda a respiração.
Artemis.
Sua Artemis encontrava-se nua, machucada como ele nunca tinha visto, cheia de sangue, com Logan segurando seus cabelos na mão enquanto deixava exposto o pescoço dela. Esse que ele fazia pequenos cortes com uma faca.
Ela parecia não conseguir mais lutar contra ele, apesar de manter as mãos no pulso em que segurava os fios ruivos, sentada no chão imundo e chorando.
- Me solta... – implorava ela, com um fio de voz. – Logan, por favor.
- Eu quero que implore mais, sua vadia, isso não é suficiente.
Antes que pudesse se segurar, Apolo soltou a corda que vibrava com a pressão e viu quando a seta passou exatamente o pulso em que segurava os cabelos de Artemis.
Logan gritou e olhou-o, pasmo.
- O que?
- Solte-a, agora – sua voz estava fria, cortante. Arrumou uma segunda flecha com perfeição. – Dê dois passos para trás.
Artemis, que já não estava mais sendo segura por Logan, caiu no chão, todo o corpo pequeno e delicado de sua garota tremendo ao mesmo tempo em que a ouvia chorar.
Mas Apolo não podia prestar atenção nisso agora, estava assistindo o próximo movimento de Logan.
Esse riu.
- Olha, olha, o herói. Eu não devia ficar tão surpreso.
- Não estou com paciência para sua falação.
Apolo encarou com todo o seu odeio os olhos castanhos do garoto a sua frente.
Logan tinha os cabelos marrons, alto, rosto aristocrático. Apolo odiava admitir, mas ele parecia um dos que andaria com eles caso estudassem no mesmo colégio.
Desviou a mente daquilo.
- Saia de perto de Artemis. Agora.
- E o que vai fazer? Você é o herói, não pode me matar com essa sua setinha boba? Se bem que está doendo essa flecha no meu pulso. – e ele sorriu – Mas eu gosto da dor.
Apolo fez algo que nunca esperou que fizesse.
Sorriu, um sorriso cruel de lado enquanto mirava bem no coração de Logan. Tal movimento fez o outro garoto parar de sorrir.
- Eu não sou o herói, aqui, Logan.
- Mas você vai ser preso...
- Eu sou o anti-herói, devia ter pensado nisso antes.
E, não vacilando no toque, Apolo folgou o aperto, seus dedos soltando a corda e a flecha indo com tanta rapidez que Logan não pode fazer nada ao tê-la atravessando seu peito.
Logan o olhou, pasmo. Mas ele poderia sobreviver aquilo.
Quando ele dissera a Atena que o mataria, não estava mentindo. Por tanto, puxou mais duas flechas, seguidas e acertou no mesmo lugar.
Segundos depois, Logan caia de olhos aberto e sem vida a poucos centímetros de Artemis.
E Apolo não pensou em fazer diferente em nenhum segundo.
Com a ameaça aniquilada, ele se virou para encarar Artemis.
Se alguma vez ele pudesse evitar olhar algo por causar dor em sua pessoa, seria ver como ela estava naquele momento.
Os ossos, por talvez ter ficado sem comer, se mostraram no quadril e na coluna. Havia cortes em suas costas. Hematomas no esterno e na cintura. E então sangue entre as pernas dela. Machucada.
Sem ligar para mais nada alem dela, Apolo soltou o arco e aproximou-se de Artemis.
- Artie... Artie, acabou... Esta tudo bem. – sussurrou ele, vendo-a se encolher quando tentou colocar a mão no ombro magro dela. Aquilo foi um soco certeiro em seu estomago. – Artie, sou eu, Apolo.
Vagarosamente, ela ergueu os olhos, estavam confusos, perdidos.
- Apolo?
- É, Apolo.
Então, os olhos verdes foscos começaram a se encher de água.
- Apolo... Você está aqui?
- Aqui – e deslizou sua mão para dela. Artemis apertou seus dedos tão fracamente que ele mal sentia a pressão. Ela estava tão maltratada. – Acabou, Artie, acabou.
- Apolo... Obrigada.
Então, antes que pudesse se preparar para aquilo, ela havia pulado para seus braços, o corpo tremendo ao se forçar a ficar de joelhos e o som alto de seu choro.
E Apolo nunca tinha sentindo uma sensação melhor do que aquela. Do que abraçar a cintura de Artemis e senti-la ali. Seu coração contra o dela. O calor e a pele sob seus dedos.
Afundou a cabeça entre os cabelos dela.
Artemis.
Sua Artemis.
A sensação de estar em casa. De finalmente... Respirar.
- Shh, está tudo bem. – sussurrava ao mesmo tempo em que deslizava a mão pelas costas pequenas. – Não há mais porque chorar, acabou.
- Apolo... Me tira daqui, por favor.
- Consegue andar ou prefere que eu te carregue?
- Eu... Não consigo... Está tudo doendo...
Os olhos verdes cheios de pânico encararam os seus com medo e dor.
E só por aquilo Apolo teria matado Logan mais uma vez.
- Tudo bem, eu te levo, Artie. Se segure. Vamos para casa.
Com um só puxão, Apolo tinha Artemis nos braços, enrolada em sua blusa de frio e tremendo, mas era algo que ele não poderia dizer bem o que era.
E ele não parou até estar em casa.
[...]
Artemis não sabia que horas eram, não que ela tivesse qualquer noção de tempo, no momento em que sua mente começou a despertar.
Por um instante, todo seu corpo começou a relembrar onde ela esteve, por tudo o que passara, e tremia por saber que estaria naquele inferno novamente.
Mas, então, um som que jamais soaria onde esteve no cativeiro, flutuou em seus ouvidos.
Era uma melodia doce, suave, tão macia quanto o travesseiro embaixo da sua cabeça ou tão gostosa quanto o grosso edredom que a cobria e esquentava.
E tudo aquilo, além do cheiro de verão e flores, a levou a abrir os olhos.
Não viu nada além de sombras de começo, contudo, quanto mais tempo ficava parada, deitada com a barriga pra baixo e olhando para o seu lado direito, mais ela compreendia onde se encontrava.
As portas da varanda aberta explicavam o cheiro de flores, a suave brisa noturna trazendo-a consigo.
Então, a luz da lua banhando um grande instrumento branco, e o cheiro de verão vinha do homem sentado de frente a ele, de costas para sua pessoa, a tocar uma música calma.
Apolo.
Ela conhecia aqueles cabelos loiros, agora prateados pela lua, em qualquer lugar. Mas não era só isso, era ele em si.
Lembranças adentraram em sua mente.
Apolo a tirando daquele lugar.
Apolo dando banho em sua pessoa delicadamente.
Apolo lhe dando comida quando tudo o que podia fazer era encarar o nada com medo de a qualquer instante Logan aparecer.
E Apolo acarinhando seus cabelos enquanto cantarolava uma canção em seu ouvido.
Apolo...
Sem pensar muito bem no que fazia, levando seu corpo ao limite já que doía tudo ao se colocar de pé, Artemis encaminhou-se enrolada nas cobertas até onde Apolo encontrava-se e pousou delicadamente a mão sob o ombro dele.
Seu dono suspirou.
- Desculpe, eu te acordei?
- Não, apenas... Acordei – sussurrou, assistindo-o trazer mais vida música. – Qual é essa?
- Pachelbel’s Canon in D Major.
Ela manteve-se quietinha enquanto escutava-o calmamente afundar as teclas, parecendo tranquilizar-se com aquilo, interligar-se a música e aos acordes.
De um modo que só Apolo conseguia.
- Posso tocar com você?
- Pode, Artie.
E antes que ele pudesse volta a negar, Artemis aceitou o local entre as pernas dele que ele oferecia e acomodou-se nos braços de Apolo, vendo-o voltar a tocar música.
Não demorou muito para que seus dedos seguissem os mesmo que os do homem de olhos azuis, entrando em uma só harmonia, em um só ritmo.
Uma melodia que fez Artemis fechar os olhos e sorrir.
- Desde quando sabe tocar piano? – sussurrou ele em seu ouvido.
- Meu pai tinha um, ele me ensinou quando ainda era novinha. Eu só não tocava por que... Doía. Eu me lembrava daquele tempo em que ele estava vivo e... Eu não queria passar por toda a dor de novo. – Artemis suspirou, se recostando no peito de Apolo. – Mas agora é diferente. Tudo é diferente.
Ficaram em silencio por um tempinho.
- Artie...
- Sim?
- Nunca mais suma da minha vista.
Ela sorriu para ele pelo ombro por causa daquela ordem. Apesar de devolver o seu sorriso, os olhos azuis estavam sérios.
- Não vou, Apolo, não vou. – suspirou. – E obrigada por cuidar de mim.
- Eu só não coloquei uma roupa em você porque eu estava com medo dos tecidos grudarem em seus machucados – então, ele parou de tocar e abraçou sua pessoa, os braços firmes segurando-a como algo precioso, algo raro. – Continue tocando.
E ela não parou de acarinhar o piano. Na sua mão, a melodia ficara mais doce.
Artemis sentiu os lábios de Apolo roçarem em seu ombro. E pela primeira vez, ela não sentiu necessidade de se afastar ou passar mal, só havia a boca dele colando-se em sua pele, quente e agradável.
Um carinho que ela achou... Maravilhoso.
Aumentou a velocidade da música.
- Eu poderia trucidar Logan mais uma vez... – murmurou ele, contra sua clavícula. – Delicada demais para ser machucada daquele modo. Como alguém pode fazer isso com você? Parece uma ninfa, tão... Linda...
Então, a boca dele encostava-se em sua nuca.
Artemis suspirou, finalizando a música carinhosamente.
As palavras de Apolo costuravam-se a tranqulidade do momento. E, quando ele girou seu rosto, tudo o que ela pode fazer foi encarar os flamejantes e tristes olhos azuis.
- estamos bem, Apolo.
- Sim, estamos.
Antes que pudesse adicionar mais alguma coisa, o que pensou que não desejava, a boca de Apolo muito vagarosamente tocou a sua em uma suave preliminar.
Somente apreciando seus toques, sua força.
E em seguida, ele segurava seu rosto, finalmente aprofundando o beijo.
Artemis suspirou enquanto girava no colo dele e deslizava os dedos para os cabelos loiros e lisos. Era tudo o que ela mais precisava.
Durante toda aquela terrível semana, o que a tinha mantido viva era a esperança de sentir aquilo que Apolo acordava em seu interior, era tocar o lábio dele com sua língua como fazia naquele momento e aspirar o cheiro de verão e perfume masculino que ele tinha.
Era... Beijá-lo.
Portanto, quando ele apertou sua pessoa contra os músculos do peito dele, Artemis não reclamou, nem mesmo sentiu qualquer coisa a não ser... Felicidade.
Apolo estava com ela.
Havia acabado.
Então, tão suave como havia começado, Apolo começou a se afastar, somente tocando suas bocas outra vez, e logo fitava seus olhos com os azuis cheios de algo que ela não compreendia.
Mas que a fez sorrir mais para ele.
- Artie...
- Obrigada, Apolo. Mil vezes, obrigada.
- Nunca mais suma.
E quando ele a abraçou, tudo o que Artemis pode fazer foi retribuir, fechando os olhos e apreciando o que jamais conseguiria se não tivesse precisado tanto dele naqueles últimos dias.
Apolo era tudo em sua vida.
- Nunca mais.
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Próximo Capítulo:
[...]
Mas ela não teve coragem de se olhar, não até pensar que teria de enfrentar o espelho do banheiro.
Então, sua perspectiva mudou completamente.
Panos, enormes panos brancos envolviam cada parte espelhada que existia, algo como colchas de cama escondendo o reflexo dela.
E com aquilo Artemis soube o quanto deveria estar horrível.
O que Apolo estava escondendo dela? O que ele não suportava que ela visse?
Antes mesmo que sua mão se prendesse no pano, suas lágrimas já caiam e por algum motivo, aquilo doía, ardia. Então, com um grande suspiro tremulo, ela assistiu a roupa branca flutuar como uma nuvem até o chão.
E ela não sabia o que fazer além de encarar petrificada a menina a sua frente.
[...]
Notas finais
Anyway, remédio chamando-me para dormir, sorry :s Mas eu tinha que vir aqui postar haha
Beijinhos açucarados e cheios de amor por voces,
Da autora que está louca por não conseguir responder e morrendo de vontade de fazer isso,
Nívea :*
Ps: Ahá, tem galera nova por aqui *O* Como smp digo, sejam muuuuuito bem vindos, amores >< Nossa história smp de portas abertas procêis ^.~
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