Impossible
20 19º - Hospital.
Notas iniciais
[Músiquita de hoje: The Cinemac Orchestra — To Build A Home] [Aqui]
19º — Hospital.
Atena olhou pela vigésima vez o contrato que tinha acabado de conseguir.
Era meio que impossível de acreditar que havia, enfim, lidado com toda aquela situação sem a ajuda do seu pai.
Foi como ganhar o Oscar em méritos próprios, pensou ela, desligando o tablet e o guardando dentro de sua bolsa. Tinha apenas trinta minutos para sair do seu escritório e voltar para almoçar com os sócios majoritários.
- Martin, adiciona pra mim o senhor Stone e o senhor Smith logo após o meu almoço, por favor? – pediu Atena enquanto passava na frente da mesa do seu secretário, um jovem homem com pouco mais do que vinte e três anos.
Ele sorriu, assentindo.
- Considere feito, senhorita Chase.
- Obrigada, Martin.
Estava a esperar o elevador, pensando que não podia se deixar levar pelos seus pensamentos sobre como ela e Poseidon haviam terminado na noite anterior, quando seu telefone tocou dentro de sua bolsa.
Grata para não ter que ficar com a cabeça doendo mais do que já estava de tanto chorar, Atena leu primeiro o nome antes de com um suspiro colocar no ouvido.
- Diga, Apolo.
- Atena, eu preciso que você arrume uma televisão agora.
Atena franziu o cenho, sem entender a entonação preocupada no tom dele.
- Desculpa, Apolo, mas eu tenho um almoço de negócios e não posso me atrasar pra ele. Se for por causa de Poseidon e eu brigamos ontem, pode esquecer, estou ocupada.
- Vocês... Brigaram?
- Foi, ele foi lá em casa, disse que ia pra Dallas e nós brigamos de novo. – silencio. – Apolo? Alo?
- Oh, caramba. Atena, por favor, ligue na CNN ou entre na BBC, por favor, agora.
- Mas...
- AGORA, ATENA.
Surpresa com a agressividade de Apolo, Atena voltou para onde seu secretário a olhava confuso e apanhou o controle da enorme televisão na parede, a ligando.
- O que tem de tão importante, Apolo?
- Assiste, garota.
Mas tudo o que ela ia dizer, sumiu de sua boca ao perceber o que lia em letras vermelhas embaixo e onde uma mulher morena dizia com milhares de carros policiais e fitas amarelas atrás dela:
“Ao que se parece, o herdeiro de Cronos Jackson, Poseidon Jackson, sofreu o acidente por volta das oito da noite de ontem. Não se sabe ao certo por quais motivos, mas julga-se que um carro entrou pela lateral e na tentativa de desviar, senhor Jackson bateu com a caminhonete. O carro finalizou por estar dentro do lago e foi retirado hoje de manha. Não havia sinais de bebidas alcoólicas ou uso de substancias. Até agora, só há a hipótese de um acidente não planejado. Poseidon foi retirado pelo próprio dono da caminhonete logo após o acidente, mas seguiu em estado crítico para o hospital. A policia ainda investiga o caso e...”
Atena parou de prestar atenção assim que começaram a fazer uma retrospectiva da vida de Poseidon.
Sua mão tremia, seu rosto deve ter ficado pálido, pois Martin segurou seu braço com a face preocupada, e Apolo gritava seu nome no telefone.
Oh, droga, droga.
Eles haviam brigado.
Ele se desculpara com ela na noite anterior e...
Merda.
- Qual hospital ele está, Apolo? – perguntou com uma voz que pareceu estranha a si mesma.
- Você está bem? Atena?
- Onde?
- Hospital Lucius. Não sei se ainda tá na UTI.
- Como... Não...
- Eu descobri hoje de manha também, Artemis quem me mostrou. Eu estou indo pra lá nesse momento.
Atena assentiu para Martin e acenou pra ele pegar o telefone e a lista de sócios. Ele a soltou com cuidado. Atena suspirou, procurando se manter firme.
Aquilo era demais.
- Estarei chegando lá daqui uns quinze minutos.
- E, Atena, ele não foi para Dallas por mal.
Mas ela não podia ouvir aquilo agora.
Seus olhos já começavam a se encher de lágrimas, escutar que fora culpa dela que ele saiu assim de nada adiantaria se ele estivesse perto de morrer.
Não, não podia pensar naquilo.
E desligou o telefone. Martin a olhava preocupado.
- Martin, desmarque o almoço e mais duas reuniões... Eu... Eu preciso ir.
- Não se preocupe, irei dar um jeito aqui.
- Obrigada.
E Atena correu para o elevador que a esperava.
[...]
Hospital sempre fora um lugar da zona restrita para Atena. Ela odiava aquele cheiro de álcool, as paredes brancas e os médicos de jaleco. E não foi diferente quando caminhou rapidamente para a secretaria.
Duas moças a olharam quando se aproximou.
- Bom dia – disse uma delas. – Em que posso ajudá-la?
- Eu gostaria de saber o numero do quarto de Poseidon Jackson.
- Desculpe, senhorita, somente pessoal autorizado.
- Acho que você não escutou direito, eu preciso do quarto dele, eu sou... – Atena engoliu a seco, tentando conter as lágrimas. -... Eu sou a ex-namorada dele, Atena Chase e...
- ATENA.
O grito de Apolo chamou sua atenção e viu ele ao lado de sua melhor amiga. Artemis olhava-a com preocupação.
Será que ela estava tão ruim assim?
Deixando a mulher para trás, Atena correu até ele e segurou seu braço.
- Onde ele está?
Os olhos azuis de Apolo estavam frios.
- Acabou de sair de uma cirurgia. Parece que havia rompido algo na perna.
Atena colocou a mão na boca enquanto sentia as malditas lágrimas caindo.
Era verdade.
Poseidon estava mesmo no hospital.
Seu Poseidon estava no hospital por sua causa.
Tudo o que ela podia fazer era negar com a cabeça. Não podia acreditar. Não depois de eles terem brigado e ela o ter mandado embora.
O que ela havia feito?
- Atena...
- Eu preciso ver ele, Apolo – disse ela, ouvindo seu próprio desespero. – Eu preciso.
Artemis suspirou.
- Nós tentamos, Atena, eles negaram porque disseram que pode haver contaminação.
- Não, eu vou ver ele.
E antes que pudesse dar um passo, um médico apareceu pela portas de vai e vem.
- Senhor Solace?
Apolo deu um passo para frente.
- Aqui.
O médico usava um jaleco preto, nada normal, e tinha o que parecia ser uma pasta em mãos a todo minuto olhando aquilo.
Seus olhos castanhos passaram por seus rostos.
- A cirurgia ocorreu com sucesso, apenas um pequeno contratempo aconteceu, mas é normal depois de uma batida como aquela.
- E como ele está?
- Senhor Solace, tudo o que posso lhe afirmar é que fizemos o possível, mas houve muitos ferimentos. Quebrou três costelas, teve um corte profundo na testa, deslocou o ombro, alguns danos internos que podem vir a melhorar e a perna que ficou presa nas ferragens e tivemos que fazer a cirurgia agora.
Atena se auto-abraçou enquanto ouvia aquilo e olhou para o médico.
- Qual o estado dele?
O médico a encarou de volta como se soubesse pelo que ela passava.
- Não vou enganar a senhorita, o estado é crítico. Faremos mais duas cirurgias para arrumar pequenas fraturas, mas o que posso lhe dizer é que acredite em milagres.
Ouvindo aquilo, Atena teve que sair de perto.
Milagres.
Atena nunca acreditara em nada nem mesmo parecido.
Ela não sabia o que fazia até ter passar pelas portas da UTI. Ninguém lhe parou enquanto olhava de ala em ala, procurando-o.
E todo seu coração parou no momento em que o viu pelo vidro.
Uma enfermeira ainda cuidava dele, mas tudo o que Atena podia ver encostando a mão no vidro era Poseidon.
Ele estava irreconhecível. Se não tivesse crescido com ele, jamais perceberia.
De algum modo, haviam colocado uma faixa envolta da cabeça dele, os cabelos negros encontravam-se raspados, seu olho esquerdo estava roxo assim como grande parte do maxilar e um pedaço da clavícula. Seu braço direito estava engessado e a perna esquerda tinha uma grande faixa ainda rosada do que devia ter sido da cirurgia.
Apesar de todos os machucados, ele dormia tranquilamente, provavelmente dopado para não sentir as dores.
Seus olhos se encheram de lágrimas ao vê-lo naquele estado.
Enquanto ficava ali, a encarar o que só parecia ser a forma de seu Poseidon, ele virou a cabeça em sua direção e ela captou os olhos verdes que continuavam o mesmo assim que ele segurou seus olhos.
Ele estava acordado.
Ela chorava o fitando.
Ele estava vivo.
Poseidon estava vivo.
Era tão mais do que ela poderia esperar. E o sorriso em seus lábios saiu antes que pudesse segurar, vendo-o fitar seu rosto por trás da cortina de lágrimas.
- Poseidon – sussurrou, sua mão implorando para tocar a dele.
Mas tudo o que ele fez foi tentar falar, sua boca se abrindo e aparentemente tentando que algum ar saísse. E aquilo pareceu trazer mais do a ele.
Atena negou com a cabeça, implorando para ele ficar quieto.
Antes de ele parar, ela conseguiu entender o que ele dizia.
E se Apolo não a tivesse segurado, Atena teria entrado naquela sala naquele momento. Poseidon havia dito: Desculpa.
E algo de pesado bateu em seu coração com aquilo.
Ela sabia o que significava. Ela conhecia-o.
Quantas vezes ele não havia feito aquilo quando pensou que não agüentaria mais a vida?
Atena se debateu contra Apolo, chorando enquanto fitava Poseidon fechar os olhos.
Ele estava desistindo. Ele estava se entregando a morte, ela sabia disso, seu coração sabia disso.
- NÃO – gritou ela, tentando com todas as forças se livras de Apolo.
Ela tinha que ir até ele, dizer para ele que voltariam e que ela o amava ainda. Ela tinha que segurar a mão dele para ele não desistir como ele estava fazendo naquele momento.
Então, tudo tinha virado uma bagunça.
E o som que ela ouviu naquele minuto ficaria guardado para sempre na memória dela.
Um bip agudo e continuo.
Um bip que avisava que o coração de Poseidon tinha parado de bater.
Ela se debateu mais contra Apolo, vendo os médicos entrarem pela porta do quarto e a enfermeira rasgar a roupa de Poseidon.
O peito dele estava imóvel.
Imóvel de um jeito que Atena nunca perceberia antes e que ela nunca tinha visto.
O coração dele...
- NÃO – murmurou assistindo o médico dar um choque forte.
O peito de Poseidon vibrou e seu coração continuou parado.
Não.
Ele não podia estar desistindo.
O médico fez mais uma vez.
Poseidon não reagiu.
Então, mais uma.
E mais uma.
A linha no aparelho continuou continua e reta. Atena viu os médicos negarem com a cabeça e então uma mulher anotar algo em algum papel. Aquilo tudo parecia um filme a sua frente.
– Não...
Artemis ao seu lado olhava para o chão, mas Atena via as lágrimas e Apolo não encarava seu rosto quando se virou para perguntar se aquilo era verdade.
Era verdade.
- Sinto muito – disse a enfermeira ao sair do quarto. – Fizemos o possível.
Aquelas palavras ricochetearam dentro de Atena.
Não, aquilo não podia estar acontecendo.
Suas pernas ganharam vida própria e nem mesmo Apolo tentou detê-la quando Atena entrou com tudo no quarto. Não havia mais nenhum som no quarto, somente Poseidon deitado, imóvel sob o catre, parecendo dormir.
E ela queria tanto que ele acordasse.
Sem pensar, Atena o abraçou e afundou o rosto no pescoço machucado de Poseidon, suas lágrimas fazendo todo o seu corpo tremer enquanto o apertava e afagava-o.
Não.
Poseidon não podia ter feito aquilo.
- Não, Poseidon. – sussurrou ela, procurando o calor e o cheiro tão típicos deles. – Vamos lá, Poseidon, não pode me deixar aqui. Você disse que me amava, que faria qualquer coisa por mim... Volta, seu idiota, volta.
Mas nada se moveu.
Apenas a mão de alguém em seu braço, mas nada importava mais pra ela.
Eles haviam brigado, ela havia o expulsado e agora ele estava morto. Devia ser alguma brincadeira de mau gosto.
Seu peito se fechou.
- Atena... – a voz de Apolo era baixa. – Nós temos que ir.
Ela não ligava.
Poseidon.
Era tudo o que ela pensava.
Em Poseidon.
E nele em seus braços.
- Volta pra mim, Poseidon – sussurrou ela no ouvido dele, soluçando – Vamos, volta. Eu sei que você está ai, anda... Poseidon, não me deixa assim... Não...
- Atena. – agora era Artemis, afagando delicadamente seu braço. Ergueu os olhos para os verdes de sua amiga. Ela também chorava. – Não há mais jeito, ele se foi.
- Ele não pode ter ido, Art, não pode.
- Eu sei que não podia, mas ele não...
Antes que Artemis pudesse continuar aquilo, um barulho chamou atenção de todos.
Primeiro um bip.
Depois dois.
Mais um.
Linhas verticais começaram a aparecer na linha que antes estava reta. O coração de Poseidon. Atena olhou para o rosto machucado do garoto em seus braços e sorriu, suas lágrimas caindo ainda mais.
- Isso, seu idiota, fica – sussurrou pra ele enquanto afagava a bochecha dele. As gotas salgadas caiam sob a pele bronzeada quando tocou seus lábios aos dele. – Não desista de mim, você prometeu. Prometeu que nunca me deixaria, que seria possessivo e não me perderia. Prometeu. Cumpra sua promessa, Poseidon.
Então, a mesma enfermeira apareceu, parecendo pasma com aquilo.
- Batimentos cardíacos. – disse a mulher para o médico que logo veio apertar o pulso de Poseidon.
- Religue todos os aparelhos, Loren, agora. Precisamos de adrenalina e mantê-lo assim. 40. 50 batimentos e subindo. Senhorita, preciso que se afaste.
Mas tudo o que Atena fez foi segurar a mão de Poseidon, vendo os médicos aplicarem soro e algo em uma seringa nele. Seus olhos cinza não paravam de cair lágrimas, sem acreditar naquilo.
Poseidon... Seu Poseidon estava vivo.
Ela afagava os dedos dele ao mesmo tempo em que via o médico dizer:
- 90 batimentos... 100 batimentos... 120 batimentos e... Estável. Respiração e batimentos estabilizados. – e o médico sorriu para seus olhos cinza. – Esse garoto tem mesmo pelo que lutar, senhorita.
A enfermeira concordou.
- Considere isso um milagre.
Mas tudo o que Atena pode fazer foi afagar o rosto de Poseidon e beija suavemente os lábios dele, sentindo que ele não a deixaria tão cedo.
- Isso não é milagre, isso é promessa. E ele sempre cumpre as promessas dele, não é, seu idiota? – e sorriu ainda a chorar. – Ele não era louco de me deixar aqui.
Artemis apertou seu braço, sorrindo.
- Ele é louco é em você, Atena.
Apolo então sorriu, balançando a cabeça como que não acreditasse.
- Quando você acordar, cara, vai estar muito ferrado por me dar esse susto.
Atena riu, baixinho.
Então, todos haviam se calado.
Atena achou estranho, mas foi a primeira entender. Poseidon apertava suavemente sua mão de volta, os dedos fracos, contudo, o necessário para ela sorrisse para ele através das lágrimas no momento em que ele abriu um pouco o olho não machucado.
O pouco que a fez ver o tom verde escuro que ela tanto amava. E que a levou a tocar delicadamente o rosto dele com os dedos. Poseidon centralizou o olhar no seu. Vivo.
- Atena...
- Shh, está tudo bem agora, mas eu ainda quero te matar por isso. – brincou ela. – Ah, droga, eu to chorando de novo.
Ele pareceu confuso, então, encarou suas mãos juntas para em seguida fitar seus olhos, os verdes brilhavam daquele modo que ela só via às vezes quando ele abaixava as barreiras. E olhava com amor.
Como poderia negá-lo? Ele era tudo dela.
- eu... Ai.
- Não fale, vai doer mais. Pode voltar a dormir, está tudo bem.
- O que?
- Depois vamos explicar, Poseidon, depois. Agora... – segurou o rosto dele. – Descanse, você teve um começo de dia bem movimentado.
Por alguns segundos, ele nada disse, nem perguntou por que os médicos andavam arrumando tudo por ali, e logo fechava os olhos, sem soltar seus dedos.
Ela pensou que ele já tinha dormido no momento em que ele a surpreendeu, suspirando e sussurrando baixinho, de um modo que só ela ouvisse:
- Eu te amo, Atena...
E tudo o que ela pode fazer foi colar seus lábios juntos mais uma vez.
- Eu sei, Poseidon... Eu... Eu também te amo, seu idiota. – e teve que sorrir assim que ele a olhou, meio pasmo. – Shh, falaremos disso depois, ok? Agora, por favor, descanse.
Demorou um pouco, com ele a fitar seus olhos por tanto tempo que ela se perguntou se ele estava com tanto medo de que dormisse como ela estava, mas o cansaço levou a melhor. E seu batimento continuou estável.
O som vivo do seu coração batendo. Ali, com ela.
E a primeira coisa que Atena fez assim que ele dormiu foi apoiar a cabeça no peito dele e chorar, como nunca tinha chorado antes, agradecendo imensamente que ele tivesse sobrevivido.
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Próximo Capítulo:
[...]
Assim que ele não podia mais enxergar sua pessoa, Artemis caminhou em direção ao fundo do salão. Ela não chegou a se quer passar perto do banheiro, caminhava para a saída dos fundos.
Saída essa que ela já tinha ido olhar antes.
O beco estava escuro no momento em que saiu para ele.
O clima estava mais frio do que o esperado, mas quem ela ia se encontrar não havia sumido como ela pedira para acontecer. O homem em uma roupa de gala, cabelo em corte militar e sorriso de lado olhou sua pessoa dos pés a cabeça.
E foi o suficiente para todo o seu passado bater com força.
Nojo.
Medo.
Agonia.
Não... Engoliu a seco, mantendo-se ali.
Calmamente, ele saiu das sombras e aproximou-se, sorrindo.
- Está muito bonita, Artemis.
Ela procurou ignorar o modo como suas pernas começaram a tremer ou como seu estomago implorou para vomitar o que não tinha. Seus olhos verdes o fitaram com força.
- Eu vim, como você pediu. Não toque em nenhum dos meus amigos.
Logan assentiu com a cabeça enquanto puxava um fio de seu cabelo.
- Eles não me importam se eu tenho você, querida. Agora, me desculpe por isso.
[...]
Notas finais
Nívea mega apressada, sorry >
Beijinhos ;*
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