Impossible

15 15º - Quarto.


Notas iniciais
Hoho, boa tarde, galeraaaa *o* Olha, eu vim mais cedo o/ Geralmente eu posto tão tarde, anyway, eu vim aqui agradecer milhares e bilhares e trilhares de vezes a Dama do Poente (que vem no embalo sem noção das minhas ficks há um boooom tempo, bota bom tempo nisso KKK'') e a LadyMellark (que vem pela primeira vez nas minhas nóias o/) *o* Mil obrigadas, meninas, nem sei como agradecer, na vdd, nunca sei KKK #fato Anyway, eu só quero dizer que estou mega honrada em recebê-las, sei que não há como retribuir em igual, mas o meu maior esforço é sempre trazer um capítulo beem legal. E esse daqui eu tenho o prazer de entregar a vocês, obrigada, por tudo, meninas *--------* Enjoy, honeys ^.~

Ps: Se quiserem, escutem Fix You — Coldplay [Aqui]

15º — Quarto.


Artemis jogou o jornal que lia sobre a pilha de outras quatro revistas e se encolheu no sofá que estava sentada, abraçando suas pernas e tentando pensar em qualquer outra coisa que não fosse no que aquelas palavras diziam.

Violência.

Batida de carro.

Davidson.

Kenny.

Logan.

Ah, droga, droga.

– Nós já estamos dando um jeito nisso, querida.

Ela tinha certeza. Três pares de olhos a encaravam. E sua mãe estava tão aos nervos como ela.

Saber que Logan tinha sido solto era como dizer que o diabo andava pelo mundo cheio da grana. E qualquer pessoa que soubesse como aquele cara era, teria medo.

Zeus desligou o telefone, parecendo extremamente tenso, e sentou ao lado de Hera. Esta imediatamente agarrou a mão dele entre as suas. Todos pareciam aos cacos.

Como se todos estarem preocupados com aquele escândalo, a premieré tinha acabado em um verdadeiro fracasso. Todo o brilho da música tinha se voltado a todo o mundo obscuro dela.

– Basta esperarmos um pouco, Artemis, eu tenho um bom grupo de propaganda, vão arrumar algo. Fiz o que pude, impedindo a maior parte das publicações alegando ataque direto a moral e humilhação publica... Apenas aqueles malditos sites ainda estão com sua fofoca, mas um grupo está cuidando disso. Prometo que até em 24 horas tudo isso vai estar resolvido. Mas vai ter que ficar parada por um tempo.

– Não. – a voz de Apolo era surpreendentemente calma ao falar com o pai. – Ela vai sair, vamos a festas, vamos fazer uma imagem de badgirl pra ela. Só assim conseguiremos abafar esse caso.

Os olhos azuis de Zeus faiscaram para Apolo.

– Não vamos estragar a imagem de Artemis assim.

– Pai, a imagem já está estragada, essa é a verdade. – Artemis se encolhia enquanto ouvia o que Apolo dizia. – O máximo que podemos fazer é entregar o que eles querem, fazer com que eles cansem, que o povo se acostume. Você sabe que é mais sensato. Se ela se esconder, vão pensar que ela está com medo, vão atacar com mais força. E vai ficar pior para Artemis. Vamos logo atacar com o que temos, mostrar uma garota revoltada com seu passado que cai na festa pra esquecer ele. Vamos encontrar atores, cantores e famosos para que pensem que eles namoram. Só temos essa chance, de revidar com o que eles já têm.

Antes mesmo de Apolo terminar, sua mãe já tinha se levantado e caminhava de um lado para o outro, ansiosa. Zeus fitava seu filho com seriedade. E Apolo o encarava de volta, protegendo seu ponto.

Tudo o que Artemis menos querida era ver a sua nova família desunida por sua causa.

– Eu aceito. – disse Artemis, chamando a atenção dos três olhos de uma vez. Escondeu as mãos dentro do seu moletom azul. – Eu concordo com Apolo, melhor eu dar uma outra imagem... Faço o que for necessário.

Então, sua mãe pousou uma mão em seu ombro.

– Mas, querida, e Logan?

Só de alguém dizer aquele nome em voz alta fazia sua cabeça rodar, como acontecia naquele segundo.

Fechou os olhos, com medo de passar mal mais uma vez.

– O que tem ele? – foi Zeus quem perguntou.

Mas, antes que sua mãe dissesse, Artemis sussurrou:

– Ele vai vir atrás de mim... Ele vai querer me matar depois de ter o colocado na cadeia... Oh meu deus... – segurou a cabeça entre as mãos. – Ele vai vir atrás de mim, mãe.

– Não vai, não, querida, vamos dar um jeito. Ela não vai poder ir pras festas assim. Não com Logan solto por ai. Ela estar certa, ele pode querer vingança pelo que fizemos com ele – suspirou – Vamos ter que lidar com toda essa situação do modo burocrático.

– E quem disse que ela iria sozinha? – interrompeu Apolo, erguendo as sobrancelhas. – Eu vou com ela. E mais Afrodite, Atena, Poseidon. Eu não a deixaria sozinha nem se esse talzinho ai estivesse preso.

Artemis olhou surpresa para ele.

– O grupo inteiro?

Apolo deu de ombros.

– Mais guardas se for necessário.

Zeus suspirou.

– Vamos então fazer ambos, continuar processando e criar uma nova imagem para você, Artemis. Isso vai ter que ser o suficiente.

Apolo sorriu, malicioso.

– E vai ser, pai.

– Ok, agora que lidamos com uma parte, o que vamos fazer em relação a Kenny Davidson?

Artemis respirou fundo ao ouvir aquele nome.

E então se levantou, sabendo que não aguentava mais daquela tortura, era demais.

Ainda estava se recuperando tanto de ter desmaiado como por Apolo tê-la tocado por tanto tempo. Vomitara a manhã inteira, não conseguira comer quase nada e sentia-se pior do que tudo.

– Vocês podem resolver isso sem mim – sussurrou, nem ligando para se as palavras pareceram rudes.

Não esperando a resposta, ela subiu o corredor e ia pro seu quarto, se deitar, no momento em que a mão de Apolo deslizou para a sua e ele a puxou para mais uma porta a frente, depois da sua.

Ela sabia o que era antes mesmo de ele abrir a porta, mas nunca imaginou que o quarto dele seria daquela forma.

Todo variando dos tons entre madeira, negro e branco. Todas as paredes eram lotadas de instrumentos musicais, fotos de grandes cantores e colagens dele com os amigos. Tinha um piano de calda de frente à janela da varanda, o chão em tapete negro felpudo, uma cama moderna que foi para onde Apolo a puxou.

Enquanto se deitava por cima do monte de travesseiros e do grosso cobertor, Artemis pensava em quantas mulheres também não haviam passado por ali, deitado do jeito que ela se encolhia, sentindo o cheiro dele e vendo-o deitar-se a sua frente.

Pelo que podia saber muitas, tantas e tantas.

Corou ao imaginar o que faziam ali.

Mas tudo o que Apolo fez com ela foi ficar encarnando seus olhos, sem tocá-la, nada além de olhá-la. Sentia que por ali, naquele contato silencioso, ela começaria a chorar.

E ela não sabia nem porque direito.

– Eu não uso minha cama para esses fins – disse ele, baixinho, sorrindo um pouco. – Uso o quarto de hospedes.

Artemis teve o dom de abaixar os olhos.

– Ah, como soube... Que você sabe... Eu tava pensando nisso?

– Porque você corou.

Malditas bochechas.

Com força, puxou suas mãos para dentro do moletom, se encolhendo. Não aguentava nem se quer fitá-lo. Ainda estava a pensar sobre aquilo, sobre ele e as mulheres.

Quantas será que ele não lembrava nem mesmo o nome?

E por que isso a preocupava ao final de contas?

Então, os dedos dele penteavam seu cabelo esparramado no colchão. Ficou a olhar o modo como deslizava a mão, cuidadoso, segurando alguns fios contra sua palma, soltava. E voltava a fazer todo aquele movimento.

Seus pensamentos saíram de mulheres, mesmo de Logan e se voltaram para como ele era gentil, como Apolo aguentava tanto por sua causa e como ele tinha a tirado daquele tumulto na noite anterior.

Fora trágico sair como uma dama nos braços dele, quantas milhares de pessoas não destacavam agora aquilo em algum programa do E! ?

Não, sai daí, sussurrou para sua mente e voltou os olhos para Apolo.

Mas ele não estava a olhando, encontrava-se de olhos fechados, parecendo finalmente relaxar desde que acordaram as loucuras com todos os celulares tocando e Zeus ladrando ordens para impedir jornalistas de entrarem em sua casa.

Tudo por sua causa.

Pequenas lágrimas escorreram de seus olhos. Tinha prometido que não ia fazer besteira, que não ia estragar tudo de novo.

E cá estava, fazendo a maior merda de sua vida.

– Eu nunca fiquei deitado assim com alguém – sussurrou Apolo, de repente. Aquilo a fez prestar atenção nele que franzia o cenho, ainda de olhos fechados. – Nunca parei para ficar calado, sem beijar ou qualquer coisa assim.

Artemis mordeu o lábio.

– Nem mesmo com sua mãe?

– Não, você é a primeira, Artie. Também nunca trouxe uma mulher para meu quarto, nem deixei ninguém deitar na minha cama. – então ele encarou seus olhos, parecendo um pouco confuso. – E eu não sei por que te trouxe aqui.

Ela não sabia se ficava feliz ou triste com aquilo. Ele podia estar simplesmente pedindo para ela sair, mas por outro lado fora ele quem a trouxera.

Só havia um jeito.

Engolindo a seco, perguntou com um fio de voz:

– Você quer que eu saia?

Como se ela fosse correr naquele momento, Apolo agarrou sua mão entre as dele. Seus dedos começaram a abrir o pequeno punho que a sua mão era, para, em seguida, pousar, delicadamente, sua palma aberta sobre o rosto dele.

Apolo olhou em seus olhos.

– Não, eu quero que fique aqui. Vou parecer uma mulherzinha agora, mas eu não quero ficar sozinho, não agora.

Seu polegar começou a afagar a bochecha dele, como sempre, amando aquele calor que ele emanava.

– Eu também não quero ficar sozinha. – confidenciou baixinho, procurando algo nos olhos azuis de Apolo. – Eu tenho medo de Logan aparecer e...

Todo seu corpo começou a tremer só com aquela possibilidade.

– Está tudo bem, Artie, ele não vai te pegar aqui no meu quarto. – ele beijou sua palma. – Eu não vou deixar ele chegar perto de você. Ninguém toca em um Solace, muito menos ele. Agora, que tal você dormir um pouco?

Aquela oferta era tentadora, contudo, seu corpo, ainda que cansado, não conseguia desligar. Não tão cedo com um perigo tão iminente.

Acomodou-se melhor na cama. Ia demorar a pegar no...

O que era aquilo?

Havia algo duro abaixo de sua cabeça e com a mão que não estava no rosto de Apolo, Artemis apanhou o que parecia ser um caderno embaixo do travesseiro.

Em couro azul escuro, estava um grande bloco de anotações com o nome de Apolo em letras douradas na capa.

Ele sorriu para sua pessoa quando o olhou.

– Eu me esqueci de tirar daí ontem à noite.

– Ah... E o que é isso?

– Onde eu escrevo minhas músicas, onde desenho ou simplesmente escrevo. – ele aproximou-se, de modo que ambos podiam olhar para o livro que estavam em suas mãos. – Se quiser, pode olhar. Só ignore os rabiscos.

A letra de Apolo era linda, curvada, letra de grandes escritores... E foi assim que começou a ler tudo o que ele escrevia.

Seus temas variavam, principalmente nas cifras das músicas, de amor até ódio. Dias e dias, como um diário, que escreviam poeticamente tudo o que ele era.

E tudo que a encantava ainda mais.

Maravilhada, Artemis deslizou um dedo por uma imagem da “Montanhas da Patagônia” com o que dizia lá embaixo.

Era nada menos que Poseidon dando um beijinho na ponta do nariz de Atena que sorria, ambos escorados em um cerca de algum navio grande, um tanto de água atrás dele e então as milhares de montanhas cobertas de gelo ao fundo.

– Isso foi antes deles terminarem – disse Apolo – Tínhamos todos ido viajar para Patagônia e eu gostei dessa cena.

– Você mostrou a eles?

– Não, porque nesse mesmo dia eles brigaram e tudo acabou. Não deu tempo.

Artemis continuou encarando a alegria da Atena daquela imagem. Fazia muito tempo que Atena não sorria daquele modo.

– Você consegue fazer ela em uma tela grande?

Ele franziu o cenho, mas assentiu.

– Consigo, por quê?

Encarou os olhos azuis dele.

– Eu vou mostrar para Poseidon algumas coisas que ele não vê. Eu conversei com ele e ele realmente acredita que ele e Atena não têm mais volta. Quero dar de presente esse quadro para mostrar para ele que vai dar certo – corou e olhou de volta para a imagem – Atena nunca sorriu dessa forma a não ser com ele.

– Eu começo a fazer amanha.

Artemis sorriu um pouquinho e deixou seu braço tocar o dele ao virar mais uma pagina.

Letras e mais letras, para piano, guitarra, violão, flauta, até lira e harpa. Então, estavam nas ultima parte, nas mais novas, cada vez mostrando ele amadurecendo.

Até que a imagem seguinte à fez parar.

– É assim que eu te vejo, Artie – sussurrou Apolo, contra seus cabelos, uma vez que ele tinha pousado o queixo em sua cabeça. – Assim que você é.

Era um desenho dela, sorrindo, toda molhada e fitando-a de volta.

Aquele fora o ponto de vista dele naquele dia no campo, em que correram pelos regadores.

Ela não queria acreditar, era uma imagem tão bonita, ainda mais com os traços certeiros do lápis. Seus olhos brilhavam. Mesmo em preto e branco via isso. Estava tão... Diferente dela.

Tão... Bonita.

Com os dedos trementes, passou o polegar sobre sua feição.

– Você é bonita assim, Artie – ele beijou seus cabelos – Por que você não aceita isso?

Surpresa com aquela pergunta, sentindo seus olhos se encherem de lagrimas, Artemis ergueu o rosto para encará-lo.

Apolo sorria, um sorriso suave que ela nunca tinha visto. Um sorriso que fez alguma coisa em seu coração.

E ele estava tão perto. Se levantasse um pouco seu rosto, encostaria nele.

– Você é linda – dessa vez ele disse fitando profundamente seus olhos, os azuis sérios.

E todo clima calmo mudou.

Algo estalava por baixo de suas respirações, algo que a fez abaixar os olhos para a boca dele a centímetros da sua e voltar aos olhos azuis. Ele não sorria mais.

Havia algo diferente nos olhos dele no momento em que Apolo suavemente colocou uma mão em seu rosto.

Ela teria se retraído ou algo pior caso não estivesse tão hipnotizada pelo que ele fazia, pelo modo como estava chegando perto, suas respirações se misturando, esquentando.

Seus narizes se tocando.

– Artie. – então, com ele afagando sua bochecha, Apolo encostou seus lábios masculinos sobre os seus de um jeito tão doce.

Tão... Bom.

Ela não se mexeu enquanto seu coração travava, uma corrente escorregando por todo seu corpo só com o fato da boca de Apolo estar sobre sua.

Os lábios dele eram quentes, muito másculos, incrivelmente doces contra os seus.

E aquele toque a fez fechar os olhos e suspirar. Só havia Apolo, separando suas bocas devagar e tocando-as junto outra vez.

Seu corpo todo relaxava com aquele toque.

Foi quando o caderno que segurava caiu no chão com um baque alto e a realidade voltou com força nela.

Artemis se empurrou para fora, sem ar, zonza e com o medo apertando seu peito com força. Seus olhos verdes se arregalaram ao perceber o que fizeram.

Olhou nos olhos azuis de Apolo e ele espelhava sua expressão.

– Artie, eu... Desculpe... Eu...

Mas ela não o deixou terminar.

Sentindo que ia passar mal, levantou-se da cama rapidamente e, ignorando que ele chamava seu nome, Artemis correu para seu quarto onde pela primeira vez ela trancou a porta.

Um baque.

– Artie... Oh deus, abre isso...

E com ele ali do outro lado, Artemis se encolheu e chorou.

O que estava acontecendo?


[.....................................................................]

Próximo Capítulo:

[...]

Foi quando seu celular começou a tocar. E ela sabia que provavelmente seria Atena.

– Atende, Artie.

Um pouco desligada, Artemis puxou o seu blackberry do bolso e olhou para o número.

– Número desconhecido.

– Quer que eu atenda?

Ela negou com a cabeça, ainda um pouco tonta pelo cansaço, e colocou o aparelho no ouvido. Um ruído estalou pelo seu lado, mas ela ignorou.

Às vezes isso acontecia.

– Alo?

– Eu realmente gostei de você naquele vestido, Artemis.

[...]

Notas finais
Opa, opa, quem será que está ligando para Artie de um número desconhecido? Será que ela e Apolo vão se falar? Será que a Artie vai piorar? Teorias, teorias, taaantas possibilidades MUAHAHA Você vai ver isso, e muito mais, aqui em Impossible o/
Yupiii, agora sim, agora eu to virando apresentadora de novela mexicana *o* Ahã, ahã, arrasa, garota ;) Anyway, veeey, eu to muito noiada hj, acho que ainda to de ressaca (NÃO BEBAM, FAZ MAL A SAUDE) desde sábado, putz, que groja chata KKKK'' Não influencio ninguem, maaas cara que Sombrero era aquele, gzuis, eita bebidinha boa *-* Ah, antes que pensem que eu vou ser presa, nops, consegui minha passagem e agora estou literalmente nos 18 anos, vê se pode? Tô velha já! Nossinhora! E vou ficar vagabundando até dia 05 de Abril, ai, ai, vou mofar aqui, por isso, não esqueçam nunquéeeerrima de me deixar um recadito, belê? Vcs tiram meu tédio e me trazer alegria, tão lindo *o*
Anyway, vou deixar oceis escreverem lá embaixo ;)
Beijinhos açucarados,
Nívea ;*
Ps: Meninas, mil obrigadas, sério mesmo *o* Ownt, tô tão feliz cara, isso é possivel mesmo? Sério que é magico assim produção?
Ps²: Não esqueçam do meu recadito, hoho, adooooro *o* Tbm aceitamos recomendações, tipo, se quiserem deixar, vão ser recebidas com todo carinho e amor, como filhas minhas junto da minha camera Chica e do meu Kindle PeraPeraPhay o/ Smp adorarei recebê-las, belê? ^.~ Mas, olha, não esqueça o recadito *-*