Impossible

14 14º - Awards.


Notas iniciais
Pooxa, senti falta de algumas pessoas me mandando recado, mas, ok *o* Anyway, vamos começar que eu sou péssima agradecendo, mas vou fazer um esforcito aqui. Gaaaarotas, muito, muito obrigada mesmo pelas recomendaçãos, são lindas, maravilhosas, esplendidas e só de pensar que vão ficar aqui na nossa história, eu nem sei que como agradecê-las, de vdd >< Entaaao, eu dou esse capítulo a vocês, cheio de aventura, traumas e... Apolo *suspiros apaixonados* Ok, foco, então, o que diziamos? Ah, sim ;) Muuuuuito obrigada meeeesmo Leloty (novérrima aqui tbm o/), HeyDuda (que chegou abalando meu coraçãozito) e a Joker Girl (minha futura parceira de poquêr quando a gente for em Vegas o/) por suas recomendações, palavras, consideração e... Obrigada, mil obrigadas, garotas *o* O capítulo tooooodinho de ocêis, se divirtam ^.~

Antes da gente começar o capítulo, queria mostrar uma coisa magnífica que aconteceu com nossa fick... O site "World Behind My Wall" fez uma resenha *o* Poisé, to taaaao feliz, então, aqui está o link, galerita:

http://worldbehindmywall.fanzoom.net/?p=3139

Dêem um passeio por lá ;D


......


14º — Awards.


Artemis só conseguia olhar, pasma, para o que tinha em mãos.

– Artie, você tá bem?

Só podiam estar brincando com ela.

“Apolo e Artemis Solace.

Temos a honra de convidá-los a comparecer no Metropolitan Museum of Art a partir das 20h00min para a entrega do MTV Choice Awards no próximo sábado.

Esperamos suas presenças.

Ansiosamente,

SONY RECORDS & MTV CHANNEL”

Awards?

MTV?

Sua cabeça girava tentando associar aquilo. Como, em toda a face da terra, havia chegado a aquilo? A ser convidada como se fosse uma Beyonce ou Taylor Swift para um evento daqueles?

Pior ainda, que droga era aquela?

Sabia, pelo tanto que já tinha visto Apolo em revistas e coisas afins, que deveria lembrar-se da outra parte da fama, de adotar o nome Solace. Mas aquilo era demais para ela.

Não podia nem pensar.

Só de imaginar milhares de pessoas a olhando, esperando um sorriso seu, fotos suas, flashes e mais flash, então, pessoas... Muitas pessoas... Todas podendo tocá-la...

Suas mãos tremiam quando pousou o papel pesado de cor avermelhada sobre a mesa da cozinha onde se sentava.

Aquilo só podia estar errado.

Leu em cima. Apolo tinha recebido aquilo há dois dias.

Não era erro.

Meu deus.

– Eu não posso ir nisso, Apolo. – disse de um modo que si mesma via a histeria em seu tom – Jamais, nunca. Um evento desse tamanho? Não, nem pensar...

– Hey, hey, acalme-se. – ele sorria enquanto segurava sua mão. – Eu não estou ordenando você de ir, apenas estou lhe mostrando que te chamaram.

Sabia que todo seu corpo tremia. Flashes, pessoas, perguntas, gritarias...

– O que eles estavam pensando?

– Em mostrar para o mundo a mais nova Solace, se bem que a Forbes já sabe muito sobre você e o The New York Times...

Seus olhos voaram do convite para os azuis dele, com medo.

– Como você sabe?

Ele deu de ombros.

– Eu tenho gente que faz isso pra mim... Eu preciso disso às vezes, recebo as revistas e leio elas, decidindo se vou processar alguma. Todo mês fazemos isso e o pessoal. – ele suspirou – E é por isso que te chamaram. Se quer um conselho, eu diria para ir.

Fechou os olhos.

– Não posso.

– É melhor dar a carne praqueles leões de boa vontade do que eles terem que ir te caçar, Artie. Pensa um pouco sobre isso, eles vão querer escavar toda a sua história. – e ele olhava-a realmente preocupado no momento em que levantou os olhos para os dele. – Experiência própria, Artie. Vamos, comigo, vai ser mais fácil.

Ela sabia que o que ele dizia era apenas questão de lógica de marketing, que realmente aconteceria daquele jeito, mas... Como poderia suportar tantas pessoas que podiam sem mais nem menos tocá-la? Fotógrafos principalmente.

Abaixou a voz ao perguntar:

– Quem mais recebeu o convite?

– Meu pai e sua mãe, Afrodite por causa de sua mãe, Poseidon porque vai com uma cantora e eu e você.

Artemis franziu o cenho, a sentir o suave roçar dos dedos dele em seu cabelo. Por algum motivo, Apolo parecia estar começando a adorar mexer nele.

– E Atena não vai?

Apolo deu de ombros.

– Não sei, ela não afirmou nem discordou. Mas ela só iria caso estivesse namorando alguém da área...

Seu dente começou a arranhar seu lábio enquanto sua pessoa pensava naquilo.

Apolo estava certo. Completamente certo. E teria Afrodite e Poseidon por lá. Não que isso fosse melhorar seu humor. Então, suspirou.

Não tinha saída.

A passar um dedo pela letra elegante e dourada do convite, suspirou.

– Mas eu nem tenho o que usar, Apolo... – se encolheu no moletom — Além do mais, você não vai querer aparecer comigo.

Sentia os olhos azuis sobre seu rosto corado de vergonha.

– Por que eu não gostaria, Artie?

Ela podia citar tantas coisas: era feia, gorda, estranha, seu cabelo ruim, seus olhos sem graça, seria minúscula perto das outras fabulosas mulheres, não suportava ser tocada, era tímida, ficava horrível quando corava... Tantas.

Não o encarou ao apertar os braços envoltos das pernas. Era tão completamente errada.

– Por que, Artie?

Sua voz era nada mais que um fio.

– Podemos dizer que eu não sou o tipo de garota que fica bem em revistas.

Logo, só houve silencio.

Nada, nem uma respiração, nem um movimento.

Apolo parecia imóvel com sua declaração, até sentir dedos gentis mexendo em seu cabelo.

– Não ligo, aquelas garotas são chatas.

– E você... – hesitou. – Você não devia ter alguma acompanhante?

– Antes de você?

Ela assentiu, encarando suas unhas roídas.

– É...

– Eu tinha uma, Artie, mas eu a troquei por você. – e ele sorria ao fitá-la. – Você é minha nova irmã e eu admito que quero que o mundo te veja e te admire antes que algum babaca desenterre alguma história sua. Eu não quero ninguém te caçando para saber sobre seus traumas.

E não havia mais saída para Artemis. Não quando ele desistiu de tudo aquilo só pra levar ela.

Suspirando, o olhou.

– Como vamos conseguir algo pra vestir tão em cima da hora?

Ele sorria, realmente sorria, como se tivesse ganhado o premio ao invés de só ir à premieré. E Artemis percebeu o quão gostava de fazê-lo sorriso.

Ele era tão lindo.

– Vamos, Artie, tem alguém te esperando lá em cima.

~~**~~

– Olha, eu não sabia muito sobre maquiagem e cabelo, mas fiz o meu máximo. E acho que você ficou linda, Artemis.

Atena, a sua frente, sorria.

Quando Apolo dissera a ela que tinha alguém a esperando para arrumá-la, pensou em milhões de cabeleireiros que não permitiria tocá-la, contudo, tinha se deparado com sua amiga de cabelos cacheados. Apolo havia pensado em tudo, no final.

E, agora, Artemis tremia um pouco com medo de ver o resultado.

– Você não acha que tá meio... – engoliu a seco. – Chamativo, não?

Atena afirmou as mãos em seus ombros e encarou seus olhos. Havia alegria neles.

– Artemis, uma vez na vida me escuta, você está linda. Afrodite nunca erra um vestido, não importa para quem seja.

Então, ela a girava em direção ao espelho. Seus olhos se abriram diante da mulher bonita encarando-a de volta.

Atena piscou.

– Linda como uma fênix, Art, o que achou?

O que ela achava? Que aquilo era impossível de ter acontecido! Havia colocado outra pessoa ali, uma montagem talvez?

Para tirar a prova, levantou a mão e a imagem a seguiu.

Era ela.

Então, resolvendo que não iria entrar em colapso, Artemis começou a se olhar.

Seu vestido, negro, parecia de algum tecido como veludo.

Ia até seus pés, colando-se até mais ou menos o seu quadril, mostrando curvas que ela não sabia que tinha. Suas mangas, totalmente aderentes ao corpo subiam por seus braços com leveza e se fechavam em sua clavícula onde havia um colar de brilhantes grudado a roupa.

Esse colar deslizava pelos seus ombros e se encontravam no final de suas costas, como em um fim de uma gota, deixando um enorme rasgado que mostraria sua pele machucada caso Afrodite não tivesse pensando nisso e colocado algum tipo de tecido mais fino e do tom exato de sua pele que encobria todas as marcas.

Parecia sedutor naquele ponto de vista, ainda mais se contasse a cauda que se estendia ao andar.

Ele era simplesmente... Maravilhoso. Feito sob medida pra ela.

Então, havia seu cabelo, preso em um coque alto que parecia complicado demais para ela tentar descobrir como Atena fizera, um maquiagem suave onde ela só usara delineador, base e um batom vermelho.

E seus olhos verdes nunca brilharam tanto daquele modo.

– Uow... – foi só o que pode dizer, sem parar de se contemplar. – Atena, você fez um trabalho maravilhoso.

– Não, querida, você é que é linda. Foi fácil.

Mas, antes que Artemis pudesse falar algo a mais, Apolo entrava no quarto arrumando uma gravata borboleta.

Seus olhos verdes deslizaram por ele.

Apolo sempre fora bonito, mas estava de tirar o fôlego em um smoking escuro, com cabelos loiros bem penteados para trás e sorrindo pela sua luta com a pobre gravata.

Ele dizia:

– O motorista vai chegar em cinco minutos. Eu espero que você não demore muito, porque vai estar um saco de estac...

De repente, ele tinha parado de falar e encarava sua pessoa, completamente pasmo e deslumbrado. Ela estava realmente assim tão bonita ou ambos estavam zoando de sua cara?

Sua baixo estima não queria aceitar aqueles olhares aprovadores.

Ele olhou seu corpo de baixo a acima, de novo e de novo, fazendo suas bochechas corarem, e então estendia a mão para sua. Artemis não pensou se quer em recusar. Precisava que ele a acalmasse, sentia o pânico chegando.

– Artie, você está... Não, sério, eu não tenho palavras... Você está mais que maravilhosa. De uma volta para eu ver direito.

E enquanto ele a girava, uma e outra vez, Atena começou a rir, provavelmente por causa da cara de maravilhado que Apolo fazia. E Artemis não pode deixar de sorrir também assim que ele a parou e encarou seus olhos.

– Você vai ser a mulher mais linda daquele evento, Artie, escreve o que eu digo.

Artemis abaixou os olhos, querendo puxar as mãos para dentro do moletom, entretanto, não havia como puxar aquele delicado tecido para baixo.

Talvez tenha sido aquela a intenção.

– Ah, e devo dizer que Afrodite quer os creditos pelo vestido. – anunciou Atena puxando sua pessoa para um abraço. Apertou ela forte. – Boa sorte, Art, tudo vai dar certo, ok?

– Ok.

– Se divirta por mim. – e abraçou Apolo também ao dizer em tom ameaçador: — Cuide da minha amiga ou vou aplicar alguns golpes marciais em você, ouviu?

O loiro riu. Atena sorria.

– Obrigado por ajudar, Atena.

– Sempre um prazer. Agora, eu vou indo, tenho que resolver alguns casos – e seu rosto se iluminou. Ela acenou um tchau. – Boa noite pros dois.

Enquanto Atena sumia pela porta, Artemis tentou acreditar mais uma vez que era ela ao se olhar no espelho.

Estava tão... Bonita. Nunca fora bonita ou próxima disso. Aquilo só podia ser mágica.

Apolo parou ao seu lado. Uma cabeça mais alta, ele parecia o tipo de cara de cinema, bonito e charmoso. Uma ótima companhia e notou como daquela vez eles estavam iguais. Como eram compatíveis, como pareciam um belo casal no espelho.

Pelo vidro, ele olhou seus olhos e sorriu.

– Ansiosa?

– Nervosa. E se alguém me tocar, Apolo? E se algum jornalista perguntar algo? E se...

– Hey, calma, calma – ele segurou sua mão com força. Seus olhos se encontravam pelo espelho. O reflexo de dois modelos. Que ela não sabia como tinha conseguido virar uma. Ele sorria tranquilamente. – Eu vou tomar conta de tudo, ok? Só deixar que eu te guie, sorria quando os fotógrafos quiserem fotos e não converse com eles, eu falo por você, que tal?

Ela se sentiu um pouco melhor com aquela perspectiva. Tensamente, assentiu.

Apolo ergueu suas mãos juntas, a dele tão maior que a sua, e beijou as costas da sua.

Quente.

Estranhamente quente dentro de seu coração.

– Deixe comigo, vai tudo dar certo. Agora, temos que ir ou então o chofer vai pensar que desistimos. E dois ingressos daquele não podem ser desperdiçados assim. Pronta?

Assentindo, ele apanhou sua bolsa, sua blusa de frio e foi a puxando para fora.

E Artemis não sabia o que esperar naquela noite.

[...]

– É bem simples, segure minha mão, sorria e acene uma vez – dizia Apolo para sua pessoa.

Respirava alto, seu ar não parecendo o suficiente em seu peito ao ver o exagerado numero de pessoas, câmeras, gritos e carro que iam parando um a uma para que seus passageiros descessem sob o tapete vermelho.

Um longo e grosso pedaço não ocupado por ninguém além dos famosos.

E por aonde Apolo dizia que teriam de passar.

Olhou para Apolo, em pânico.

– Não vou conseguir, não dá... – sua mão começou a tremer – Apolo...

– Hey, hey, calma, são só pessoas. Olhe para mim. Nos meus olhos, Artie. – e ela viu a calma e segurança que precisava nela mesma refletida nos olhos extremamente azuis dele. Apolo sorria enquanto apertava suavemente seu braço, um aperto que não a fez se afastar. – Você confia em mim?

Que tipo de pergunta era aquela?

Olhou para fora, tantas pessoas, todas que podiam tocá-la e fazê-lo pagar vergonha caso passasse mal. Ela era burra, ia fazer algo errado.

– Confio, Apolo.

– Artie, olhos em mim, ninguém lá fora mais importa, ouviu? – ela assentiu ao mesmo tempo em que tentava se concentrar no azul claro, admirando que ali também houvesse dourado. – Isso, relaxe, imagine que só há eu e você, ninguém pode nós tocar, nem machucar... Eu lido com o resto. Só pense assim, tudo bem?

– Na verdade, não, mas... – hesitou. Imagens vinham a sua mente. Apertou mais forte a mão dele, sentindo-a firme. -... Eu não consigo, Apolo.

– Artie, você perdoou Poseidon, você pode tudo. Agora, enquanto estivermos lá, no tapete, comece a contar primeiro em Frances, depois em alemão, depois em tailandês, em latim, em grego, nessa ordem. – os olhos dele eram mais calmantes que as palavras. Assentiu. – Gravou a ordem?

Outra vez mais, assentiu, tomando uma forte respiração.

– Frances, alemão, tailandês, latim e grego, gravado.

O motorista parou com um suave solavanco, quase imperceptível, contudo, notável para seu coração que pulava como louco.

Ia conseguir.

– Senhor, chegamos – disse o chofer, olhando-os pelo retrovisor.

– Obrigado, Davis. Pode abrir.

– Sim, senhor.

Então só havia ela e Apolo encarando seus olhos com tranquilidade e firmeza ao mesmo tempo, apertando seus dedos com carinho.

Por Apolo, ela ia conseguir aquilo.

Por isso, não se assustou quando ele beijou as costas de sua mão e sorriu.

– Você está linda.

Sabia que corava, entretanto, não podia se dar o luxo de perder a concentração de ignorar o som das vozes animadas, dos carros, de tudo.

– Quando eu começo a contar?

– Assim que eu sair, você começa. Estarei te esperando.

Assentiu.

Todos seus músculos tremiam no momento em que Davis abriu a porta e todos os sons aumentaram de volume. Não se permitiu mover.

Não podia.

Apolo beijou sua mão mais uma vez, a soltou e sumiu do lado de fora, o som tornando-se três mil vezes pior. Agora que estava ali, sozinha, perguntou-se quão fora a idiotice que a fizera aceitar ir. Era feia, era...

Então, tomando uma respiração profunda, começou a contar e saiu do carro.

O que a esperava ali era algo completamente diferente.

Apolo rapidamente estendia sua mão, firmando-a nos saltos, e sorria para todos os fotógrafos que apontavam as câmeras para o filho de um dos donos do evento. Não parou de contar.

– Sorria. – sussurrou Apolo, pousando sua mão logo abaixo do cotovelo masculino, pressionando com a dele.

Fazendo o que foi ordenado, Artemis abriu o maior sorriso que tinha, usando a recordação daquela tarde maravilhosa com Apolo para isso, e deu o pequeno aceno que ele havia ordenado.

Só ficou com medo de alguém tocá-la ao tentar conversar com ela.

Mas Apolo parecia prever isso antes mesmo dela notar. Caminhando calmamente, no numero dez em tailandês, um jornalista veio para perto e ia encostar em sua pessoa no exato momento em que Apolo olhava sorridente para ele.

– Senhor e Senhorita Solace, é um prazer tê-los conosco. – disse o moço, fitando seus olhos, parecendo ansioso para falar com ela.

Corou e voltou os olhos para a multidão que se cutucava e apontava para ela. Seu corpo começou a tremer. Apolo apertou com mais força sua mão.

Era muita gente... Muitos flashes, muitas câmeras... Muitas lembranças... Sentia que dali a pouco perderia o controle de si mesma, que ia fazer algo... Ou alguma lembrança embaraçosa...

“– Você é tão estúpida, sai daí, preferiria que tivesse morrido naquele acidente. – disse ele, empurrando seus ombros com força. Machucou no momento em que seu quadril bateu na mesa. Então, ele fechava a mão e ela se encolhia, sentindo os socos repetidamente. – Vagabunda, estúpida, por que não morreu?”

Artemis encarou o rosto de Apolo.

Os olhos azuis dele já estavam em sua face, sérios e preocupados. Eles diziam: “Me siga, me deixe te guiar e ignore tudo mais”.

E ela deixou no exato instante em que ele desceu a mão para sua e as trançou.

Ele continuou conversando com o jornalista, como se fizesse aquilo todo dia, até que disse, sorrindo:

– Me desculpe, Mike, eu adoraria ficar mais, mas eu e Artemis temos que entrar.

Mike sorriu de volta e deu um aceno nobre com a cabeça para ela.

– Boa noite, Sr e Srta Solace. Obrigado por sua atenção.

Assim, ele se foi e Apolo puxava-a para mais perto, dando um beijinho suave em seu cabelo.

– Só mais um pouquinho, ok?

Olhou-o sorrindo, mas ela sabia que ele compreendia que ela estava preocupada.

– Não sei se aguento... E se eu... Sei lá...

– Artemis, nada vai acontecer, nada até você estar lá dentro. Agora só faltam as fotos especiais, tudo bem? Agora, acene mais uma vez.

E foi isso que ela fez.

Até chegarem ao local em que todos paravam para tirarem a foto que sairia nos sites e revistas mais ricas e importantes. Então, Apolo puxava seus dedos para o perto de seu cotovelo, fazendo-os estar de braços dados e ambos sorriam para as câmeras.

– ARTEMIS SOLACE, É VERDADE QUE VOCE VAI ENTRAR PARA A EMPRESA DE SEU PADRASTO?

– ARTEMIS, ARTEMIS, VOCE VAI LUTAR PELOS DIREITOS DA HERANÇA?

– ARTEMIS, SUA MÃE SE CASOU COM ZEUS POR INTERESSE, É VERDADE?

– ARTEMIS, VOCE E APOLO ESTÃO SENDO CHAMADOS DE “IRMÃOS OPOSTOS”, POR QUE DISSO?

– APOLO, COMO ESTA SENDO DIVIDIR A ATENÇÃO DE SEU PAI COM ARTEMIS?

– APOLO, VERDADE QUE VOCE E ARTEMIS PRETENDEM SUBIR AO CARGO DE DIRETOR DA SONY?

– APOLO, APOLO, PODERIA COMENTAR SOBRE A SUA MAE QUERER SUA GUARDA?

– ARTEMIS, PODERIA NOS DIZER SOBRE O ACIDENTE QUE TEVE EM ABRIL DO ANO PASSADO?

Eram tantos gritos, tantos flashes, mas aquelas ultimas palavras a paralisaram por completo. E Apolo pareceu perceber isso rapidamente.

Nivelando seu tom ao deles, gritou:

– NÃO IREMOS RESPONDER NENHUMA PERGUNTA AGORA. OBRIGADO.

Artemis só percebeu que estavam dentro no instante em que as portas se fecharam atrás deles e Apolo fez um pequeno desvio no caminho para o grande hall que todos estavam.

Logo, só havia ele e ela no que parecia ser uma sala. De algum modo, Apolo conhecia tudo por ali. Mas isso pouco lhe importou. Estava tremendo, como nunca. Tanto que quando Apolo a forçou a se sentar sobre uma mesa, não precisou forçar muito.

– Oh meu deus, oh meu deus... – sussurrou ela, de olhos fechados. – Eles descobriram... Como eles sabem sobre meu acidente? Minha mãe tinha apagado tudo sobre aquilo... Droga, por que ele sabia? Como ele sabia? E se vazar? Eles vão mexer na minha vida e...

– Artemis. – a voz firme dele a calou. Olhos azuis sérios, diretos. – Ninguém vai descobrir, foi um golpe de sorte e ninguém notou. Nada vai acontecer. E se acontecer, eu e meu pai iremos dar um jeito antes que tudo saia do controle. Confie em mim, Artie.

Sem pensar, escorregou as suas mãos dentro das dele, precisando daquela segurança que irradiava de Apolo naquele momento.

Ele apertou-as firmemente, os dedos quase sumindo com os seus.

Calor. Firmeza. Apolo.

Respirou fundo.

– Está tudo bem, Artie, só fique na minha frente a todo minuto, assim ninguém te toca.

– Tudo bem, eu aguento.

– Isso, você aguenta. – e ele sorriu para sua pessoa. – Estamos bem.

Assim que seu estomago parou de remexer, ela assentiu e suspirou, encarando aqueles olhos azuis extremamente claros e decididos.

– Vamos.

– Antes, se a qualquer minuto você se sentir ruim, aperte meu braço, ou minha mão, não se esqueça.

– Não vou esquecer. – tentou um sorriso. – Assim está bom?

Ele riu, baixinho.

– Claro que sim, você fica linda até de cara amarrada, não sei por que não aceita isso. Vamos.

Ainda pensando no que ele havia dito, Artemis caminhou calmamente e no momento em que chegou ao hall, não se importou.

Apolo estava a todo minuto atrás dela, permitindo-o que o tocassem antes de tentarem tocar nela. Claro, houve momentos em que teve de forçar o máximo seu autocontrole. Mas tudo ocorreu bem.

Encontraram Poseidon com uma nova cantora, eles dois sorrindo e parecendo divertidos, mas ela podia ver que ele estava com a cabeça em outro lugar.

Já Afrodite parecia tão em casa naquela festa, falando com todos, distribuindo beijinhos e trocando dados para futuras festas. Mas mesmo a Barbie parou para vê-la e deu gritinhos.

– Você ficou linda, oh deus, vou ficar tão rica com você desfilando com meu vestido. – e sem pensar, apertou seus dedos com os dela. Artemis acalmou Apolo quando ele deu a ideia de que iria afastá-la, pousando a mão livre sobre a dele. Ele estava malditamente perto de seu corpo para entender que ela dizia. Afrodite ignorou tudo aquilo. Seus olhos brilhavam. – Linda demais, agora eu posso me gabar de ter vestido Artemis Solace, obrigada por vesti-lo.

Engolindo a seco, apertou os dedos de Afrodite de volta.

– Dite, obrigada por cria-lo lindo assim pra mim.

– Eu sabia que você ia adorar e... – alguém a chamava. Ela fez biquinho. – Eu tenho que ir, estou ajudando o pessoal daqui, desculpa.

– Sem problemas, a gente te vê depois.

– Se divirtam.

Assim que foi embora, Apolo suspirou atrás de sua pessoa e Artemis virou a cabeça para olhá-lo. Seus olhos estavam preocupados.

– Está tudo bem, Artie?

– Eu quem ia perguntar... – sua voz era baixinha. – O que foi?

– Dite te segurando.

– Está tudo bem, está na hora de aceitá-la também...

– Mas não aqui.

– Apolo. – sorriu um pouquinho daquele irmão protetor que do nada aparecia. – Era só a Dite. Agora, temos que ir, não temos?

Ele sorriu, assentindo.

– Vamos para nossos lugares.

Após mais um pouco de social, Apolo e Artemis entraram em seus lugares mais Vips que os Vips da música.

Dali, curtiram os shows, tomando Chandon, comendo macarrons e estando tranquilos. Até que o que Artemis viu destruiu todas as chances daquela noite se tornar memorável.

Pavor.

Medo.

A sua taça se soltou de seus dedos. E todos pareceram parar com o som do cristal se espatifando no chão.

Todos menos ela.

– Artie, o que foi?

Não conseguia responder Apolo, só conseguia olhar para frente sem acreditar.

Caminhando em sua direção, vinha um homem alto, de cabelos grisalhos, olhos cinza e uma barba para fazer.

Seu coração parou ao ver que ele não mudara nada. Que continuava o mesmo cara de sorriso fácil.

Então, milhares de lembranças invadiram sua mente, tantas e tantas que ela começou a ficar com dor de cabeça até ele parar a alguns passos, seus olhos grudados.

– Olha se não é a minha garotinha favorita?

Artemis queria vomitar bem ali, naquele tapete importado.

Garotinha.

Seu passado voltava com tudo. Tanto que a fez se encolher, sua mão procurando desesperadamente a de Apolo. Mas mesmo quando ele deslizou seus dedos juntos, não foi o suficiente para ajudá-la.

Seu passado estava bem ali na sua frente, a assombrando.

– Não vai falar comigo, querida? Tsc, tsc, tsc.

E fez o favor de ignorá-lo e olhar para os olhos azuis de Apolo.

– Vamos sair daqui.

Ele somente assentiu, já passando a puxá-la longe do cara, no momento em que aquelas mãos grandes se prenderam em seu braço e a levaram para perto do homem grisalho.

Ele tinha aquele tom nos olhos. Aquele tom de que faria o pior se o ignorasse.

– Me solte, por favor – pediu, seu estomago se embrulhando. – Kenny, me solta.

– Ah, não, sua vagabundinha – sussurrou ele em seu ouvido – Eu ainda me lembro de tudo.

– Me solta...

– Volte comigo.

– Nunca.

E em um momento, ele falava coisas sujas para ela, no outro Kenny encontrava-se no chão, segurando um nariz que sangrava e olhando pasmo para quem tinha feito aquilo com ele.

Apolo estava mortalmente calmo, seu punho marcado de vermelho e parecia que tinha acabado de fazer um ótimo negocio no momento em que sussurrou:

– Se você tocar na minha irmã de novo, o próximo local que você vai estar é na maca de um hospital.

Assim, ele se virou para sua pessoa e fez um aceno com a cabeça para ir à frente.

Mal tinha dado dois passos quando seus joelhos vacilaram.

Tanta gente os olhavam.

Tantas câmeras viradas para eles.

E os murmurinhos.

Não conseguia respirar, não conseguia respirar.

Pânico.

Medo.

Terror.

– ARTEMIS – a voz de Kenny – EU CONTEI TUDO A ELES.

Aquelas palavras juntamente de seu forte significado foi o marco final para seu ar sumir, sua vista ficar escura e sentir seu corpo ficar mole, suavemente seguindo a gravidade.

Então, seu chão tinha sumido e dois braços fortes a seguravam contra um peito.

– Desculpe, Artie, mas vai ser necessário.

Mas ela não conseguia dizer nada, nem sentir, nem ouvir.

Estava desmaiando, sabia disso. Conhecia essa sensação, no começo, era isso que acontecia todas as vezes que alguém a tocava, mesmo sua mãe. E notava que isso a sugava.

– Apolo...

– Shh, está tudo bem, estamos indo para casa. Coloque seus braços envolta do meu pescoço.

Seguindo as ordens, ela passou os braços entorno dele e afundou o rosto contra o peito dele.

Nada importava.

Nada fazia sentindo.

Escutou Apolo gritar um “Abre a porta”, suas ordens estalando, onde o chofer devia encontrá-los... Ouviu Poseidon também xingar ao seu lado e Afrodite chamando seu nome, entretanto, tudo o que escutava era o forte coração de Apolo contra seu ouvido.

Então, muitos borbulhinhos por onde eles passavam, outras pessoas gritando para darem licença para eles passarem, e por fim, o pior ainda...

Saíram para os fotógrafos.

– ARTEMIS, ARTEMIS, É VERDADE SOBRE KENNY DAVIDSON TER ACABADO COM O DINHEIRO DE SUA FAMÍLIA?

– ARTEMIS, É VERDADE SOBRE OS OCORRIDOS COM LOGAN DAVIDSON?

– ARTEMIS, O QUE TEM A DIZER SOBRE LOGAN DAVIDSON TER SIDO SOLTO?

– O QUE DIZ SOBRE KENNY DAVIDSON TER FORJADO SEU ACIDENTE?

– ARTEMIS, O QUE VOCE TEM A DIZER SOBRE SUA MAE NÃO TER FEITO NADA NO CASO LOGAN DAVIDSON?

Apolo estalou uma ordem de segurar os jornalistas, tão feroz e friamente que ninguém ousou discordar.

Artemis sabia disso. Escutar aquilo fazia todo o seu passado ser mais real.

Logan livre?

Seu corpo tremeu mais e Apolo apertou-a mais contra o peito enquanto parecia descer as escadas em passos rápidos.

– Artie, não desmaia. Está tudo bem, está comigo – ladrava Apolo, em seu ouvido.

Por que aquele caminho até a limusine parecia tão largo?

Por que tudo aquilo?

Logan.

Livre.

Só a menção daquele nome, seu cérebro se desfez em pequenos pedaços de memória.

Mas soube o exato momento em que entraram no carro, pois Apolo entrou junto dela, fechou a porta com um bom estalido e deitou-a no estofado.

– Artie, olhe pra mim. – olhos azuis a encaravam com preocupação e determinação do que fazia. Pensou, em seu momento de loucura, que ele seria um bom médico. – Isso, olha pra mim. Está tudo bem, estamos dentro do carro, só eu, você e o Davis. Nada mais.

Queria dizer que sentia muito por tê-lo feito passar por aquilo. Por ter estragado a festa e dado um show. E por tê-lo envolvido no que ela sabia que seria o próximo tabloide favorito de todos, principalmente da mídia.

E tudo o que fez foi começar a chorar, apertar a mão dele fortemente e sussurrar um:

– Apolo...

Então, o escuro tinha a pegado.

E desmaiou.

[............................................................]

Próximo Capítulo:

[...]

Com os dedos trementes, passou o polegar sobre sua feição.

– Você é bonita assim, Artie – ele beijou seus cabelos – Por que você não aceita isso?

Surpresa com aquela pergunta, sentindo seus olhos se encherem de lagrimas, Artemis ergueu o rosto para encará-lo.

Apolo sorria, um sorriso suave que ela nunca tinha visto. Um sorriso que fez alguma coisa em seu coração.

E ele estava tão perto. Se levantasse um pouco seu rosto, encostaria nele.

– Você é linda – dessa vez ele disse fitando profundamente seus olhos, os azuis sérios.

E todo clima calmo mudou.

Algo estalava por baixo de suas respirações, algo que a fez abaixar os olhos para a boca dele a centímetros da sua e voltar aos olhos azuis. Ele não sorria mais.

Havia algo diferente nos olhos dele no momento em que Apolo suavemente colocou uma mão em seu rosto.

Ela teria se retraído ou algo pior caso não estivesse tão hipnotizada pelo que ele fazia, pelo modo como estava chegando perto, suas respirações se misturando, esquentando.

Seus narizes se tocando.

– Artie.

[...]

Notas finais
Eita que as aulas da tia Dite estão funcionando o/ será que a Artie vai deixar ou ela vai fugir? Ou será que alguém vai encontrar eles assim? Teorias, teorias ;) Anyway, o que acharam do recadito? ^^
Olha, eu queria muuuito escrever milhares de coisas aqui, mas to com tanta pressa, sempre sou a atrasada a chegar nas festas dos meus amigos KKKK #fato Enfim, espero que tenham gostado *o*
Beijinhos açucarados,
Nívea ;*
Ps: Meninas, mais uma vez, obrigada pela recomendação *-* Viu? Sejam como elas e ganhem um meeeeega capítulo, só deixar uma recomendação lindamente pra mim pra me fazer mais feliz e serelepe que o normal, belê?
Ps: Maaaas, não esqueça do recadito pra mim, amo responder vcs *-* Não me deixem sozinha nesse mundo escuro e cheio de solidões, me tragam para a luz e felicidade com o recadito de vcs (li Shake demais KKK''') Anyway, esperando vcs nos recados ;)