Impossible
12 12º - Dallas.
Notas iniciais
Me amaaaaarro num drama e Jason, aquele lindo, ai, ai, ok, vamos as N.I.:
Como eu disse para algumas leitoras em seus lindos recaditos, Apolo está temporariamente de férias... Não, calma, calma, ele não quebrou o contrato comigo, vai continuar em seu papel, maaaaas... Ameaçando-me de escravidão, ele implorou por um tempinho, do qual só aceitei quando ele disse "Só um tempo para ficar eu e Artie, sem ninguém, sem celulares, sem celebridades, só nosso amor"... Putz, como eu podia negar um pedido desses? Poisé, sou muuuuito manteiga derretida *o* Então, agora ele e a Artie linda devem estar no Maine, curtindo um sol e se beijando *suspiros apaixonados*... Enquanto ele não volta, arrumei tuuuuudo bonitinho e lindo e deixo com vocês o lindo, o maravilhoso, o super gostoso e espetaculaaaaaaaaaar... Poseidon *o* Divirtam-se ;)
[Link para a música: https://www.youtube.com/watch?v=tmoj0FnqFe8]
12º — Dallas.
Poseidon não sabia que merda estava fazendo ali, agora, parado de frente aquela porta.
Qual era o seu plano?
Bem, qualquer um que não envolvesse sair com um soco na cara e seguir o que Artemis havia falado com ele há três dias.
Três malditos dias que em nenhum deles conseguira ao menos se aproximar.
Fosse como fosse, a sua ansiedade estava visível. Colocou as mãos no bolso da sua calça jeans. Essas estavam suando e congelando-se ao mesmo tempo naquele frio da noite.
Ele soube que alguém descia as escadas calmamente, porque conhecia tudo ali, e não se surpreendeu no momento em que uma garota loira, trajando uma blusa de frio e shorts, seu cabelo preso em um coque, usando óculos vermelhos de grau e com um tablet e dois celulares enormes na mão, abriu a porta.
Ela estava linda. Ela sempre fora linda.
- Oi. – murmurou ele sem graça. Tava ai sua chance.
Atena olhava sem acreditar no que estava disposto a sua frente.
Parecendo genuinamente envergonhado, Poseidon sorria, um pequeno sorrisinho de canto, meio triste. Seus olhos verdes não estavam como aço, impenetráveis, mas sim algo entre ansiedade e medo. Algo que ela não costumava ver muito no rosto bonito e bronzeado dele. Seus cabelos ainda estavam úmidos, então, ou ele tinha tomado banho para vê-la ou então tinha pegado chuva.
Após a inspeção completa, Atena ergueu uma sobrancelha, tentando ignorar o pouco nervosismo que apareceu em seu estomago.
- Oi – respondeu ela, educadamente, encostando o quadril na batente da porta. – Hum... Sei que não é bonito, mas, o que você está fazendo aqui, Poseidon?
Sob aquela sua pergunta, o garoto de olhos verdes desceu o olhar para seus pés. E ela já sabia que vinha bomba. Todas as vezes que ele fazia aquilo era porque tinha algo a confessar. Algo como trair ela com a “Medusa”, uma garota cruel.
Conhecia-o tão bem.
- Eu... Preciso conversar com você. – sua voz era baixinha.
- Sobre?
Frustrado, Poseidon passou a mão pelo rosto, pela barba pra fazer.
- Por favor, Atena, não torne isso mais difícil do que já está sendo. Só... Só... Você está ocupada?
Baixou o olhar para onde ele encarava sua aparelhagem eletrônica.
Poderia dizer que sim, que tinha muito o que fazer ainda e sabia que ele não iria atrapalhá-la, iria embora e adiaria aquilo, como ele sempre fazia quando ela tinha que estudar. Poseidon sempre fora o tipo de cara que se esforçava pra nunca atrapalhar sua vida. Ele podia ser tudo, mas sempre fora muito preocupado com ela.
Preocupado o suficiente para deixar o assunto de lado se ela afirmasse que tinha algo pra fazer.
Então, ela o olhou nos olhos e viu o quão necessário ele queria conversar com ela.
Negou com a cabeça.
- Não, terminei um pouco antes... – empurrou a porta. – Você quer entrar? Está meio frio ai fora.
Ele não disse nada, apenas assentiu e tomou o seu lado sob o hall. Seu corpo era enorme, talvez isso tivesse chamado sua atenção para ele, por fazê-la se sentir... Protegida e sua personalidade a fez se sentir em igualdade com ele.
Mas não podia pensar nisso agora.
- Você prefere conversar no meu quarto ou pra cozinha?
Poseidon negou, ainda sem olhá-la.
- Aqui mesmo.
- Aqui?
Um sorriso triste serpenteou seus lábios, o tipo de sorriso que o Poseidon do Washington College não tinha.
- Mais perto da porta, você vai poder me chutar fora.
- Poseidon, não sei se você sabe, mas eu fui bem educada, ok?
Ele sorriu outra vez. Havia um tom de admiração nos olhos dele enquanto fitavam os seus.
- Eu sei, Atena, você sempre foi a mais educada de nós dois... É só que você não vai querer saber de mim por um bom tempo.
- Diga e veremos.
Um silêncio curto.
- Fui eu quem fez aquilo com Ares e Hefesto.
- Eu já sabia.
Os olhos verdes se arregalaram.
- Sabia?
Atena teve o dom de corar agora.
- Sabia, mas também sei que você já se desculpou com Artemis, então... – deu de ombros – Isso é história passada.
- Eu acho que também devo desculpas a você.
- Pelo que?
Então, os olhos verdes estavam arrependidos sobre os seus, de uma forma que Atena nunca tinha visto. Todo o rosto dele parecia estar com dor, como se estivesse sofrendo por algo. Ele procurou algo em sua face.
- Você sempre foi tão boa pra mim... – suspirou. – Eu conversei com Artemis alguns dias atrás, na verdade, no dia em que forcei aquele beijo com você... Me desculpe por ele também... Então, eu toquei nela e ela começou a dizer tudo. Sabe como sempre fui... Mas Artemis não ficou com raiva de mim, ela só começou a jogar algumas coisas na minha cara... Fatos, na verdade... Coisas que eu não enxergava por causa do meu ego... Coisas que só ela podia ter me dito. – engoliu a seco e ele abaixou os olhos. – Por isso sumi. Eu precisava de tempo, pensar, finalmente ver o que aconteceu... Mas não foi melhor o que antes...
Atena capturou a expressão de agonia que passou nos olhos de Poseidon antes de ele voltar a esconder os olhos.
- Onde você estava? – quando ele não respondeu, forçou um pouco mais. – Poseidon, você me deixou preocupada fugindo do nada assim... Pra onde você foi? Você não foi pra Bahamas, foi?
- Desculpe por te deixar preocupada.
- Eu devia estar acostumada com suas escolhas loucas.
Ele deu um pequeno sorrisinho de canto ante aquele seu tom mais divertido.
- Eu... Estava em Dallas.
Seus olhos se abriram desmedidamente ao mesmo tempo em que o assistia
- Ah, não, Poseidon, você não fez isso – ele pareceu ainda mais culpado com sua raiva. – De todos os lugares do mundo, por que diabos você foi para Dallas? Você sabe o que sempre acontece lá, sabe disso e... – ela parou. – Levanta sua blusa.
Ele nada fez, preferindo fitar o chão a sua frente a seus olhos. Esses que começavam a se encher de lágrimas só de imaginá-lo naquela fazenda.
Ele sabia que ela entendia o que acontecia por lá e também que ele escondia algo. Por isso, tudo o que Poseidon fez foi ficar quieto.
Atena passou a mão no cabelo, nervosa.
- Poseidon, eu disse, levanta essa blusa. Agora.
Então, ele negou com a cabeça.
- Você não vai querer ver – sua voz era quebradiça, sofrendo por não aceitar uma ordem dela, por não fazer seu desejo. – Está feio...
Ignorando tudo o que ele dizia, Atena diminuiu o espaço entre eles, deixando suas coisas caírem no chão, e puxou a blusa dele para cima.
Sua respiração falhou.
- Meu deus, Poseidon, oh droga. – e puxou-o pelos ombros para seus braços enquanto tremia. Sabia que a partir dali, ele se esconderia dela, que ficaria com medo dela deixá-lo e por isso tinha que trazê-lo o mais perto possível, apertando-o. Carinhosamente, começou a afagar os cabelos da nuca dele, seus olhos cinza marejados por aquela visão. – Oh, droga, Poseidon, por quê?
Ele não fez nada durante alguns segundos, somente escutando seu choro, até que seus braços fortes se passaram por sua cintura e ele afundou o rosto em seus cabelos, apertando-a como se fosse uma ancora que o segurava.
Algo que o mantinha.
- Desculpe, Atena.
- Shh, está tudo bem, Poseidon. – mas ela sabia que não estava. Sob a pele dourada e firme dele, de quem praticava vela e caiaque, seu peito estava cheio de hematomas, todos clareando por agora, e uns dois cortes feitos por um soco inglês, ela não tinha duvida disso. As costas dele então deviam estar horríveis. Esfregou o rosto contra o cabelo dele. Cheirava a maresia e o xampu masculino. O cheiro dele. – Por que você fez isso? Você sabia que seu pai ia bater em você se você voltasse no rancho. Eu estava lá quando ele disse isso.
Ele suspirou, os dedos dele afagando sua coluna.
- Eu não tinha mais nenhum lugar para ir. E eu precisava sair daqui, precisava de espaço.
- Podia ter vindo pra cá ou pra casa do Ares ou... Qualquer lugar, Poseidon, qualquer um, menos esse maldito rancho. Oh, meu deus – apertou-o um pouco mais. – Eu juro, eu vou matar aquele cara.
- Não quero você nem um centímetro perto dele, Atena. – havia angustia em seu tom – Se ele a tocasse...
- Está tudo bem, não vou atrás dele e nem ele atrás de mim, ok? – curto silencio. – Poseidon, por que você foi pra lá?
Os braços dele se apertaram mais a sua volta.
- Eu merecia, Atena, eu merecia o que ele fez comigo. Eu errei e merecia sofrer um pouco pelo que eu fiz. Não se preocupe, Atena, ele não fez mais do que o necessário.
Surpresa com aquelas palavras, que ele nunca havia dito antes, Atena afastou a cabeça para conseguir olhar nos olhos de Poseidon. Estavam tristes, arrependidos, mas determinados de que havia merecido apanhar.
Oh, seu Poseidon, como ele podia acreditar naquilo?
Delicadamente, o polegar dele secava as lágrimas que caiam por sua bochecha.
- Não chora, Atena, não por mim.
- Como não? Olhe o que você está fazendo com você.
- Estou bem, não chora.
A palma enorme dele segurou seu rosto com cuidado, como se fosse de porcelana, e o dono dela sorriu um pouco.
Ele realmente acreditava que aquilo ia melhorar assim. Tinha tanta vontade de matar o pai dele.
Carinhosamente, Atena deslizou o dedo pelas olheiras escuras dele, vendo-o fechar os olhos sob seu toque.
Poseidon sempre fora tão machucado.
- Você quer saber porque a gente terminou, Poseidon?
- Quero.
- Por isso... – ele fitou seu rosto, confuso. Atena sentia as lágrimas caindo. – Por você não se dar valor, por fazer tudo o que eu mandava e ser tão dependente de mim. E quando eu não ficava com você, você ia pra aquele rancho, apanhava e voltava falando que merecia. Aquilo me matava, Poseidon, você estava me matando com você cada vez que não acreditava em si mesmo.
Um olhar de pura dor tocou os olhos verdes que Atena tanto amava enquanto ele afagava seu rosto com o nó dos dedos.
- Eu não sou bom o suficiente para você, Atena. – ele sorriu amargurado. – Você merece alguém que não seja cheio de problemas, alguém que te dê o amor na medida certa, sem ser um louco possessivo. Você não vê? Você é mais do que eu posso ter, muito mais. Queria ser o suficiente para você, juro que queria, mas... – olhou admirado em seus olhos. – Você é tão perfeita. Perfeita demais para alguém como eu.
Sob aquelas palavras, Atena voltou a apertá-lo contra seu corpo ao mesmo tempo em que chorava.
Ele sempre a achara tão mais do que ele era, mas ele nunca conseguia enxergar em si mesmo suas qualidades, somente os defeitos. Era tão típico dele se menosprezar.
Afundou o rosto no ombro dele.
- Não chora, Atena. Ah, droga, olha o que eu fiz.
- Está tudo bem – soluçou, sentindo-se segura entre os braços dele. – Poseidon... Por quê?
- O que?
- Por que mandou que eu terminasse com Malcolm?
Ele ficou em silencio.
Por tanto tempo que Atena pensou que ele não responderia mais, até que soltou um suspiro.
- Porque eu ainda te amo, Atena, e por mais que eu saiba que não sou digno de você, eu não aguento te ver com nenhum outro garoto. Eu sei que sou egoísta, mas só que... – ele se encolheu. Sua voz um fio. -... Dói tanto, Atena. Dói te ver com o outro e perceber nele tudo o que eu não pude ser pra você.
Atena apertou os lábios contra o pescoço dele carinhosamente. Não conseguia enxergar nada através de suas lágrimas. Nada alem do seu coração se apertando com aquilo.
Ele a amava tanto.
- Shh, está tudo bem, Poseidon.
- Atena, eu te amo, tá?
Ela assentiu.
- Tá.
- E você sempre foi a garota da minha vida.
Ela estranhou aquilo.
- Poseidon, o que é tudo isso?
- Só estou garantindo que você saiba a sua importância pra mim. – apertou sua cintura uma vez mais forte antes de soltá-la. Os olhos verdes sorriam, tristonhos, ao deslizar por sua face. – Você sempre foi linda, assim.
- E inteligente.
Ele sorriu, de verdade, as covinhas dele aparecendo enquanto colocava um cabelo seu para trás da orelha, os dedos quente afagando sua pele.
- É, você sempre foi inteligente. – suspirou. – Eu só vim aqui pra dizer isso, Atena.
Ela franziu o cenho quando o viu dar um passo para trás.
- Você já vai?
Um aceno de cabeça da parte dele.
- Já, eu não quero te atrapalhar.
Sem poder se segurar, Atena estendeu a mão e deslizou seus dedos entre os de Poseidon.
Calor, carinho, força, proteção.
Sempre isso que sentia ao tocá-lo. E ele pareceu momentaneamente surpreso, mas logo fazia círculos com o polegar contra as costas de sua mão, deliciado com aquilo.
Atena olhou para suas mãos juntas.
E de repente uma ideia serpenteou por sua mente. Logo, ganhava forma e vida, e antes que pudesse se refrear, com medo do que ele poderia fazer se ele estivesse sozinho, pois já tinha sua dose disso, ela soltou, fitando seus olhos verdes cheios de amor por ela.
- Dorme aqui.
Ele ficou pasmo.
- Com você?
Atena sorriu do constrangimento que sobreveio a ele.
- Sim, comigo. – apertou os seus dedos juntos. – Só eu e você.
Por alguns instantes ele ficou pesando as suas palavras, encarando seu rosto.
- Eu não vou atrapalhar, vou?
Ela sorriu. Sempre preocupado por ela.
- Não, vem, eu já estava subindo mesmo.
E sem deixá-lo pensar muito, pois sabia que ele começaria todos os pros e contras daquilo, Atena começou a puxá-lo escada a cima.
Quando tinham chegado ao topo, Poseidon já tinha uma mão possessiva em seu quadril e aquilo, por mais estranho que fosse, a fez sorrir. Um sorriso que ele retribuiu, espantando para o lado a tristeza, e deixando somente o garoto com quem namorou.
E que ainda amava.
Poseidon, então, os guiou pela casa, mostrando que ainda se lembrava bem da planta dela, e não precisou pensar duas vezes ao abrir a porta de seu quarto.
Pela primeira vez, Atena percebeu o quanto ele era cuidadoso em não andar muito rápido ou apertar de mais sua mão, parecia estar sempre se autovigiando.
E, por fim, a deixando ali, ele se abaixou para tirar os sapatos, o relógio, o celular e a carteira, pondo tudo sobre seus livros, e esperou pacientemente enquanto ela tomava banho, escovava os dentes e depois penteava o cabelo.
Ao final, Atena teve que sorrir da cara dele contemplando ela, deitado em sua cama, completamente à vontade.
Eles não disseram nada um para o outro, na verdade, nunca precisaram de muitas palavras. Eram movidos por ações.
E, quando Atena desligou a luz e se esgueirou para debaixo do edredom com ele, ela já sabia que ele puxaria seu corpo até ter um braço em sua cintura e ficaria a encarar seu rosto mesmo depois que tivesse dormido.
Não foi diferente daquela vez, mas viu como ele parecia ainda mais triste, como se com um passe, tudo aquilo sumisse.
Então, coagida por seus desejos, Atena suavemente pousou uma mão sobre a bochecha do garoto assustado a sua frente e colou seus lábios juntos por alguns segundos.
Segundos o suficiente para que ele relaxasse e sorrisse ao soltá-lo, ainda o encarando.
- Eu te amo, Atena – sussurrou ele, baixinho.
E ela não pode deixar de sorrir.
- Eu sei, Poseidon, acredite, eu sei.
Com ele ali, afagando seu cabelo, Atena fechou os olhos e deixou-se cair em um sono sem sonhos com a testa dele tocando a sua.
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Próximo Capítulo:
[...]
Apolo estava a poucos centímetros, olhando-a com preocupados olhos azuis e negava com a cabeça. Ainda assim, ele parecia tão mais calmo.
E tão mais bonito que ela.
Eles eram tão diferentes.
Não conseguia mais vê-lo através do borrado das lágrimas.
- Não se esconda, Artie. – murmurava ele, suavemente, sem se afastar. – Não tem por que fazer isso, ok? Eu não sei o que aconteceu com você, mas seja lá o que for, estou aqui... Bem a sua frente. Eu. Está vendo? Está tudo bem, Artie, tudo bem.
Mas ela sentia que não estava.
[...]
Notas finais
Beijinhos açucarados,
Nívea ;*
Ps: Ah, Posei pediu pra avisar: "Mandem recomendações, prometo me achar menos se fizerem isso"... Tsc tsc tsc, aquele menino ¬¬' Enfim, não esqueçam de deixar meu recadito ai embaixo, mais fácil que lidar com essa galera doida e me faz muuuuuuuuuuuito feliz, muito msm *-* Esperando vocês pra responder os recaditos *dançando Macarena*
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