Impossible
10 10º - Surpresas.
Notas iniciais
10º — Surpresas.
Dois dias se passaram assim.
Dois dias que foram o suficiente para Artemis compreender que, ao final, o plano de Poseidon havia se transformado em um sucesso.
Parabéns, alcançou o Nobel, pensava.
Fazia quarenta e oito horas que Apolo não falava com sua pessoa, não se olhavam quando esbarravam pelos corredores da enorme mansão e nem que Afrodite olhasse em sua cara, diferente de Ares que fazia questão de humilhar ela no colégio mais vezes do que ele havia feito em todos dois anos.
Poseidon parecia orgulhoso consigo mesmo.
A única que continuara do seu lado fora Atena. A única que a ajudava, ensinava e conversava com ela alem de Zeus e Hera. Ninguém mais. Não que ela se importasse, não muito, estava acostumada a viver no anonimato e de ser bobo da corte do “Olimpo”.
Naquele momento, sentada em um banco na frente da bancada da cozinha, com um grande pedaço de pizza intocado entre seus braços, Artemis pensava o quão boba era ao imaginar que poderia ter mudado, um pouco que fosse.
Apolo continuava a ser um olimpiano, assim como Afrodite, e uma hora ou outra aquilo iria acontecer, inevitavelmente.
Sua fome se perdeu enquanto via pequenas gotas escorrerem e caírem sobre a calabresa ao ponto.
Em que merda estava pensando ao deixar que eles entrassem em sua vida? Eles não entendiam, nunca entenderiam, era apenas a garota estranha que não suportava ser tocada por ninguém, sempre seria.
Afundou a cabeça em seu capuz.
Idiota, estúpida. Sempre vai ser uma estúpida.
Mordeu o lábio.
Estava ali, olhando suas lágrimas, no momento em que escutou o som sempre reconhecível dos tênis de corrida que Apolo sempre usava. Rapidamente, o viu entrar na cozinha e ir abrir a geladeira.
Aproveitou que ele estava bebendo água para secar o rosto com as mangas do moletom, levantou-se com o prato na mão e o suco intacto também e colocou-os sobre a pia. Não tinha como jogar fora, porque a empregada pediu para não jogar ainda, então, não tinha saída se não deixar ali.
Abaixou a cabeça ao voltar para onde estava sentada e ficar trocando as músicas de seu Ipod. Apolo estava ocupando toda a saída da cozinha.
Não queria passar por ele agora.
Não depois de dois dias de silencio.
Incrivelmente, Apolo sentou-se bem a sua frente e ficou a mexer nervosamente com sua garrafinha.
- Artie... – tirou um fone de ouvido para mostrar que escutava. Apolo suspirou — Nós estamos brigados?
As mesmas palavras que havia feito alguns dias atrás.
Limpou a garganta.
- Por que estaríamos, Apolo?
Um silencio longo.
O tom dele era baixo ao responder:
- Por que eu estou do lado da Afrodite ao invés do seu? Ou você quer porque Atena disse palavras bem verdadeiras, de que não mereço estar perto de você?
Artemis não disse nada, apenas olhando para sua mão em cima da mesa. Nunca pensou que a palavra dele valia tanto para a sua pessoa.
Engoliu o bolo em sua garganta.
- Atena é cabeça quente às vezes, fala o que vem. Está tudo bem, Apolo.
- Está mesmo, Artie?
Assentiu para ele, mas no momento em que ele deslizou a mão para perto da sua, para tocá-la como ele fazia às vezes, Artemis não conseguiu suportar só a ideia da enxurrada de memória que invadiria sua mente e puxou ambas para seu colo.
Seu estomago revirava.
“- Você é uma fraca. – cuspia ele em sua cara. – Vai ser sempre uma estúpida. Uma idiota. Uma vadia”
Artemis apertou os braços contra si mesma.
Não. Não. Uno. Dos. Três... Começou a contar em espanhol.
Somente ao conseguir folgar um pouco o aperto que escutou Apolo suspirar.
- Eu te machuquei. – sua voz era triste, baixinha como somente a sua costumava ser. – Você está se escondendo outra vez no seu capuz, não me deixa te tocar e não olha pra mim e você ainda diz que está tudo bem. – outro suspiro. – Cara, que droga.
- Desculpa.
- Eu não to com raiva de você, Artemis, eu to com raiva de mim. Eu fiz você piorar, droga. – os dedos dele apertavam com força a garrafa. Ele respirou fundo. – Pode contar comigo até o dez em alemão, bem devagar?
Artemis assentiu.
- Eins... Zwei... Drei... Vier... Fünf... Sechs... Sieben... Acht... Neun... Zehn... Elf...
Ao final, os dois tinham relaxado.
Artemis já respirava tranquilamente e Apolo não apertava mais a garrafa.
- Só pode ser brincadeira. – ele riu baixinho. – O numero onze é elf.
Artemis sorriu um pouco. Quando aprendera aquilo com Atena, também ficara assim.
- Você sabe contar os números em quantas línguas, Artie?
- Dez línguas. – corou. – Atena passou a... Sabe... Me ensinar quando percebeu que era melhor.
Ficaram calados, somente o som alto dos seus fones trincando o gelo. Não soube quantos minutos mantiveram-se assim, tão pouco ligou. De uma forma estranha, estava um pouco mais alegre ao saber que ao menos conseguiam se falar.
- Eu devia ter ficado ao seu lado quando Atena me disse aquilo – sua voz melódica era um sussurro. – Eu devia ter escolhido você.
Devagarzinho, Artemis deu de ombros e escondeu mais as mãos no moletom.
- Você é um amigo fiel, Apolo – confortou. – É seu direito escolher aqueles que estão há mais tempo na sua vida. Simples.
Apolo suspirou.
- Não, eu devia ter ficado por que agora somos uma família.
- Eu sou só uma nova estranha, Apolo.
- Artemis, por favor, não tente me proteger de mim mesmo. Droga.
- Eu... – pensou melhor. – Afrodite está com raiva de mim?
Apolo não respondeu.
- Não posso culpá-la. – Artemis puxou as mãos para o bolso da calça e se levantou. Tudo o que queria era terminar logo aquilo. – Eu... Estou cansada... Vou lá dormir. Boa noite, Apolo.
Apolo não disse nada tampouco a impediu.
Mas, diferente do que disse, ao invés de ir para o lado que deveria, onde quem sabe não tivesse nenhum pesadelo, Artemis caminhou entre os quadros e cômodos até chegar ao santuário de Apolo.
A piscina.
Estava ligada. Havia uma roupa ali perto, de alguma garota. Seu coração doeu ao imaginar que Apolo levara mais uma garota para ali, mas era completamente diferente.
Parou antes que a vissem. Afrodite sem duvida estava por ali, porem, impossível de se ver. Contudo, não era isso que a deixou pasma.
Era outras duas pessoas.
Parecia que, por alguma razão, sempre tinha o timing perfeito.
Atena, em uma roupa estilo anos 70, parte de baixo alta e tomara que caia, estava encostada contra a parede, encarando com o queixo erguido e desafiador um maroto Poseidon que sorria, somente de uma sunga verde.
Ele era tão bonito quanto Apolo, mas não era isso o que sua amiga parecia estar pensando pelo modo como suas mãos tremiam em punhos e não cedia a cada momento em que o rosto bronzeado do garoto chegava mais perto.
Os olhos verdes estavam com raiva.
- Você transou com ele, não transou? – perguntava ele, de forma rude. Puto da vida.
Em contra partida, Atena parecia calma.
- A minha vida particular com o MEU namorado não tem nada a ver com você, Poseidon. É minha. Agora se me der licença.
Mas, ainda com mais raiva, Poseidon colocou a outra mão na parede, prendendo-a entre os braços.
- Não. Você não pode ter feito isso.
Ela arqueou uma sobrancelha.
- Por que não, Poseidon?
- Por que você é minha.
Agora, Atena pareceu pasma e riu sem acreditar. Poseidon não estava achando nada engraçado se Artemis podia opinar naquilo. Por um momento, Artemis ficou com medo de ele avançar sobre ela.
Mas então, ele sorriu de canto.
- Eu? Sua?
- Sim, minha. – e antes que sua amiga pudesse fazer algo, Poseidon colava os lábios dele bruscamente sobre os seus. Contudo, não parecia machucá-la, não da forma que Artemis tinha medo, parecia apenas... Prende-la ali. Poseidon então colou seu corpo ao dela, nem ligando para que ela lutasse para se soltar, continuando a beijá-la. Até que, depois de um tempo de insistência, Atena visivelmente retribuiu, um som de desejo saindo dos lábios dele no momento em que ela prendeu os dedos nos cabelos negros da nuca dele. Ficaram assim, se beijando por mais um tempo. – Minha – sussurrou Poseidon sobre os lábios dela, bem fracamente os prendendo.
Então, sua amiga pareceu acordar.
Com um golpe bem certeiro, ela o imobilizou contra a parede de madeira, ainda que ele fosse muitos centímetros maior que ela, e disse:
- Eu não sou brinquedo para ser sua, Poseidon. Não sou de ninguém.
E, sem deixá-lo rebater, Atena o soltou e foi correndo pegar suas coisas sobre uma das cadeiras de sol.
Logo, havia sumido.
Artemis ainda tentava acreditar, perplexa, o que havia acabado de acontecer a sua frente.
Desde quando Poseidon, que odiava e vivia batendo boca com Atena, gostada da loira?
Será que fora por isso que ele batera no Malcolm, o namorado dela?
- Olha, olha se não é a coisinha ruiva?
Finalmente percebendo que ficara ali que nem uma estúpida, viu Poseidon caminhar sem pressa alguma em sua direção.
Medo.
Foi isso que começou a borbulhar em sua mente no instante em que os olhos verde escuro prenderam os seus.
Ele era mais alto que ela uns bons dez centímetros. Mas, o principal era que ele era muscularmente superior. O corpo dele daria dois do seu.
Engoliu a seco.
- Fiquei surpreso quando não te encontrei como um cachorrinho por aqui, se escondendo e aquela coisa toda. – ele riu baixinho. – Sabe, eu fico me perguntando o que Atena viu em você para gostar da sua companhia. Ou Apolo. Ou Afrodite. Queria saber o que você fez com eles. Balançou o rabinho, deu uma rodadinha ou deu a patinha? Poxa, que truques legais os seus.
A cada palavra Artemis se encolhia mais e mais.
Até que seus olhos se abriram no momento em que os dedos dele apertaram seu antebraço. Todo o seu ar começou a sair mais rápido, sua respiração acelerada enquanto o fitava.
- Eu não tenho nada contra você, nada muito especial, Artemis. Apenas, podemos dizer que prefiro manter o nosso grupo como ele bem é. E você... – ele subiu os dedos até o seu ombro, ainda a sorrir. -... Está atrapalhando ele.
Uma dose de coragem desceu por Artemis e ela conseguiu coragem para, continuando a encara-lo, sussurrar um:
- O que eu fiz pra você, Poseidon?
Aquela pergunta claramente o deixou pasmo.
- Você ainda pergunta? Você roubou... – ele abaixou a voz, ameaçadora. – Atena de mim. Ela fazia parte do nosso grupo, namorava comigo e então você apareceu com essa sua carinha de estúpida e toda problemática e ela foi correndo ser sua amiga. Você roubou ela de mim.
E, sem saber o que fazer, vendo que Poseidon acariciava todo o seu braço, Artemis soltou, fitando-o sem qualquer ressentimento no rosto alem de medo:
- Você a afastou, Poseidon. – e ele parou o movimento, encarando sua pessoa. – Você começou a engoli-la em seu mundo, em seus medos, em seu ciúme. Você afastou ela. Eu sei que a amava, ela também te amava, mas disse pra mim que não podia mais lidar com seu sentimento de posse e sua fixação em mante-la dentro de um aquário. Foi você, não eu, que a afastei. Eu tentei te ajudar, tentei fazê-la voltar para você... Ela chegou a voltar, você se lembra, não lembra? Mas então você a sufocou outra fez. Ela não sabia mais o que fazer e disse que nunca mais queria saber de você, porque você não sabia lidar com um relacionamento. – naquele momento, Poseidon encarava seu rosto com um misto de espanto e tristeza, mas sabia que ela não mentia. – Ela ainda te ama, Poseidon. Só... Não consegue lidar com sua necessidade exagerada dela, mesmo que ela saiba que você não faz por mal. Ainda há chance, não a afaste.
Poseidon apertou seu braço com força, de uma força que tudo o que ela pensava estava desligando, mas ele não parecia querer machucar sua pessoa, não mais.
Parecia... Quebrado.
Desesperado.
Então, ela não enxergava ele mais.
- Solte Artemis – a voz de Apolo era fria e curta. A ordem estalou de seus lábios.
Contudo, ele não tinha mais com o que se preocupar. Poseidon tinha soltado-a no exato instante em que ele havia se interposto entre eles. E Artemis não podia enxergar sua expressão, mas sabia que ele não estava bem.
Livre do aperto, Artemis prendeu os dedos na parte de trás da camisa de Apolo, implorando para irem embora.
- Se você chegar a tocar a minha irmã dessa forma mais uma vez, Poseidon, eu vou quebrar a sua cara e te jogar pra fora da minha casa. – dito isso, Apolo fez o sentido para ela ir à frente e a seguiu pelo longo corredor, deixando para trás um confuso Poseidon.
Ao chegarem ao seu quarto, Artemis correu para sua cama e se envolveu em sua posição de segurança sob ela: abraçou as pernas contra o peito, movendo-se para frente e para trás.
Medo.
Pavor.
Tristeza.
Cansaço.
Medo.
Medo.
Medo.
- Foi culpa minha... – Artemis murmurava. – Eu não devia ter ido ali... Não devia ter visto ele beijar Atena... Devia ter fugido quando ele veio pra cima de mim... Oh meu deus, que merda, que merda... Eu entreguei os segredos da minha amiga, tudo isso porque fui fraca, porque não suporto que me toquem, porque Poseidon não queria me machucar... Porque... Porque... Oh deus, o que eu fiz?... Burra, burra, burra. Uma estúpida. Disse o que não devia e...
- Ok, ok, Artemis, para.
- Mas ainda assim eu disse... Droga, idiota, idiota. Eu não devia ter amigos, eu entreguei Atena... Eu... Eu...
De repente, mãos firmes levantaram a sua cabeça e olhos azuis entraram em seu campo de visão entre as lágrimas que escorriam.
Apolo estava mais do que preocupado. Ela nem sabia o que dizer, mas memórias voltavam a sua mente enquanto ele segurava seu maxilar.
“O punho batendo contra seu maxilar e queimando uma dor que a fez encolher. Mais um e mais um, ela gritava para ele parar.”
“Ele afundando as unhas em sua pele, cortando-a, enquanto desferia um tapa na sua cara.”
Olhou em pânico para os olhos azuis.
- Por favor. – murmurou, sua voz transbordando medo. – Por favor, não me toque. Não agora. Eu não posso aguentar, Apolo, me solta. Droga, droga... – soluços. – Droga. Por que eu sou tão estúpida?
- Pronto, Artie, soltei. Agora, esta tudo bem. Não tem ninguém aqui alem de mim e você. Acene com a cabeça se estiver me ouvindo. – ela assentiu ainda que não levantou a cabeça. – Isso, boa garota. Agora, eu quero que você respire fundo. Um, dois, três...
E ela respirou ou tentou, os soluços a impedindo disso.
Seguiu isso mais duas vezes com Apolo, ao final, conseguia encarar somente o outro lado, com vergonha do que ele tinha visto. Do seu ataque. Ele parecia aliviado que não estivesse mais chorando.
- Melhor, Artie?
Ela assentiu, então lembrou de algo.
- Apolo, lave a sua mão.
- Shh, quietinha, relaxe – os dedos dele suavemente afastaram seu capuz, chamando sua atenção para os olhos extremamente azuis e determinados. Incapaz de olhar para outro lado, preso aos dele, sentiu-o começar a vagarosamente desfazer sua trança até tudo o que havia era seu cabelo longo e solto. Cabelo esse que ele passou a deslizar os dedos. E aquela onda de conforto e prazer com aquilo assolou seu coração. Ele pareceu perceber que ela fugiria, por isso, ele sorriu. – Viu? Ninguém está te machucando, eu não estou sujo, estamos bem, Artie. Só há eu, você e isso lindo cabelo vermelho. Esta tudo bem.
“Ele enrolou a mão no cabelo dela, puxou sua cabeça para cima brutalmente e mordeu seu pescoço com tanta força que saia sangue. Ela se debateu, mas tudo o que ele fez era apertar mais o corpo da garota, a mão contra seu seio, machucando-a.”
Pela primeira vez, Artemis sentia que as lágrimas caiam de seus olhos antes mesmo de voltar à realidade e ver Apolo encarando as gotas salgadas, sem saber o que fazer, já que não podia tocá-la.
Sua mão então fez o que ela jamais o havia deixado fazer.
Delicadamente, vendo se ele brigaria ou algo assim, ela esticou os dedos e muito suavemente, como se ele fosse vidro ou algo que sumiria da sua frente, pousou sua palma sobre a bochecha quente e bronzeada de Apolo.
Ele não podia tocá-la, porque ela não suportava, mas ele não tinha esse problema.
Ele sorriu calmamente para ela.
- Apolo. – sua voz soava quebrada até para si mesma.
- Estou aqui...
Seus dedos, curiosos, suavemente deslizaram pela pele uniforme e firme dele, apreciando a textura, sentindo a barba que ele teria de fazer no outro dia, a puxando da parte obscura de sua mente para aquele homem a sua frente. Suspirou. Seu polegar, então, passou com preocupação a pequena e única bolsa escura de não ter dormido bem algum dia. Para em seguida, arrastar sem força a sua unha contra o nariz perfeito que ele tinha, o canto da boca e, finalmente, voltar a fitar seus olhos azuis.
Mas eles não eram somente azuis. Um pouco de dourado polvilhava-se ao centro, ao redor da pupila.
Era uma cor magnífica.
- Apolo. – e toda a realidade do que ela era, do que acontecia voltou juntamente com as lágrimas e tudo o que pode fazer foi sussurrar: — Me ajuda.
E ele assentiu contra sua mão.
- Está tudo bem, Artie, vamos dar um jeito nisso, ok? Vamos dar um jeito.
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Próximo Capítulo:
[...]
- Poxa vida em Art, você acha que eu...
Sua voz morreu ao ver algo atrás de sua pessoa.
Afrodite sorriu absurdamente pela garota ter engolido as palavras. Artemis, sem saber o que fazer, apenas continuou olhando suas unhas ruídas. Tinha um certo pressentimento de quem era. E estava lutando contra o pânico que ameaçava dominar seu peito.
Esta tudo bem, Artemis, você está em local publico, pensou enquanto esperava algum toque ou coisa assim.
- Oi, Dite – a voz de Poseidon saiu baixa, um pouco desanimada. – O que aconteceu com Atena?
- Podemos dizer, Posei, que Atena seguiu a risca o que você ordenou pela mensagem e oi, como foi lá?
- Bom, legal... Hum... Artemis.
Todo o corpo dela ficou tenso com ele chamando seu nome. Da ultima vez que o encontrara, tivera uma crise, não queria repetir a dose, tampouco piorar seu estado delicado que se encontrava.
Mas tudo o que pode soltar foi um:
- Sim, Poseidon? – tão baixo que ela não soube se ele ouviu.
Afundou suas unhas na sua palma, sentindo que seu corpo começava a tremer.
- Eu... Posso conversar com você?
[...]
Notas finais
Ps: Recomendações tbm valendo muuuuito pro meu coraçãozito *-*
Beijinhos açucarados,
Nívea que tá super atrasada ASHAUSHUAS
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