Impossível
8 Capítulo 8
Notas iniciais
POV Sasuke
Se há alguns dias alguém me dissesse que eu ia me apaixonar, eu teria dado boas risadas na cara dessa pessoa. Hoje, eu diria que isso está acontecendo.
[flashback on]
Estava no banho, depois de um longo ensaio com a banda, quando meu telefone toca. Sai correndo do banheiro, molhei todo meu quarto, tropecei no tapete e comecei a xingar, até que consegui atender o telefone.
– Alô? – minha voz estava muito fraca por causa da corrida.
– Sasuke?
– Oi mãe.
– Oi filhinho! To morrendo de saudades! O que você estava fazendo?
– Tomando banho, tropeçando e quase cai de bunda no chão. Nada de mais. Também estou com saudades. Então, vamos aonde nessas férias? – voltei para o banheiro, enrolei uma toalha na cintura e fui ligar o meu computador.
– Então, era sobre isso que eu queria falar com você.
– Sou todo ouvidos.
– Vamos para Vitória, para a casa da sua tia Mebuki e do tio Kizashi. Você não conhece. Te adotei depois que me distanciei dela. Agente brigou feio. Voltamos a nos falar tem uns 6 meses.
– Você já me contou essa história, mãe. – meu computador ligou e eu coloquei meu celular no viva-voz para colocar uma roupa.
– Ah, é. Bem, o melhor de tudo é que você não ficará sozinho. Eles têm uma filha.
– Mas o meu irmão não vai?! – comecei a pensar em aturar uma pirralha mimada o tempo todo. A idéia não me agradou nem um pouco.
– Não, ele quer ficar na casa do pai nessas férias.
– Entendi. Mas eu vou ter que bancar a babá nessas férias? – minha mãe começou a rir.
– Provavelmente não, só se você arranjar alguma criança que precise de uma. A Saky tem 17 anos, quase a sua idade. – nem preciso dizer que minhas expectativas aumentaram consideravelmente.
– Ela é bonita? Tem namorado? Como que ela é?
– Deixa de ser safado moleque. – minha mãe começou a gargalhar.
– Não consigo evitar. – e me juntei à ela, e ficamos durante um tempo rindo.
– Deixa o seu tio saber disso...
– Não fiz nada, ainda!
– É, ainda não. Tenho que desligar filhinho. Ah, já ia me esquecendo. Mandei um e-mail com seus horários de voos. Beijos.
– Ta bem mãe. Beijos.
[flashback off]
Lembro que até cheguei a pensar em dá uns pega na tal Saky, já que passaria um mês na casa dela. Foi ai que eu comecei a conversar com a minha melhor amiga, que eu só conheço pela internet, seu nick é Songs and Books.
[flashback on]
Jump out now diz:
Oi meu anjo! Como estão as coisas hoje? :D
Songs and Books diz:
Ei meu lindo! :D Está tudo na mesma. E você? Muitos shows ultimamente?
Jump out now diz:
Estou bem melhor agora! Estava morrendo de saudades de ti! *-* E sim, MUITOS shows nesse ultimo mês. Agora nas férias agente nem vai ter por causa dos feriados, mas mesmo assim a galera está ensaiando agora. :)
Songs and Books diz:
E por que você está aqui e não ensaiando com eles? Oo’
Jump out now diz:
Eu queria conversar com você um pouco. Tinha tanto tempo que agente não batia um papo. Além do mais, eu vou viajar nessas férias com a minha mãe... Não vou poder entrar na net. ; Mas se você quiser eu vou ensaiar!
Songs and Books diz:
NÃO! Quer dizer, se você tiver que ir… ;
Jump out now diz:
Já que você quer que eu fique... =D
Songs and Books diz:
É claro que eu quero! Você é meu único amigo. A única pessoa em que eu confio! Você sabe muito bem disso!
Jump out now diz:
É eu sei... *-* Mas gosto de ser lembrado desses fatos. 8)
Ela ficou um tempo sem falar nada.
Jump out now diz:
Ainda está ai?
Songs and Books diz:
Estou sim. Desculpa. Minha mãe estava conversando comigo.
Jump out now diz:
Ah, claro. Mas então, eu vou ter que sair daqui a pouco, linda! Como eu te disse antes, vou viajar com minha mãe para a casa de uns parentes dela que moram longe e devo ficar mais ou menos um mês fora.
Songs and Books diz:
Será que na casa deles não tem net não? Por que se tiver, você pode entrar e conversar comigo! Ou você realmente acredita que eu vou conseguir ficar UM MÊS sem ter noticias suas e sem conversar com você?
Jump out now diz:
Eu realmente não sei. Mas eu dou um jeito e encontro uma Lan House. =D
Songs and Books diz:
Ok. Mas a banda não vai ter shows enquanto você estiver fora?
Jump out now diz:
Não. Nessa época de férias as coisas são meio paradas. Vou fica um mês fora, mas o pessoal pode agendar tudo direitinho.
Songs and Books diz:
Você vai com a sua mãe, certo?! Mas você não tinha me dito que morava com o pessoal da banda em SC?
Jump out now diz:
Eu moro. Só que eu vou me encontrar com minha mãe no aeroporto de SP, onde ela mora, e de lá vamos para a casa de um dos parentes dela.
Songs and Books diz:
Vixi, olha a hora! Tenho que ir. Vou ao supermercado com a minha mãe. Teremos visitas esse mês e precisamos fazer compras. Beijos e já estou morrendo de saudades, meu lindo!
Jump out now diz:
Também meu anjo! Vai lá, antes que sua mãe se estresse com você. Beijos.
Songs and Book diz:
Ah! Boa viagem!
Jump out now diz:
Obrigado! Hein... quando eu chegar lá, onde quer que seja “lá”, eu posso te ligar, né? *-*
Songs and Books diz:
Claro que pode! To saindo antes que minha mãe coma meu fígado. Beijos.
Jump out now diz:
Beijos.
Songs and Books off.
Ela era super simpática e sempre desabafava comigo. Sempre conversávamos e eu adoraria conhecer ela.
[flashback off]
E quando ela caiu e se machucou, tudo por que eu estava conversando com a minha anjinha, eu fiquei desesperado, nem consegui pensar direito. A única coisa que eu fiz foi ficar ao seu lado todo o tempo, segurando sua mão. Saindo do hospital, eu a levei primeiro para o carro, já que minha mãe louca estava atrás do Drº Ichigo implorando pelo seu telefone.
[flashback on]
Saky tinha acabado de sair da ala de Emergência, e eu fui correndo para levá-la ao carro.
Fomos a frente, já que a minha mãe estava na cola do Drº. Saky pareceu notar, quando já estavam chegando no carro, que ninguém nos acompanhava.
– Sasuke, onde elas estão? – ela perguntou, preocupada. Eu sorri.
– Minha mãe ficou doidinha pelo Drº e foi lá conseguir seu número. E sua mãe está pagando as despesas do hospital. – eu disse me lembrando da minha mãe suspirando todas as vezes que o Drº passava ao longe.
– Humm. – ela nada mais falou. Ela deveria, assim como eu, estar imaginando a minha mãe se quebrando toda só para ser socorrida pelo seu Drº.
Parei quando chegamos próximo ao carro e destranquei a porta do carro.
– Com cuidado, priminha, se levante um pouco da cadeira para que eu possa te colocar no carro. – para a minha incrível surpresa, ela fez exatamente o que eu pedi.
Ela passou seus braços finos e delicados por meu pescoço, me deixando hipnotizado por um segundo.
Ela se aproximou mais de mim e começou a sussurrar em meu ouvido.
– Obrigada por me salvar.
Me arrepiei por inteiro. Essa proximidade com ela me deixava louco.
Depois ela começou a beijar o meu pescoço, mordendo e dando chupões. Ela realmente queria me fazer perder o juízo.
Olhei para ela, e ela fitava o carro, sem olhar para mim.
A coloquei no banco de trás e fui no painel, ligar o ar condicionado e o som. Estava tocando uma música muito apropriada, Falling in Love do McFly. Voltei para o banco de trás, e sentei-me do seu lado, deixando as suas coxas em cima das minhas pernas, para ficar o mais próxima possível dela, sem levantar suspeitas. Peguei uma de suas mãos, e mais uma vez fiquei perplexo com a textura perfeita e macia de sua pele. Afaguei seu rosto, e ela fechou os olhos. Me aproximei mais dela, ficando a poucos centímetros.
– Acho que teremos que arrumar outro programa para amanhã. Com esse gesso, você não poderá nadar. – passei as pontas dos dedos em sua boca e ela os mordeu me deixando surpreso, e confuso, e depois idéias travessas passaram pela minha mente. Ela estava com um sorriso muito sedutor nos lábios. — Brincar com fogo é perigoso, priminha. Você pode se queimar.
– Gosto do perigo.
Se ela queria me enlouquecer, conseguiu. Soltei sua mão rapidamente e coloquei-a sentada em meu colo, segurando-a firmemente na cintura. Comecei a beijar seu pescoço, coisa que eu estava louco para fazer, e fui para sua mandíbula. Beijei o canto de sua boca, e não queria beijá-la logo, pois perderia a linha do raciocínio quando o fizesse, e passei para sua clavícula. Esse vestidinho de alcinha... Ela segurou meu rosto, me fazendo perceber que ela estava ofegando.
– Você vai me beijar agora ou pretende me torturar mais? – não esperei ela terminar de falar e a beijei, invadindo sua boca com força. Explorei todos os possíveis lugares com a minha língua. Passei minha mão em sua cintura e com a outra comecei a alisar sua coxa. Ela passou uma mão em meus cabelos, me puxando para mais perto. Ela parou o beijo aos arquejos, mais eu não tirei minha boca dela, beijando novamente seu pescoço, explorando-o, satisfazendo a vontade que eu sentia. Às vezes eu me achava meio vampiro, tinha uma grande queda por pescoços.
Ela me puxou novamente para a sua boca. Assim ficamos até a hora em que as nossas mães bateram na janela.
A cara da Saky foi impagável. Ela estava completamente vermelha. Segurei o riso, pois não queria irritá-la.
Ela saiu do meu colo e se sentou do mesmo jeito de antes de eu agarrá-la.
– Eu não te disse Sasuke, que eu ia conseguir o telefone?! Meu charme é irresistível! – minha mãe já foi dizendo, me fazendo rir.
– É claro mamãe. – Ela riu comigo.
Minha mãe e minha tia conversavam animadamente e eu não dava a mínima para o assunto, apenas olhava para o meu pequenino milagre pessoal, minha pequena, minha Saky. De repente me senti muito possessivo. Eu nunca tinha me sentido assim antes por ninguém, mas ela era diferente de todos, e por ela eu estava apaix... Pera aê, eu já me apaixonei por essa pequena?! Não... Eu não me apaixono fácil... Mas por ela... Ela é tão linda, frágil, gostosa, perfeita... Não consigo me imaginar longe dela nesse momento, todas as células do meu corpo doem. Imaginar ela com outro é muito impossível e incrivelmente doloroso. Eu acabo com qualquer um que chegar perto dela.
[flashback off]
E bem, tudo que eu fiz depois que eu cheguei aqui está relacionado a esse pingo de gente, Tudo bem que ela não é tão baixinha assim, mas eu sou bem mais alto que ela.
Agora eu estou aqui, deitado num colchão ao lado de sua cama, depois de todas as provocações com seu indecente e sexy pijama (que me deixaram mais louco, ao ponto de quase tê-la por inteiro), segurando sua mão, velando por seu sono.
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