Impossível
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Acordei bem cedo, marcava ainda 7:46 AM no meu celular. Ainda estava sonolenta e provavelmente não conseguiria voltar a dormir. Meu quarto estava claro e uma brisa entrava pela janela. Olhei para o chão e o Sasuke me encarava sorrindo.
– Bom dia, lindinha. Dormiu bem?
– Bom – bocejo – dia. Dormi maravilhosamente bem. E você?
– Melhor impossível. – Ele sentou-se no colchão e pegou a minha mão – Estava ainda melhor antes de você largar a minha mão. Eu estava tendo sonhos felizes, ai você a roubou de mim, e eles pararam. – ele fez biquinho e eu ri. – Agora também não a solto mais. É o seu castigo.
– Que droga. – falei, fingindo não gostar da situação. – Mas como que foram os seus sonhos? – eu estava um pouco mais desperta.
– Ótimos. – Ele sorriu e se aproximou para me dar um beijo na testa. Depois eu puxei-o para mais perto de mim, fazendo-o deitar ao meu lado na cama, enquanto segurava a minha cintura.
– E eu posso saber com quem você estava sonhando, senhor Sasuke? – perguntei olhando fixamente em seus lindos e perfeitos olhos.
– Com a mulher mais linda e gostosa desse mundo, senhorita Sakura. – ele falou bem baixinho, enquanto passava uma das mãos pela minha perna.
– Que seria? – eu tirei sua mão de minha perna e a coloquei junto com as minhas, fazendo uma cara diabólica do tipo: “eu mato a desgraçada”.
Eu já cheguei a falar que sou um pouco possessiva quando gosto de alguém. Tudo bem que gostar não é a palavra certa, e sim apaixonada e amando esse garoto que tanto me tortura.
– Estou olhando para ela. – Ele me puxou para cima dele, e beijou meu pescoço. Não o respondi, apenas fechei os olhos e sorri, imaginando se eu era correspondida. – Sabe, eu ainda acho que apenas um mês ao seu lado não será suficiente para mim. – eu ainda não tinha aberto meus olhos, mas já tinha chegado a pensar no assunto. Meu sorriso ficou triste.
– Também acho muito pouco. – ele me colocou na cama sentada e se sentou novamente no colchão, segurando as minhas mãos e olhando nos meus olhos, como se visse a minha alma.
– Não é pouco, é misero. Eu quero passar a minha vida inteira ao seu lado. Um mês não pode fazer jus a isso. – Lágrimas de felicidade se formavam em meus olhos. – Mas vai ser eterno enquanto durar. Sabe por que, minha pequena? – as lágrimas caíram quando ele falou “minha pequena”. – Porque eu simplesmente não vivo mais sem você. Porque em apenas um dia, você transformou a minha vida. Porque todo o meu ser grita por você. Porque tudo a minha volta me faz ver, lembrar, buscar por você, pela sua companhia, pelo carinho, seu sorriso, seu afeto. Porque, pela primeira vez na vida, eu estou loucamente apaixonado – Você deve estar me achando louco, maluco, retardado, idiota. – eu ri um pouco e ele me acompanhou – Mas eu sempre fui assim. Não consigo disfarçar as minhas emoções e sou muito impulsivo. Sei que nos conhecemos ontem, mas eu não me importo, tudo o que eu quero e preciso é estar com você, do seu lado, te amando, te protegendo, te fazendo feliz.
– Eu não sou tão boa com discursos, mas posso te dizer que tudo o que você disse, também vale para mim. – seu sorriso ficou gigantesco, mostrando que seu rosto poderia ficar mais gloriosamente lindo — Toda a minha vida, desde o momento que te vi entrando pela minha porta, passou a ser centrada em você. Percebia e relatava todos seus movimentos e atitudes, todo seu jeito de agir e de ser. Quando ouvi sua voz, meu coração parou e minha respiração acelerou. Quando te vi, parecia que eu estava sonhando. Nada mais fez sentido, mas desse jeito é como eu gosto. Qual a graça de ter todas as coisas em ordens e não poder correr um risco, ter uma nova experiência?! Prefiro ter uma vida complicada, turbulenta, mais cheia de emoções. E seus olhos me hipnotizaram, me fizeram perder a fala, não consegui mais raciocinar. Você é tudo que eu sempre quis para mim, tudo que eu sempre sonhei e tudo que eu quero.
– Não precisa falar mais. – ele me beijou e eu, mais uma vez, me derreti por inteiro sob as suas mãos. Tudo o que ele me falou foi passado naquele beijo, todas as palavras e juras, tudo foi passado ali, naquele pequeno gesto. Tudo o que eu mais queria era que aquele momento nunca acabasse.
O telefone de Sasuke tocou. Estávamos no maior amasso. Pelo jeito ele não estava escutando.
– Sasuke – parei o beijo e ele foi para o meu pescoço. Ficou bem difícil pensar assim. – seu celular está tocando.
– Deixa tocar. – ele murmurou agora na minha clavícula.
– E se for importante?! É melhor atender.
Ele suspirou e foi atender ao telefone.
– Alô? – pausa curta. Um sorriso brotou em seu rosto. – Caralho! Naruto! Você está fazendo o que aqui no Brasil?! Você não ia para Londres?! – longa pausa. Ele se sentou na cama e me puxou junto, me sentando em seu colo. – Que pena. Então, você vai passar as férias aonde? – curta pausa. Eu não estava entendendo nada. – Você podia vir aqui na casa da minha tia! Tenho certeza de que ela vai gostar de conhecer o baterista da banda! Você sabe que ela sempre deu apoio.– longa pausa. Minha mãe dando apoio a alguma coisa?! E eu tinha me esquecido de perguntar ao Sasuke o nome da banda dele. Ele começou a beijar meu pescoço. – Que ir pra casa da sua mãe nada. Você vai vir aqui. E antes que você comece a falar essa bobagem como “não quero te atrapalhar ou ser um incômodo”, eu já te adianto: você pode ficar aqui durante as suas duas semanas de férias aproveitando o sol, a piscina da casa, a sauna e podemos sair durante a noite. E tem mais: vou te apresentar à minha priminha. – consegui ouvir a gargalhada do outro lado da linha. – Eu não estou bancando a babá. Ela é apenas um ano mais nova do que eu. – ele mordeu, bem fraquinho, o lóbulo da minha orelha. – Então você vem quando?! Quarta? Beleza então Naruto. Um abraço.
– Quem vai vir pra minha casa, senhor Sasuke?
– Meu quase irmão, Naruto. – ele me sentou do seu lado na cama e me deu um selinho. – Você vai gostar de conhecê-lo.
Bateram na porta. Eu me levantei da cama e comecei a dobrar os lençóis.
– Pode entrar.
– Bom dia filha. – meu pai, me abraçou e beijou a minha testa.
– Bom dia pai! Quando o senhor chegou?
– Hum, — ele olhou no relógio por um momento – deve fazer uns 15 minutos. – eu acho que ele ainda não tinha notado que não estávamos sozinhos no meu quarto. – Sasuke?! Meu sobrinho predileto! Como você cresceu! – ele abraçou o Sasuke. Não sabia que o Sasuke era o sobrinho predileto dele. – Como foi a noite de sono? Dormiu bem?
– Muito boa, e dormi maravilhosamente bem, tio.
– Que ótimo. Vocês sabem onde estão as mães de vocês?
– Elas foram à missa. Saíram faz vinte minutos. – Eu em me lembrava, mas isso explica por que o Sasuke já estava acordado.
– Ah sim. Saky, eu vou ter que sair para resolver alguns problemas, então você poderia entregar isso para a sua mãe? – ele me entregou uma caixinha comprida vermelha de veludo. Peguei a caixinha e a abri com muito cuidado. Dentro havia uma gargantilha de ouro com pequenas safiras e rubis, que são as pedras preferidas de minha mãe, que formaram uma linda combinação.
– Pai, é linda! Tenho certeza que ela vai adorar. – falei, admirando o brilho de cada pedra.
– Esse aqui é para você. Veja se gosta. – ele me entregou uma caixinha igual a primeira. Eu a abri com bastante cautela. Dentro havia uma corrente de ouro branco com um pingente de coração todo cravejado de diamantes.
– Pai, eu... é... eu nem tenho palavras para descrever. Muito obrigada pai! – eu o abracei, e quando o soltei, Sasuke pegou a caixinha da minha mão e retirou a fina corrente com muito cuidado.
– Deixe que eu coloco em você. – retirei meus cabelos do pescoço e deixei ele colocá-la em mim. Meu pai ficou olhando para a cena e um sorriso brotou em seus lábios. Realmente isso não era bom sinal. O que se passava em seus pensamentos?!
– O coração pode ser aberto com a chave. – meu pai pegou uma corrente que estava na mesma caixinha em que a minha estava, só que separada por um pedaço de veludo, e entregou para o Sasuke. – Espero que cuide bem desse coração. – Sasuke sorriu em resposta e colocou a corrente em seu pescoço, deixando-a debaixo de sua camiseta. – Olha só a hora! Tenho que ir crianças. E filha, — eu tirei os olhos da pequena fechadura que havia em meu pequenino coração para olhá-lo – tome mais cuidado. Sua fratura poderia ter sido muito pior. – e ele saiu voando do quarto. Eu fiquei mais uns cinco minutos admirando o delicado coração quando percebi que Sasuke estava olhando atentamente para mim.
– É muito linda, não acha? – perguntei a ele.
– Não tanto quanto você. Mas eu me pergunto: como será que seu pai descobriu?! – ele se sentou na poltrona e eu fiquei olhando interrogativamente para ele. Ele viu a minha cara de quem não entendeu merda nenhuma e me respondeu. – Descobriu que estamos juntos. Ele não ia me entregar a chave do coração e pedir para eu cuidar dele por nada. – Sentei-me na cama. Eu não tinha parado para pensar. Então era isso que aquele sorriso besta dele significava?! Mas por outro lado, ele não tinha como saber, não é?! Ninguém tinha nos visto juntos! – Ou ele simplesmente ia guardar a chave para você dar à alguém. – continuou ele, enquanto eu ainda olhava sem acreditar para ele. Como ele tinha descoberto?! – Mas por eu ter colocado o cordão em você, ele deve ter percebido que algo está acontecendo entre nós dois, e por isso me deu a chave, como símbolo de que... – eu o interrompi.
– Meu coração é seu. – disse bem baixinho, mas num tom audível e cheio de convicção, olhando para o meu pequeno coração.
– E o meu é inteiro seu. – Ele já tinha se levantado e estava sentado do meu lado, se aproximando de mim, quando seu celular tocou. – Puta merda. – ele me abraçou, ao invés de me beijar, enquanto atendia o celular.
– Alô? Fala mãe. – curta pausa. Sasuke mordeu meu pescoço. – É, ela já está acordada. – curta pausa. Ele falou no meu ouvido: — Ela está mandando um beijo para você.
– Manda um para ela também.
– Ela tá te mandando outro. – longa pausa. Sasuke ficou beijando o meu pescoço enquanto ouvia o que a tia Mikoto falava. – Ah, mãe! Eu não vou te contar. É surpresa para a tia Mebuki. E mãe?! Você lembra do Naruto? O baterista da banda. Ele ia para Londres, mas os pais brigaram. – curta pausa. – Eles são separados. O pai mora em Londres e a mãe em SC. Só que ele ia para a casa do pai, já que a mãe tinha ido viajar com o namorado, mas os pais deles discutiram por que o pai dele não ia poder receber ele em casa essas férias, e por isso eu o chamei para vir para cá, passar duas semanas aqui. Você poderia perguntar a tia Mebuki se está tudo bem? Ok, vou esperar. – longa pausa.
Nota pessoal: perguntar ao Sasuke sobre a sua banda e tudo mais sobre a vida dele. Todo e qualquer detalhe é muito importante.
– E ai?! Sério?! Que ótimo! Valeu mãe! Manda um milhão de beijos para a tia Mebuki e diz para ela que ela é a tia mais gata deste mundo! E é claro, para você também mãe. Tchau. – Eu nem acredito! Naruto vai passar parte das férias conosco! – ele estava me girando pelo quarto de tanta felicidade.
Quando ele finalmente parou, eu fiquei meio tonta e cai na minha cama. Sasuke me acompanhou, deitando-se do meu lado e segurando a minha mão.
– Hm, Sasuke?!
– Oi, minha lindinha.
– Você não acha que com esse seu amigo aqui, vai ficar um pouco... complicado, agente ficar juntos ?!
– Eu tenho certeza que não. Ele gosta muito de se divertir, mas ele gosta da noite. De dia, ele sempre fica no quarto lendo algum livro ou dormindo. Ele é muito quieto na dele. Mas eu tinha que chamar ele. Sempre sou eu quem o ajuda e dá apoio quando acontece esse tipo de coisa com ele.
Como o Sasuke é fofo! Mas eu realmente espero que ele esteja certo. Então por que será que eu estou com um mau pressentimento?!
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