Implacável
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Bom, eu confesso que não me sinto nem um pouco confortável com esse capítulo. Sou simplesmente péssima em escrever cenas de sexo. Não por pudor, ou qualquer coisa assim, é só uma coisa que quando eu faço não fica algo bom. Mas eu juro que me esforcei ao máximo!
Quero agradecer a recomendação de gigisalzinho! Muito show :DD
Enfim, boa leitura!
7 de novembro, sexta-feira
Espaço aéreo Italiano
Sfogarsi (v). em italiano: aliviar ou dar vazão aos seus sentimentos; abrir o coração; desafogar-se; desabafar.
Ino passou o voo inteiro de mal humor. Estava no fim do seu ciclo menstrual, e essa era uma época em que ela ficava com o humor mais instável. E Gaara não estava fazendo muito para tornar as coisas mais fáceis quando tinha deixado Ino sozinha durante o dia inteiro depois da noite que tiveram; e quando retornou ao hotel, quando a noite já começara, avisou-a secamente que iriam partir no dia seguinte.
A gente só se beijou; e ficamos excitados; e dormimos na mesma cama; e eu me enrosquei nele..., Ino resmungava mentalmente, sentada em uma das poltronas mais ao fundo do jato particular de Gaara.
Concentrada em seu blá blá blá mental, passou a maior parte da viagem sem falar com o ruivo, que tirava um cochilo em seu assento. Mas foi perto do fim da viagem, que Ino resolveu esticar as pernas. Conversou um pouco com a comissária de bordo, e descobriu que a elegante moça loira se chamava Ottavia Garko, que ela era ítalo-americana e esposa do piloto, Simon Garko.
– Não estava nas outras viagens com vocês, pois tive um bebê. – ela comentou com seu pesado sotaque italiano. – Simon disse que a senhorita é muito simpática, e eu fiquei curiosa a seu respeito.
– Hum, curiosa no sentido estranho, ou num sentido bom? – Ino perguntou jocosa.
– No bom sentido, claro. – Ottavia baixou o tom de voz. – O Sr. Sabaku não viajava muito, e foi bastante repentino que ele tenha marcado essa viagem.
– Você é do tipo de quem eu não vou conseguir uma boa informação. – Ino comentou rindo. – Por mais que vocês pareçam ultra-profissionais, sei que se importam com o patrão de vocês. Se eu ficar perguntando mais, vou te colocar em maus lençóis, mas pode apenas me dizer para onde estamos indo?
– Sinto muito, o Sr. Sabaku pediu segredo sobre o nosso destino. – Ottavia disse com um sorriso tímido. – Mas posso dizer que estamos sobrevoando a Sicília.
– Hum, Itália? Eu queria ir a Itália, deve ser um lugar lindo! – comentou jocosa. – Vou tentar convencer Gaara, se esse não for o nosso destino.
Ottavia apenas respondeu com um sorriso e voltou a seus afazeres. Ino estava indo para seu lugar quando o piloto avisou que passariam por uma turbulência. A moça apenas procurou um lugar mais perto para se sentar, e o encontrou no assento em frente ao de Gaara. Aproveitou e prendeu o cinto de segurança do ruivo, que estava solto enquanto ele ainda dormia; e praguejou cada segundo da curta turbulência pelo qual passaram.
Ino não sabia quanto tempo mais a viagem iria durar, então resolveu tirar um cochilo. Foi menos de duas horas de sono inquieto e intranquilo. Tinha sonhado com algo desagradável, mas quando acordou, suada e ofegante, não se lembrava do que era. Mesmo quando lavou o rosto no banheiro do jato, e logo pousaram em Siena, Ino não conseguia deixar de sentir algo desagradável.
– Você está bem? – Gaara perguntou a Ino assim que entraram no SUV Audi prata que os esperava, junto a Baki.
Ela não respondeu de imediato. Parecia fazer a mesma pergunta a si mesma.
– Um pouco cansada. Então, estamos na Itália! – ela logo desviou o assunto, mas não a atenção de Gaara. Sabia que Ino estava estranha.
– Achei que ia gostar. – Gaara respondeu costumeiramente sério. – Não tenho mais nenhuma negociação para fazer, só o trabalho de rotina. Então pensei que seria bom passarmos um tempo no Palazzo D’Alviano. Faz anos que não vou lá.
– É um hotel ou algo assim? – perguntou, e logo viu que tinha sido uma atitude idiota, pois Gaara e Baki olhavam-na estranhamente.
– O Palazzo D’Alviano é propriedade da minha família. Foi a primeira aquisição do meu avô, logo que começou a fazer fortuna. E meu pai costumava nos trazer para passar os verões aqui.
– Você tem um palácio na Toscana! – Ino exclamou. – Quando você disse Palazzo, e me mostrou algumas fotos do jardim, não imaginava que estaria falando do Palazzo D’Alviano. Não é o mais famoso, mas... você preservou as obras de arte?
– Minha mãe morria de ciúmes daqueles rabiscos e esculturas. – Gaara falou com aparente desdém. – Estava pensando em doá-los para um museu ou uma Fundação, quem sabe vender para algum colecionador.
– Não antes que eu as veja com meus próprios olhos. – Ino comentou com os olhos brilhando de alegria. – O que Deidara não daria para ver isso...
– Deidara? – Baki perguntou calmamente. – Este nome é familiar... O escultor de vanguarda?
– Sim. O melhor escultor do mundo! – Ino respondeu orgulhosa, o que fez Gaara se questionar sobre a relação de Ino com o artista.
– Você o conhece? – Gaara perguntou.
– Claro. – deu de ombros. – Quando formos a Israel, eu vou apresentar ele a vocês.
Ino passou o restante do caminho falando sobre as obras de arte que gostaria de fotografar no Palazzo para levar como material de crédito para a Universidade. Já tinha um ótimo material que tinha feito nos outros lugares que fora, a exceção da França, mas as obras do D’Alviano levariam seu professor ao céu.
Quando o carro entrou pelos portões, a boca de Ino fez um pequeno O ao encarar a majestosa construção. A fachada principal dava a impressão de solidez, com o típico acabamento em pedra forte. É dividida em dois andares com duas fileiras de janelas do estilo romântico.
A fachada ficava entre duas grandes alas em forma de L, que davam a casa o formato de um retângulo aberto cujo centro era preenchido com um jardim muito bem cuidado. Na entrada principal, o brasão da família Sabaku estava sobre a porta, assim como na casa de Londres. Assim que entrou, Ino se surpreendeu pela simplicidade e elegância calculada para remeter a Toscana do século XVI.
Cada sala tinha um ponto que chamava mais atenção, mas o ponto alto do tour que fez com Gaara, foi o pátio interno que ficava na porção norte do Palazzo. Foi projetado e reformado no estilo romântico, com uma fonte e bancos perfeitos para se passar uma tarde. Alguns dos quartos do andar superior tinham a porta voltada para um corredor aberto para o pátio, o que fez Ino comemorar, internamente.
– Signore. – uma mulher pouco mais velha que Ino, de cabelos acobreados, os abordou discretamente e iniciou uma conversa em italiano com Gaara. Ino nem se importava com o fato de estar completamente alheia ao que eles falavam, embora tivesse ouvido seu nome algumas vezes. Estava encantada demais com o pátio para se importar.
– Quer escolher seu quarto? – Gaara lhe perguntou assim que a mulher se afastou silenciosamente.
– Acho que gostaria de ficar com um dos quartos com vista para o jardim e a porta voltada para o pátio. – Ino pediu sorridente.
– A suíte regente estará a sua disposição, signora. – Ino quase saltou ao constatar que a mulher com que Gaara falava ainda estava ali.
– Ino, esta é Pakura, algo como a responsável pela casa. Qualquer coisa que precise, peça a ela. – Gaara a apresentou. Pakura ia se curvar, numa curta mesura, mas Ino se adiantou em abraçá-la calorosamente.
– Espero me dar bem com você, Pakura. – comentou sorrindo simpaticamente.
Pakura estava habituada a ser tratada com polidez e distância, e ficou realmente surpresa quando Ino a abraçou. Olhou para Gaara, esperando ver no patrão algum traço de desaprovação ou estranheza, mas ele parecia bem natural com aquilo.
– É um prazer conhecê-la, Srta. Ino.
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Depois de conhecer a Ala norte da casa, Ino foi para o seu quarto tomar um banho. Não conseguia controlar o quanto estava maravilhada com o lugar. Parecia um castelo saído de contos de fadas. E quando entrou na banheira para uma imersão em espuma, quase teve um ataque de felicidade. Pensou no que Tenten diria se a visse a ali.
Pegou seu celular para ligar para a amiga e viu que tinha recebido um email de Tsunade. Desde que viajara, Ino recebia emails semanais da loira, dizendo que a situação do orfanato estava melhorando e que conseguiam juntar algum dinheiro. Ainda que não fosse a quantia que saldasse a dívida, era um começo.
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De: Senju Tsunade (senjutsunade@server.com.uk)
Para: Yamanaka Ino (i.yamanka@server.com.uk)
Assunto: Crianças impacientes para te fazer uma surpresa
Querida Ino,
Eu iria responder seu email quando as coisas aqui estivessem mais calmas, mas as crianças fizeram algo para você e queriam muito que eu enviasse logo.
Espero que a viagem continue indo bem, e que consiga o material para sua universidade. Mas não pense que estamos de folga por aqui! Organizamos algumas festas que nos renderam um bom dinheiro, e adivinhe? Conseguimos uma quantia que pode nos dar um prazo maior com o banco e ainda o suficiente para levar as crianças naquela excursão ao Stonehenge! Não é maravilhoso?
Estamos todos com muita saudade, e ansiosos pela sua volta.
Com carinho.
Tsunade, Shizune, Iruka e as crianças mais ansiosas da Terra.
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Ino abriu o vídeo anexado ao email, e quase chorou ao ver as crianças cantando o refrão de “I just called to say i love you”. O vídeo tinha um minuto e quando acabou, Ino não perdeu tempo em responder o email, dizendo que tinha amado a surpresa.
Tinha acabado de enviar o email quando ouviu leves batidas na porta.
Ino se enrolou na toalha, ainda cheia de sabão. Jogou o celular na pilha de roupas que tinha deixado pelo chão e correu para abrir a porta. Foi seu erro. O mármore liso foi perfeito para fazer Ino escorregar e cair espetacularmente no chão. Ainda estava deitada, com a toalha mal lhe cobrindo e afagando a cabeça que bateu com força no chão, quando a porta foi aberta de supetão.
– Como você consegue ser assim? – Gaara perguntou cansado, enquanto ajudava Ino a se levantar.
– O chão é liso, droga. – Ino resmungou, esfregando o lado da cabeça com uma mão e segurando a toalha com a outra. Gaara tirou a mão que ela mantinha na cabeça para avaliar o estrago, e encontrou o início de hematoma.
– Quando terminar seu banho, vá na cozinha e coloque um pouco de gelo aí. – o gemido dolorido de Ino fez Gaara se lembrar a que viera. – Se vista, quero falar com você.
Ino assentiu silenciosamente e Gaara a deixou sozinha para que terminasse seu banho. Ela tirou a espuma do corpo no chuveiro, aproveitando para lavar o cabelo rapidamente, e vestiu a camisa larga que tinha levado consigo. Estava sem sutiã, então assim que saiu do quarto, vestiu um robe longo rapidamente, evitando o olhar de Gaara, que estava sentado no recaimer.
– Se importa se eu desembaraçar o cabelo enquanto conversamos? – vendo Gaara negar, Ino pegou sua escova e foi se sentar ao lado de Gaara.
– Algumas das obras de arte estão emprestadas para uma exposição em Roma. Devem voltar no fim do mês.
– Eu sei que você tem um Renoir. – estreitou os olhos. – Não me diga que ele está emprestado?!
– Ele, um Di Cavalcanti e o estimado Botticelli da minha mãe. – Gaara deu de ombros. – Era algum de seu interesse?
– Você tem um Botticelli? – Ino sussurrou.
– Retrato de Dante Alighieri. Meu pai deu de presente de casamento para a minha mãe.
– Não vamos sair daqui enquanto eu não puder ver esse Botticelli com meus olhos.
– Meu limite é o dia 31 de novembro, elas devem estar de volta até lá. Do contrário, podemos voltar aqui depois do ano novo. Enquanto isso, você pode sair e conhecer a Villa. Pakura se ofereceu para te acompanhar.
– Gaara, você não invadiu meu banheiro para me socorrer e nem para falar de obras de arte. – uma das sobrancelhas de Ino se ergueu e Gaara suspirou cansado.
– Vamos ter um evento no Palazzo em algumas semanas. Karin e Tayuya estarão presentes. Você não precisa ir se não se sentir confortável, mas sua presença seria... – procurou pela palavra adequada, mas a única que saiu foi: — importante.
Ino suspirou e se deixou deitar na cama. Pareceu pensar por alguns segundos, até sentir o toque firme e tranquilizador de Gaara na sua cintura e no seu queixo. Ele tinha se inclinado sobre ela, e a obrigava a encará-lo.
– O quão importante? – ela questionou; seus rostos estavam muito próximos, e ela sentia a respiração quente dele se misturar a sua.
– Muito importante. – respondeu sério, antes de beijá-la.
– Alguém agradável vai estar nessa festa? – Ino perguntou ofegante, pois Gaara estava beijando seu pescoço, e descia para o colo.
– Hinata. Naruto. Kakashi e Asuma. Neji, e muito provavelmente, Tenten. E um casal que você provavelmente vai gostar de conhecer. – a cada nome, Gaara beijava-a, e descia um pouco mais.
– Isso está se tornando interessante, senhor Sabaku. – riu, enredando os dedos no cabelo ruivo de Gaara e o puxando para cima, para beijá-lo calidamente. – Mas não basta para me convencer.
– Podemos pensar sobre isso. – Gaara falou sério. Num ímpeto, ele segurou Ino pelos quadris e a puxou, deixando-a melhor acomodada nos travesseiros.
As mãos pequenas de Ino alcançam o rosto de Gaara, aproximando-o o suficiente para que ela o beijasse no canto da boca, na têmpora, alcançasse a orelha esquerda e o mordesse sensualmente. Sentiu as mãos dele se apertarem com mais força ao redor de seus braços, e Ino não conteve um leve ofego.
– Você não devia ter feito isso. – Gaara murmurou de forma quase sombria. As mãos dele foram no laço do robe e o desfez. A seda negra deslizou levemente quando ele a passou pelos ombros de Ino e caiu silenciosamente no chão quando foi jogada. Um a um, os botões da camisa que Ino usava foram sendo soltos, mas a camisa não foi retirada; Gaara aproveitou bem o acesso mais fácil ao vale entre seios medianos de Ino, espalhando beijos ferventes que alcançaram a pequena calcinha de renda negra que ela estava usando.
– Eu não devia ter feito um monte de coisas, mas te provocar... – suspirou, extasiada com a expectativa do prazer. – foi a melhor coisa que eu fiz.
Muito lentamente, Gaara se ergueu. Seu sorriso era pálido, quase imperceptível, mas obscuro. Um leve arrepio percorreu sua pele quando ele se inclinou novamente, e muito lentamente, lambeu sua pele, do lado de um dos seios até o pescoço. E Ino sentia como se aquela área de contato estivesse em chamas.
Está frio...?, Ino se perguntou quando sentiu seus mamilos endurecerem e ficarem tão aparentes sob a fina camisa branca que ela ainda vestia.
– Com frio? – a voz profunda de Gaara lhe atingiu de maneira covarde.
Ele deslizou o tecido da camisa lentamente para fora do corpo de Ino, e ela arquejou para ajudá-lo. Sentiu seus seios tocarem o peito sólido dele ainda vestido na camisa polo escura, e instintivamente, suas mãos alcançaram a barra do tecido para tirá-lo.
– Tem que aprender a ficar quieta. — Gaara lhe sussurrou mornamente, segurando as mãos dela e impedindo-a de tirar sua camisa. – Ainda não, Ino. Primeiro você...
Novamente ele se inclinou, e sua boca tocou um dos seios de Ino, sugando de forma dura e logo mais suave, enquanto sua mão se ocupava em massagear o outro. A respiração da Yamanaka saía em pesadas arfadas misturadas a gemidos, e ela se via completamente rendida. A tortura se repetiu no outro seio, e Ino sentiu seu corpo retesar e em seguida quase adormecer quando a sensação do orgasmo lhe atingiu.
– Você se rende fácil. – Gaara a olhou e a cobriu de beijos no rosto. Os olhos de Ino estavam quase fechando, e ela ainda sentia os espasmos do orgasmo, mas não deixou de reparar que, mesmo naquela situação, os olhos de Gaara eram sérios e reservados.
Ino o segurou pela gola da camisa e o puxou para um beijo rude que lhe deixou os lábios vermelhos. Mas Gaara ainda não se sentia satisfeito em sua tortura. Afastou-se dela novamente, ajoelhando-se entre suas pernas e segurando-a pelas coxas com firmeza.
A pele firme e leitosa do local o excitou, e antes que Ino pudesse se dar conta, estava gemendo longamente ao sentir a boca dele na porção interna da sua coxa. Mordendo, sugando e beijando, Gaara subia suas carícias. Quando alcançou o elástico do lingerie, roçou os dentes propositalmente na pele sobre o osso da bacia, antes de rasgar o tecido bruscamente.
Mentalmente, Ino agradeceu pelas semanas que passou na praia, algo que tornou sua depilação um costume. Mas sua mente se enevoou no instante em que o sentiu rodear o clitóris com a língua ao mesmo tempo em que a mordiscava.
– Tão doce... – ele sussurrou; seus ouvidos entorpecidos pelos sons dos gemidos não calculados de Ino.
Ino sentiu que seu corpo estava prestes a convulsionar, mas Gaara continuou com aquela tortura por longos minutos. Ela ainda se xingava por não ter conseguido aproveitar o máximo do ruivo antes de ser pega por um orgasmo múltiplo que certamente a atingiria assim que ele a penetrasse.
– Esse... é um jo... jogo para dois! – Ino gemeu. – Ainda vou ter a minha... vez... Ahhhh!
Seu corpo se fragmentou em outro orgasmo, que a levou para um mundo onde só existia prazer, e ele tinha nome e sobrenome. Ino observou debilmente Gaara se afastar e ir em direção a porta. Ela tinha se preparado para soltar um palavrão contra ele se a intenção era fugir, mas Gaara apenas trancou a porta.
Ele se deteve de frente a Ino, observando-a em deleite, e não conteve um sorriso torto. A Yamanaka se empertigou, sabendo o que viria a seguir quando viu Gaara tirar os sapatos e livrar-se da camisa da maneira mais crua possível. Ele também soltou o cinto e os botões da calça, deixando a ereção pujante tão aparente que fez os olhos de Ino brilharem.
Assim que a peça de caiu aos seus pés, Gaara deslizou de volta para a cama, ainda com a boxer, apertada demais para contê-lo. Olhou para Ino e a viu como uma ninfa encarnada em luxúria e prazer. Ela se ergueu e tirou ela mesma a boxer, olhando-o fixamente e mordendo os lábios em júbilo.
– Eu sabia que você escondia algo além desse corpinho de nadador. – Ino sussurrou, passando as mãos pelo peito de Gaara e descendo para o abdome. Se sentou sobre os quadris dele e suspirou profundamente.
Ino tremia de prazer ao sentir a ereção maciça em contato com sua intimidade. Ela o sentia pronto para preenchê-la completamente, e quando Gaara o fez, Ino sentiu-se flutuando na onda mais egoísta de prazer de sua vida.
Gaara se impulsionava para frente, fazendo Ino gemer e agarrá-lo diante dos movimentos frenéticos, selvagens. Ino não era uma virgem inexperiente, mas jamais tinha sentido algo como aquilo. Seus lábios se abriram em um ofego de surpresa e um gemido entrecortado, chamando a atenção de Gaara.
– Te machuquei? – ele perguntou cuidadosamente, refreando seu desejo de continuar para que Ino se sentisse mais confortável com seu tamanho.
– Um pouco demais para mim... – ela murmurou. Mas para a surpresa de Gaara, ao invés de Ino se afastar, ela se atirou para frente, capturando a boca dele em outro beijo lascivo. O beijou com força, gemendo de prazer em sua boca enquanto incitava-o a continuar.
Ele deslizou profundamente, até que seus quadris se assentassem perfeitamente com os dela, e ditou um ritmo vigoroso que Ino sentia cada fibra de si ser atingida por ele. A medida que Gaara acelerava, ela sentia que poderia desmaiar de prazer a qualquer instante. O mundo poderia acabar ali mesmo, que ela morreria satisfeita.
Os gritos de prazer de Ino alimentavam os grunhidos febris de Gaara, junto ao leve rangido da cama. Ela envolveu uma das pernas na cintura dele quando sentiu o orgasmo se aproximando, e ofegante pedia por mais. Todo seu corpo ficou rígido, e sua passagem o apertou com o orgasmo, guiando-o também. O grito de ambos foi alto e violento, e quando por fim os tremores de Ino diminuíram, os braços dela afrouxaram e ela caiu enfraquecida nos braços dele.
– Oh meu deus! Isso foi tão... – ela sussurrou, quase rouca.
Gaara não se retirou de dentro dela. Apenas se deitou no colchão, com os pés virados para a cabeceira, e a manteve sobre seu corpo enquanto a acalmava com uma leve carícia na base das costas.
– Você me convenceu. – Ino murmurou. – Vou nessa maldita festa, mas você não vai ter mais uma noite de descanso, ouviu?
– Isso me parece bom. – Gaara abafou o riso.
Os dois permaneceram mais algum tempo nus e enroscados na cama, até ouvirem batidas na porta.
– Senhorita Ino, vim avisar que o jantar está servido.
Ino tentou empurrar Gaara de cima de si a todo custo, mas ele não se moveu um milímetro. Ele soltou um suspiro cansado e a sujeitou na cama quando Ino tentou deslizar para fora.
– Srta. Ino? – Pakura tentou novamente.
– Mande-a embora. – Gaara sussurrou.
– E fazer Pakura pensar que estávamos fazendo sexo quando pedi um quarto separado do seu...? Não, não. – Ino sacudiu a cabeça.
– Ino, estávamos fazendo sexo.
– Desde quando é tão despreocupado? – ela lhe deu um peteleco na testa e novamente tentou se livrar de Gaara. Gemeu levemente ao se separarem, e Ino correu para a porta, pegando e vestindo seu robe no caminho. Mas quando tocou a maçaneta, Gaara lhe surpreendeu.
– Pakura, diga que mandem o jantar. – Gaara falou alto o suficiente para a mulher escutar. Ino se virava lentamente, vermelha de vergonha, e ainda pôde ouvir Pakura murmurou algo antes de dizer “sim, senhor”.
– Você poderia ter sido mais discreto. – ela resmungou, voltando para a cama.
Gaara se recostou nos travesseiros e Ino se aninhou em seu peito, puxando uma fina colcha para cobrir-lhe as vergonhas. Os dois ficaram quietos por um momento; Gaara começava a cochilar e Ino estava pensando na vida.
– Você vai comigo na Villa amanhã? – Ino comentou devagar.
– Hum.
– Podíamos almoçar em alguma cantina e depois passar a tarde no vinhedo.
– Hum.
– Eu gostaria de conhecer o vinhedo.
– Hum.
– Isso é um sim? – perguntou cheia de esperança?
– Hum.
– Isso é um não?
– Isso é um “hum”, Ino. – Gaara murmurou baixinho, bastante sonolento.
Ino se deu por vencida e acabou aconchegando-se melhor em Gaara para tirar um cochilo.
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Ino olhava curiosamente para o que Pakura preparava para o desjejum. Tinha acordado cedo e faminta naquela manhã, e a primeira coisa que fez – logo após observar durante alguns segundos Gaara dormir placidamente na cama em que fizeram sexo – foi correr para a cozinha em busca de algo para comer. Ia se contentar com biscoitos ou qualquer coisa que encontrasse, mas Pakura já estava preparando uma omelete de cogumelos.
– Pakura... eu posso te chamar assim, não é? – Ino viu a moça assentir e resolveu continuar. – Você pode fazer um bolo para a tarde? De chocolate?
– Claro, Srta. Assim que voltarem do vinhedo, ele estará a sua espera. – Pakura respondeu calmamente.
– Eu queria mesmo era o bolo que minha mãe faz. Ela faz um bolo de chocolate com creme de avelã que me faz comer de joelhos. – ela comentou saudosa.
– Bem, acho que tenho uma receita de chocolate com avelãs. É uma das favoritas de Baki. – um suave sorriso invadiu os lábios de Pakura.
– Então você o conhece bem...
– Não é isso, Srta. – Pakura corava.
– Hum, você é íntima de Baki! Normalmente os outros empregados de Gaara chamam Baki de “senhor Baki”. Você o chamou só pelo nome. – Ino se empertigou, apoiando um queixo na mão e o cotovelo no balcão, olhando Pakura, interessada. – Qual é a história de vocês?
– Que isso, Srta. Ino. Não temos nada. – a mulher falou nervosa.
– Tem sim! Eu sei que tem. É uma paixão platônica? – perguntou interessada.
– Somos amigos de infância, só isso. – se apressou em dizer.
– Amigos de infância ou primeiro amor? – Ino viu Pakura corar violentamente e soube que era verdade. – Tudo bem, não vou mais te perturbar, mas não esqueça do meu bolo.
Pakura assentiu levemente e voltou a bater os ovos para a omelete. Ino saltitou de volta ao seu quarto, mas quando entrou não encontrou Gaara na cama; podia ouvir o som da banheira sendo enchida.
Ele estava metido na banheira, enquanto a água jorrava da torneira cromada com dourado e um atraente cheiro de rosas tomava de conta do banheiro. A água lhe chegava a cintura e deixava o torso nu a mostra; Ino ficou parada na porta observando o corpo dele furtivamente.
– Me acompanha? – ele perguntou com a voz rouca.
Ino se aproximou devagar e lhe beijou calmamente nos lábios, antes de se despir e adentrar a banheira, suspirando em meio a espuma e a água quente. Sentou-se atrás de Gaara, com as pernas sobre as dele e os tornozelos acariciando-lhe as panturrilhas.
– Isso é bom. – ela se inclinou levemente o beijou nas costas enquanto prendia o cabelo em um coque frouxo. – Vamos ao vinhedo, e quando chegarmos, haverá um delicioso bolo feito por Pakura nos esperando.
– Esperando por você, você quis dizer. – ele murmurou, repousando as costas levemente no peito de Ino. A loira estava concentrada em um punhado de espuma que tinha colocado no cabelo de Gaara, moldando-o com um penteado moicano.
– Eu vou conseguir fazer você comer esse bolo.
– Adianta eu dizer que odeio doces? – ele perguntou devagar, virando-se lentamente para encarar Ino. Ela lhe sorriu e o puxou pelos ombros para beijá-lo. A manhã dava sinais de que seria longa.
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Gaara estava sentado na cama enquanto Ino estava sentada sobre os joelhos atrás dele e lhe secando os cabelos. Ele mexia impacientemente no celular, até soltar um leve, quase imperceptível, suspiro de satisfação.
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