Implacável
14 Capítulo 14
Notas iniciais
E eu quero dedicar esse capítulo especialmente para Maria GM por sua recomendação tão linda! Seus textos curtos me encantam muito, e eu queria muito ter essa habilidade de mesmo em poucas palavras cativar tanto alguém como seus textos me cativaram! Obrigada mesmo, G.
Enfim, eu não sou muito fã desse capítulo e do próximo, mas eu achei ele necessário pelo fato de ser o pivô de uma aproximação entre Gaara e Ino. De todo o resto, aproveitem!
29 de novembro, sábado
Castelo D’Alviano
Siena, Toscana, Itália
Cinese (s.f) do grego: movimento; mudança; agitação da alma; movimento da alma.
Gaara estava em seu escritório já há algumas horas quando alguém bateu a sua porta. Baki entrou assim que autorizado.
– O pessoal responsável pela recepção já está com a estrutura montada na ala oeste. – avisou. – Dentro de algumas horas os convidados devem estar chegando.
– A equipe de Ino já chegou?
– Já, mas a Srta. Yamanaka ainda não foi encontrá-los. Quer que eu a encontre?
– Não, ela está fazendo de propósito. – Gaara resmungou, levantando-se e indo em direção a porta. – Eu vou achá-la. Certifique-se de que tudo esteja em ordem na área externa.
– Sim, Sr. Sabaku.
Gaara desceu as escadas lentamente em direção a ala oeste, passando por um extenso corredor até o estúdio onde as obras de artes eram expostas. A porta, uma peça de titânio coberta com aço e travada com um mecanismo de senha, estava apenas encostada. Que displicente, pensou Gaara, uma vez que aquela sala guardavam as obras mais valiosas.
– Qual é o sentido de uma porta capaz de suportar o impacto de um tanque quando ela não fica trancada? – Gaara perguntou, aproximando-se de Ino.
Ela estava sentada em uma mesa de inox, analisando com uma lupa o quadro de Sandro Botticelli. Tinha o cuidado de usar luvas, e a luz do lugar estava um pouco mais baixa que o comum.
– Eu esqueci, e como esse lugar não tem janelas, a porta serviu para deixar um pouco de ar puro entrar. – Ino deu de ombros e voltou a sua atenção para o quadro, fazendo algumas anotações em um pequeno bloco ao seu lado.
– Seu pessoal está te esperando, Ino. E se você demorar, eles terão pouco tempo. – Gaara a segurou pelos ombros e a içou.
– Eu tenho mesmo que ir? – ela resmungou resignada.
– Se você tivesse desistido ontem, enquanto estávamos na banheira, talvez eu pudesse ter cedido.
– Hum... – Ino sorriu maliciosa, colando seu corpo no de Gaara, sensualmente. – E se nos trancássemos aqui? Eu podia te convencer...
– Ino. – Gaara rosnou, segurando-a firmemente pelos braços e a arrastando para fora da sala.
– Mas eu queria terminar a análise, Gaara! Só faltam algumas coisas... – ela protestava.
– Você pode fazer isso amanhã.
– Não, não posso fazer isso! – Ino estacou em seus calcanhares e livrou das mãos de Gaara, dando alguns passos para trás. Foi então que o ruivo entendeu.
Gaara se aproximou de Ino com cuidado, tocando-lhe a face levemente e mantendo a expressão serena. Ela ficou desconfiada, mas não resistiu quando ele lhe beijou e, lentamente, a empurrava contra uma das pilastras. As mãos do Sabaku emolduravam-lhe o rosto, as línguas se chocavam em uma batalha sôfrega e lenta, e a necessidade e paixão de Ino se tornavam aparentes.
– Por que fez isso? – ela perguntou, ofegante, quando Gaara separou seus lábios.
– Para que enfie nessa sua cabeça grande que eu estarei lá. – Gaara falou com seriedade. Em seguida, ele colocou o braço em volta dos ombros de Ino e a puxo para seu lado, se apressando em levá-la para onde a equipe de estética a esperava.
_________
Ino respirava fundo e tremia dos pés a cabeça, mas a jovem de frente ao espelho merecia aplausos e assobios, e era isso que a equipe de estética estava fazendo. O versace longo, de alça única, cintura ajustada e com uma fenda que deixava a perna de Ino inteira e sensualmente exposta, realçava cada curva do corpo jovem e expunha a pele leitosa, deixando pouco para a imaginação.
O cabelo estava liso, com a franja solta, mas as pontas retas, na altura dos seios, davam-lhe um ar moderno e forte. A maquiagem feita em tons de terracota deixava os grandes olhos azuis destacados, e a boca foi sensualmente pigmentada com um batom rosa.
Logo que o pessoal recolheu suas coisas e Ino ficou só na suíte máster, que passou a dividir com Gaara, ela se olhou novamente no espelho e estranhou o que via. Mal respondeu quando bateram na porta, e só percebeu que era Gaara quando ele pigarreou sem jeito.
– Você... você está...
– Estou...? – Ino sorriu sem graça.
– De tirar o fôlego. – ele completou, com os olhos surpresos e quase inconscientemente.
Gaara tinha nas mãos uma caixa de joalheria, que apertava nervosamente. Ele deixou a bengala de lado e caminhou lentamente até Ino.
– Isto é um presente. – abriu a caixa e revelou o conjunto de brincos e colar feitos de prata e diamantes.
– Gaara, isso é... Eu não posso aceitar!
– Pode sim. – Gaara sussurrou, tirando os brincos da caixa e os colocando nas orelhas de Ino.
Eram peças semelhantes à ramas de Hera, que desciam elegantemente com pequenas folhas cravejadas de diamantes. O colar seguia a mesma linha, uma corrente com um pingente de ramas que formava algo semelhante a asas; mas Ino absteve-se dele naquela ocasião.
Ino se encarou no espelho e não se reconheceu nele. Estava completamente diferente de quando partira de Londres. Sentia-se completamente diferente, em uma mistura de sentimentos muito dualista; que a fazia questionar o quanto tinha mudado e pensar em como aquilo que ela conhecia como realidade estava distante, pois estava vivendo um mundo de sonhos.
– Podemos ir? – Gaara perguntou calmamente, tirando-a de seus pensamentos. Ino assentiu silenciosamente e ele segurou sua mão, beijando-a com carinho, sem soltá-la durante todo o caminho para a o local da festa.
A ala oeste nunca pareceu tão distante, e mesmo que Gaara lhe acariciasse os dedos, lhe passando o máximo de segurança que podia, Ino sentia que poderia desmaiar ali mesmo. Mas não havia tempo para desmaiar; antes que pudesse se dar conta Ino inspirava o ar fresco da área aberta, ouvia o burburinho dos convidados e sorria discretamente para uma foto. Um tapete vermelho escuro descia as escadas e levava para o local onde os convidados se aglomeravam. Dois fotógrafos particulares e mais três fotógrafos de revistas os registraram incessantemente a decida do casal.
Assim que terminaram de descer as escadas, Ino finalmente sentiu-se relaxar, ainda que suas pernas tremessem em cima do scarpin plataforma que ela usava e diminuía a diferença de altura entre seus um e sessenta e os um e noventa de Gaara.
– Venha, quero que conheça meus irmãos. – Gaara lhe sussurrou enquanto a puxava pela multidão.
O lugar estava elegantemente decorado com lanternas de papel, e a porção descoberta e externa, fora fechada com tendas brancas. Garçons carregavam bandejas com champanhe ou canapés, e assim que Ino teve a oportunidade, pescou um dos aperitivos e enfiou na boca rapidamente. Gaara observou a cena com humor, e novamente os dois voltaram a caminhar, parando uma vez ou outra para cumprimentar algum convidado.
– Quantas pessoas foram convidadas? O mundo? – Ino perguntou, espantada com a quantidade de pessoas.
– Não sei, vai ter de perguntar a minha irmã. Ela quem organiza os eventos.
– Gaara!
Uma mulher loira, de curvas generosas acentuadas pelo vestido vinho longo, abriu caminho pela multidão e jogou os braços em volta do pescoço de Gaara. Por um momento, Ino sentiu uma pontada de ciúmes, mas se empertigou e voltou a sorrir com graça e descrição.
– Você deveria ser mais discreta, Temari. Já passou da idade de se jogar no meu pescoço. — Gaara resmungou, ainda que tivesse um leve sorriso nos lábios. Ele passou o braço em volta da cintura de Ino e a puxou mais para perto.
– É ela? Oh, com ela é linda! – a mulher se adiantou e cumprimentou Ino educadamente. – Sou Temari, sua cunhada.
A palavra fez Ino engolir em seco.
– Yamanaka Ino. Imagino que Gaara já deve ter falado de mim, mas... ele nunca diz uma palavra de você ou do seu irmão. – ela sorriu fracamente.
– Isso torna as coisas mais divertidas. – Temari riu com gosto. – Bem, você vai agradecer por Gaara não ter dito uma palavra sobre nós, assim evita que você fuja logo de cara.
– Temari... – Gaara resmungiu.
– Enfim, é um prazer te conhecer. – a loira olhou em volta, procurando alguém, mas logo desistiu e fez um muxoxo. – Eu até te apresentaria meu marido, mas o voo dele atrasou, então... Espera, olha ele ali!
Temari acenou para um homem moreno, de cabelo médio e olhos castanhos. Vestido em seu smoking, tinha uma expressão cansada e entediada que não se desfez nem quando Temari o beijou de um jeito que fez Ino corar e Gaara pigarrear levemente.
– Boa noite. – ele disse, passando um braço em volta da cintura da esposa e usando a mão livre para cumprimentar Gaara com firmeza. – Gaara.
– Shikamaru, é bom vê-lo. Deixe-me apresentar Yamanaka Ino.
Ino o cumprimentou educadamente e notou que Shikamaru tinha mesmo um aperto firme.
Gaara conversava com a irmã e o cunhado de forma tranquila e relaxada, algo que causou certa surpresa para Ino. E Temari e Shikamaru eram tão agradáveis, que tão logo se sentiu uma boba por ter ficado tão nervosa. Quando Kankurou, o segundo irmão mais velho de Gaara, chegou com a esposa grávida, Matsuri, o ambiente pareceu relaxar ainda mais.
– E durante todo esse tempo você vem mantendo ela escondida... – Kankurou riu, batendo nas costas do irmão. – Você é mesmo esperto, hein, irmãozinho.
– Kankurou, menos. – Gaara revirou os olhos. Em seguida virou-se para Ino e lhe sussurrou: — Vou cumprimentar alguns convidados, vem comigo?
Ino assentiu levemente e dos dois pediram licença para cumprimentar algumas pessoas. Encontraram alguns dos convidados do Brunch em Lyon, e diferente daquele dia, todos trataram Ino de forma educada e singular.
– Todos parecem diferentes. – Ino comentou sem jeito. Gaara deu de ombros e passou o braço na cintura dela, puxando-a para si.
– Você está diferente. Não parece mais a garotinha assustada de três meses atrás. – lhe sussurrou levemente.
Estranhamente, Ino se empertigou pela forma como aquilo soou.
– Vou pegar uma bebida. – disse já se afastando.
Ino passou algum tempo a mais do que o necessário para pegar uma bebida. Estava perto da fonte bebendo champanhe quando viu Karin vindo em sua direção com Suigetsu. Ela não teria nada contra a abordagem da ruiva se ela não estivesse acompanhada de Tayuya e seu acompanhante. A ruiva ficava ainda mais magra e esquálida ao lado do rapaz alto, de ombros largos e cabelos acobreados.
– Ino! Que festa maravilhosa. – Karin comentou enquanto a cumprimentava. Ela lhe beijou as faces amigavelmente.
– Obrigada. Fico feliz que tenham vindo. Suigetsu. – sorriu.
– Você está maravilhosa. – Suigetsu lhe beijou a mão e em seguida apresentou o rapaz. – Conhece Torino Juugo? Meu diretor de produção.
– Um prazer. — Ino sorriu. – Espero que estejam aproveitando a festa.
– Não tanto quanto eu gostaria, agora. – Tayuya lhe sorria caustica, desejando humilhar Ino novamente. Mas a loira não se abateu. – Eu gostaria de encontrar Gaara. Será que ele está com os irmãos?
Seu rosto não condizia com as palavras que Ino diria em seguida, o que causou ainda mais espanto em Tayuya.
– Não me provoque, sua galinha frígida. Hoje eu não estou tão educada quando naquele dia em Lyon. Se eu fosse você ficava longe dele, Tayuya.
Todos ficaram sem ação diante da atitude de Ino. Ninguém falava, até Karin romper em riso.
– Meu Deus, eu adoro essa garota! – a ruiva ria com gosto.
– Você está bêbada, Karin? – guinchou Tayuya.
– Longe disso. Acho que se eu estivesse bêbada estaria aproveitando mais a sua cara de idiota.
– Se me dão licença, tenho que cumprimentar algumas pessoas. Karin, Suigetsu, foi um prazer revê-los. E foi ótimo te conhecer, Juugo.
Ino caminhou elegantemente para longe de Tayuya, mas ainda pôde ouvi-la a chamar de “puta de quinta”. Seu sangue ferveu e ela quase voltou para dar uns tapas em Tayuya, mas sentiu alguém laçar-lhe a cintura e puxá-la para longe.
– Maravilhosa... – a voz grave de Hidan fez Ino retesar, e imediatamente ela se desvencilhou do toque dele e o encarou com raiva.
– Achei que tivesse avisado para ficar longe de mim. Quer que ao invés de pisar no seu pé eu esmague seu pênis? – rosnou. – Meus saltos são ideais para esse tipo de técnica de tortura.
– Ainda vou ouvir você gemer o meu nome, sua puta vendida. – Hidan falou, mas Ino já estava se afastando apressadamente na direção de Temari.
Estava quase alcançando a loira, quando sentiu alguém lhe cutucar o ombro. Se virou, pronta para gritar alguma ofensa e tinha preparado sua melhor expressão de tédio, para expulsar quem quer que a estava interrompendo, mas deu de cara com Tenten.
A morena estava radiante em seu vestido azul longo, de mangas compridas feito de seda sobreposto de toule, e não perdeu tempo em capturar Ino em um abraço saudoso e apertado.
– Você veio! – Ino retribuía o abraço da amiga. – Não sabe como está me fazendo um favor estando aqui.
– Tem alguma coisa errada... Eu vi o jeito como aquele cara te tratou. É o tal Hidan? – Tenten ergueu uma sobrancelha e retesou quando Ino assentiu. – O que ele falou para você?
– Eu nem tenho ideia, mas quem se importa! – sorriu, disfarçando o nervosismo. – Onde está Neji?
– Deve estar falando com Gaara. Vamos ficar pouco tempo; voltamos ainda hoje para Londres. Eu trabalho na segunda, querida.
– Vamos aproveitar, então. Vem, quero te apresentar à Temari, irmã do Gaara. – Ino falou já puxando Tenten por entre as pessoas. – Ela é adorável!
– Hum, já conhecendo a cunhada... mas antes me conta, ele é tudo isso que aparenta. – um sorriso malicioso dançava nos lábios de Tenten, e Ino corou violentamente.
– Muito mais, querida. Na primeira vez, realmente achei que se o mundo acabasse ali, eu morreria feliz. – murmurou. – Até um pouco demais para mim...
Tenten riu do comentário da amiga, ainda que estivesse surpresa. As duas caminharam na direção de Temari, que conversava animadamente com Hinata e uma moça de cabelos acobreados que mais pareciam rosados. Assim que viu Ino, a Sabaku acenou sorridente, chamando-a.
– Hinata! Que bom que veio. Onde está Naruto? – Ino abraçava a morena carinhosamente.
– Ele deve estar por aí, disputando alguma coisa com Sasuke. – a morena deu de ombros e lançou um olhar afável para Tenten. – Como vai, Tenten?
– Muito bem, Hinata. É um prazer te ver de novo. – a morena foi tão educada que Ino ficou surpresa. Assim que lançou um olhar discreto para a amiga, recebeu como resposta uma expressão que dizia “sem perguntas, depois conversamos”.
– Bem, já que você conhece Hinata, Tenten, esta é Temari, a irmã mais velha de Gaara.
– Prazer. – as duas disseram juntas e se cumprimentaram.
Ino lançou um olhar curioso para a desconhecida que ainda não tinha se apresentado e estava de costas para elas, falando ao celular. Não demorou muito e ela se virou, encontrado a expressão incrédula de Ino que se repetiu em seu próprio rosto.
– Porquinha? – ela gritou, aproximando-se de Ino e a abraçando.
– Testuda! Meu deus, Sakura, você aqui? A última vez que te vi foi no meu aniversário, e... olha só você! – Ino olhou com admiração para a amiga, tão bonita e elegante em um Valentino longo vermelho.
O cabelo — que na adolescência era cortado acima dos ombros, tingido de rosa e indisciplinado — estava longo, caído em leves ondas que lhe cobriam os seios. A gravidez era aparente, embora Sakura não devesse estar com mais de quatro ou cinco meses. Mas a mente de Ino estava martelando para saber uma única coisa.
– Me casei com Sasuke. – a rosada falou antes que Ino perguntasse. – Nos casamos, nos divorciamos, tivemos um bebê, nos casamos de novo e agora estou grávida da minha segunda filha.
– E você disse que se casaria com ele! – Ino riu. As outras mulheres, apenas olhavam admiradas para as duas amigas, que se apressaram em explicar como já se conheciam.
– Eu ia no acampamento da igreja de St. George, quando era garota. – Sakura começou. – Para jovens com problemas de comportamento.
– Bem a cara de Sasuke. – comentou Temari.
– E de Ino. – atalhou Tenten.
– Nos conhecemos no meu primeiro ano lá. – Sakura, continuou, ignorando as amigas. – Ino já estava lá pela segunda vez, e me deu uma cópia da chave do refeitório dos monitores. Sempre conseguíamos salgadinhos e cigarros lá.
– Vocês fumavam? – Hinata perguntou surpresa.
– Coisa de adolescente. – embora parecesse tranquila, Ino não gostava muito de falar de seu antigo hábito. – Mas foi no segundo ano da Sakura que as coisas mudaram. Um garoto, Uchiha Sasuke, entrou no acampamento. Nós duas nos apaixonamos por ele e então começamos a disputar tudo para saber quem ia ficar com ele.
– Corrida. – Sakura ralhou.
– Comida.
– Nas competições do acampamento! Lembro que na corrida até o topo da montanha você caiu em uma moita com hera venenosa. – Sakura ria com gosto da lembrança. – Ficou cheia de bolhas e vermelha...
– Pelo menos eu não peguei piolhos. – a provocação de Ino fez Sakura rir ainda mais. – No fim, eu ganhei a nossa última disputa. Uma corrida. Tínhamos apostado que quem ganhasse poderia beijar o Sasuke.
– E você beijou ele? – Tenten perguntou curiosa. Temari e Hinata também se aproximaram para ouvir, cada vez mais interessadas.
– Claro que sim. – Ino colocou as mãos na cintura e jogou o cabelo. – Eu tinha dezesseis anos e... Que horror! Eu nem gostava mais do Sasuke, só queria irritar a Sakura.
– Mas no fim, eu me casei com ele. – Sakura falou petulante. – E tive que me divorciar dele para saber que ele era perfeito para mim.
– E como está Itachi?
– Planejando o casamento. Precisa conhecer a garota, um amor de pessoa!
– Ciumenta? – Tenten perguntou rindo.
– Pra quê? Ela se garante, porque o Itachi está de quatro por ela.
– Isso sim é novidade. – Ino comentou alegre.
Não demorou muito para o Mestre de cerimônia anunciar que o jantar seria servido. E assim que encontraram seus pares, as amigas se sentaram em volta de uma das mesas, e comeram enquanto conversavam bem-humoradas. Ino quase não parou de rir ao ouvir as histórias que todos contavam do casal Uchiha.
– Itachi teve de me levar para o hospital quando a bolsa rompeu. – Sakura ria, enquanto Sasuke fazia uma leve careta. – Eu não me lembro bem do caminho, mas ele disse que eu só sabia xingar o Sasuke.
– Precisavam ver essa mulher em trabalho de parto. – Sasuke comentou. – Eu fiquei assustado.
– Sasuke assustado, tá aí uma novidade. – Naruto riu. – E Itachi, como está?
– Planejando o casamento. – o moreno respondeu. – Aliás, Ino, se quer saber, Itachi ainda fala de você. Ele ainda se envergonha pelo que aconteceu no seu aniversário.
– Ah, fala? – ela respondeu rindo. – Aquela ocasião me causou um trauma permanente com ele.
– Gente, o que foi que aconteceu nesse aniversário? – Temari perguntou.
– Itachi foi meu segundo namorado. Eu ia para aquele acampamento porque era brigona e a orientadora da escola sugeriu isso para os meus pais. Lá eu conheci o Sasuke e, por consequência, o Itachi. Comecei a fazer faculdade, e um dia nos encontramos e... sei lá, as coisas aconteceram. Mas depois não deu certo.
– Ele te traiu. – a voz de Gaara trazia certo divertimento quando viu Ino fazer um pequeno gesto, anuindo.
– Eu tenho esse carma. – ela lançou um olhar estranho para Gaara. E todos na mesa puderam perceber. – Mas a garota era tão legal que eu nem tive coragem de ficar brava. E nem tínhamos tanto tempo de namoro assim... Mas um dia eu liguei para ele, pra convidar ele e a namorada para o meu aniversário, e eu não sabia que ele estava com outra que era superciumenta... A garota surtou quando me reconheceu de uma foto nossa que ele tinha... Deus, eu nunca vi ninguém gritar tanto. Ela quase me assassinou e ainda levou o namoro dela para as águas!
O jantar transcorreu de maneira agradável, e quando Sakura, Hinata e Tenten já tinham partido, junto com todos os convidados, Ino aproveitou o momento para se certificar de que Temari e Kankurou tinham seus quartos perfeitamente arrumados e ir ao banheiro. Usou a suíte máster, e aproveitou para retocar o batom e passar um pouco de perfume. Mas, ao sair, estacou nos calcanhares ao encontrar Gaara parado no centro do quarto.
– Gaara, achei que estivesse lá em baixo.
– Então você namorou Uchiha Itachi... – ele falou devagar.
– Hum, isso te incomoda? – sussurrou.
– Um pouco, mas considerando que Itachi fez sexo com metade de Londres, seria difícil ele não ter tido um relacionamento com você. – a voz de Gaara era calma, e seus olhos emitiam uma determinação contida.
– Está dizendo que eu sou fácil? – Ino colocou as mãos na cintura e olhou Gaara com uma das sobrancelhas erguidas, a medida que ele se aproximava lentamente.
– Estou dizendo que um homem não pode simplesmente evitar te olhar. – ele a segurou pelos quadris e puxou Ino para perto de si.
– Gaara...
– Vou descer, e você, não demore. – Gaara se virou e ia se afastar, mas antes sentiu Ino atrás de si, deslizando a mão pelo seu peito, coberto pela camisa e beijando-o no pescoço.
– Me deve uma dança. Podemos fazer isso na cama ou na banheira, esta noite.
– Não está cansada, senhorita Yamanaka? – ele perguntou baixo, a voz rouca de desejo ao sentir uma fisgada em seu baixo ventre. – E terá que ser discreta, ou meus irmãos vão te ouvir.
– Isso só vai depender de você. – ela o beijou no rosto e se afastou sorrindo.
Assim que Gaara voltou para a ala oeste, para dar as últimas instruções para a equipe de limpeza e do Buffet, Ino foi até o escritório dele para enviar um email. O computador do Sabaku estava sempre ligado, e só queria mandar uma mensagem curta para Tenten e para os pais.
Entrou discretamente na sala e encostou a porta. Estava se encaminhando para a mesa quando ouviu o leve rangido da porta sendo aberta, fazendo Ino se virar rapidamente e encarar Hidan na penumbra. Ele tinha trancado a porta atrás de si, e caminhava lentamente na direção dela.
– O que está fazendo... – Ino mal teve tempo de terminar a pergunta. Um violento golpe no rosto a jogou contra a mesa, e seu supercilho resvalou contra a borda de madeira com força. Além do roxo que Ino adquiriria no zigomático esquerdo, um corte na sobrancelha latejava manchava o lado de seu rosto de sangue.
– Sua piranha desgraçada! Achou mesmo que eu ia deixar barato o que me fez em Mônaco? – Hidan a puxou do chão pelas roupas e jogou sem cuidado algum contra a mesa, mas não sem antes lhe socar o plexo solar.
Ino sentiu seu jantar voltar-lhe pela garganta, mas não vomitou. Seu peito, contra a mesa fria tremia, e ela sentia Hidan às suas costas, acariciando-lhe a lombar e encostando o pênis excitado por baixo das roupas em sua bunda. Não conseguiu conter as poucas lágrimas que lhe escapavam pelos olhos.
Ela sentia nojo de si mesma, e seu cérebro imediatamente começou a operar num ritmo inumano para encontrar algo que a tirasse daquela situação. O botão de pânico sob a mesa!, seu subconsciente estalou com a lembrança do tour que fizera com Gaara pelo Palazzo assim que chegaram.
Ele tinha lhe explicado que todos os cômodos tinham um botão de pânico oculto, que ativava um alarme silencioso. Era uma medida de segurança pelo fato do Palazzo abrigar obras de arte muito caras.
O botão do escritório ficava sob a mesa, e se Ino se esticasse um pouco...
– Você me provocou o suficiente, vadia. – Hidan acariciava-a sem pudor, aproveitando para erguer a saia do vestido enquanto mantinha Ino imobilizada por um braço as costas.
Ino sentia seus ossos estalarem, e os segundos pareciam intermináveis, mas assim que ouviu o baque seco da porta sendo arrebentada, o ar pareceu voltar aos seus pulmões.
Assim que se viu liberta de Hidan, seu corpo pareceu ser feito de gelatina. Ino deslizou da mesa, encolhendo-se como uma bola no chão enquanto assistia Baki socar Hidan com força e empurrá-lo para longe. Dois outros seguranças, acompanhados de Gaara e Kankurou, entraram na sala e imobilizaram o homem.
– Ino! – Kankurou se curvou sobre ela e a puxou do chão. Gaara parecia cego, caminhando na direção de Hidan, ainda contido pelos seguranças.
– Gaara... – Ino tentou dizer, mas sua voz saiu como um fiapo. Baki se virou para ela, analisando com cuidado o rosto da Yamanaka, e logo fez um gesto para Kankurou.
– Tire ela daqui, senhor. – o turco falou com firmeza. – Ela parece que vai desmaiar a qualquer momento.
– Gaara, eu estou com a sua garota prestes a ter um troço aqui. – Kankurou rosnou. – Dá pra dar uma ajuda?
– Tire ela daqui. – a voz grave de baixa de Gaara fez Ino tremer e se apertar ainda mais contra Kankurou. Ele estalava os nós dos dedos e seus olhos mostravam a fúria incontida e em movimento dentro dele.
– Gaara!
– Tire ela daqui! – ele latiu para o irmão. – Porra, Kankurou!
– Não... – Ino sussurrou, a fraqueza estava quase lhe engolindo, e precisava de Gaara ao seu lado. – Por favor!
Kankurou ignorou o protesto de Ino, pegando-a nos braços e saindo da sala quase que imediatamente. Puderam ouvir do corredor os gritos de Hidan, então o moreno se apressou em levar Ino para o quarto.
Passou pelo quarto de Temari e a arrastou consigo, e assim que Ino estava bem acomodada na grande cama da suíte, a loira começou a cuidar dos ferimentos no rosto dela. O corte no supercilho foi limpo, mas acabaram por chamar Pakura, que deu dois pequenos pontos no local. E o hematoma no zigomático recebeu pomada anti-inflamatória e gelo.
Ino já tinha sido banhada e estava encolhida nas cobertas quando Baki trouxe Gaara para o quarto. Kankurou se ergueu imediatamente da poltrona em que estava sentado assim que viu o irmão. Shikamaru estava logo atrás dele, e os dois pararam para ter uma palavrinha com Gaara antes que ele fosse falar com Ino.
– Baki, a polícia foi alertada? – Temari perguntou. Ela estava na cama, com Ino deitada em seu colo e tendo a cabeça afagada levemente.
– Não senhora. Resolvemos a situação. O senhor Valois não vai mais incomodar.
– Foi um assalto?
– Não. Um ataque. – Shikamaru respondeu devagar. – Querida, vamos sair. Acho que Ino e Gaara precisam ficar sozinhos.
Temari se despediu rapidamente de Ino, e acompanhou o marido para o quarto. Kankurou ainda demorou mais um instante, antes de sair com Baki.
– A senhorita está bem? – Baki perguntou devagar a Ino.
– Vou viver. – ela respondeu com um sorriso triste, enfiando-se um pouco mais nas cobertas.
Ino não tinha dormido. Estava cansada, já tinha chorado, sentia que o sangue ainda corria gelado por suas veias e queria esquecer a última hora.
– Sua garota passou por muita coisa, ela está precisando de você. Ao menos uma vez nesta última hora deixe de ser um babaca e vá dar apoio a ela. – Kankurou lhe advertiu.
Gaara assentiu devagar, e assim que Baki e Kankurou saíram do quarto, ele andou até a cama e tocou Ino levemente no ombro. Mas ela se encolheu e repeliu seu toque. Confuso, Gaara se sentou na poltrona de frente a cama e a encarou.
– Eu precisava de você, Gaara. Hidan que se explodisse, mas naquela hora foi o seu irmão que tomou a atitude que você devia ter tomado. – as palavras de Ino soaram frias, e atingiram Gaara em cheio. – Hidan pode ter me batido, mas você machucou muito me deixando sozinha.
– Você não estava sozinha, Ino. Eu...
– Eu me senti sozinha! – Ino gritou, explodindo novamente em lágrimas. – Você fez com que eu me sentisse sozinha!
Ino se escondeu sob as cobertas, se sentindo uma criança por uma atitude como aquela. Mas estava com raiva, assustada e ressentida. Ouviu a movimentação de Gaara no quarto, ele estava se ajeitando na poltrona.
– Durma, Ino. Você teve uma noite difícil. – ele falou com calma, mas sentia seu coração apertar cada vez que pensava no fato de Ino estar com raiva dele. – Não se preocupe, eu estou aqui agora.
__________
Ino acordou com os leves raios de sol do fim do outono italiano incidindo na cortina creme do quarto. Estava suada e quente, tinha despertado de um sonho ruim. Gaara não estava na cama, e não parecia ter dormido ali. Lentamente, o pânico de estar sozinha se abateu sobre ela.
Ela se remexeu na cama, jogando as cobertas de lado e indo em direção a porta, mas parou quando ouviu o barulho do chuveiro ligado. Cambaleou até o banheiro e entrou sem cuidado algum. Gaara estava no chuveiro, e ficou surpreso ao encarar Ino.
– Ino, está tudo bem? – ele perguntou com cuidado, observando a expressão transtornada que ela tinha no rosto.
– Gaara... – ela sussurrou, caminhando com passos rápidos e incertos até o chuveiro e o abraçando pela cintura. Seu rosto se escondeu nas costas de Gaara, e a água quente se misturou com suas lágrimas.
Ainda surpreso com a atitude de Ino, Gaara mudou de posição, de modo a trazê-la para debaixo da água quente, ainda que ela estivesse vestida, e ficar de frente a ela. Ele a deixou chorar sobre seu peito, com os braços em volta dela e balançando-a suavemente. Gaara passou a pensar em como Ino era frágil e pequena, mesmo que na maior parte do tempo ela parecesse corajosa e enérgica.
Ele a beijou no alto da cabeça algumas vezes, e se curvou para segurar na barra da camisola que Ino estava usando e a tirar com rapidez, jogando-a para um canto e a deixando nua sob a água.
– Era uma camisola bonita. – ela comentou fungando. Seus olhos estavam vermelhos, seu cabelo completamente molhado e a tez do rosto perigosamente pálida.
– Podemos conseguir outra, mas eu gostaria de saber se está melhor. Deixe-me dar uma olhada em você. – Gaara flexionou os joelhos levemente, sentindo o direito protestar pelo movimento, e olhou atentamente o rosto de Ino.
O lado estava inchado, mas o corte parece bem suturado e não deveria causar problemas. Ino ainda sentia o plexo solar dolorido, e acabou levando a mão ao local.
– Quer ir a um médico? – ele perguntou devagar, puxando Ino novamente para perto.
– Não. – sussurrou.
– Ok. – Gaara alcançou uma esponja e o vidro de sabonete com aroma de flor de lótus, despejando uma quantidade generosa do produto e o usando para lavar o corpo pequeno de Ino. Abaixou-se para lavar-lhe as pernas, e quando se ergueu novamente, beijou de leve o joelho dela.
Assim que terminou com a esponja, pegou o xampu e lavou o cabelo de Ino, tirando todos os produtos que tinham sido usados na noite anterior. Quando toda a espuma do xampu tinha sido lavada, Gaara a puxou para fora do boxe, enrolou Ino em uma pesada toalha e prendeu outra no próprio quadril.
– Quer comer aqui no quarto ou prefere descer?
– Acho melhor descer um pouco. Seus irmãos devem ter ficado preocupados e ficar aqui sozinha não ajuda. – Ino murmurou enquanto secava o cabelo cuidadosamente com uma toalha. – Pode pegar aquele pote pequeno azul pra mim?
Gaara foi até o armário embutido do banheiro e pegou o pote de creme que Ino pedira. Aproveitou para vestir um roupão, e quando voltou para o quarto, ela estava deitada na cama, olhando para o teto.
Ele destampou o pote, pegou uma porção do creme, sentou-se na cama e, sem aviso, começou a esfregar as pernas de Ino com vigor. Ela não reclamou, estava gostando de ser cuidada por Gaara, mas sentia que ele fazia isso quase por culpa. E quando ele ia passar para os braços, ela segurou a mão dele.
Ino se sentou na cama e puxou a cabeça de Gaara para beijá-lo. Ele ainda estava hesitante, mas quando suas línguas se encontraram, seu corpo se moveu e Gaara a puxou para seu colo.
– Não faça isso. – ele a afastou gentilmente. – Vamos terminar e descer para comer. Você parece prestes a desmaiar.
– Não estou com fome. – ela fez beicinho, mas se estômago a traiu rapidamente ao roncar de forma barulhenta. – Talvez um pouco. – seu estômago roncou novamente e Gaara a olhou com a sobrancelha erguida. – Está bem, vamos acabar logo com isso antes que eu desmaie. Que horas são?
– Não passa das oito.
– Eu dormi menos de quatro horas e não me sinto com sono.
– Ainda. – Gaara atalhou enquanto passava o creme nos braços, pescoço e colo de Ino. – Quer que eu pegue sua roupa?
– Um dos meus shorts de ginástica e sua camisa. – Ino sugeriu.
– Seu moletom e uma blusa sua também. – Gaara se levantou e tirou do armário uma calça preta de moletom e uma camisete vermelha com alcinhas, feita de elastano e poliamida. Ele puxou da gaveta uma calcinha sem costura bege, grande e nada sensual, mas que Ino agradeceu mentalmente pela escolha. No entanto, quando Gaara pegou o sutiã cor da pele e sem decoração alguma, Ino fez uma careta.
– Mantenha isso longe de mim por hoje. – ela resmungou.
– Ino, não estamos sozinhos. – Gaara tentou convencê-la a usar o sutiã.
– A última coisa que eu quero hoje é algo me apertando. A blusa é discreta, Gaara. Tem forro. Me dê logo as minhas roupas.
Gaara entregou as roupas e passa a procurar as suas próprias. Ino fica surpresa quando ele não vestiu uma polo ou mesmo uma camisa, e sim pegou uma camiseta preta lisa e a passou pela cabeça. Ele também vestiu uma calça de moletom cinza e permaneceu de chinelos.
– Camiseta? Achei que não tivesse algo assim no seu armário. – Ino deu de ombros quando se levantou da cama e foi até o espelho para se pentear.
Gaara ignorou o comentário de Ino enquanto verificava seus emails do celular. Nada que não pudesse esperar até o dia seguinte atraiu sua atenção, então não demorou muito e ele e Ino desceram para o desjejum.
Encontraram Kankurou, Shikamaru e Matsuri já comendo.
– Bom dia. – os dois disseram discretamente. Gaara ocupou seu lugar na cabeceira e Ino se sentou a sua direita, de frente para Shikamaru e ao lado de Kankurou.
– Se sente melhor, Ino? – Shikamaru perguntou.
– Um pouco de dor de cabeça, mas bem melhor. – ela respondeu enquanto se servia de suco de laranja e torradas com ovos e bacon.
– Quando pretende ir para Tel Aviv? – Kankurou perguntou.
– Assim que Ino quiser. – a voz de Gaara saiu leve e calma, e Ino repara que pela primeira vez ele não está lendo um daqueles impressos sobre política e economia. Sua atenção está voltada para ela e a família.
– Tel Aviv é um bom lugar para se fazer as compras de fim de ano? – a pergunta de Ino faz todos olharem para ela com curiosidade.
– Vocês vão fazer as compras de fim de ano? – Matsuri perguntou devagar.
– Alguma coisa errada?
– Gaara nunca faz compras de fim de ano. O coitado do Baki é que tem que comprar presentes para a família do senhor “antissocial”. – Kankurou falou em tom jocoso.
– Podemos dar um jeito nisso este ano. – Ino olhou feio para Gaara, que deu de ombros e se inclinou para lhe sussurrar:
– Gostava mais de você no chuveiro.
Ino corou com o comentário de Gaara e voltou seus olhos para seu café da manhã.
Temari logo apareceu para o desjejum, e assim que foi inteirada pelo assunto, começou a falar entusiasmada das festas de fim de ano.
¹http://2.bp.blogspot.com/__0t4IBGvSCE/TNw6wKjT4sI/AAAAAAAAAwo/9WYxNpBWmfY/s1600/gwyneth-paltrow-Atelier-Versace-cma-awards.jpg
Hum, Versace e Gwyneth Paltrow, quem não ama?
Fale com o autor