Imperfect Utopia

14 Um teatro "utópico"


AVISO DO AUTOR: amanhã (dia 07/06/2016) não postarei o capítulo diário de Imperfect Utopia por causa de um imprevisto. Portanto, nesta tarde um novo capítulo será adicionado para compensar ao que deixará de ser postado. Obrigado por sua atenção.

A notícia que Maria iria se candidatar se espalhou rapidamente por todo o instituto. Todos os membros rebeldes estavam se empenhando para que Mary se tornasse uma das candidatas mais populares já eu, em contrapartida, não estava nem ligando se ela iria ou não se candidatar.

As salas de aula começaram a se agitar, todos queriam se candidatar e todos tinham esperança de que poderiam ganhar.

“Ela é a líder dos rebeldes, ninguém vai votar nela” diziam os alunos, e eu não podia discordar disso, era óbvio que ela iria perder.

-- Você está bem? – perguntou Sthephanie, que lanchava ao meu lado.

-- Sim... Eu só estava no mundo da lua, não ligue para mim... Então, você não vai fazer nada quanto à Maria?

-- Não...

-- Mas... Eu pensei que você odiasse os rebeldes.

-- Eu os odeio porque eles me atacam se não fosse por isso, nós seriamos...

-- Amigos?

Ela se virou para outro lado, era óbvio que aquele assunto era delicado para ela. Por muito tempo ela foi, e ainda é atacada com armas de todos os tipos, ela não tem amigos, e também foi abandonada pelos pais. Mas ainda assim ela não virou uma criminosa, nem se tornou uma pessoa arredia. Pode não parecer, mas Sthephanie é uma pessoa muito forte (em todos os sentidos).

Isaac estava na porta de entrada, e ele distribuía panfletos para todos os alunos que saiam ou entravam no instituto, algumas pessoas já tinham mais do que apenas uma folha eleitoral. E o mais interessante era o que esses panfletos diziam: “vote em Maria, ou ela vai matar os outros rebeldes por incompetência” o que era bem provável de acontecer.

John fazia discursos na quadra de esportes – quem diria! Eu não sabia que lá tinha uma quadra de esportes – mas ele não era muito bom em discursar. Ele dizia coisas como: “salvem a Nação! Sejam a diferença! Vocês podem fazer isso...!

-- Ei, Jonathan -- falei -- você está fazendo um discurso de política ou de alistamento no exército?

-- Cale a boca, novato! Se você se acha tão bom, venha fazer o discurso você mesmo!!!

Fiquei quieto, não era minha intenção discursar feito um idiota para os poucos alunos que passavam por ali.

Alice como sempre, conseguiu achar o lugar mais discreto para ficar, e esse foi o armário dela. Sim, no armário, não me perguntem como ela se espremeu lá, eu só sei que ela conseguiu esse feito, e é isso que importa.

-- Todos parecem estar se esforçando... – disse enquanto caminhava ao redor da quadra de esportes.

O meu telefone tocou. Olhei-o, eram eles... Mas já? Eles não podiam esperar um pouco mais? Atendi, um pouco hesitante.

-- Alô?

-- Olá Wesley. Como vão as coisas aí?

-- Tudo está indo bem...

-- Tem certeza? Você parece um pouco nervoso – ouvi um sorriso macabro ao fundo, eles estavam zombando de mim?

-- Sim, tenho certeza.

-- Você já terminou não é?

-- Não...

-- Desgraçado!!! – o grito afetou um pouco minha audição. – Isso já deveria ter acabado no primeiro dia que você chegou aí!

-- Desculpe... Houve uns imprevistos.

-- Que tipo de imprevistos?

-- Uma agente aliada está aqui. O nome dela é Sthephanie, ela é uma maga.

-- Uma dominadora de magia?! Isso é um problema... Mas isso é irrelevante, mate-a se for preciso.

-- E os outros?

-- Eles são uma ameaça?

-- Não. Eles não passam de idiotas.

-- Que bom, assim é mais fácil atacar todos de uma vez... Você tem mais um dia. Nós te visitaremos amanhã.

-- Mas...

-- Nada de “mas” – o seu tom de voz ficou autoritário. – Ou sua família irá ser torturada um pouco...

-- Por favor, não... – ele desligou o celular.

Droga! Tenho menos tempo ainda... O que eu vou fazer? É sua família que está em jogo! Mate todos se for necessário. Não importa se eles parecem ser seus amigos, tudo isso é uma ilusão... Uma peça de teatro cheia de atores... E eu sou o protagonista. Que azar o meu...