Imperfect Utopia
9 Eu cansei de fugir
-- Isso é tudo culpa sua MARY! – esbravejou John. – Você se acha capaz de derrotar a maga, mas você é ridícula! – falou, enquanto andava no meio da grama verdejante da planície. – Eu vou assumir o seu lugar e...
BOOM! Essa explosão pegou todos de surpresa, pois ela não atingiu a maga (que já estava quase lhes atacando), e sim o Jonathan, o que fez ele literalmente sair voando pelos ares.
-- Você está louca capitã, você matou ele!
-- Não, ele está vivo, eu não o mataria, seria um desperdício de recrutas, apesar de que ele deve ter quebrado um braço, ou uma perna com a queda no chão... O problema é que ele é um idiota mais irritante que vocês.
Os olhos de Sthephanie estavam vermelhos e ardentes, ela ativou a dagger novamente (já que esta foi destruída na explosão), e estava pronta para atacar.
-- Ei, Mary... Você não teria outra mina terrestre escondida? – perguntou Alice com sua voz assustada.
-- Não, infelizmente... – A maga começou a correr novamente, dessa vez com uma fúria no olhar que eu nunca tinha visto antes (considerando que eu estou lá há apenas um dia). – Mas eu tenho isso!
Maria tirou uma granada do bolso, retirou o seu pino e a tacou, em vão, a maga se desviou tanto do objeto quanto da explosão que ele causou.
-- Droga, corram!!! – gritou a líder, e todos obedeceram (menos John, que estava desmaiado e precisou se carregado pelo Issac).
Nesse momento eu também comecei a correr, diferente dos outros que entraram na mata de eucaliptos eu fui em direção ao colégio; não olhei para trás, o meu fôlego foi se acabando aos poucos, o que eu devo fazer? Para uma garota pequena Sthephanie podia correr tanto, ou mais do que eu! O quê eu vou fazer? Eu me senti como se estivesse correndo da morte... Um nerd correndo, que engraçado! Mas não era tão engraçado para mim. Não, eu não podia mais correr (e nem conseguia), eu não fiz nada para ela, por que ela tentaria me matar?
A maga logo se aproximou de onde eu estava. Eu tentei ser o mais gentil possível:
-- Hum, olá Sthephanie. Eu... Bem, acho que você já me conhece, pois me viu no dormitório... Escuta, eu estou aqui porque, bem, é até engraçado...
-- Desmaie — ela me deu um golpe no pescoço e eu desmaiei.
Quando acordei eu estava em um lugar estranho, e... Mas esperem! Eu estava no meu dormitório, como eu cheguei lá? Será que ela me carregou...?
Meu pescoço doía e ardia, tanto que era um custo virar o meu rosto para os lados. Minha bagagem estava misteriosamente posta ao lado da cama, tirando isso tudo parecia igual.
-- Você já acordou...? – perguntou-me a maga abrindo a porta do dormitório.
-- Sim... Mas, o meu pescoço está doendo muito...
-- O pescoço é um ponto de pressão do corpo. Dando-lhe um golpe no lugar certo você pode asfixiar a pessoa, fazendo-a desmaiar.
-- Você é muito macabra.
-- Isso é um elogio?
-- Hum... Claro! É claro que é... – não, não era.
—- Entendi... Você devia se arrumar, as aulas começam em breve, você irá estudar no segundo ano, sala C. É fácil de encontrá-la.
-- O.K, mas... Ontem... Ou melhor, hoje, eu não estava indo encontrar os rebeldes! Eu amo o sistema e nunca seria capaz de burlá-lo...
-- Que bom... – uau! Eu não acredito, ela era mesmo uma “burra”, minha atuação foi péssima!! – Mas...
-- O quê?
-- Eu não me importo se você vai ou não virar um rebelde.
-- Sério?!
Sthephanie afirmou com a cabeça e prosseguiu.
-- Só... Tente não destruir nada... – pediu-me com sua voz delicada.
-- Então ta, né...
Ela saiu do quarto com uma expressão ainda mais triste e deprimente do que normalmente ela tem. Por que ela está assim.
O sinal tocou. Era hora de entrar na sala de aula e eu ainda nem tinha me arrumado. Que bela maneira de iniciar o bimestre no colégio!
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