Notas iniciais
Sejam bem vindos, ao nosso quarto capítulo. Espero que gostem da história e continuem acompanhando. Boa leitura a todos.

— Aqui está sua resposta, vossa majestade, demorei porque fiz questão de esperá-la pessoalmente. — Agnes explicou assim que entrou nos meus aposentos fechando a porta atrás de si, caminhando em minha direção para me entregar o envelope.

— Graças aos deuses, você chegou estava aflita com sua demora. Você está bem? — questionei preocupada olhando-a de cima a baixo em busca de possíveis ferimentos.

— Estou bem, minha rainha, nada do que já não esteja acostumada quando tenho que fazer essas missões para a senhora. Dessa vez, eles me ofereceram uma xicara de chá enquanto esperava pela resposta, provavelmente deve ter sido o efeito da última reclamação que fiz quando fui entregar sua mensagem anterior.

— Tenho certeza de que foi, Agnes. — assegurei sorrindo amável, antes de voltar minha atenção para a carta em que segurava lendo seu conteúdo.

— Boas notícias, senhora? — questionou curiosa e sorri.

— Sim, Agnes, me ajude, preciso preparar tudo para sair assim que a lua atingir o ponto mais alto do céu — pedi a minha dama de companhia disfarçando a preocupação que tomava meu coração, enquanto caminhava em direção a mesa de correspondência que havia nos meus aposentos acendendo uma vela e queimando a carta que havia acabado de ler, eliminando qualquer prova que pudesse me ligar ao que havia planejado.

— Minha senhora? — Agnes me chamou humilde e desviei os olhos do papel queimando em uma bandeja de prata para vê-la.

— Sim, Agnes.

— Sei que sou apenas uma humilde serva desse castelo, mas gostaria de lhe pedir para não fazer nada que se arrependa no futuro. Temo que minha senhora, se transforme em alguém que não é em nome da vingança. — Agnes implorou preocupada e respirei fundo, caminhando em sua direção e segurando suas mãos nas minhas olhando em seus olhos azuis claros.

— Entendo suas preocupações e as agradeço, Agnes, mas preciso tentar mudar a situação em que me encontro de todas as formas possíveis, antes que esteja presa em outro cativeiro disfarçado de casamento.

— Não diga isso, vossa majestade, tenho fé que a senhora poderá ser feliz com o rei do Sul, apenas dê uma oportunidade ao presente que os deuses estão lhe dando.

— Esse casamento é tudo menos um presente dos deuses, Agnes. Não posso ser feliz com alguém que me deixará abaixo de si, casamentos arranjados nunca são felizes porque são baseados nos interesses dos mais velhos, creio que já falamos e encerramos esse assunto. — alertei séria a minha dama de companhia.

— Sim, minha senhora, não tocarei mais nesse assunto... Por enquanto. — Agnes sussurrou à última parte, retomando seus afazeres enquanto respirava fundo tomando coragem para o que teria que fazer hoje.

Antes da hora prevista para o meu encontro, Agnes me ajudou a vestir a roupa que usava quando assumia a identidade de Fúria da tempestade, composta por um corselet de couro sem mangas, calças e botas do mesmo material, uma manta que usava na parte esquerda do corpo para me manter aquecida durante minhas saídas noturnas presa em minha cintura com o auxílio de um cinto.

Já meu cabelo, foi entrançado do topo da cabeça até as pontas evitando que os fios batessem contra meu rosto enquanto andava a cavalo ou acabasse sendo puxado durante uma luta, mas Agnes fazia questão de enfeitá-lo com anéis prateados, segundo ela era a forma silenciosa de indicar meu título de nobreza mesmo estando disfarçada.

Assim que estava devidamente pronta, a lua estava alta no céu e todos os serviçais do castelo haviam se recolhido, usei a passagem secreta que havia nos meus aposentos atrás de um quadro com a paisagem de uma floresta para sair dali, seguindo pelas sombras até uma área afastada onde meu cavalo já me esperava na companhia de Arthur e Tadeu.

Cumprimentei meus companheiros com um aceno de cabeça, antes de montar em meu cavalo e saímos pela noite fria e silenciosa em direção a reunião que havia marcado. Por um momento me permiti fechar os olhos, apreciando o vento frio trazer a leve sensação de queimação no meu rosto me fazendo sorrir, por saber que estava fora dos muros do castelo e de todas as amarras que meu título de monarca possuía naquele momento.

Ali eu era temida Fúria da tempestade, líder de um bando de justiceiros que tiravam as riquezas dos lordes corruptos do reino, expondo seus crimes contra o povo humilde que os sustentava. Alguém que não tinha medo de nada e estava disposta a tudo, para derrotar o tirano que explorava os indefesos sem pena, o General do Leste.

Logo seguimos por dentro da floresta caída, atravessando toda sua extensão até ouvirmos o som baixo de uma coruja, o sinal assegurando de que os visitantes eram seus aliados.

Deixamos nossos cavalos aos cuidados do ferreiro, antes de seguir em direção ao local em que havia marcado o meu encontro cumprimentando no caminho as pessoas que encontrava. Ali era um lugar seguro, para todos aqueles que estavam sendo perseguidos por se oporem a regência do General do Leste, onde poderiam refazer suas vidas em segurança sem temer pelo futuro, já que ninguém se atrevia a cruzar a floresta caída com medo dos espíritos que habitavam a região.

Um boato fabricado por meus homens, assegurando que curiosos não se aproximassem do nosso refúgio, descobrindo nossos planos de acabarmos com a ditadura do General do Leste e seus associados.

Caminhamos por toda a vila até chegarmos a uma tenda afastada das pessoas, local reservado para planejarmos nossas ações com a finalidade de enfraquecer o governo do General, distribuindo as riquezas para a população, saqueando o deposito de armas ou resgatando seus inimigos levando-os para um lugar seguro, longe de todo o perigo que possam estar correndo depois de enfrentarem o tirano do Leste.

— Ela finalmente chegou...E como sempre, um deleite para os meus olhos. Como tem passado, Fúria da tempestade? — uma voz masculina conhecida disse assim que entrei na tenda acompanhada de Tadeu e Arthur, revirando os olhos diante das palavras dele.

Sabia muito bem do interesse de Drake em mim, algo que notei desde a primeira vez que o recrutei para lutar ao meu lado contra o General do Leste, de quem nutria ódio por ter queimado o seu povoado simplesmente por não terem entregado a quantidade necessária de arroz para o exército, com a justificativa de que passariam fome se o fizessem.

Drake só sobreviveu aquele massacre porque estava caçando, tentando de alguma forma suprir a fome da sua família, desde então busca vingança com todas as suas forças. Protegendo aqueles ameaçados pelos homens do General, fazendo de tudo para evitar que outras pessoas percam suas famílias em prol da ganância dos poderosos do reino.

— Não tão bem como gostaria, Drake. Acabei de saber que a comitiva do reino do Sul chegará daqui a dois dias ao reino, não podemos permitir que ela chegue ao castelo do Leste ou o General terá ainda mais poder se a rainha for obrigada a deixar o trono para ser a consorte do Sul. — expliquei séria e ele balançou a cabeça concordando, servindo-se de uma taça de vinho oferecendo-a e negamos.

— Já estou ciente disso, Fúria da tempestade...Mas será que a rainha, está sendo mesmo obrigada a se casar?! — Drake questionou devagar, antes de tomar todo o conteúdo da sua taça de uma só vez.

— O que está sugerindo com suas palavras, Drake? — questionei devagar tentando entender onde ele queria chegar.

— Vamos ser racionais, Fúria da tempestade, o que a rainha fez ou está fazendo por nós?! Estamos arriscando nossas vidas para defender o reino do bastardo, enquanto ela vive cercada por luxo sem se preocupar com o seu povo. Na verdade, a rainha Virgínia, trocará uma vida luxuosa por outra mais luxuosa ainda. — Drake disse com raiva e estreitei os olhos séria, caminhando decidida em sua direção segurando seu braço direito atrás de suas costas, empurrando seu rosto de encontro a mesa que havia ali.

— Fui eu que ensinei isso a ela. — Arthur segredou orgulhoso para Tadeu, enquanto Drake gemia de dor em minhas mãos.

— Um dia desses Fúria da tempestade, acaba perdendo a paciência de vez com Drake. — Tadeu segredou de braços cruzados para o irmão que concordou, enquanto ambos assistiam a cena com sorrisos no rosto por verem que estava colocando em prática tudo que aprendi em meus treinamentos.

— Quantas vezes terei que dizer a você e a todos, Drake?! Nossa rainha sofre com o sofrimento do seu povo, mesmo correndo risco de vida ela faz o que pode por nós, mas assim como todos a monarca do Leste também é uma prisioneira do General desde criança. Seus passos são vigiados a cada momento, impedindo-a de colocar os pés para fora do castelo ou fazer mais em favor do seu povo. Acha que isso é uma vida agradável e luxuosa?! A rainha Virgínia, sairá de uma prisão para outra, se não derrubarmos o General de vez — destaquei furiosa apertando o seu braço com força — Agora pare de pensar em maneiras de ficar entre as minhas pernas e comece a elaborar estratégias para nos livrarmos do rei do Sul o mais rápido possível. Você me entendeu ou terei que ser mais rígida, para que me faça entender? — questionei severa e ele gemeu de dor concordando, antes de soltá-lo.

— Agora podemos parar de perder tempo de uma vez?! Quero planos para evitar o casamento da nossa rainha com o rei do Sul. — disse séria me servindo com uma generosa taça de vinho, enquanto me sentava na cabeceira da mesa que havia ali esperando por uma solução para os meus problemas.

— Podemos apelar para a solução definitiva que sempre resolve tudo. Emboscaremos a comitiva do Sul na floresta e matamos o rei, ninguém se casa com um morto, não é verdade?! — Drake disse e balancei a cabeça ponderando sobre a sua lógica extremista, tomando um gole da minha bebida sabendo que jamais recorreria aquela ideia.

— Vocês estão brincando, não é?! Não contem conosco para isso. — Arthur disse sério olhando de mim para Drake e Tadeu concordou.

— Não iremos derramar o sangue da casa real do Sul em hipótese alguma. O herdeiro do Sul, não tem culpa de estar envolvido nos planos sórdidos do General do Leste. — Tadeu esclareceu sério e Drake sorriu negando com a cabeça, olhando com desaprovação para o colega.

— Havia me esquecido que vocês cresceram no Sul... Agora me diga, a lealdade dos dois está com o Leste ou com o Sul? Aconselho a pensarem muito bem no que irão falar, se não quiserem se juntar aos cadáveres dos soldados do Leste na cova rasa nos fundos da floresta caída. — Drake questionou severo na frente de Tadeu enquanto Arthur segurava o cabo da sua espada, preparado para sacá-la em defesa do irmão a qualquer momento.

— Pelos deuses, parem com isso agora. Nenhum dos meus homens irá derramar o sangue do seu companheiro, assim como não irão derramar o sangue do rei do Sul. Nessa história toda, ele é só mais um peão realizando a jogada planejada pelo General — assegurei olhando para os três homens ali presentes, deixando claro que não concordava com os planos do Capitão do meu exército rebelde — Drake, pare de sempre sugerir que devemos matar nossos inimigos, se matar fosse a solução para todos os nossos problemas já teria feito isso a anos. Precisamos ser mais espertos que o General... Senhores, finalmente chegou a hora de colocarmos nosso plano em ação — disse em paz por saber que poderia colocar tudo que planejei nos últimos anos em prática, permitindo estar um passo mais perto para a libertação do meu reino.

— Finalmente, achei que fosse morrer primeiro que o bastardo. Quando devemos iniciar a primeira parte do plano? — Drake questionou animado e comecei a explicar o papel de todos durante a primeira parte do plano.

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O sol se levantou no reino do Leste de forma calma e serena, enquanto o vento soprava de maneira sufocante como se algo tirasse o meu fôlego, resultado de mais uma noite em claro revisando todos os pontos do plano que desenvolvi durante todos esses anos em segredo. Mesmo mantendo minha mente ocupada, não conseguia tirar da minha cabeça as palavras do General durante o almoço de ontem.

Ouvir sua declaração me deixou em alerta máximo, preocupada com a execução do plano que poderia finalmente nos libertar, tinha plena consciência que ao mesmo tempo em que a solução seria a nossa salvação poderia provocar a minha morte, se fosse descoberta pelas pessoas erradas. Sendo acusada de traição contra o meu reino e condenada à forca, assim como todos que haviam me ajudado a executá-lo, permitindo a ascensão definitiva do General ao trono do Leste.

Logo me veio à mente Agnes, Tadeu, Arthur e todos que estavam ao meu lado naquela luta, colocaria suas vidas em risco em nome da minha causa e pensar nisso fez as lágrimas rolarem por meus olhos diante de um fardo pesado demais para ser carregado sozinha, enquanto olhava da sacada os primeiros raios de sol surgirem no horizonte na ala oeste do castelo.

Havia momentos em que me sentia entre a cruz e a espada, por ter que agir de maneira radical provocando o sacrifício de inocentes, quando tudo se resumia a uma guerra silenciosa entre mim e o General, desde que assumiu a administração do meu reino quando era apenas uma criança. Uma manobra que dura até hoje, mesmo que tenha atingido a maior idade e tenha capacidade de governar de acordo com os meus antigos tutores, mas quem em sã consciência largaria o poder absoluto que concentrou em suas mãos durantes anos para entregá-lo a uma jovem?!

A resposta é ninguém.

Algumas pessoas quando sentem o gosto do poder absoluto, tendem a desejar ainda mais poder, como um vício que precisa ser alimentado diariamente, deixando de lado qualquer sentimento de empatia ou culpa, passando por cima de qualquer um para nutrir sua sede incontrolável por poder. Pessoas que sucumbem a essa doença, dificilmente conseguem se livrar de sua influência, sendo capazes de tudo para continuar alimentando seu vício até destruírem tudo e todos ao seu redor, a única solução definitiva para esse mal é eliminá-las antes que seja tarde demais.

— Tem certeza disso, Flora? — ouvi uma voz feminina questionar do corredor perto da sacada em que estava interrompendo meus pensamentos.

— Eu sei o que vi, Abigail. Vi a senhora Agnes, a dama de companhia de vossa majestade, entrar nos aposentos do General e passar meia hora lá dentro. — outra voz feminina disse visivelmente chateada por ter sua palavra posta em dúvida.

Atordoada com aquelas palavras, senti minhas forças sumirem e me apoiei na coluna que estava ao meu lado temendo cair diante do choque. Como assim, Agnes havia estado nos aposentos do General e não tinha me falado nada sobre isso?! Como ela pode esconder algo assim de mim?!

— Você acha que os dois...Que eles possam estar tendo um caso?! — uma delas questionou abismada e meus joelhos cederam de vez, me fazendo cair no chão com um banque surdo enquanto colocava minhas mãos na boca, evitando que meu choro pudesse denunciar minha presença as duas mulheres.

— Não sei...Talvez, porque já ouvi rumores de que não é a primeira vez que a dama de companhia da rainha, fica a sós com o General.

— Pensando bem, a senhora Agnes não é de se jogar fora, apesar da idade ela ainda chama a atenção dos homens...Mas dedicar a sua atenção ao General?! Logo aquele tirano...Coitada de vossa majestade, a senhora confia cegamente nela...Pelos deuses, não consigo entender, Abigail.

— Eu consigo, mesmo mais velho o General ainda é um homem muito bonito, com o porte elegante, qualquer mulher cairia nos seus encantos — a voz disse deslumbrada e ouvi o som de um tapa, seguindo de um resmungo de dor baixo.

— Nunca mais repita isso, Flora. O General é o cão em pessoa, não possui qualquer humanidade em seu coração e senti prazer em ver as pessoas sofrerem, se não quiser ficar sem a cabeça ou a língua é melhor esquecer o que viu, antes que isso lhe traga problemas e trate de esfregar esse chão com mais força. — a outra voz disse severa enquanto estava perdida em minha própria dor, sofrendo em silêncio para não ser descoberta pelos serviçais.

Juntos?!

Não podia conceber tal ideia.

Não podia acreditar que minha dama de companhia, a quem confiava minha vida, e o General, que tomou meu reino para si, estavam juntos?! Como não percebi isso antes?!

Logo minha mente compreendeu que essa era a informação que faltava, para completar a lacuna de como o General sempre estava um passo a minha frente, mesmo com todos os cuidados que tomava para não ter meus planos revelados.

— Por isso ele sempre sabia de tudo de antemão...Por causa de Agnes...— sussurrei ligando os pontos assim que consegui parar de chorar e segurei a respiração, ao me lembrar do meu plano final.

Se for verdade, a essa hora o General já sabia que eu era a Fúria da tempestade e estava planejando algo para tirá-lo do poder, tudo que planejei durante todos esses anos podia estar em risco graças a sua possível relação com Agnes, porque ainda não conseguia acreditar que a mulher que me criou como filha havia me traído de forma tão vil.

Assim que não escutei mais as vozes no correr, me apoiei na coluna de mármore para levantar e comecei a andar sem rumo pelos corredores ainda desertos do castelo, cruzando com alguns servos que me cumprimentavam pelo caminho, mas nada dizia por que estava perdida em meus próprios pensamentos, tentando achar em minha mente qualquer sinal demonstrado por Agnes de que estava me entregando de bandeja para o General.

— Rainha Virgínia...O que houve? — ouvi a voz de Tadeu questionar com preocupação a caminho dos estábulos e olhei para o meu amigo com lágrimas nos olhos.

— Tadeu...Agnes... — sussurrei com dor sentindo meu corpo perder as forças, mas antes que pudesse cair no chão meu amigo me segurou em seus braços enquanto chorava sem parar.

Meu amigo nada disse, apenas me deixou chorar em seu ombro de forma desolada ouvindo meus soluços de dor sem nada compreender se mantendo ao meu lado, assegurando que estaria comigo no meio da tempestade que passava enquanto lhe contava tudo que havia ouvido das servas mais cedo.

— Se senti melhor, vossa majestade? — Tadeu questionou preocupado me entregando um copo de água, depois que me ajudou a sentar em um banco que havia nos estábulos.

— Nem um pouco, Tadeu, sinto que me tiraram o chão que sempre pisei...Não consigo pensar direito... — disse ainda atordoada depois de tudo que ouvi mais cedo e ele balançou a cabeça concordando.

— Entendo como se senti, minha rainha, mas não acredito que a senhora Agnes possa estar ajudando o General do Leste. — Tadeu disse seguro e suspirei atordoada.

— Também desejo acreditar nisso, Tadeu. Meu coração, diz que nada do que ouvi é verdade que Agnes seria incapaz de me trair, mas não posso fechar os olhos diante de tudo que escutei seria imprudente de minha parte, por isso ordeno que vigie minha dama de companhia de perto. Quero saber tudo...Aonde ela vai, com quem se encontra e se tem alguma ligação com o General. Ninguém, nem mesmo Arthur, pode saber que lhe ordenei tal tarefa, você me entendeu, Tadeu? — questionei séria sem desviar os olhos dos seus e ele balançou a cabeça concordando.

— Mesmo não gostando dessa ideia, irei fazer o que me ordena, vossa majestade. — assegurou séria e agradeci, sabendo que só teria paz novamente depois que esclarecesse essa história.

Afinal, a confiança era como uma taça de cristal, translucida e imaculável.

Quando manchada ou quebrada, nunca mais voltaria a ser como antes, pois ainda poderíamos ver suas rachaduras e manchas por todo vidro.

Não importasse o que fizéssemos, uma vez quebrada a confiança jamais poderia ser concertada, por mais que tentássemos de todas as formas a desconfiança sempre estaria presente assombrando aquele que decidiu perdoar.

Porque perdoar, não quer dizer que esquecemos a ofensa feita, algo impossível. Perdoar, significa que desejamos nos libertar das amarrar do rancor de algo que nos machucou, para que possamos seguir em frente deixando todo o fardo do passado para trás.

Notas finais
Link da roupa de Virgínia quando ela assumi a identidade de Fúria da Tempestade: https://i.pinimg.com/564x/1b/db/d2/1bdbd24df94b9af1be4ccd058d727cfd.jpg E a pergunta que não quer calar...Será se a Agnes é uma espia do General do Leste? Bom final de semana a todos. Beijos e até segunda.