Imperatriz do Leste

48 Quadragésimo sétimo capítulo


Notas iniciais
Sejam bem vindos, ao nosso quadragésimo sétimo capítulo. Espero que gostem da história e continuem acompanhando. Boa leitura a todos.


Ao mesmo tempo que o choque tomou conta do rosto do meu marido foi substituído por um sorriso de adoração, enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas diante da notícia que havia acabado de lhe dar.

— Você está grávida, Virgínia? — questionou emocionado e sorri concordando, antes de ser abraçada com força por Gael que só se afastou para beijar meu rosto inúmeras vezes, me fazendo rir com seus carinhos enquanto caímos na cama.

— Você está bem? — questionou me olhando com preocupação apoiando suas mãos na lateral da minha cabeça, evitando que sentisse seu peso em minha barriga.

— Estou bem, não precisa se preocupar.

— Me desculpe, devia ter sido mais cuidadoso com você ainda mais agora que está grávida —disse sorrindo fascinado, como se ainda não acreditasse no que havia acabado de ouvir. — Pelos deuses, ainda não acredito que meu amor vai me dar um filho.

— Nem eu acredito que concebemos um filho, mesmo diante da possibilidade de não conseguirmos.

— Jamais deixei de acreditar que um dia pudéssemos ter um filho. — confessou sincero. — Na verdade, estava meio desconfiado de que seus enjoos e tonturas pudessem ser resultado de uma possível gravidez.

— Verdade? — questionei incrédula e ele sorriu concordando.

— Sim, você estava apresentando os mesmos sintomas que minha cunhada Kiara, antes de descobrir que estava grávida — revelou e logo uma sombra de preocupação apareceu em seu rosto, fazendo-o se afastar de mim sentando-se na cama. — Se você está grávida, isso quer dizer que também estava durante a troca da guarda?

— Sim. — disse me sentando na cama fazendo-o me olhar em choque.

— Pelos deuses, princesa, você comandou a troca da guarda em cima de um cavalo durante horas embaixo do sol, enquanto estava carregando a nossa criança em seu ventre?! — questionou alarmado colocando sua mão direita em cima da minha barriga acariciando-a. — Precisamos ver o médico real imediatamente, para saber se vocês estão bem.

— Não precisa se preocupar, Gael, fiz isso mais cedo e o médico real assegurou que estamos bem, mas ele me proibiu de repetir essa imprudência novamente.

— Graças aos deuses — disse aliviado voltando sua atenção para mim — Enquanto estiver grávida, acho prudente evitar subir em um cavalo ou ficar horas trabalhando sem se alimentar direito, você precisa estar forte e saudável para que tenha uma gestação tranquila, assim como um parto seguro. — Gael explicou acariciando minha barriga, antes dos seus olhos se arregalarem de horror em minha direção.

— Amor, o que houve? — questionei com preocupação.

— Pelos deuses, você terá que passar por aquela tortura toda igual a Kiara?! — Gael revelou ainda em choque — Ainda consigo ouvir os gritos dela, ecoando na minha mente a cada parto. — meu marido explicou tremendo de leve me fazendo rir carinhosa.

— Gael, meu amor, apenas respire fundo e tente se acalmar — pedi amorosa acariciando seus cabelos tentando acalmá-lo, das lembranças de quando sua cunhada deu à luz. — Vamos deixar para nos preocuparmos com o parto, quando chegar a hora.

— Você já viu algum parto na vida, querida? — questionou com curiosidade.

— Só de cavalos. É parecido? — questionei e ele sorriu triste negando.

— Creio que não, nunca assisti a um, mas já estudei a respeito e não se parece muito com o parto de um equino.

— Então, creio que terei que descobrir na prática. — apontei e ele balançou a cabeça negando.

— Nós iremos, porque não a deixarei passar por isso sozinha. — revelou sério me fazendo sorrir. — Fizemos essa vida que está carregado juntos e vamos trazê-la para esse mundo juntos.

— Eu te amo — sussurrei sincera abraçando-o com força. — Mesmo estando feliz por seu gesto, acho que o médico real e minhas damas de companhia não o deixarão ficar ao meu lado quando estiver dando à luz.

— Quero vê-los tentarem me afastar de você quando estiver dando à luz, nem que eu tenha que usar o exército para assegurar minha permanecia nos seus aposentos quando nosso filho estiver vindo ao mundo — assegurou sério e me senti um pouco mais segura em saber que Gael estaria ao meu lado em um momento totalmente desconhecido para mim — O que houve, querida? Você ainda parece preocupada, por acaso tem algo errado com você ou com o nosso bebê?

— Não, estamos bem — assegurei me separando dele — Mas depois que o médico real confirmou minha gravidez, foi impossível não pensar que se algo acontecesse conosco nosso filho cresceria igual a mim sem os pais e com a responsabilidade de comandar um império tão jovem — disse perdida em pensamentos recordando minha própria infância, antes de voltar minha atenção para Gael. — Não quero que nosso filho cresça igual a mim, sozinho e temendo a própria sombra enquanto comanda um reino, quero que ele tenha uma infância feliz, segura e amorosa cercada pelos pais como você teve.

— Amor, não precisa se preocupar — assegurou me envolvendo em seus braços, beijando o alto da minha cabeça — Nada de ruim irá acontecer conosco, vamos poder criar nosso bebê com todo amor e carinho desse mundo — assegurou acariciando meus cabelos — Mas se isso for lhe deixar mais calma, podemos nomear um tutor de nossa confiança para cuidar do nosso filho, caso algo nos aconteça até que ele atinja a maior idade e possa assumir o trono. — explicou e me afastei de seus braços para ver seus olhos.

— É uma excelente ideia, mas precisamos escolher alguém de confiança que irá cuidar do nosso filho e do império, antes de devolvê-lo ao seu verdadeiro herdeiro.

— Que tal Liam e Connor? — Gael sugeriu o nome do seu irmão mais velho e do seu sobrinho — Os dois são parentes de sangue do nosso filho e sei que seriam incapazes de fazer algo que pudesse prejudicá-lo, se algo acontecer conosco quem for o rei do Sul, sendo meu irmão ou meu sobrinho, poderá anexar brevemente o império do Leste ao território do Sul, administrando-o até quando durar a necessidade.

— É uma boa ideia, mas tenho minhas reservas sobre isso.

— Que seriam?

— Nosso filho seria criado como um nobre da corte do Sul, sem saber sobre os costumes do império que iria herdar.

— Seria o efeito colateral da nossa decisão, querida. Conheço meu irmão o suficiente para saber que se algo acontecesse conosco, ele não confiaria em ninguém do Leste para permitir que nosso filho fosse criado aqui. Liam, não permitiria nem que a nossa mãe viesse morar no castelo para cuidar do neto, para que ele fosse educado sob os costumes do Leste.

— Entendo, mas se for para deixar nosso filho em segurança prefiro que ele seja criado na corte do Sul, com a condição de que tenha um tutor do Leste para que aprenda nossos costumes. — pedi e ele concordou.

— Amanhã mesmo irei redigir um esboço da documentação para que leia, antes de enviar uma carta para o meu irmão explicando todos os termos da nossa decisão e questionando se ele e Connor poderão assumir a responsabilidade de serem os tutores do nosso filho, caso algo aconteça conosco — explicou e balancei a cabeça concordando, antes dele sorrir feliz — Espere até todos saberem que teremos um filho! Tenho certeza que ficaram radiantes com a notícia, assim que mamãe souber que terá outro neto ou neta, virá imediatamente para o Leste para ajudar no que for necessário, ainda mais sendo a sua primeira gravidez.

Pensar que Hortência estaria ao meu lado quando estava grávida, depois de ter amaldiçoado a criança no meu ventre antes da sua existência me fez tremer de medo, apavorada que ela pudesse cumprir a ameaça feita a um ano atrás.

— Mamãe fará questão de trazer o baú com todas as minhas coisas de bebê que guardou duran...— Gael começou a falar sorrindo animado, diante da possibilidade do nosso filho usar uma das suas coisas de infância.

— Não quero que sua mãe saiba sobre minha gravidez — disse categórica interrompendo-o, deixando-o confuso com minhas palavras. — Muito menos a quero ao meu lado, enquanto nosso filho não nascer.

— Mas por quê? — questionou me olhando confuso. — Virgínia, minha mãe te adora...Na verdade, achei que as duas tivessem deixado as desavenças de lado...Pelo menos, foi o que pareceu no dia em que nos casamos.

— E deixamos, Gael, mas isso foi antes da minha gravidez — apontei séria deixando-o confuso por não entender o motivo da minha mudança de pensamento — Você pode ter se esquecido ou escolhido não lembrar, mas a um ano atrás sua mãe amaldiçoou a criança no meu ventre, antes mesmo dela existir — confessei apavorada com a possibilidade de que algo pudesse acontecer com meu filho. — Ela disse que me mataria, antes que uma semente sua germinasse no meu ventre e não vou arriscar a segurança do meu filho, permitindo a presença da rainha mãe do Sul na minha corte.

— A minha mãe seria incapaz de fazer algo contra você ainda mais estando grávida, porque ela sabe que iria me machucar profundamente — apontou sério — Jamais esqueci o que ela lhe disse um ano atrás, mesmo sabendo que minha mãe falou tudo aquilo sem pensar motivada pelo medo de me perder da mesma forma que está agindo agora, Virgínia — explicou gentil e pisquei surpresa por suas palavras, enquanto Gael colocava sua mão direita em cima da minha barriga acariciando-a em seguida — Vocês duas são mães e como tal, são capazes de qualquer coisa por seus filhos e respeito isso. Só peço que não esqueça que assim como você, eu amo o nosso filho assim como me preocupo com a segurança dele. Por isso, depois que me recuperei após o atentado que sofri faço oferendas todos os dias para os deuses do Sul, implorando que protegessem os futuros que filhos que pudéssemos ter, permitindo que eles nascessem em segurança e crescessem cheios de saúde e felicidade. — revelou sem desviar os olhos dos meus enquanto sentia as lágrimas caírem por meus olhos.

— Você passou um ano inteiro fazendo oferendas para os deuses do Sul, em prol dos nossos futuros filhos?! — sussurrei entre lágrimas e ele concordou — Por que não me contou nada?

— Porque não queria preocupá-la, era meu dever implorar para que os deuses da minha terra natal desconsiderarem as palavras de dor da minha mãe. Quando ela descobriu o porquê de frequentar o templo todos os dias por longas horas se juntou a mim, para pedir também pela segurança dos seus futuros netos.

— Não consigo entender... Depois de tudo que Hortência disse, por que ela se preocuparia em implorar pela segurança dos nossos filhos? — questionei perdida em pensamentos, tentando entender a razão por trás do que Gael havia acabado de me revelar.

— Porque ela é minha mãe, Virgínia, e como tal seria incapaz de fazer algo que resultasse no meu sofrimento. Além disso, ela sabe perfeitamente como você se sentiria quando estivesse grávida e lembrasse das palavras cruéis que lhe dirigiu, porque minha falecida avó materna fez o mesmo com ela. Por isso, mamãe se sentiu horrível pelo que disse e fez oferendas em segredo para os nossos deuses implorando que desconsiderassem o que havia falado em um momento de dor, só descobri sobre isso quando ela começou a me acompanhar nas orações.

A atitude de Hortência me surpreendeu, mesmo depois de ter me pedido perdão por suas palavras cruéis assim que seu filho demonstrou seu erro, ela passou meses implorando diante dos seus deuses para que sua maldição não se concretizasse, resultando em nosso sofrimento.

— Agradeço do fundo do coração, por vocês terem intercedido perante os deuses do Sul por nossos futuros filhos, mas sempre acreditei que palavras tem poder ainda mais vindo de alguém com quem se tem uma ligação de sangue.

— Você tem razão, querida, as palavras têm poder tanto para amaldiçoar quanto para abençoar, ainda mais vindo de alguém com quem se tem uma ligação de sangue — Gael admitiu sincero levantando-se da cama em que estávamos sentados para se ajoelhar na minha frente, voltando a colocar sua direita na minha barriga sem desviar seus olhos dos meus — Mas eu, como pai dessa criança crescendo em seu ventre, tenho uma ligação de sangue muito maior do que a rainha mãe Hortência, como tal posso anular qualquer maldição que minha mãe possa ter lançado sem querer. — assegurou acariciando minha barriga enquanto lágrimas caiam dos meus olhos.

— A sua gravidez será tranquila, apesar de alguns enjoos e desejos incompreensíveis que serão devidamente atendidos por mim, mesmo sem entender nenhum deles — revelou e sorri ao pensar nessa possibilidade — E quando chegar a hora do fruto do nosso amor vir ao mundo, estarei ao seu lado segurando sua mão, apesar de todos disserem que meu lugar e na sala esperando. O nosso filho ou filha nascerá saudável, uma cópia perfeita da mãe que criaremos com todo amor e carinho do mundo, ensinando-o a amar e respeitar o legado que assumirá daqui a muitos anos. — assegurou e senti meu coração se acalmar, fazendo o medo se dissipar diante das palavras do meu marido.

— Nosso bebê vai ficar bem. — disse emocionada colocando minha mão em cima da sua que ainda permanência em minha barriga.

— Não tenho dúvidas disso, meu amor. — assegurou sem desviar os olhos de mim.

— Me desculpe por sugerir que não contasse a sua mãe sobre a minha gravidez, foi cruel e errado da minha parte. Afinal, essa criança não é só minha, por isso tem todo o direito de informar a sua família e creio que será reconfortante ter alguém ao meu lado, que já passou duas vezes pelo parto.

— Obrigado por isso, Virgínia.

— De nada — disse gentil — Mas voltando ao assunto, em que você aceita o cargo de patrono da biblioteca imperial do Leste...— comecei a dizer e Gael sorriu surpreso com as minhas palavras, antes de me interromper.

— Pelo que me lembro, não aceitei ao cargo ainda — pontuou suave — Informei ao erudito chefe que iria conversar com a minha imperatriz, mas diante da maravilhosa notícia que me contou minutos atrás...— começou a explicar e o interrompi.

— Não desista do que ama por causa da minha gravidez, porque isso me deixaria triste em saber que o impedi novamente de realizar seus sonhos.

— Mas não quero que se sinta sozinha, Virgínia.

— E quem disse que estarei, sozinha?! Gael, graças a você, terei a companhia da pessoa mais importante na minha vida, o nosso filho, gerado através do amor que sentimos pelo outro — expliquei amorosa encostando minha testa na sua. — Não se preocupe, vamos ficar bem mesmo que não possa ficar o tempo todo ao meu lado como antes. — assegurei fazendo-o suspirar resignando, ciente de que não adiantaria discutir comigo.

— Vou conversar com erudito chefe, só aceitarei o cargo se puder trabalhar do castelo comparecendo nas reuniões presenciais em dias estabelecidos no mês, se ele não puder aceitar minhas condições terei que declinar do convite. — pontoou sério se afastando de mim para que pudesse ver meu rosto.

— Tem certeza?

— Tenho. Você e o nosso bebê, sempre serão minha prioridade. — assegurou e envolvi seu pescoço em um abraço, recebendo um beijo carinhoso em minha bochecha direita, fechando os olhos para sentir seu cheiro de madeira silvestre a me envolver.

━━━━━━✧❖✧━━━━━━

No dia seguinte acompanhei Gael até a sala do médico real, com o pretexto de que meu marido passaria por sua rotina mensal de exames periódicos com a finalidade de investigar se o consorte do Leste, poderia ter alguma sequela tardia do ferimento que sofreu a um ano atrás.

Uma pequena desculpa, para evitar que os habitantes do castelo começassem a se questionar sobre o porquê sua soberana estava comparecendo na sala do médico real duas vezes seguidas na mesma semana.

Assim que adentramos a sala do médico, expliquei o motivo da nossa visita que tinha a finalidade de tranquilizar meu marido que mal conseguiu dormir ontem, pensando nos riscos que havia corrido durante minha participação na troca de guarda, sem desconfiar que estava esperando um filho.

— Entendo todos os seus temores imperador consorte, mas pode ficar tranquilo a imperatriz e o herdeiro do trono estão bem — assegurou sem desviar os olhos do meu marido sentado na sua frente — Mas como expliquei ontem, vossa majestade imperial precisa tomar certos cuidados a partir de agora para a segurança do próximo monarca do Leste, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas, vestidos apertados e horas ininterruptas de viagem na carruagem, não pular as refeições, alternar horas de trabalho com descanso. — explicou enquanto ouvíamos atento as suas explicações. — E o mais importante, esperem até o final do terceiro mês para anunciarem a boa nova a todos, pois permitirá que a imperatriz tenha um início de gravidez tranquilo sem a pressão dos curiosos e tenham muito com alimentos e bebidas de origem desconhecida, principalmente no estágio inicial da gestação no qual a soberana se encontra. Sugiro que contratem um segundo provador para as refeições da imperatriz, sem o conhecimento dos demais. — recomendou e estreitei os olhos desconfiada de que o médico real pudesse saber de algo que não tínhamos conhecimento.

— Por acaso o senhor sabe de algo que pode colocar a minha segurança em risco? — questionei severa sem desviar os olhos do homem sentado à minha frente.

— Não, vossa majestade imperial — assegurou firme. — Só estou fazendo recomendações que sempre faço para as nobres que estão no mesmo estado que a imperatriz.

— Acho bom que seja apenas isso, médico real, e o senhor está proibido de contar a alguém sobre a gravidez da imperatriz — Gael ordenou frio sem desviar os olhos do homem a nossa frente — Se eu sonhar que esse fato saiu dessa sala e se espalhou pelo castelo, virei direto ao senhor sem fazer qualquer tipo de pergunta. Estamos entendidos, médico real? — questionou severo para homem que engoliu em seco.

— Sim, imperador consorte.

— Ótimo, obrigado por sua colaboração e esclarecimentos, médico real — Gael disse sorrindo gentil para o homem em nossa frente como se não o tivesse ameaçado minutos atrás, antes de voltar sua atenção para mim. — Vamos querida, ainda preciso passar na biblioteca para pegar o livro de história da poesia para terminar a minha pesquisa.

O livro de história da poesia, era o código que inventamos para quando precisávamos conversar a sós urgentemente sem levantar suspeitas dos nossos acompanhantes, mantendo sigilo até mesmo do outro, que só teria conhecimento do assunto quando estivéssemos sozinhos, sem comprometer sua segurança caso fosse capturado por algum inimigo.

— Você tem razão, querido — sinalizei indicando que havia entendido seu sinal, voltando minha atenção para o médico real — Bem, médico real, se não tem mais recomendações para nos dar precisamos ir, agradeço por nos receber e por toda ajuda que nos prestou. — disse me levantando da cadeira em que estava sentada sendo acompanhada pelos dois homens.

— Não precisa agradecer, imperatriz, só fiz meu trabalho. — o médico real disse gentil fazendo uma reverência, antes de deixarmos a sala.

Caminhamos em silêncio lado a lado pelos corredores do castelo, escoltados de perto pelos guardas que faziam nossa segurança pessoal entre os quais estava Drake, que permanecia ao meu lado desde a época em que lutava do lado dos rebeldes, como Fúria da tempestade.

— A imperatriz, se importaria se fossemos até a biblioteca? Preciso pegar emprestado um livro sobre história da poesia. — Gael pediu assim que nos aproximamos da porta de entrada do local.

— Claro, imperador consorte — concordei voltando minha atenção para a nossa guarda — Podem nos esperar aqui fora, estaremos seguros na biblioteca. — ordenei e eles concordaram, antes de entramos no local ocupado apenas pelos eruditos.

Assim que entramos no local, um dos eruditos voltou sua atenção para a entrada falando algo com o colega do lado que balançou a cabeça concordando, antes de caminhar em nossa direção sorrindo amigavelmente.

— No que podemos ajudar, vossas majestades imperiais? — o erudito questionou com preocupação.

— Preciso do livro de história da poesia para terminar minha pesquisa, erudito Marcelo. — Gael explicou sem desviar os olhos do homem a nossa frente que balançou a cabeça concordando.

— Claro, imperador consorte, eles estão no último andar como sempre, tenham uma excelente pesquisa. — desejou e agradecemos seguindo em direção as escadas que davam acesso ao último andar, antes do erudito Marcelo colocar uma corrente na entrada bloqueando o acesso de outras pessoas ao local enquanto permanecêssemos lá.