Imperador de Areia

6 Capítulo 6 - Fique bem


Notas iniciais
boa leitura...

Ino não viu seu marido o resto do dia, ele ficou trancado no escritório e só viu movimento na casa a noite, depois do jantar. Ela estava em seu quarto, fazendo uma lista das coisas que precisaria para o jardim, quando viu Gaara entrar no quarto.

O ruivo apenas se trocou e se deitou, sem nenhuma palavra, deixando Ino ainda mais preocupada e chateada, achando que a culpa era dela.

—Gaara, você passou o dia todo quase sem comer nada, mal tomou o chá, não quer que te prepara alguma coisa pra comer?

—Se eu quiser alguma coisa eu peço. –ele respondeu duramente, se virando para o outro lado.

—Como quiser senhor. –disse Ino voltando a sua lista, mas antes de chegar a cadeira que ocupava, ela se virou para ele, ainda de costas. –Eu sinto muito pelo o que fiz hoje de manhã, eu não queria pegar seu cavalo, fui imprudente, não queria te aborrecer.

Ele não disse nada, mas se sentia um pouco desconfortável, quase mal, por ver ela se desculpar por algo que não tinha nada de errado.

Ela suspirou e voltou a sua cadeira, ficou escrevendo e revisando os materiais por mais algumas horas, depois colocou uma camisola creme, de busto rendado e foi se deitar, desfazendo a trança de seu cabelo e deixando o perfume dele esparramar pela cama.

Gaara tinha ficado de olhos fechados, como se dormisse e ela tomara todo o cuidado para não acordá-lo, quando ela estava deitada, de costas pra ele, o ruivo se virou para o lado dela e abriu os olhos, vendo meia face dela ser iluminada pela luz fraca das tochas do Oasis e envolta do palácio, e daquele jeito, ela parecia ainda mais frágil e infantil, fazendo ele se virar pro outro lado com ódio, não poderia mais continuar a tomar conta de uma criança e muito menos continuar a desejá-la.

Ele não negava o desejo que sentia por ela, estava cada vez mais difícil se controlar, ela tinha um corpo maravilhoso, uma boca deliciosa e perfeita, mas não poderia causar a dor da virgindade a ela, não poderia simplesmente invadi-la e achar que faria bem a ela, não queria a culpa de, mesmo casados, desonrá-la.

Naquela noite, ele não dormiu nenhum minuto se quer e quando o dia raiou, cada fibra de seu corpo latejava de cansaço, e ele achou que não conseguiria ficar de pé. Se manteve deitado por mais algum tempo, até que sentiu seu corpo tremer, estava com frio, mesmo com os vinte sete graus ardendo com o nascer do dia.

Ele levou a mão a testa e sentiu a febre corroer suas entranhas e emanar calor pelos poros, seus dentes batiam e ele os apertou para não fazer barulho, apertou os olhos, quando sentiu uma tontura, com certeza ele não estava nada bem.

O imperador tinha vinte e três anos de idade e nunca, nunca mesmo, em todo esse tempo ele ficou doente, nem mesmo um resfriado, assim como todo seus ferimentos não tinham o tirado de circulação por mais de dois dias, entretanto, agora a coisa parecia muito séria, a cabeça dele parecia que explodiria e mandaria seus miolos pro espaço, o tremer vinha acompanhado por arrepios, enquanto os lençóis eram empapados pelo suor frio de seu corpo.

Ino acordou algum tempo depois e estranhou Gaara ainda estar na cama, então ficou observando ele por algum tempo, e percebeu que seu corpo trepidava de baixo dos lençóis, então deu a volta na cama e se sentou no chão, de frente pra ele, levando a mão a sua testa.

—Minha nossa Gaara, você está queimando em febre. –disse Ino se desesperando.

—Vou ficar bem, logo passa. –ele disse sem abrir os olhos, rangendo os dentes.

—Vou buscar um médico e...

—Não temos médicos, só alguns curandeiros, e eu já disse que vou ficar bem.

Ino não deu muita atenção ao que ele dizia, apenas vestiu um roupão e desceu as escadas correndo, pedindo uma bacia e um pano limpo, a empregada foi buscar e Ino pegou água fresca na mesa do café já posta, depois voltou correndo pro quarto, deixando a empregada atordoada, sem saber o que estava acontecendo.

A Yamanaka tirou os lençóis dele.

—Você tem que tomar um banho, precisamos abaixar sua temperatura.

—Ino, eu...

—Por favor, só desta vez faça o que eu lhe peço... Não, eu lhe imploro, por favor.

Ele encarou os olhos dela e eles não eram mais opacos, eles cintilavam preocupação, então não teve como negar aquela suplica. Com certeza foi com muito esforço que ele se colocou de pé, mas ainda sim caminhou sozinho até o banheiro.

A loira retirou a camiseta dele, e depois as calças, e ele entrou de baixo da água fria que lhe ajudava a curar a dor de cabeça diária, e ficou deixando a água correr por seu corpo, em silêncio, depois de alguns minutos, Ino estendeu uma toalha pra ele, e só então os dois se deram conta de que estavam frente a frente, com ele apenas vestindo uma cueca.

—Quer ajuda pra se vestir? –ela disse um pouco rubra.

—Não.

—Vou trocar os lençóis então.

Ela saiu para o quarto e ele viu que já pusera uma troca de roupa sobre a pia do banheiro, ele reuniu toda a coragem que tinha e transformou em força, começando a se vestir, mas deixou de lado a blusa, tinha que perder o calor de seu corpo.

Gaara viu a cama sendo terminada de arrumar e caiu sobre os lençóis secos, estava de calça e sem camisa, com os cabelos empinados e ainda molhados. Ele estava de barriga pra cima, e respirava pesadamente, era muito esforço puxar o ar, e Ino observava seus movimentos, até que derramou a água fresca na bacia e depois molhou o pano, levando a testa de Gaara, que abriu os olhos momentaneamente pra encará-la.

—Eu vou preparar um chá pra você.

Ele não disse nada, então ela saiu do quarto, o deixando meio desfalecido sobre a cama, pensando em porque ela se preocupava tanto com ele, afinal, se ele morresse, ela estaria livre, não teria que suportar seu maior pesadelo, então porque ser tão zelosa e tão bondosa?

O Sabaku não teve muito tempo pra divagar sobre isso, porque ela logo voltou, e se sentou ao lado dele, molhando o pano novamente pra uma nova compressa, esperando a febre baixar.

—Com certeza até meus inimigos já sabem do meu estado. –ele disse engolindo a saliva com um pouco de dificuldade, enquanto pensava alto.

—Eu não contei nada a ninguém, disse que o chá era pra mim e que você ainda estava no quarto, arrumando algumas coisas antigas, enquanto eu limpava umas coisas pra você.

—Não sabia que a menina meiga e bondosa era uma mentirosa. –ele quase sorriu pelo absurdo.

—Eu achei que você não fosse ficar feliz se soubessem que está assim, então sim, eu menti, mas foi só pra evitar aborrecimentos.

Ele olhou pra ela e seu semblante demonstrava culpa, então percebeu que ela realmente era uma alma única, não havia mais ninguém no mundo capaz de ser tão boa, generosa e acolhedora.

—Não se preocupe, você fez a coisa certa.

Bateram a porta e Ino foi atender, sem deixar que vissem o quarto ou Gaara na cama, pegou uma bandeja com um chá fumegante, uma taça de gelatina e um prato de mingau.

—É melhor você tomar seu café. –ela disse se sentando ao lado dele com a bandeja no colo.

—Estou sem fome.

—Você nunca come Gaara, não é pra menos que está doente, então faça o favor de se ajudar. –ela parecia uma mãe dando uma bronca em um filho.

—Eu realmente não tenho fome. –ele falou mais firme.

Ela suspirou, mas não desistiu.

—Ao menos tome o chá, essas ervas vão lhe fazer muito bem.

Ele fez força, se sentou na cama, deixando a compressa de lado e pegou a xícara, levando aos lábios sob o olhar atento dela.

—Tente tomar tudo, assim você melhora mais rápido.

Ele franziu as sobrancelhas, como se quisesse que ela parasse de tanto escândalo por pouca coisa, e ela se calou, até ele devolver a xícara com apenas algumas gotas.

—Agora uma colher de gelatina.

—Ah não, pode parar Ino, já disse que eu não quero.

—Quer ficar nessa cama por um mês e perder sua batalha? Então é bom você comer e me deixar cuidar de você direito.

—Você não é minha mãe. –ele disse frio, quase com raiva.

—Não quero ser sua mãe, só quero garantir que você viva, que fique bem, assim como você cuidou de mim.

—Não sei por que faz tanta diferença assim pra você, sei que no fundo, no fundo, você reza pra que eu morra e deixe você em paz, aliás, não sei porque deveria confiar que não estou sendo envenenado.

—Eu nunca desejei a morte de ninguém, nem mesmo a sua, não posso querer que ninguém morra, muito menos por minha causa.

—Não precisa fazer cena Ino, assim como sou absolutamente sincero quando digo que esse casamento é uma cruz e que eu adoraria por um fim, você também pode dizer, e isso inclui que pode dizer que me queria enterrado bem fundo, a mais de sete palmos da terra.

—Porque pensa que eu sou uma pessoa tão ruim? –ela disse franzindo o cenho.

—Porque todas as pessoas são ruins e deixam suas mascaras caírem uma hora ou outra. –ele precisava acreditar que ela era assim, se não teria que se conformar que tinha se casado com uma santa e ai sim jamais poderia tocá-la ou então tratá-la como uma verdadeira esposa era tratada.

Ino ficou profundamente ofendida com aquela conversa, como ele podia mudar tanto em tão pouco tempo? Ai ela se deu conta de que ele não mudava, ele nunca era bom com ela, apenas a assumia como uma obrigação irritante e como obrigação tinha constas a prestar, por isso a mantinha viva.

Com certeza Gaara era tudo o que diziam e um pouco mais, ele não tinha coração, não tinha outra coisa se não areia dentro de si, e no fim, Ino se viu pedindo aos céus que ele se curasse logo, assim poderia mandá-la pra casa, e pouco se importava se iria ficar mal falada ou não, só não suportaria viver ao lado de uma estátua de areia.

Ela se levantou da cama, deixando a bandeja lá e foi se trocar, acabou de se vestir e saiu do quarto, passou pelos empregados e disse que Gaara precisava de um tempo sozinho para organizar suas coisas e fazer previsões para as batalhas que veriam, o que ninguém estranhou, afinal ele sempre estava enfurnado em seu quarto ou escritório.

A loira andou pelo estábulo e foi até seu cavalo, uma égua protuberante e cheia de energia, e lá encontrou Shikamaru, que escovava seu animal.

—Bom dia senhora, vai montar hoje?

—Não, não posso, só vim ver como Laica está.

—Ela está ótima, comeu uma dúzia de maças de ontem pra hoje.

—Então é bom mantê-la longe dos outros cavalos, quando ela come assim significa que está no cio.

—Achei que ela fosse circuncidada...

—Não, meu pai tentou arrumar um macho pra ela dar cria, mas o único bom o suficiente, que faria a cria valer à pena, ela rejeitou, acredita?

—Seleta essa sua égua em... –ele sorriu admirado. –Mas vou mesmo levá-la pra mais longe dos outros cavalos, se não será um deus no acuda por aqui.

Ela acariciou o cavalo e depois se virou para Shikamaru.

—Posso terminar de escová-la?

—A senhora é a imperatriz e eu sou pago pra...

—Ninguém vai saber, será nosso segredinho. –ela sorriu gentil.

—Se é o que quer... –ele deu de ombros e entregou a escova pra ela.

Os dois ficaram na baia pequena, lado a lado e Ino percebeu que Shikamaru tinha um perfume marcante também, porém um pouco mais leve, como se cheirasse a banho sempre, e por alguns segundos fitou os olhos escuros dele, com certeza eles eram bem diferentes dos de Gaara, porque apesar de carregar uma tristeza, eles tinham um brilho de vida e calor.

—Ah muito tempo que trabalha aqui?

—Praticamente nasci nessas baias e nunca mais saí.

—Não tem vontade de fazer outra coisa?

—Fazer o que? Não há outra coisa a não ser a guerra, o trabalho pro imperador e o comércio. A guerra uma hora ou outra te mata, o comércio faz de você um escravo doentio do tempo e do dinheiro, então pelo menos aqui, trabalhando pro Gaara... Ou melhor, pro Sr. Sabaku, eu tenho liberdade nas minhas tarefas, às vezes fico só andando pelo o Oasis, vendo as coisas, as pessoas, e quando estou aqui tenho tranqüilidade e confiança nos cavalos e eles em mim.

—Isso faz todo o sentido. –disse Ino sorrindo.

—Posso me atrever a dizer uma coisa, senhora?

—Pode, assim que me chamar de Ino. –ela ainda sorriu mais.

—Então Ino, posso lhe fazer um elogio que você merece muito? –ela não respondeu, só ficou um pouco rubra. –Você tem o sorriso mais lindo que eu já vi.

—Obrigada. –ela disse encabulada, depois de alguns segundos. –Seu sorriso também não é nada mal. –ele sorriu de canto.

—Agora vou por comida pro Sheiky... –ele disse se espremendo pra passar por ela e sair da baia, mas o movimento não saiu como ele esperava e acabou caindo sobre ela, ambos deitados sobre o feno que cobria o chão.

Os olhos esverdeados dela encararam os castanhos escuros dele, de alguma forma eles se sentiram cúmplices, como se já houvessem se conhecido desde de sempre, e um se sentia bem com o outro, mas aquilo era muito errado, não pelo fato de que ela poderia ser arrastada em praça pública ou levar dezenas de chibatadas, era errado por que não poderiam pertencer um ao outro, nem mesmo da forma que precisavam um do outro.

Shikamaru se apoiou na parede e se ergueu, depois ajudou Ino se levantar, deu um sorriso de desculpas e saiu, deixando a loira meio perdida no tempo e no espaço.

Já era quase entardecer quando Ino voltou pra dentro de casa, ficara com sua égua todo o tempo, e só vira o Nara de longe, mas queria ficar o mínimo de tempo possível com seu marido, não suportaria mais suas acusações pesadas e infundadas, mas uma hora teve que voltar.

Passou pela cozinha e revolveu matar tempo conversando com as empregadas do castelo, procurou saber mais daquele lugar e de como as coisas eram, todas foram muito prestativas, no entanto, ninguém falava sobre as coisas antes de Gaara, os antepassados eram como se fossem proibidos, deixando apenas coisas corriqueiras escaparem.

Quando o dia começou a se acabar, ela revolveu voltar e dar uma olhada no imperador, esperava seriamente que ele estivesse melhor, e mesmo sem entender bem o porque o queria bem. Havia dito que ela pro retribuição, e mesmo que não fosse mentira, não era só isso, mas ela não conseguia entender bem porque.

Ela passou direto pela cama, fingindo que não o via e não estava nem ai pro ruivo, mas quando entrou no banheiro para tomar um banho, ficou feliz por dentro, ele havia comido tudo o que tinha na bandeja e algumas frutas que estavam na mesa de frente a sacada.

Depois do banho, Ino colocou uma calça jeans clara, uma blusa roxa e uma sandália rasteira preta, e foi até o quarto, com certeza Gaara estava com uma cara bem melhor.

—Pelo visto ainda está vivo... -ela disse irônica.

—Pra seu eterno desespero, vaso ruim não quebra. –ele disse seco como sempre.

—Então vou trazer o jantar pra encher esse vaso e o manter no lugar.

—Não. –a voz dele a parou antes de chegar a porta. –Eu vou descer pra comer, já devem estar desconfiados de que nos matamos ou então de que eu esteja muito ruim.

—Ou então que esteja curtindo muito sua lua de mel.

—Não vou ariscar que pensem que estou mal. –ele respondeu como se não ouvisse o que ela dizia.

Gaara colocou uma camisa, calçou sapatos e se levantou da cama, com dor no corpo todo, mas sem ter que fazer tanto esforço como fizera de manhã.

Eles desceram pro jantar e Ino serviu uma canja de entrada para ele, que torceu o nariz, mas ela fingiu não notar, e ele fingiu não estar aborrecido, assim comeu o prato quase todo, então Ino lhe serviu o prato principal, salmão com batata batatas gratinadas e cebolinha.

Gaara não entendeu nada, jamais havia comido peixe naquela casa, pelo simples fato de que ele morava em um deserto perdido no nada, mas viu Ino sorrir ao perceber sua hesitação, então ele não pensou mais, aquilo tinha o dedo dela, então apenas comeu calado, e gostou do que provou, apesar de não ter terminado de comer tudo.

—De sobremesa temos manjar, ouvi dizer que era muito feito por aqui. –disse Ino sorridente, ela achou que faria bem a ele, no entanto, teve efeito contrario, manjar era a sobremesa favorita da mãe dele e ele não gostava de pensar que ela não estava mais lá pra coisas simples que faziam tão bem a ela.

Gaara pensou em sair dali, aquele tipo de lembrança mexia de mais com ele, então viu o rosto de Ino lhe fitando, ela estava se empenhando em aprender coisas sobre ele, assim como havia sido ensinada, estava tentando fazer bem a ele, mesmo depois do que ele lhe dissera sobre o querer morto, então apenas suspirou e disse:

—Era muito feito sim, mas nunca foi minha sobremesa favorita, eu preferia sorvete de pitaya, manjar era coisa de velho . –ele disse displicente, levando a colher com o doce branco a boca e depois de duas colheradas ,que ele teve que empurrar goela a baixo junto com a amargura e o dissabor da morte de sua mãe, ele disse que estava satisfeito.

Ino achou que tinha feito tudo errado quando ele falou da sobremesa, e viu que de alguma forma aquele doce lhe descia amargo, mas ficou feliz de ver ele comendo e contando algo.

As empregadas que estavam a postos, mesmo com Ino dizendo que iria servir o jantar, estavam boquiabertas com a mudança do patrão, nunca haviam visto ele fazer uma refeição descente, muito menos completa, e mais assustadas ficaram de ver que ele falava com ela, mesmo que de seu modo inerte, sobre sua vida, seus gostos.

—Eu notei que aqui tem televisão e apesar das tochas nas ruas a noite, há energia elétrica, como isso é possível? –indagou Ino enquanto ela e Gaara sentavam na varanda, de frente ao palácio.

—Energia dos ventos que se transforma em corrente elétrica, claro que as vezes falha, mas é muito raro, sempre há tempestades de areia e afins por perto, então cabemos tudo por baixo do solo, e transmitimos para a cidade.

—Que legal...

Eles ficaram observando a noite começar a esfriar e a brisa farfalhar as folhas das longas arvores, até Ino tremer de frio.

—Vamos entrar, isso não vai lhe fazer bem. –disse ele se levantando.

Ela o acompanhou e eles foram pro quarto se deitar, ela agora vestia uma camisola azul clara, e se deitou calmante ao lado dele, os dois estavam cara a cara na cama.

—Por mais que esse casamento seja estranho, não quero que morra. –ela disse depois de muito encará-lo. –Você reza pra eu morrer?

—Eu não rezo Ino.

—Não acredita em Deus?

—Não, eu não acredito em Deus, em anjos e nem nada disso.

—Que triste... –ela disse fechando os olhos, começando a ser levada pelo sono.

—Triste? Por quê?

—Porque assim você não acredita em nada, e fica sozinho.

—E se eu quiser ser sozinho. –ele disse mais como afirmação do que como pergunta.

—Ninguém quer ser sozinho. –ela disse antes de entrar em sono profundo, não vendo a expressão confusa no rosto dele.

Notas finais
ai está a resposta pra mtos dos reviwes q eu recebi, é assim q Gaara e Ino ficam com ela ajudando ele, mas ainda faltam algumas perguntas e a serem respondidas, e pra saberem as respostas e só continuarem acompanhando e comentando... até o proximo...