Imperador de Areia

29 Capítulo 29 - Reencontro


Notas iniciais
qualquer coisa q eu disser vai ser spoler, mas eu ñ vou resistir... q lindo o amor fgraternal! boa leitura...

Ino acordou pela luz da janela e se espreguiçou, sentia seu corpo um tanto dolorido, mas sua alma doía menos, alguma coisa havia se curado enquanto ela dormira exaustivamente.

Ela foi tomar banho, escovar os dentes e afins, e depois desceu, Temari e Shikamaru comiam e conversavam, e sorriram quando viram a loira parecendo menos triste

—Bom dia, flor do dia. –brincou o Nara.

—Bom dia. –ela disse tranqüila, mas ainda lhe faltava o sorriso.

—O que quer de especial pro café? –indagou Temari.

Foi então que Ino se deu conta de que os empregados não estavam lá lhe vigiando.

—Nada, vou comer um pão e esse suco mesmo.

—Coma direito em menina, estou sabendo que não anda se alimentando bem.

—Todo mundo sabe de tudo nessa casa. –ela retorquiu pra Shikamaru.

—Claro, todo mundo se preocupa com você.

—Tudo mundo menos o único que deveria. –ela disse mordendo um pedaço de pão.

Nem Temari e nem Shikamaru disseram nada, apenas serviram o que ela queria pra comer, e depois do café, ela foi ver Laica, que já estava com a gravidez avançada.

—Falta pouco, não é amiga. –ela passou a mão pelo ventre da égua, que relinchou alegre. –Vai ser um belo filhote.

Ino ficou acariciando seu cavalo e pensando em como seria seu filho, ou filha, em como contaria a Gaara, e no que deveria fazer. Ainda sentia medo, ainda se preocupava, ainda não sabia o que faria, mas tinha que dar certo, tinha que ser uma boa mãe e tinha que salvar essa criança.

Enquanto pensava nisso, não percebeu que Shikamaru se aproximava, até que a voz dele lhe trouxe de volta.

—Ele vai voltar em breve.

—Hum... –ela resmungou se virando pra ele.

—Já sabe como contar?

Ela olhou pra ele com os olhos arregalados.

—Co-como você...

—Ouvi Hinata falando com Temari.

—Porque ela foi contar? Isso não é da conta dela. –Ino ficou brava.

—Não fique brava, a morena só estava aflita, não sabia se devia ou não contar ao Gaara por você, ela ficou preocupada depois da briga que tiveram.

Ino baixou a cabeça, Hinata queria cuidar dela, mas será que ninguém entendia que ela sabia se cuidar sozinha, que era a vida dela e as escolhas dela?

—O que Temari disse?

—Ela ficou feliz, mas está preocupada com o destino das coisas, acho que todos estão.

—É, não tem como não ficar, mas não sei se direi ao Gaara, pelo menos não por enquanto.

—Não vai poder esconder isso pra sempre. –ele baixou o olhar pra barriga dela.

—Eu sei, mas até que eu saiba que ele não fará mal a esse bebê, eu não vou contar e vou tentar que ele não saiba.

—Ino, esse filho é dele também, você é a esposa de Suna, não tem como fugir disso.

—Gaara não vai fazer mal ao meu filho e eu quero ele longe da maldição desta família podre.

—Então o que pretende fazer?

—Não sei ainda...

—Ino, nem que você vá pra longe vai poder mudar o destino dessa criança, porque ele é filho do imperador, ele tem o sangue Sabaku correndo nas veias, ele é o que é e pronto.

Ela não disse nada, e Shikamaru suspirou cansado, fechou os olhos e quando os abriu, encarou ela duramente.

—Por mais que fugir pareça mais fácil, não é a melhor opção, e depois, você não é mulher de fugir.

—Se fosse pra eu fugir já o teria feito desde o começo, aliás, nem teria me casado, mas não me peça pra aceitar o que vai recair sobre meu filho, porque quem está carregando essa vida sou eu e ninguém mais sabe o quanto isso é precioso.

—Ninguém está discutindo isso, seu filho é o ser mais espacial que vai pisar sobre a terra, ele vai ser o divisor de água por aqui, o primeiro filho desta família que veio de uma mãe que amou o pai dele, que veio de uma mulher que nunca se deixou ser subjugada pelo medo e pelo receio, mas você tem que contar a ele.

—Eu vou contar, só não sei quando, e se algum de vocês contar, eu juro que nunca mais os perdoo por isso.

Ele suspirou, ela estava amargurada e decidida, nada iria mudar isso, então o jeito era cuidar dela e dessa criança.

O Nara ajudou ela alimentar Laica, ainda meio de vagar pelo ferimento não completamente curado, e depois os dois entraram, e encontraram Temari, eles se sentaram na sala.

—O que aconteceu na última batalha? –quis saber Ino, já que não tivera tempo e nem como saber antes.

—A batalha seria difícil, isso todos nós sabíamos, mas a coisa foi descomunal. Lutamos contra o dobro de homens do nosso exército, em uma emboscada armada de uma maneira que ninguém nunca viu igual, e se não fosse a coragem e o comando de Gaara, aliados aos planos do Nara, a gente tinha ficado por lá. -contou Temari.

—Estávamos em terreno desconhecido, nossos aliados eram uns merdas, o tipo de governante que faz guerra sem saber o que está fazendo, e a vontade enorme de vencer o exercito do grande imperador de areia fazia eles estarem mais animados. Foi um mês de luta sem tréguas, as provisões não estavam conseguindo ser repostas, estávamos escondidos, e nunca longe o suficiente do inimigo, que nos alcançava e nos perseguia, até que Gaara parou, não adiantaria fugirmos, então tivemos que bolar uma estratégia. -continuou Shikamaru.

—Eu e o meu marido bolamos um plano, Gaara deu os últimos toques, selecionamos o pessoal e fizemos como o programado. Tudo se desenrolou em uma floresta, nunca imaginaram que o senhor de/da areia iria conseguir sair dali com vida, mas Gaara lutou bravamente, e nós vencemos, a viagem de volta foi muito longa, com certeza a mais longa que já fizemos, havíamos nos distanciado de mais de nossos domínios, e foi ótimo voltar pra casa.

—E como se feriu assim? –indagou Ino a Shikmaru.

—Gaara estava muito cansado, sua espada já tremia na mão, mas ele não parava, nem tinha como parar, no entanto sua mão falhou em um golpe, não atingiu o adversário, e como consequência ele ia ser atingido, eu não conseguiria impedir o ataque, como consegui com a Tema, então só me coloquei na frente, o colete de couro conseguiu segurar o ataque pra que não me atingisse de forma letal, mas mesmo assim não consegui sair tão ileso.

—Iria morrer por ele?

—Eu amo minha esposa, amo essa gente, e sei que eles todos precisam muito mais dele que de mim.

—Não é de todo verdade. –disse Temari segurando o braço dele. –Mas todos nós daríamos a vida por ele Ino, porque ele já nos salvou ao menos uma vez também.

—Pois por mim...

—Não termine a frase, é muito triste te ver falar assim sabendo o quanto você é capaz de amá-lo e o que ele é capaz de fazer por você, e pense bem, ele jamais pareceu te tirar das trevas, da beira da morte?

Ino se calou, depois se ergueu e foi pro seu quarto, estava muito confusa com Gaara, estava triste pelo o que vira na sala dele. Seu contrato de casamento, as anotações referentes ao seu casamento, tudo aquilo era muito triste.

Ela acabou se deitando, e ficou pensando no que deveria fazer, no que podia fazer, nas palavras de Shikamaru, de Temari, e se sentiu ainda mais atordoada, depois se lembrou da fúria dele, do modo com que falara com ela, da ameaça que fizera, porque ele se transformava daquela forma, porque não podia simplesmente amá-la, porque quebraria suas promessas logo pra única pessoa que foi capaz de amá-lo sem pedir nade em troca?

Ela acabou pegando no sono, se sentia cada dia mais sonolenta, cansada, e foi assim que acabou sonhando com Gaara tendo o filho nos braços, como se houvesse duas imagens dessa lado a lado, em uma ele sorria e acariciava os cabelos do bebê, na outra ele sorria diabólico e brincava com uma espada sobre a cabeça do menino, que tinha o mesmo olhar frio, ela acordou em um pulo e respirou fundo, queria saber qual era a verdadeira face de seu marido.

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Gaara e Hinata adentraram o palácio e estranharam a conversa animada na cozinha, com uma voz que eles não conheciam.

—Temari, Shikamaru, Ino? –falou o imperador adentrando a casa com a segunda esposa.

—Gaara. –disse Temari sorrindo abertamente vindo de encontro a eles. –Gaara, que bom que chegou, você não vai acreditar! –ela estava super empolgada e feliz, se lixando pra pose de durona que tinha que ter.

—O que aconteceu?

Ino veio pra sala com o Nara e mais um homem.

Gaara olhou pra este homem, seus cabelos castanho, estatura um pouco menor que a dele, os olhos castanhos e um sorriso de canto muito característico a um Sabaku.

—Vejam só, você é mesmo um homem!

—Que-Quem é... –Gaara parou a frase no meio, observando o outro com cuidado. –Não!

—Pois sim Gaara, sou eu.

—Kan-Kankuro? –ele disse assustado, com a voz embargada.

—Oras, me disseram que o imperador era um homem frio e sem sentimentos, não vá chorar e me decepcionar, vim de muito longe pra isso.

—Mas como? De onde você veio? Porque voltou? Como...

—Calma maninho, respira. –ele se aproximou do ruivo. –O que importa é que estou de volta.

O moreno abraçou o irmão com força, Gaara estava imóvel, não sabia o que fazer e nem o que pensar, apenas sentia o abraço do irmão que tanto sentiu falta, que tanto teve medo de nunca mais ver, e depois Temari abraçou os dois feliz, com algumas lágrimas em seus olhos rasos.

—Enfim nossa família está completa. –ela disse alegre.

—Veio pra ficar? –indagou Gaara quando eles se afastaram.

—Não sei, isso vai depender de você. –disse Kankuro sério. –Nunca vou me casar, não tenho o menor tino pra lidar com uma espada e não sei como vou ser útil aqui, mas se ainda assim o imperador tirano puder me aceitar na vila, eu fico.

—Você nunca deveria ter saído daqui, esse é seu lugar, e não importa como, te quero aqui conosco. –disse Gaara firme.

—Ai que orgulho desse menino. –disse Kankuro divertido bagunçando os cabelos do irmão. –Mas bem, me deixe me apresentar a essa garota, é sua segunda esposa, certo?

—Ah, sim... Hinata Sabaku, antes Hinata Hyyuga.

—Se casou com uma Hyyuga? Nossa, esse contrato devia ser muito bom mesmo.

Garaa não disse nada.

—Prazer te conhecer. –disse a morena sorrindo tímida.

—O prazer é meu.

Kankuro olhou cúmplice pros dois irmãos, de uma maneira que eles se entendiam há muito tempo, então Gaara só fez sinal pra ele esperar.

—Mas bem , acho que temos que almoçar, Ino passou o dia todo naquela cozinha oras. –disse o moreno sorrindo animado.

Gaara olhou pra ela pela primeira vez depois que estava de volta, ela estava abatida, triste, e ele viu que nada estava diferente de quando ele partira.

O almoço foi bem divertido, Ino sorriu às vezes, não como antes, mas era impossível se manter sério perto de Kankuro, com exceção de Gaara, mas este se sentia bem também por ter o irmão por perto.

Depois do almoço, os três irmãos foram pro jardim, se sentaram e foram conversar.

—Duas mulheres em...

—Não tive muita escolha.

—Soube que a primeira foi obra do antigo imperador. –Kankuro nunca dizia a palavra pai, muito menos pra designar o tirano que lhe deu a vida.

—Sim, foi aquele contrato que ele celebrou há muitos anos.

—Ela é uma garota muito bonita, determinada, Temari me disse que ela andou te pondo na linha...

—Oras, o que quer dizer com isso?

—Que te mostrou sentimentos que você não devia, ou acha que não devia, ter.

—Mais ou menos...

—Então porque estão brigados agora?

—Ino acabou me pegando revendo o contrato de casamento dela, achou que eu queria por um fim nele, brigou comigo e eu perdi as estribeiras.

—Ele ainda acha que não deve amar ninguém e que quando alguém discuti com ele deve puni-lo severamente. –disse Temari.

—Você acabou se parecendo muito com Ele... Mas não é por isso que deve deixar isso tomar conta de você.

—Não consigo evitar, meu ódio é muito forte.

—Devia deixar o amor ser mais.

—Não a amo. –nem Gaara conseguiu se convencer disso.

—Mesmo? Porque eu vi o modo como olhou pra ela, jamais te vi olhar daquela forma pra ninguém além de nossa mãe, e ainda sim o suspiro que você soltou depois, jamais foi feito por mais ninguém.

—O que quer que eu diga? Ela devia ter confiança em mim.

—Ela tem motivos pra confiar plenamente em você? Nunca deu motivos pra ela desconfiar?

—Sim, mas nos últimos tempos não.

—Então porque não mostra isso a ela? Porque não faz ela acreditar em você.

—Ela não merece isso, me desobedeceu e...

—Para, cala a boca. Escute o que está dizendo e repare bem de quem é a voz que proclama isso. Você não tem que ser assim, não tem que agir como ele, não tem que ser temido pra ser respeitado, ainda mais por ela, que te ama tanto. Falei com ela antes de você chegar, nunca vi alguém exaltar tanto seus feitos bons e omitir tão bem os ruins, ela cuida de sua imagem, do que sente e do que vão sentir por você, não devia jogar isso fora, e por isso eu voltei.

—O que quer dizer?

—Eu ouvi rumores de que talvez atacassem o palácio, sabiam que você viajou para conseguir provisões, que quer ficar longe das batalhas, então tinha de vir e avisar.

—Temos que tomar providencias e...

—Já cuidei disso. -interrompeu Temari.

—Eu e Temari também sabemos lidar com essas coisas Gaara, você não tem que fazer tudo sozinho, você pode deixar outras pessoas adentrarem em você e deixar que te ajudem.

—Não é fácil ceder espaço.

—Ninguém disse que tinha que ser fácil. Eu mudei Gaara, Temari também, e isso só aconteceu quando conseguimos aceitar que temos sim uma maldição, mas podemos viver por ela e pra ela, ou seguir nossa vida tentando mudá-la.

—Eu não sou como vocês, eu não consigo me ver sendo capaz de amar alguém, mesmo sendo alguém como ela. Se soubessem o que já fui capaz de fazer a ela, até Deus me mandaria pro inferno sem pestanejar, e ainda sim ela continuou do meu lado, foi capaz de me dar outra chance, mas eu não sei fazer o mesmo. Ela pisou na bola quando desconfiou de mim e eu não consegui mostrar a ela que não precisava desconfiar de mim, não dei outra chance a ela.

—E acha isso certo?

—Não, mas não sei fazer diferente.

—Então está na hora de aprender, a começar de parar de deixar ela se sentir menos que a outra garota que você tomou como esposa, que vamos combinar, ela jamais será a mulher certa pra você.

—Eu achei que ela seria, porque é tudo o que sempre quis, a começar por não me dar trabalho, mas ela é diferente, eu sinto o mesmo carinho por ela que sinto por você e pela Tema.

—Também pudera, ela é linda, dócil, mas incapaz de fazer você mudar, porque ela também tem medo de mudar.

—Eu sei...

—Tocou nela? –indagou Temari.

—Claro que não, está louca? Hinata parece um anjo, impossível pensar em tocar nela.

—Então porque se casou? –indagou Kankuro.

—O contrato era muito bom, o império está com mais força, e depois... –ele olhou pra Temari, ela ainda não sabia. –E depois nossa irmã estava envolvida. Shikmaru e ela ficaram tanto tempo separados por conta de um contrato existente nas mãos de um dos aliados do nosso pai, esse contrato estava com o Hyyuga, troquei o meu casamento pelo contrato da Temari, afim de libertar eles pra ficarem juntos. –ele baixou os olhos.

—Não acredito que fez isso.

—Não podia não fazer, prometi que cuidaria de você, e depois a Ino entendeu.

—Está vendo Gaara, você é bom, não precisa ter medo disso, não vai te enfraquecer. –disse Kankuro.

—Não é tão simples.

—Se deixasse essa garota fazer parte da sua vida como se deve, ela te provaria que é mais simples do que imagina.

—Ela não quer nem me ver mais.

—Se não quisesse já teria ido embora, mas se está aqui é porque alguma coisa a prende, e garanto que não é nada além de você.

—Acha que ainda posso mudar as coisas? –Kakuro apenas sorriu de canto, Gaara ainda tinha muito pra aprender sobre a vida e o amor.

Notas finais
e agora, como vão ser as coisas? me digam o q acharam e o que estão achando do que aconteceu e vai acontecer... até o proximo... ps. dedico esse cap. q eu gostei tanto de escrever a Akia e a DayHinata... obrigada flores pela recomendação... ñ fiz a devida dedicatoria antes, pq queria um cap. especial pra isso... mto obrigada msm, e espero q assim outros se empolguem em fz o msm... =) ps2. proxima postagem está indeterminada, pq os cap. q estavão prontos terminam aqui, mas deve sair entre quinta e sexta... bjos