Imperador de Areia

26 Capítulo 26 - Nova vida


Notas iniciais
boa leitura... (lá vem um novo mebro pra essa familia complicada...)

Ino e Hinata estavam se dando muito bem, conversavam amigavelmente e se conheciam aos poucos. Hinata contou a Ino sobre Naruto, o seu amor proibido, sobre o pai terrível que tinha, a perda da mãe quando ainda era pequena e ouviu Ino lhe falar sobre a mãe dela, o pai bondoso e sobre os momentos bons com Gaara, os ruins nem ela queria lembrar.

Gaara estava de viagem, uma nova batalha, ele prometeu antes de partir que seria a última por um longo tempo, que ele queria investir no seu império, então a loira rezava pra que passasse o tempo de pressa, e até Hinata sentia falta do outro, que tinha sido bem “legal” com ela na semana que ela chegara ao palácio e ele ficou por lá.

Antes de partir, as noites entre o ruivo e a loira tinham sido movimentas, cheias de amor e muito desejo, haviam criado uma forte conexão, e Ino sentia que aquele sentimento bom e forte se tornava cada vez mais sólido e intenso, com certeza ela conhecia uma face de Gaara que ninguém mais imaginava existir, e aquilo a deixava muito contente e feliz de guardar só pra ela aquele pequeno segredo.

—No que está pensando? –indagou Hinata se sentando ao lado de Ino no jardim, enquanto esta terminava de ajeitar alguns lírios recém plantados, mas com o olhar distante.

—Nada de mais...

—Me deixe adivinhar, Gaara?

Ino sorriu.

—Não dá pra disfarçar não é?

—Não, não dá. –ela sorriu amorosa. –Você o ama mesmo, não é?

—Sim Hina, eu o amo. –Ino já passara a chamá-la pelo apelido. –Ele é uma pessoa complicada, diferente, mas tem o melhor coração que eu já vi, e o que mais sofreu na vida também.

—Nunca pensei que eu ia gostar de ficar aqui, que encontraria alguém que amasse o imperador de areia, e nem que ele fosse tão diferente do que dizem.

—Ah, ele era muito pior do que dizem, senti na pele, mas como eu disse, ele sofreu de mais, se nossos pais eram ruins, o dele era o demônio, ele aprendeu a ser assim, mas está mudando, ele ama essa terra, esse povo, e eu sei que pode ainda melhorar muito.

—Eu acredito muito nisso.

Hinata a ajudou a terminar de ajeitar os lírios, e as duas se encararam, então Ino criou coragem de perguntar.

—Ainda ama aquele rapaz que me contou?

—Com cada fibra do meu ser.

—Mas ele pode ter sumido pra sempre, você sabe.

—Eu sei. –ela se entristeceu. –Imagino que jamais o verei de novo.

—E ai? Pretende morrer virgem?

—Eu não penso muito no assunto. –ela ficou rubra.

—Gaara é um homem muito bonito... –comentou Ino, sentindo o coração apertar, era difícil pra ela também, mas há certos fatos que devem ser considerados.

—Sim, é sim, mas ele é seu marido, não meu. Todo mundo sabe que você é a única e verdadeira esposa dele, esperam o herdeiro vindo de vocês, eu sou só figura ilustrativa, Ino. Mas se quer saber se penso em me deitar com ele, bem, só farei se ele assim quiser, mas eu duvido muito que queira.

—Não sei não... Você é tudo o que ele sempre quis, é uma mulher linda, acho que ele pode cair na tentação a qualquer momento.

—Você não devia pensar nisso também. É melhor esperarmos as coisas caminharem, não adianta ficarmos imaginando coisas, até mesmo porque, tudo isso cabe muito mais ao Gaara do que a mim.

Ino concordou, mas ainda estava inquieta, e assumia, tinha ciúmes dele, mesmo vendo Hinata como uma verdadeira amiga, uma irmã, afinal elas não tinham culpa da situação, mas estavam nela e coisas podem acontecer, mudar, a qualquer segundo.

Vários dias se passaram, a angustia tomava conta delas, e mais vários dias vieram, Ino começava a ficar muito preocupada, dois meses e nada do ruivo, seu coração estava aflito, e Hinata também estava preocupada, o exército como era o de Gaara não deveria demorar muito em nenhuma batalha, eram fortes, ágeis, e nenhuma batalha longa era vantajosa.

As duas rezavam pra que tudo desse certo pro ruivo, e entre uma oração e outra, entre um dia e outro, Ino estava passando muito mal. Às vezes vomitava muito, às vezes sentia tontura, e naquele tormento ela foi deixando passar, até que Hinata teve de segurá-la um dia.

—O que houve?

—Estou tonta, meu estomago está embrulhando. –disse Ino meio desacordada, com a respiração pesada.

—Vem aqui, vamos sentar lá dentro, o sol está muito forte.

Elas adentraram o palácio, Ino estava com o braço sobre os ombros de Hinata, e era conduzida pela outra, até se sentarem no sofá. Hinata pediu um copo de água pra Ino, e ficou do lado dela, a abanando e tentando mantê-la acordada.

Alguns momentos depois a loira voltou ao normal, a cor de seu rosto foi voltando, e seu corpo conseguia se mover melhor.

—Já estou bem.

—Tem certeza? Podemos chamar o curandeiro.

—Não precisa, eu estou bem, deve ser esse calor infernal.

—É pode...

—Ainda estou enjoada. –ela levou a mão à barriga.

—Ino, tem certeza que é só um mal estar? Não sentiu nada disso antes?

—Tem um tempinho que estou com um mal estar, mas deve ser só nervoso.

—Ou então só um filho.

Ino começou a rir, e Hinata ficou olhando pra ela sem entender.

—Um filho... –ela ainda riu um pouco mais.

—Não sei qual é a graça. Pelo o que vi aquele dia no quarto, não é impossível.

—A gente dormiu junto, mas não poderia...

—Ino, você é uma mulher esperta, foi preparada pra isso, sabe que esses sintomas querem dizer.

A loira se calou, seria possível mesmo? O problema seria saber de quanto tempo ela estava, se estivesse mesmo grávida.

—Não sei não... -ela não estava pronta pra aceitar.

—Porque está relutando tanto? Um filho do amor de vocês seria bom, certo?

—Sim, seria ótimo, mas um filho do imperador de areia, eu já não sei... Ainda seria meu filho, mas ele não merece ter um destino como o que parece que ele deve ter.

Hinata entendeu a preocupação dela, e se solidarizou, pensou que se fosse ela, com essa hipótese na cabeça, já estaria maluca.

—Tente pensar só que é seu filho, filho do homem que você ama, e deixe o resto pra pensar quando Gaara voltar.

O coração de Ino se encheu de medo, e se ele não voltasse? A loira começou a chorar, e ficou aflita, Hinata sem saber o que fazer a abraçou, Ino era uma pessoa boa, especial pra ela, e não suportava vê-la daquele modo.

Naquela noite, nenhumas das duas dormira. Ino pediu pra morena ficar em seu quarto, e as duas ficaram conversando, sobre assuntos diversos, ela não queria pensar em nada até ter certeza de sua gravidez, se é que poderia dizer que não tinha.

A loira não era tola, e com calma pode perceber que não tinha cólicas a um bom tempo, ou seja, não tinha menstruado há pelo menos dois meses, o que não era normal pra ela, de tal forma que estava grávida, mas queria esperar, e não queria pensar na possibilidade de Gaara não voltar.

A noite passou de vagar e quando o dia começava a raiar, Ino sentiu o coração disparar no peito, então correu até a janela, Hinata a acompanhou, as duas se entre olharam sorrindo, e depois correram escada a baixo.

—Gaara... –sussurrou Ino vendo o imperador se aproximar com a tropa.

Todos estavam muito abatidos, os animais pediam arrego, as roupas sujas e mal trapillhas, as barbas por fazer, e Temari com um semblante muito preocupado, caminhando de vagar ao lado do Nara que estava quase desfalecido.

Ninguém acompanhou o Imperador até o palácio como sempre faziam, os animais seguiam sozinhos o rastro do ruivo e sua irmã, com o cunhado, onde o garoto que assumira a posição de Shikmaru correu pra ajudar e pra cuidar dos animais, e o ruivo ajudou a irmã com o Nara, que mal conseguia descer do cavalo.

—Fiquem aqui em casa hoje, as empregadas vão preparar um quarto aconchegante e uma boa comida, amanhã vocês vão pra casa. –disse Gaara arrastando o próprio corpo e o do moreno.

Ino e Hinata se adiantaram a ajudar também.

—Como é bom te ver Ino. –disse Shikamaru se apoiando na loira e sorrindo fracamente.

—O que aconteceu, Shika?

—Longa história. –ele disse com a garganta seca. –Uma cama, pode ser?

—Claro, eu te ajudo a subir.

—Você é minha anja. –ele disse sorrindo sossegado, e foi subindo com ela.

Gaara deixou os dois andando e se jogou no sofá, com Temari ao seu lado, Hinata trouxe-lhes um copo de água gelada, a qual eles tomaram com gosto.

—Vou subir e ajudar a Ino com meu marido.

—Acho difícil saber quem precisa de mais ajuda. –disse Gaara com a voz fraca.

Temari sorriu de canto e foi caminhando de vagar.

—O que eu posso fazer? –indagou a morena preocupada.

—Pode mandar fazer algo pra comermos e depois me ajudar a subir as escadas, o que acha?

Ela fez que sim com a cabeça e correu até a cozinha, depois ajudou ele a se levantar, e foi com ele até o seu quarto, onde ele tirou a camisa e seu corpo estava todo marcado por hematomas e cortes.

—Vou cuidar disso pra você. –ela disse aflita.

—Vou tomar um banho primeiro.

—Quer ajuda?

Ele olhou pra ela com a sobrancelha erguida, mas viu a expressão inocente nos olhos dela, ela só estava preocupada, assim como vira nos olhos de Ino, enquanto esta tinha que dar preferência ao moreno primeiro, ele estava pior e Ino já conhecia algumas ervas e modos de cuidar dele.

—Quero sim. –ele disse displicente, e foi andando até o chuveiro.

Garaa tentou ficar de pé, mas não conseguiu por muito tempo, coçou o rosto com a barba ruiva e viu o sangue seco dos ferimentos ir se perdendo na água fresca, então Hinata ajudou ele a se sentar e passou uma esponja com sabonete neutro, afim de limpar as feridas e evitar algo pior, e ia fazendo aquilo com muita delicadeza.

O Sabaku ficou encarando a morena, enquanto ela displicente ia com cuidado cuidando dele, ainda de calça sob o banho, e foi assim que Ino os viu, os dois pareciam muito próximos e íntimos. A loira controlou a vontade insana de chorar, algo estava mexendo muito com ela, então foi até os dois no chuveiro.

—O Nara está vivo? –quis saber Gaara ao ver a mulher se aproximar.

—Está. Dei a ele um pouco de água, um pedaço de fruta, porque não aguentou comer mais, e agora está tomando banho com Temari, já, já vou até lá fazer os curativos neles.

Ele fez sinal de que entendera.

—Vai precisar de mim? –ela disse meio amarga.

—Ele ainda tem que fazer a barba e terminar o banho, porque não faz isso enquanto eu vou ver algo pra comerem? –disse Hinata se afastando solicita.

Ino não disse nada, apenas deixou a morena sair e se aproximou de Gaara, pouco se importando com a água lhe encharcando. Ela se ajoelhou de frente pra ele e acariciou seus cabelos, vendo ele suspirar, e olhar pra ela.

Os dois queriam dizer muitas coisas, mas não encontraram palavras pra isso, apenas se olhavam, até que ele puxou ela pra si e a sentou em seu colo, sob a água fria, que ela estremeceu. Ele levou a mão ao chuveiro e deixou a temperatura mais morna, pra então lhe tocar a face com cuidado, sem tirar seus olhos dos dela, se aproximando de vagar de seus lábios, e então os tocou com cuidado, e ele sentiu o coração disparar, e nunca se sentira tão bem e tão feliz, ele tinha voltado.

Ela deixou uma lágrima cair por seu rosto e ele soube disso ao sentir o gosto salgado morrer em seus lábios, mas não parou de beijá-la e ela lhe segurou a nuca, lhe acariciou os cabelos de forma calma e continuaram assim por um longo tempo, até que ele findou os beijos e a abraçou forte contra si, sentindo que desta vez não era só uma miragem de seu deserto traiçoeiro.

—Senti muito a sua falta. –ela disse carinhosa, ainda lhe fazendo carinho.

Ele não disse nada, não tinha mais voz, tudo se fora enquanto tentava comandar pra trazê-los de volta pra casa.

Ela o afastou de vagar e sorriu.

—Venha, vou fazer sua barba, vai se sentir mais leve.

Ele deu mais um beijo nela e depois deixou ela fazer o que quisesse, até que ele caiu na cama e dormiu tranquilo, precisava descansar e esquecer o inferno que tinha vivido naqueles dias, ao menos ainda tinha a ela, que sempre estaria ali lhe esperando.

Notas finais
o q acharam? foi meio curtinho perto dos outros, mas garanto q isso aqui foi mto importante... bjos e até o proximo... ps. proxima atualização será quinta-feira, Sylvia