Imortal

10 Capitulo 9 (É O WILLIAN CULLEN)


A garçonete apareceu. Apesar de estar ansiosa para ver Willian. Ver se ele era tão bonito quanto o da cabine ao lado. Ela foi avisada que esse era obvio que estava com a namorada.

Ha se elas soubessem.

— Ola, meu nome é Amber e eu vou servi-los essa noite. O que desejam beber?

Ela revezou o olhar entre nós. Pude ver em sua mente que Willian era lindo. Muito lindo. E que ela tinha inveja de mim.

— Um... Suco natural de laranja por favor. — Pedi.

— Dois. — Willian falou e ela assentiu se afastando. — Um suco natural? É igual aquelas garotas que tentam manter a forma?

— Eu preciso manter a forma. Quero ser uma bailarina. Mas não passo fome. So tento comer coisas saudaveis na maior parte do tempo. Saude é tudo. E você pode me chamar de patricinha. — Ele sorriu.

— É bom cuidar da saude.

— Eu como bobagens. Acredite ate demais. Mas tento não comer muito. Sempre que posso e tenho a oportunidade pego algo mais saudavel. — Ele assentiu.

— Então você sabe o que vai fazer da vida?

— Julliard. Ballet. Quero ser a primeira bailarina de alguma companhia.

— E se não conseguir?

— Eu vou. — Respondi. — Mas se não conseguir pretendo viver do surf. — Debochei e ele riu. — É uma boa opição. O impala eu consegui com o dinheiro dos premios que ganhei surfando. Fui uma das garotas mais novas a surfar no Havaí e ainda pegar a onda mais alta. Não me chame de convencida. — Pedi.

— Você tem orgulho de fazer isso. É diferente. Você não conta isso para as pessoas.

— É a primeira pessoa daqui que sabe disso pela minha boca. O pessoal costuma pesquisar na internet.

— Quantos anos tem?

— 17 anos.

— Parece mais velha.

— So sou um pouco mais madura. Mas ainda sou uma adolescente. Bella sim é a velha. Ela tinha que botar juizo na cabeça da mamãe e as vezes na minha cabeça. — Sorri.

— Sua mãe deve ser muito legal.

— Ha ela é. Um pouco louca. Louca do tipo que muitas vezes mentiu que era a minha irmã mais velha.

— Sente a falta dela?

— É a minha mãe. É claro que sinto a falta dela. Você não... Sente?

— Não lembro dos meus pais.

— Qual é a sua historia Willian? — Ele sorriu.

— Não é uma boa ideia. Com o tempo você vai saber.

— O que esta escondendo de mim?

— Como aprendeu a socar daquele jeito?

— Charlie ensinou quando fiz 13 anos. Era para afastar meus namorados e eu saber me defender é claro.

— Precisou muito disso?

— Algumas vezes sim. E como a minha mãe diz "uma boa joelhada nas bolas funciona tambem". — Ele riu.

A garçonete voltou com as bebidas e uma cestinha de pães de alho. Enruguei o nariz por que odiava alho.

— Estão prontos para fazer o pedido? — Ela perguntou.

— Ravioli de cogumelos. — Falei.

— E você?

— Nada. Obrigado. — Willian falou.

Ela se afastou e ele empurrou a cesta de pães para mim.

— Não. Eu não gosto de alho.

Vi Edward e Bella passando e ela ficou surpresa por ter me encontrado aqui. A garçonete apareceu trazendo a minha comida. Os cogumelos estavam bons.

Encarei Willian e suspirei.

— Bella sabe. E não foi eu que contei.

— Como ela sabe?

— Nós fomos para La Push no sabado. Um amigo de infancia contou as historias da tribo. Uma delas sobre vocês. É por isso que não podem ir a La Push?

— Sim. Eles acreditam nas lendas. E tem desconfiança sobre nós. Nós não invadimos o territorio deles e assim vamos vivendo.

— Como conseguiu me encontrar?

— Camille disse que você ficaria em Port Angeles. Edward ja estava atras de Bella então vim tambem. Foi dificil nao sou um bom rastreador. E não tenho o dom de Edward. Consegui sentir o seu cheiro e vi o impala. Então encontrei com as garotas e elas falaram onde você estava.

— Onde você deixou o evo?

— Em casa. Eu vim... Correndo.

— Correndo?

— Sim. Nós temos uma super velocidade. Como foi acordar lendo mentes?

— Eu não acordei lendo mentes. Foi no meio de uma apresentação da escola. E foi horrivel! Desesperador. Achei que estava ficando louca. Ouvindo vozes. Sei lá. Não contei para ninguem e acredite enfrentar essa barra sozinha foi cruel.

— Eu imagino. E como você conseguiu?

— O surf me ajudou. Ficar em cima de uma prancha horas e horas no meio do mar sem ninguem em volta me ajudou a colocar os pensamentos em ordem. E a classifica-los. Dor de cabeça insuportavel. Parecia que ia explodir. Eu vi tudo escorregando pelos meus dedos. Meus amigos. Minha familia. Minha vida. Quanto mais o tempo passava mais aterrorizador era ler mentes. E quando os pesadelos começaram foi horrivel.

— Pesadelos?

— A telecinese é bem ruim quando se esta acordado, mas é pior quando se esta dormindo. E foi isso. Os moveis começaram a flutuar. As coisas começaram a explodir. Eu provocava pequenos terremotos dentro de casa. Minha mãe achou que eu era um monstro e por muito tempo acreditei nisso.

— E o que te fez mudar de ideia?

— Bella disse que monstros não tinham coração. Sentimentos. E eu tinha. Qualquer um pode ver isso quando estou dançando. Fico mais leve. Acordar mais cedo e correr na praia me deixou mais alerta. Aproveitava o silencio e a solidão para treinar. A vitoria não vem sem esforço.

— Definitivamente você não tem so 17 anos. — Eu ri. — Podemos ir?

— Sim. — Falei e a garçonete apareceu.

Ergui uma sobrancelha a observando. Ela estava espionando tentando ouvir a nossa conversa.

— Ainda não proibiram as pessoas de cuidar da vida das outras, mas é feio ficar tentando ouvir conversa alheia. E se resmungar eu vou chamar o gerente. E se eu achar um numero de celular na conta a coisa vai piorar para o seu lado. — Ela ficou vermelha.

— Sem troco. — Willian falou entregando uma nota a ela antes de levantar.

— Tenham uma boa noite. E me desculpe. — Ela falou antes de se afastar rapidamente.

— Você é esquentadinha hein. — Will debochou e eu pressionei os labios.

— Ela era uma oferecida. — Comentei e ele sorriu.

Entramos no impala e ele é claro assumiu o volante.

A viagem foi rapida e silenciosa. Mas a companhia foi agradavel.

— Por que eu acho que tem muitas coisas sobre você que eu vou ter que descobrir? — Ele perguntou quando estavamos chegando na minha casa.

— Bom. Quando me deixar saber sobre você eu deixarei saber sobre mim. — Ele sorriu.

Will estacionou em frente a minha casa e eu suspirei.

— Tenho que ir. — Will falou e eu assenti.

Nós descemos do carro e ele me levou ate a porta. Não tinha ninguem na rua. E nenhum pensamento por perto a não ser de Charlie olhando tv e Bella no quarto.

Will beijou meus labios depois se afastou e eu o vi sumir na escuridão.

Deus! Isso tinha mesmo acontecido?

Tinha! Willian tinha me beijado! Ai meu Deus!

E que beijo!

— Lizzie? — Charlie chamou quando entrei em casa.

— Sou eu. — Falei fechando a porta e indo me jogar ao lado dele no sofa.

Ele estava olhando um jogo de baseball.

— Não são nem nove horas. Veio cedo tambem. — Assenti olhando o placar do jogo. — Se divertiu?

— Um pouco. Mas fazer compras não é muito a minha praia. Eu estou muito cansada. Meus pés estão doendo.

— Va descansar então. — Assenti.

Levantei e beijei sua bochecha o deixando surpreso.

— Boa noite. — Falei subindo as escadas.

Tomei um banho e me joguei na cama. Estava muito cansada.

No outro dia Forks tinha voltado a ser Forks. Fria e nublada. A noticia boa era que eu veria Willian hoje. Levantei antes de Bella. Vesti uma calça jeans, camiseta de mangas compridas cinza, cardiga rosa, casaco cinza e bota flat cano baixo.

Gritei da cozinha para Bella no quarto para acorda-la ja que estava atrasada Charlie tinha acabado de sair. Quando terminei meu cereal Bella apareceu correndo.

— Eca! — Falei quando a vi bebendo o leite direto da garrafa. — Eu tomo esse leite!

Ela saiu na minha frente e eu fechei a porta. Eu mal conseguia ver alguma coisa por causa da nevoa. Acabei esbarrando em Bella que tinha parado no meio do caminho.

— Bella? — Chamei e olhei para a frente.

Tinha um carro prata na frente da casa.

— Você quer dar uma volta comigo hoje? — Edward perguntou abrindo a porta do carro para ela.

— Sim, obrigada.

— Bom dia, Edward. — Falei para ele notar a minha presença.

Quase sorri do quanto ele estava interessado em minha irmã e eu não precisava ler a mente dele para saber.

— Bom dia, Lizzie. — Ele comentou sorrindo de canto. — Vocês ja conversaram entre si?

Bella me encarou e eu suspirei.

— Eu sei a verdade.

— Como você sabe? — Ela perguntou. — É claro! Você le mentes tambem!

— Na verdade eu não posso ler a mente deles.

— E como você não me contou isso?

— Você não perguntou. — Ergui as mãos e ela pressionou os labios.

— Depois a gente conversa.

Lancei um olhar a Edward.

— Acalme ela ou eu mato você. — Ele sorriu de canto e fechou a porta do carro.

Me virei para ir na direção do impala e então percebi outro carro atras do volvo. Um carro preto.

Um evo.

Will estava encostado ao carro com as mãos nos bolsos da calça jeans e os tornozelos cruzados.

Era uma pintura de arte que eu adoraria ter no meu quarto.

— Bom dia para você tambem. — Debochei me aproximando dele que sorriu.

Não me importando com nada mais me aproximei dele deixando suas pernas entre as minhas e agarrei sua nuca ja o beijando. Ele segurou minha cintura e afastou meu corpo dele.

— Vai com calma. — Ele pediu e eu ri baixinho voltando a beija-lo. — Vamos. — Ele abriu a porta do carro para mim.

— Onde esta a sua familia? — Perguntei enquanto ele dirigia.

— Emmett, Jasper e Alice foram com Rose no carro dela. E Camille e Sarah foram com o Calleb no seu carro.

Ele estacionou entre um evo verde escuro com a parte de cima preta e uma BMW conversivel vermelha.

— Chamativos hein?

— Eu não tinha notado eles aquele dia na garagem. — Comentei. — Mas são lindos. — O encarei. — Vocês... Estão quebrando o protocolo.

— Se vamos para o inferno é melhor fazer o serviço direito. — Ele comentou.

— Não gosto do jeito que você fala. — Murmurei magoada. — É como se ficar comigo fosse errado.

— E é errado, Lizzie.

— Então por que esta aqui?

— Por que não consigo me afastar de você.

Ficamos nos encarando. Certo eu queria beija-lo. Mas não queria chamar atenção. Agarração em publico não era a praia dele.

Peguei a minha mochila e sai do carro. Estava um pouco magoada então não prestei atenção que todos estavam me encarando. Meus amigos tinha os olhos arregalados, as meninas estavam sorrindo e Derek estava de cara fechada. Isso seria complicado.

— O que você dira a eles? — Will perguntou parando ao meu lado.

O encarei.

— É uma boa pergunta. O que você diria se estivesse no meu lugar?

— Que estamos namorando. — Ele comentou. — Mas eu não pedi formalmente ao seu pai então diria que estamos se conhecendo melhor.

— Isso é ridiculo. As duas coisas. Não precisa pedir permissão para o meu pai. E essa desculpa é esfarrapada. Coisa de gente que ta ficando e não quer assumir. — Ele sorriu.

— Diga o que achar melhor então. E eu vou falar com o seu pai. Sou das antigas, Lizzie.

Pressionei os labios.

— Lizzie? — Camille veio praticamente correndo na minha direção e me abraçou.

— Oi. — Falei abraçando ela de volta. — Tudo bem?

— Sim. Então você é minha cunhada?

— Camille! — Will repreendeu e ela revirou os olhos.

Sarah que estava mais atras com Calleb riu.

— Ele é chato demais!

— Calleb Cullen, é um prazer conhece-la. — Calleb falou estendendo a mão.

Minha bochechas ficaram vermelhas so de lembrar que umas semanas atras eu havia sido mal educada com ele.

— Lizzie. E me desculpe por aquele dia.

— Eu entendo. É uma reação normal que Will costuma proporcionar as pessoas. — Ele sorriu e eu pressionei os labios.

Will revirou os olhos e Camille riu.

— Nos vemos depois. — Murmurei me afastando deles e seguindo na direção dos meus amigos.

— Bom dia. — Jennifer falou sorrindo. — Otimo dia hein?

— Estamos nos conhecendo melhor, ok? — Falei e ela riu.

— Desculpa esfarrapada. — Patricia cantarolou e eu balancei a cabeça.

— Quando isso aconteceu mesmo? — Edgar perguntou.

— Ontem em Port Angeles ele pediu que deixassemos Lizzie que ele a levaria para casa. — Patricia respondeu.

— E vocês deixaram? — Derek perguntou. — E se ele quisesse se aproveitar da Lizzie?

— Meu filho se tivesse essa chance seria eu a me aproveitar daquele corpo. Sem querer ofender, Lizzie. Sabemos que ele é o seu boy. — Jennifer falou.

— Vocês são malucas! — Falei.

— Muito malucas! — Edgar falou.

— Gente sem estresse. — Patricia falou. — Estão todos bem. E eu quero ser madrinha do casamento. — Ela bateu palmas e eu bati com a mão na testa.

— Não seja ridicula. — Resmunguei balançando a cabeça. — Vamos para a aula pessoal.

Derek estava emburrado era obvio e eu não sabia como conversar com ele sobre o assunto.

No intervalo entre a segunda e a terceira aula as meninas conseguiram me pegar sozinha. Estavamos no vestiario para a educação fisica.

— Então onde ele te levou ontem? — Jennifer peruntou.

— Para jantar depois me levou para casa. — Respondi vestindo o uniforme da educação fisica.

Um short extremamente curto e uma camiseta de mangas curtas.

— Sobre o que conversaram? — Patricia perguntou.

— Um monte de coisas. Sabe essas coisas normais. — As encarei depois virei e empinei a bunda me observando no espelho. — Isso é quase um caleçom. — Elas riram.

— Rolou algo? — Elas perguntaram juntas e eu voltei a encara-las.

O que eu ia falar?

— O beijei! — Falei e elas gritaram.

— Fala serio! — Jennifer gritou.

— Você beijou Willian Cullen! — Patricia gritou.

— Shh! — Falei fazendo elas se acalmarem.

Olhei em volta estavam todas me encarando.

— Não precisa gritar. — Resmunguei para as garotas.

— Desculpe. — Jennifer falou.

— Mas é que é o Willian Cullen! — Patricia comentou e eu tive que rir da sua expressão.

— É. — Murmurei depois balancei a cabeça.

— E como foi? — Jennifer perguntou enquanto saiamos do vestiario.

— Bom. — Murmurei. — Na verdade. Muito bom. — Elas riram. — Meninas o que eu faço com o Derek?

— Achamos que você não tinha notado. — Patricia comentou.

— E tem como não notar? — Perguntei.

— Fala a verdade. — Jennifer sugeriu. — Ele vai entender.

— Ok. Falar a verdade. Que verdade? — Encarei elas que riram.

— Que você esta namorando Willian Cullen. — Patricia falou como se fosse obvio.

Suspirei e segui para a quadra com elas atras de mim rindo sem parar.