Imortais - A lenda

1 Prólogo - Á moça de preto.


Notas iniciais
Chegoou o o prólogo atrasado, resolvi postar junto com o primeiro capitulo.E isso deixou a desejar de alguns, ou não, a história foi reformulada, dessa vez não é só mais uma mera historia agora é "À historia".

A moça entrou na igreja, coberta de vestes pretas, se houvesse pessoas no local achariam que ela estava de luto, porém não havia ninguém. O relógio marcava 3 horas da madrugada e a jovem adentrava na igreja desconfortável. Ela acendeu as velas com calma e se preparou para se ajoelhar no altar e fazer uma prece silenciosa. A angustia a dominava, ela estava pronta para desabafar em voz alta:

– Senhor, se existir, responda-me, por favor. Por que tenho que sofrer? Por que tenho que ser a mensageira da morte ao mundo? Eu não quero ver mais dor e sofrimento.

Então houve silêncio, nada além do ar frio da noite passando pelas chamas fazia barulho. Ela entendeu que não haveria nenhum sinal divino para livra-la da angustiante tarefa. Porém seu coração queria ficar lá, afinal todas as outras pessoas alcançavam paz naquele lugar, ela não poderia ser diferente dos demais.

As velas mais próximas à porta começaram a se apagar, e houve um ritmado som de passos que acompanhava o coração da moça. Ela entrou em pânico, não poderia mais fugir. As velas iam se apagando à medida que os passos se aproximavam e quando a ultima vela apagou, uma voz calma, porém severa ecoou atrás dela:

– Minha filha, o que você faz nesse lugar imundo?

– Pai, desculpe-me eu voltarei para minhas tarefas. – Disse a moça desesperada, em seu coração brotava o mais profundo medo daquele que encontrava atrás dela.

– Eu sei que você não quer mais essa vida minha filha, porém espero que você comece a entender que fazemos pelo bem do mundo! Esse planeta esta infestado pelas pragas humanas, eles destroem uns aos outros, destroem os animais, destroem as plantas e arvores. Ao exterminá-los estamos ajudando o mundo a se reconstituir em sua pureza. Este planeta não deve pertencer a seres vis como eles, que não valorizam a natureza. – Disse o homem eloquentemente.

– Mas pai e quanto aos inocentes? E quanto às pessoas que já foram vitimas de nossa ira sem sequer ter a chance de mostrarem que são diferentes? – Replicou a garota em lágrimas.

– Mate os inocentes, pois com certeza eles se tornarão culpados. Os seres humanos perderam sua ultima chance de se redimir quando decidiram que seus desejos e luxos idiotas eram mais importantes que o planeta e seus semelhantes. Agora chega de negar sua verdadeira natureza, volte para Casa e descanse. Amanhã você tem uma festa para ir.

Sem mais nenhuma palavra a garota saiu segurando as lágrimas, ela não queria obedecer, mas obedeceu, pois ao fundo viu a sensatez de seu pai. E a figura sombria foi deixada para trás olhando para o altar, envolto em sombras, ele levantou a mão para o crucifixo gigante na parede e bradou com fervor:

– A fé da espécie em sua figura é patética, enquanto eles rezam os demais morrem e sofrem esperando uma ajuda concreta. Eles foram ensinados a querer o Céu, porém em seu egoísmo brutal e crenças supersticiosas sem atitude são merecedores do Inferno. Se você fosse quem realmente afirmou ser, deveria ter avisado a eles que nem o Céu e nem o Inferno os aceitariam. Apenas minha Casa abre as portas para acolhê-los. E na hora em que entrarem serão testados de verdade!

Dito isso o ser sombrio virou suas costas e com um movimento de sua mão fez a cruz cair e se partir. Então ele voltou para Casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comente isso motiva a escrever mais e mais ^-. Bjus do tio Trevor ♥.